Daniel Sedin placado por trás por jogador dos Flames

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O avançado dos Vancouver Canucks, Daniel Sedin, foi transportado para o hospital depois de ter sofrido uma lesão aparentemente grave, durante o 2º período do jogo contra os Calgary Flames.

Sedin foi atirado contra as bordas por Paul Byron, que recebeu uma penalidade de 5 minutos por boarding e a respectiva expulsão. Sedin estava em grande no jogo até àquele momento, com 2 golos de sua autoria. Depois da placagem, o Sueco permaneceu alguns minutos no gelo a ser assistido e precisou mesmo da ajuda da maca para se retirar para os balneários.

Já não é a primeira vez que um jogo entre Canucks e Flames acaba mal esta época. No dia 18 de Janeiro, as duas equipas envolveram-se em várias lutas simultâneas e chegou mesmo a haver tensão nos balneários entre os dois treinadores. O ambiente estava de tal maneira acesso que, depois da lesão de Sedin, a NHL achou melhor colocar seguranças no banco dos Flames.

Muita desta rivalidade vem do ódio visceral que os dois treinadores têm um pelo outro. No fim do jogo, John Tortorella teve umas palavras para dizer a Bob Hartley. “É uma vergonha jogar contra pessoas como estas. Eu não gosto da maneira como ele actua. Eu não gosto dele”. Mais claro não podia ser.

Polémicas à parte, o mais importante é que Daniel Sedin recebeu alta do hospital poucas horas depois. No entanto, ainda não há declarações sobre a gravidade da lesão.

Mike Gillis quer Canucks de volta ao seu estilo

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O GM dos Vancouver Canucks, Mike Gillis, deu uma entrevista fora do normal esta quinta-feira. Em directo numa radio de Vancouver, Gillis não ofereceu as respostas aborrecidas e os clichés do costume. O principal responsável pelos destinos dos Canucks tinha uma confissão a fazer. Ele admitiu que nos últimos dois anos a equipa se afastou da sua ideia de jogo.

Eu quero ver-nos a jogar um hóquei rápido, em posse, com transições rápidas e a tentar provocar o erro do adversário. Temos os jogadores para isso, e se não tivermos vamos passar a ter. Essa é a minha visão. É assim que eu acho que se ganha na Conferência Oeste. Se olharem para as melhores equipas do Oeste todas jogam neste estilo.

Ou seja, Mike Gillis quer que os Canucks voltem a ser a equipa ofensiva que marcou 2.94 golos por jogo na época de 2011/12. Não a que marcou apenas 2.34 esta época. Ele quer que os Canucks se libertem ofensivamente e lutem pelo titulo da Divisão. Não quer o sistema defensivo que John Tortorella montou para lutar pelo último lugar de apuramento.

Isto ajuda a reforçar os rumores que diziam que a contratação de Tortorella não tinha sido do agrado de Gillis. Alguns insiders acreditam que foi Francesco Aquilini, o dono dos Canucks, o principal responsável pela escolha do antigo treinador dos New York Rangers, como uma forma de mudar o estilo de jogo da equipa e assim obter melhores resultados.

Os resultados vieram a dar razão a Gillis. Tortorella não se enquadrou no estilo dos Canucks, tentou mudá-lo à força e falhou redondamente. Agora que Gillis parece decidido a voltar ao estilo original, será Tortorella capaz de mudar?

O John é um treinador bem sucedido. Um competidor. Esta época é difícil de descrever. Muitas coisas aconteceram e nós não estávamos preparados para muitas delas. Ele, tal como eu, vai ser avaliado no fim da temporada e as decisões serão tomadas. Há 6 anos, o Alain Vigneault também mudou o seu estilo de jogo. Dados os recursos e os jogadores que nós temos, acho que qualquer treinador consegue por a equipa a jogar da maneira que pretendemos.

Apesar das palavras simpáticas, parece haver uma clara clivagem entre GM e treinador, em termos daquilo que pretendem ver a equipa fazer no gelo. Fica claro que a direção irá ter que escolher entre um deles. Ou mantém a confiança no novo rumo que escolheram, ou voltam ao estilo que lhes trouxe algum sucesso no passado.

