Crónica: Capitals 2 – 3 Penguins

Apenas 7 jogadores marcaram mais de 30 golos até agora esta época. Dois deles ajudaram os Pittsburgh Penguins a derrotarem os Washington Capitals. Chris Kunitz marcou 2 golos e Sidney Crosby marcou um, na vitória por 3-2 no Verizon Center.

Os Penguins não perderam tempo. Apenas 46 segundos depois do início do jogo, Sidney Crosby lançou um contra-ataque. Chris Kunitz deixou Mike Green pregado ao chão e bateu Jaroslav Halak para fazer o 1-0.

Os Capitals responderam com prontidão através do golo de Eric Fehr que conseguiu antecipar-se a Taylor Pyatt, depois de um passe de Joel Ward. Passados apenas 38 segundos, Nicklas Backstrom cometeu falta e deu uma oportunidade ao letal powerplay dos Penguins. Evgeni Malkin deu o disco a Crosby que disparou um tiro indefensável à baliza de Halak.

A equipa da casa veio motivada do intervalo e começou o 2º período por cima no jogo. Nicklas Backstrom aproveitou a presença de Brooks Laich à frente da baliza para fazer o 2-2. Mas mais uma vez, os Penguins voltaram para a frente do marcador passado pouco tempo. Sidney Crosby entrou na zona ofensiva, fez o passe para Lee Stempniak que tentou a sua sorte. Halak conseguiu fazer a defesa, mas deixou o ressalto à mercê de Kunitz que não perdoou.

Esta foi a 7ª vitória consecutiva dos Penguins sobre os Capitals. As duas equipas voltam a encontrar-se esta noite, desta vez no Consol Energy Center, em Pittsburgh.

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Antevisão: Capitals – Penguins

Durante a 1ª metade das suas carreiras, os jogos entre Sidney Crosby e Alexander Ovechkin foram sempre grandes clássicos, com as duas equipas a batalharem lado a lado pela supremacia na Conferência Este. No entanto, este ano os Penguins estão mais uma vez na luta pelo 1º lugar na conferência com os Boston Bruins, enquanto os Capitals tentam agarrar-se desesperadamente a um dos wild-card.

Os Capitals vêm moralizados da vitória por 3-2 sobre os Phoenix Coyotes no sábado. Os Capitals deram a volta ao marcador que no 3º período ditava 2-0 para os Coyotes. 3 golos em 5 minutos permitiram aos Caps amealharem mais dois pontos, naquela que foi a 30ª vitória da época.

Outro factor de motivação para os fãs de Washington é a estreia de Evgeny Kuznetsov, quase 4 anos depois de ter sido escolhido no Draft. Kuznetsov foi a 26ª escolha no Draft de 2010, mas preferiu continuar a sua carreira na Rússia. Agora, com quase 22 anos, Kuznetsov prepara-se para estrear no maior de todos os palcos e pode ser um reforço muito bem-vindo para os Capitals.

Os Penguins lideram confortavelmente a Divisão Metropolitana, com 14 pontos de vantagem sobre os New York Rangers. Os Penguins têm o melhor powerplay da NHL (25.5%), o melhor penalty kill (87.2%), e ainda estão no top-10 em golos marcados e sofridos. Este é o último jogo de uma série de 5 consecutivos fora de casa. Na sexta-feira, os Penguins alcançaram uma vitória por 3-2 no shootout sobre os Anaheim Ducks.

Nos últimos dois encontros entre as duas equipas os Penguins saíram vitoriosos. No dia 20 de Novembro em Washington por 4-0 e no dia 15 de Janeiro em Pittsburgh por 4-3. Os Capitals estiveram na frente do marcador por 3 vezes nesse jogo, mas um golo do rookie Olli Maatta com menos de dois minutos para o fim deu a vitória aos Penguins. Essa foi a primeira de uma série de 7 derrotas consecutivas para os Capitals. Será que os Penguins conseguirão desmoralizar os seus rivais novamente?

Alinhamento dos Capitals

Brooks Laich – Nicklas Backstrom – Alex Ovechkin
Dustin Penner – Marcus Johansson – Troy Brouwer
Jason Chimera – Eric Fehr – Joel Ward
Evgeny Kuznetsov – Jay Beagle – Tom Wilson

Karl Alzner – John Carlson
Dmitry Orlov – Mike Green
Jack Hillen – Sam Carrick

Jaroslav Halak

Alinhamento dos Penguins

Chris Kunitz – Sidney Crosby – Lee Stempniak
Jussi Jokinen – Evgeni Malkin – James Neal
Taylor Pyatt – Brandon Sutter – Joe Vitale
Tanner Glass – Marcel Goc – Craig Adams

Olli Maatta – Brooks Orpik
Rob Scuderi – Matt Niskanen
Deryk Engelland – Simon Depres

Jeff Zatkoff

Crónica: Bruins 3 – 0 Capitals

5 dias depois da vitória por 4-2 no TD Garden, os Capitals voltaram a Boston, mas desta vez só deu Bruins. A equipa da casa dominou todo o jogo e acabou por conquistar uma vitória por 3-0. Esta foi a 3ª derrota consecutiva dos Capitals, que estão agora a 1 ponto do último lugar de apuramento, ocupado pelos Red Wings que têm menos 2 jogos realizados.