Eu dou razão a Gillis neste duelo de estilos. O plantel dos Canucks nunca poderá jogar com eficácia o sistema de Tortorella. Mas ele também cometeu erros grosseiros que contribuíram para a actual situação do clube.

A reação precipitada à derrota no Jogo 7 da Final da Stanley Cup de 2011 levou a uma série de decisões menos acertadas por parte de Gillis. Apesar dele não admitir, aquele jogo fê-lo questionar os seus princípios. Tudo culminou na maneira desastrosa como ele lidou com o problema Luongo/Schneider.

É um bom sinal para os Canucks que Gillis tenha percebido que este não é o caminho certo, mas não sei se será ele a realizar essa mudança. A vontade dos adeptos é começar tudo de novo, e isso também inclui a mudança de General Manager.

Será o fim de Tortorella?

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Depois do jogo de sábado, os Vancouver Canucks têm 0,5% de hipóteses de irem aos playoffs. Mesmo se tivessem ganho o jogo contra os Ducks, dificilmente a equipa de John Tortorella conseguiria alcançar um wild card. De qualquer maneira, num jogo onde tinham que deixar “couro e cabelo”, isso não aconteceu e acabaram por perder por 5-1 contra os Anaheim Ducks.

A pergunta é simples. O que correu mal em Vancouver? Bem a resposta é, tudo. Desde uma defesa pobre, um ataque pouco eficaz  e um guarda-redes inexperiente, muitos são os aspectos a melhorar. A juntar a isso, a pouca sorte dos Canucks ao serem assombrados com algumas lesões em jogadores importantes. Mesmo assim, falta falar do aspecto mais importante que pode explicar o fracasso dos Canucks, uma liderança indecisa e pouco segura de John Tortorella.

Durante toda a época regular nunca foi claro qual era o plano do treinador. Nunca houve um sistema definido. Tortorella fez os Canucks perderem a sua identidade. Mesmo com as deficiências da equipa, esta ainda era uma equipa digna dos Playoffs e Tortorella não conseguiu aproveitar o que de especial ainda há nos Canucks.

O que se segue então? Tortorella ainda tem 4 anos de contracto e, mesmo que o dispensem no fim desta época, terão de continuar a pagar-lhe. Quanto a Tortorella, dificilmente poderá treinar outra equipa na NHL, depois desta época desastrosa. Já foi surpreendente a sua mudança para Vancouver e com este fracasso, não haverá muitas portas abertas para o treinador.

Crónica: Bruins 3 – 1 Canucks

Os Boston Bruins venceram os Vancouver Canucks pela primeira vez, desde o Jogo 7 da final da Stanley Cup de 2011. A vitória por 3-1 foi a sexta dos Bruins nos últimos 7 jogos. Já os Canucks perderam pela 5ª vez consecutiva e colocaram em perigo o seu lugar de apuramento para os Playoffs.

Jarome Ignila fez a 600º assistência da sua carreira, num passe que deu o 1º golo do jogo a Milan Lucic. O natural de Vancouver está em grande pelos Bruins, com 16 golos em 54 jogos. O remate de Lucic foi certeiro e não deu qualquer hipótese a Roberto Luongo.

No 2º período, Tukka Rask entrou em acção. O guarda-redes Finlandês defendeu o remate de Daniel Sedin, quando este seguia isolado durante um powerplay dos Bruins. Passados poucos segundo, Zdeno Chara fez um passe cruzado perfeito, que encontrou Jarome Iginla desmarcado. 2-0 para os Bruins.

Os Canucks reduziram a diferença, através do recém-chegado Raphael Diaz. O defesa marcou o seu 1º golo da época, depois de ter sido adquirido aos Montreal Canadiens, em troca por Dale Weise. Os Bruins pensaram que tinham feito o 3-1 poucos minutos depois, mas o golo de Brad Marchand foi anulado por interferência ao guarda-redes.

O terceiro golo dos Bruins acabou mesmo por chegar ainda no 2º período. Johnny Boychuk fez um passe incrível que deixou Daniel Paille completamente isolado. Frente-a-frente com Luongo, Paille não desperdiçou. Para além desta assistência, Johnny Boychuck esteve sempre envolvido no jogo, como se pode ver pela placagem forte que aplicou a David Booth.