Os Capitals sobreviveram um 1º período em que raramente tiveram o disco, uma característica comum aos outros períodos do jogo. A equipa de Adam Oates passou grande parte do tempo na sua zona defensiva, graças ao forecheck sufocante dos Bruins e também à sua incapacidade de sair da zone em posse. Só Braden Holtby evitou um desastre maior, com 40 defesas.

Depois de evitarem o golo dos Bruins a muito custo no 1º período, os Capitals não conseguiram segurar o empate a zero por muito mais tempo. Gregory Campbell inaugurou o marcador, com um desvio a remate de Patrice Bergeron. 5 minutos depois, Loui Eriksson fez o 2-0 a passe do seu compatriota Carl Soderberg.

Os Capitals nunca conseguiram criar perigo no ataque. O jogo terminou com 16 remates dos Capitals contra 43 dos Bruins. Nenhum desses 16 remates pôs em perigo a baliza de Tukka Rask, que conquistou mais um shutout, o 6º da sua temporada. Apesar de o jogo só ter ficado resolvido com o golo de baliza aberta de Brad Marchand, nunca houve a sensação de que os Capitals podiam dar a volta ao resultado.

Antevisão: Bruins – Capitals

No último sábado, os Capitals visitaram o TD Garden e surpreenderam os Bruins com uma vitória por 4-2. Passados 5 dias, os Capitals estão de regresso à cidade de Boston e esperam amealhar mais dois pontos essenciais.

A equipa de Adam Oates vem de duas derrotas consecutivas frente aos Philadelphia Flyers. Ontem à noite, os Capitals adormeceram nos primeiros dois períodos. Ainda marcaram 3 golos no terceiro, mas não foi suficiente para impedir a vitória dos Flyers por 6-4.

Dustin Penner fez a sua estreia pelos Caps nesse jogo, depois de ter sido adquirido aos Anaheim Ducks por uma 4ª ronda na terça-feira. No dia do Trade Deadline, os Capitals ainda adquiriram Jaroslav Halak e desembaraçaram-se de Martin Erat. Halak juntou-se à equipa em Boston, mas o titular será Braden Holtby.

Depois da derrota com os Capitals no sábado, o Bruins responderam com duas vitórias convincentes, por 6-3 sobre os Rangers e 4-1 sobre os Panthers. Os Bruins apenas fizeram uma troca no Trade Deadline. Andrej Meszaros foi adquirido aos Philadelphia Flyers em troca de uma 3ª ronda no draft.

Meszaros teve uma época de 2013 infestada com lesões, mas recuperou e era presença habitual no 3º par defensivo dos Flyers. Apesar da sua importância ter diminuído nos últimos anos, Meszaros traz 571 jogos de experiência na NHL e costumava jogar sempre mais do que 20 minutos por jogo, até as lesões o terem obrigado a reduzir a carga. O defesa eslovaco ainda não se vai estrear hoje. Loui Eriksson regressa aos convocados, depois de ter ficado de fora do jogo contra os Panthers na terça-feira, devido a uma infecção no calcanhar.

Alinhamento dos Capitals

Alex Ovechkin – Nicklas Backstrom – Marcus Johansson
Jason Chimera – Eric Fehr – Joel Ward
Troy Brouwer – Chris Brown – Dustin Penner
Tom Wilson – Ryan Stoa – Jay Beagle

Jack Hillen – Mike Green
Karl Alzner – John Carlson
Cameron Schilling – Connor Carrick

Braden Holtby

Alinhamento dos Bruins

Milan Lucic – David Krejci – Jarome Iginla
Brad Marchand – Patrice Bergeron – Reilly Smith
Carl Soderberg – Chris Kelly – Loui Eriksson
Shawn Thornton – Gregory Campbell – Daniel Paille

Zdeno Chara – Dougie Hamilton
Matt Bartkowski – Johnny Boychuk
Torey Krug – Kevan Miller

Tuukka Rask

O PP dos Capitals e como pará-lo

Desde o início da época de 2012/13, Alex Ovechkin lidera a NHL em golos no powerplay, com 31. Liderar é um eufemismo. Ovechkin domina a liga neste aspecto. O 2º melhor marcador com a vantagem numérica é Chris Kunitz, com 21 golos. Não é propriamente uma luta renhida.

Uma das principais características do PP dos Capitals é a facilidade com que eles criam remates sem oposição para o seu melhor marcador, Alex Ovechkin. A ideia é simples. Os Caps jogam num esquema de 1-3-1. A 1ª unidade do PP concentra 4 jogadores no lado direito: um jogador com remate de esquerda ao lado da baliza, outro jogador com remate de esquerda nas bordas, um jogador com remate de direita na slot e outro jogador com remate de direita na linha azul. Ovechkin aparece no lado esquerdo, pronto para rematar de direita.

Esta concentração de jogadores do lado direito atrai os dois avançados e um dos defesas do adversário. O outro defesa também não pode marcar Ovechkin, porque tem que ficar a defender a frente da baliza, caso algum dos seus colegas cometa um erro. O avançado que provavelmente seria responsável por marcar Ovechkin vê-se obrigado a tomar conta do homem da slot (Brouwer), por este estar numa zona mais perigosa. Resultado: ninguém marca Ovechkin.

Depois de conseguirem concentrar os adversários no lado direito, os Caps tentam fazer um passe rápido para Ovechkin, que estará completamente isolado. É aqui que interessa a mão dos jogadores. O facto do jogador que está nas bordas ser esquerdino permite-lhe fazer um passe cruzado até Ovechkin. O jogador na linha azul também beneficia por rematar de direita, uma vez que se fosse esquerdino teria que fazer o passe para Ovechkin com o backhand, ou então mudar de posição, o que demoraria mais tempo.

A rapidez do passe é essencial, porque o objectivo não é só encontrar Ovechkin isolado, é também obrigar o guarda-redes a movimentar-se de um lado ao outro da baliza em muito pouco tempo. Assim os Caps são capazes de criar remates sem oposição, numa posição privilegiada e com o guarda-redes em movimento a um dos melhores goleadores do mundo. Basta ver alguns PP’s dos Capitals para ver a mesma imagem vezes e vezes sem conta.

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Uma solução para este problema é designar um jogador para fazer marcação individual a Ovechkin, basicamente tornando o 5-contra-4 num 4-contra-3. Mike Babcock não foi o primeiro a fazê-lo, mas a estratégia funcionou no domingo, apesar da derrota. Os Red Wings acentuaram ainda mais a desvantagem numérica no lado direito, mas eliminaram a principal ameaça e o objectivo último do PP dos Caps: fazer chegar o disco a Ovechkin.

Capture

Antevisão: Maple Leafs – Capitals

Os Washington Capitals dão inicio a uma série de 3 jogos consecutivos em casa, defrontando os Toronto Maple Leafs pela 2ª vez esta época, a partir da meia-noite na SportTv. Ambas as equipas jogaram na noite de ontem, pelo que o cansaço se pode tornar um factor muito relevante para o desenrolar da partida.

Os Capitals puseram fim a uma série de 4 derrotas consecutivas, com uma vitória por 4-3 sobre os Tampa Bay Lightning. Apesar das 4 derrotas em 5 jogos, a equipa de Adam Oates tem praticado bom hockey e foram finalmente recompensados com os dois pontos, ontem à noite.

Os Leafs viajaram até à Carolina do Norte para serem derrotados impiedosamente por 6-1. Um dos golos dos Hurricanes foi marcado por John-Michael Liles, ex-jogador dos Leafs trocado para os Hurricanes por Tim Gleason. Com a derrota, os Leafs estão pela 1ª vez esta época fora de um lugar de acesso aos Playoffs.

Desde o início impressionante com 10 vitórias nos primeiros 15 jogos, os Leafs só conseguiram vencer 11 dos 31 jogos seguintes. Depois da vitória no Winter Classic, a equipa de Toronto perdeu 3 jogos consecutivos, por um resultado combinado de 18-5.

A derrota foi dura, mas não foi surpreendente. Os Leafs têm vindo a fazer péssimas exibições nos últimos jogos, e Randy Carlyle decidiu deixar Jake Gardiner na bancada. Gardiner é o 2º jogador dos Leafs com mais tempo de jogo e, apesar de ninguém estar a jogar bem nesta equipa, não fez nada que justificasse este castigo.

Também antes do jogo Peter Holland foi enviado para os Toronto Marlies da AHL, por troca com Carter Ashton. Holland tinha 10 pontos marcados e começava a agradar aos fãs dos Leafs. No entanto, Carter Ashton marcou 10 golos nos últimos 15 jogos pelos Marlies e merecia ser chamado à equipa principal, mas não em troca por Holland. Os Leafs continuam a insistir em jogar com Orr e McLaren ao mesmo tempo, numa 4ª linha que nunca joga mais do que 10 minutos por jogo. Carter Ashton jogou 3 minutos e 42 segundo no jogo de ontem.