Nesta altura, os Bruins são muito melhor equipa que os Canucks. Podem não ter os jogadores mais virtuosos, mas o grupo está unido e organizado. A diferença entre as duas equipas nota-se na eficácia. Daniel Sedin falhou um golo isolado. Daniel Paille, jogador da 4ª linha dos Bruins, não perdoou. Os Canucks vão ter problemas, enquanto os seus melhores jogadores não jogarem como tal.

Antevisão: Bruins – Canucks

A rivalidade mantém-se intacta desde a final épica da Stanley Cup em 2011. A vitória sorriu aos Bruins no Jogo 7, depois de uma eliminatória cheia de polémicas. A partir desse confronto, as duas equipas não se podem ver uma à outra e sempre que se defrontam há motivo de conversa.

Brad Marchand é o principal objecto desta rivalidade. “The Little Ball of Hate” anda a aterrorizar os Sedins desde 2010. Para os Bruins, este jogo não significa nada mais do que dois pontos. Afinal, eles ganharam a taça.

Já para os Canucks a história é outra. A derrota no Jogo 7, no seu estádio, foi altamente desmoralizadora. A equipa está em declínio, com os seus principais jogadores a aproximarem-se do fim da carreira. A contratação de John Tortorella faz sentido numa situação destas. Um treinador abrasivo que vai tentar incendiar os jogadores dos Canucks, a quem o tempo começa a escassear.

Uma coisa eu tenho a certeza que ele é capaz de fazer: castigar os jogadores que não rendem. Henrik Sedin tem 1 assistência nos últimos 7 jogos. O seu irmão Daniel tem 5 pontos nos últimos 16 jogos. Este nível de produção não é aceitável por parte da 1ª linha de uma equipa candidata aos Playoffs, e Tortorella vai certamente deixar isso claro.

Os Canucks venceram o último encontro entre as duas equipas, por uns expressivos 6-2. A equipa de Vancouver jogou ontem à noite contra os Detroit Red Wings, e nem sequer treinaram no dia de hoje. Este será também o último jogo de Zdeno Chara até ao fim da pausa para os Jogos Olímpicos de Inverno. O capitão dos Bruins vai-se ausentar para ser o porta-estandarte da Eslováquia na cerimónia de abertura.

Alinhamento dos Bruins

Milan Lucic – David Krejci – Jarome Iginla
Brad Marchand – Patrice Bergeron – Reilly Smith
Chris Kelly – Carl Soderberg – Loui Eriksson
Daniel Paille – Gregory Campbell – Shawn Thornton

Zdeno Chara – Johnny Boychuk
Matt Bartkowski – Kevan Miller
Torey Krug – Dougie Hamilton

Tuukka Rask

Alinhamento dos Canucks

Chris Higgins – Ryan Kesler – Zack Kassian
Daniel Sedin – Henrik Sedin – Alex Burrows
David Booth – Zac Dalpe – Jannik Hansen
Kellen Lain – Jordan Schroeder – Tom Sestito

Jason Garrison – Alex Edler
Dan Hamhuis – Ryan Stanton
Frank Corrado – Yann Sauve

Roberto Luongo

Alain Vigneault e o zone matching

Ao contrário das habituais enfadonhas conferências de imprensa, a apresentação de Alain Vigneault como novo treinador dos New York Rangers foi bastante entretida e informativa. Vigneault confirmou que iria trazer o zone matching para Nova Yorque, deixando os fãs a perguntarem-se quais seriam as implicações dessa decisão.

Apesar de a origem ser discutível, Alain Vigneault foi o primeiro a aplicar os conceitos do zone matching em grande escala na NHL com Manny Malhotra nos Vancouver Canucks. Malhotra chegou aos Canucks assinando um contrato de 3 anos por $2.5 milhões de dólares, o que é algo elevado para um centro de 4ª linha. No entanto, Malhotra começou a fazer algo que mais ninguém fazia na NHL: disputava face-offs exclusivamente na zona defensiva.

Malhotra não fazia parte de uma linha defensiva habitual, cujo o papel seria defender e anular uma linha em particular (line matching). Os Canucks começaram a combinar linhas de acordo com a localização do face-off, e não de acordo com os jogadores da outra equipa que estavam no gelo. Nasceu aí o conceito de zone matching.

A principal razão de existir desta estratégia é óbvia: atribuir a grande maioria dos minutos defensivos a uma linha secundária para que os melhores jogadores não tenham que o fazer. É claro que os jogadores a quem é confiado este papel vão na maioria dos jogos passar um mau bocado. O seu +/- vai ser horrível. Mas o benefício para a produtividade dos jogadores do topo do alinhamento supera claramente os riscos.

Em 2011, Manny Malhotra começou 86.2% dos turnos na zona defensiva, o valor mais alto registado até hoje. Nesse ano, Daniel Sedin venceu o Art Ross Trophy com 104 pontos e Henrik Sedin fez 75 assistências. 2010/2011 foi a melhor época dos irmãos Sedin e também dos Canucks, que ganharam o Presidents’ Trophy e estiveram a um jogo de levar a Stanley Cup para Vancouver.

À medida que Malhotra foi progressivamente sucumbindo a uma lesão ocular contraída em 2011, Maxime Lapierre tomou o seu lugar e acabou esta época com 73.6% de turnos começados na zona defensiva.

No entanto, nem todos os treinadores aceitam esta estratégia. Uma das principais fraquezas apontadas é tornar a escolha das linhas muito previsível para o adversário. Normalmente, quando se joga fora, como não tem a última escolha de linhas, o treinador tem que adivinhar o que o seu colega vai fazer. Contra uma equipa que utiliza o zone matching torna-se mais fácil saber que linhas estarão no gelo em determinado momento e colocar os jogadores que pretende. Uma solução para este problema será utilizar o zone matching nos jogos fora, já que não se tem a vantagem de ser o último a escolher, e em casa usar o mais tradicional line matching.

Outro problema é que já não existe o factor surpresa. A partir de 2012, várias equipas começaram a seguir o exemplo dos Canucks e curiosamente o mais rápido foi Jonh Tortorella e os New York Rangers. No fim da época 2011/2012, Brian Boyle tinha começado 71.2% dos seus turnos na zona ofensiva, apesar de esse número ter diminuído um pouco este ano (61.7%).

Por isso, as mudanças nos Canucks não serão muitas em termos da utilização dos jogadores. John Tortorella disse também na sua apresentação que não se irá coibir de usar os irmãos Sedin no penalty kill, mas o alinhamento em 5-contra-5 não deverá ser muito diferente do que Vigneault fazia, apesar de existirem dúvidas sobre quem será o substituto de Lapierre, que assinou pelos St. Louis Blues.

Nos Rangers é de esperar o aumento do papel defensivo de Brian Boyle para dar mais liberdade à dupla Brad Richards e Rick Nash, tal como acontecia com os Sedin em Vancouver. Não me surpreendia se a próxima época fosse a pior da carreira de Brian Boyle e a melhor de Rick Nash.

Sharks eliminam Canucks em 4 jogos

Foi preciso ir a prolongamento, mas os San Jose Sharks conseguiram eliminar os Vancouver Canuck no 4º jogo da eliminatória, com uma vitória por 4-3.

Patrick Marleau marcou em powerplay no minuto 13 do prolongamento, para dar a passagem aos Sharks. A penalidade que levou ao golo gerou alguma controvérsia, uma vez que Daniel Sedin vai ombro-a-ombro com o avançado dos Sharks, Tommy Wingels, que acabou por colidir com as bordas.

Joe Pavelski marcou dois golos, incluindo o que empatou o jogo a 3, a poucos segundos do fim do 3º período. Alex Burrows também marcou dois golos pelos Canucks, e Corey Schneider fez 43 defesas. A equipa de Vancouver melhorou em relação aos jogos anteriores, mas o esforço foi insuficiente para bater uns Sharks cheios de confiança.

É a primeira vez que os San Jose Sharks eliminam um adversário nos Playoffs em 4 jogos e são a primeira equipa a garantir um lugar na 2ª ronda.