O cansaço vai ser um factor importante no jogo de hoje e a teimosia de Carlyle em não utilizar uma 4ª linha competente pode custar mais uma derrota aos Leafs. Começa-se a sentir nos jogadores uma falta de crença face a qualquer adversidade e uma incapacidade de se motivarem com este treinador.

Alinhamento dos Maple Leafs

James van Riemsdyk – Tyler Bozak – Phil Kessel
Joffrey Lupul – Nazem Kadri – Nikolai Kulemin
Mason Raymond  – Jay McClement – David Clarkson
Jerry D’Amigo – Carter Ashton – Colton Orr

Carl Gunnarsson – Dion Phaneuf
Tim Gleason – Cody Franson
Jake Gardiner – Morgan Rielly

Jonathan Bernier

Depois de James Reimer, hoje deve ser a vez de Jonathan Bernier tentar fazer um milagre. No papel, a linha de Kadri é a 2ª, mas em termos de tempo de jogo a coisa não é bem assim. Jay McClement deve ser o jogador preferido de Randy Carlyle. McClement era o centro da 4ª linha dos Colorado Avalanche. Desde que chegou aos Leafs, joga uma média de 16 minutos por jogo. Nada contra McClement, mas ele não pode ser utilizado assim.

Alinhamento dos Capitals

Eric Fehr  Mikhail Grabovski -
 Alex Ovechkin
Brooks Laich – Nicklas Backstrom – Troy Brouwer
Jason Chimera – Marcus Johansson – Joel Ward
Aaron Volpatti – Jay Beagle – Tom Wilson

Karl Alzner – John Carlson
Dmitry Orlov – Mike Green
John Erskine – Steve Oleksy

Michal Neuvirth

Eric Fehr aproveitou bem a companhia de Grabovski e Ovechkin na sua linha e fez dois golos na vitória frente aos Lightning. A nova configuração das linhas ofensivas dos Caps tem dado resultado e é de esperar que se mantenha. Martin Erat continua a ser o homem a mais e os rumores da sua saída são cada vez maiores.

Crónica: Hurricanes 4 – 3 Capitals (OT)

Jeff Skinner marcou um hat-trick na vitória por 4-3 dos Hurricanes frente aos Washington Capitals. O 3º golo do jovem de 21 anos decidiu o jogo no prolongamento e consumou a 3ª vitória dos Hurricanes no Verizon Center esta época.

Adam Oates tentou baralhar as linhas para ver se conseguia reanimar o ataque, e conseguiu até um certo ponto. Os Caps caíram em cima dos Hurricanes desde o primeiro minuto, à procura de abalar a confiança de Anton Khudobin, que já não jogava desde Outubro. O guarda-redes russo não pareceu muito confortável, permitindo alguns ressaltos que os Capitals não aproveitaram.

Os Hurricanes contentaram-se em dar o controlo do jogo aos Capitals, mas sempre defendendo bem as partes mais perigosas da sua zona e nunca deixando os adversários rematarem à vontade. Duas situações de powerplay consecutivas equilibraram o jogo e permitiram que os Hurricanes marcassem o 1º golo do jogo, por Jeff Skinner.

No 2º período, as equipas abriram-se mais e as oportunidades começaram a surgir. 5 golos em menos de 5 minutos colocaram o marcador em 3-3. Mais uma vez, os Capitals tinham o domínio do jogo, mas cometiam erros defensivos que permitiam aos Hurricanes responder quase instantaneamente. Este tem sido um problema recorrente em Washington. Os Capitals já sofreram 22 golos nos 2 minutos seguintes a terem marcado.

Depois da confusão, as equipas assentaram e defenderam bem durante o resto do jogo, levando ao inevitável prolongamento. Aqui e como em todo o resto da partida, os Capitals criaram as melhores oportunidades de golo, mas foram os Hurricanes que capitalizaram com mais um erro do adversário. O defesa Dmitry Orlov tentou chegar a um passe arriscado de Alex Ovechkin, não conseguiu controlar o disco e foi apanhado em contra-pé. O resultado foi um contra-ataque de 3-contra-1 para os Hurricanes. Mike Green não teve hipótese, apesar não ter tido a melhor abordagem técnica ao lance, e Jeff Skinner acabou com o jogo.

Homem do jogo

Jeff Skinner eventualmente voltará ao seu ritmo normal, mas para já ele está a alimentar todo o ataque dos Hurricanes. Alguma percentagem da sua recente eficácia à frente da baliza deve-se sem dúvida à sorte, mas neste jogo não. Todos os seus 3 golos foram resultado da inteligência que Skinner tem para perceber onde é que o disco vai estar, antes de todos os outros. Ele leu bem tanto os passes dos seus colegas como os ressaltos de Grubauer e soube colocar-se na melhor posição para marcar. A dura realidade para os Hurricanes é que um linha não chega para ganhar muitos jogos.