Título

Título

 

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.

O cerco começa a apertar

O cerco começa a apertar-se para algumas equipas e as contas começam a ficar mais claras, para as equipas que ainda sonhavam alto. Aqui ficam os resultados da noite de ontem e as respectivas consequências nas probabilidades das equipas irem aos Playoffs.

Conferência Este

Depois da noite de sexta-feira, as contas da conferência Este estavam muito difíceis. Parecia mesmo que ninguém queria um lugar nos playoffs, já que Red Wings, Maple Leafs e Blue Jackets perderam os seus jogos. Por isso mesmo, a noite de ontem ganhou um caracter ainda mais decisivo, com Caps, Leafs, Jackets e Wings a entrarem em acção. O jogo de destaque era o confronto entre as equipas de Toronto e Detroit, já que estão em luta directa por um lugar nos playoffs.

Washington 2 – Boston 4

Caps

Os Bruins continuam imbatíveis, e os Caps deram um passo atrás no caminho para os Playoffs. A equipa de Washington ainda tem 8 jogos para recuperar.

Carolina 2 – Columbus 3 (OT)

jackets

Ontem os Blue Jackets voltaram respirar, por enquanto. Com a vitória em OT ainda têm uma esperança ao fundo do túnel. Vamos ver como se portam nos 8 jogos que faltam.

Islanders 2 – Devils 1 (SO)

devils

Os Devils estavam com 76 pontos e apesar de terem perdido ontem, conseguiram 1 ponto me SO. As probabilidades não são as melhores mas ainda faltam 8 jogos e muita coisa pode acontecer.

Toronto 2 – Red Wings 4

toronto

Com este derrota, os Leafs quase acabaram com todas as esperanças de repetir a presença nos Playoffs, em 2 anos consecutivos. Ao vencerem adversários directos, os Red Wings deram mais um passo rumo aos Playoffs, quando ainda têm 8 jogos até ao fim da época regular. Os Leafs têm apenas 6.

O panorama não é nada bom para os Maple Leafs, quer em termos de pontuação, quer em termos de jogos por realizar. No fim das contas, esta noite pode ter significado o adeus dos Leafs aos Playoffs.

 

Conferência Oeste

Na Conferência Oeste, a luta pelo o último lugar de apuramento para os Playoffs está restrita a duas equipas, Coyotes e Stars, mas está mais renhida do que nunca depois dos jogos de sábado.

Vancouver 1 – Anaheim 5

canucks

O apuramento dos Vancouver Canucks ainda é matematicamente possível, mas a equipa de John Tortorella depende de terceiros para que isso aconteça. Os Canucks têm ainda 6 jogos para disputar.

Phoenix 1 – Minnesota 3

coyotes

Os Minnesota Wild derrotaram os Phoenix Coyotes por 3-1, o que ela frente. Com a vitória sobre os Coyotes, os Wild consolidaram o 7º lugar na Conferência e tem agora 3 pontos de vantagem sobre os adversários de ontem, quando faltam 7 jogos.

Dallas 4 – St Louis 2

blues

Os Dallas Stars venceram os St. Louis Blues por 4-2. Esta conjugação de resultados permitiu que os Stars ficassem apenas a 1 ponto dos Coyotes, com a vantagem de terem um jogo a menos.

Para aumentar ainda mais a emoção, na última jornada teremos um confronto directo entre os Stars e os Coyotes. Se a distância entre elas continuar a ser mínima, esse jogo pode revelar-se decisivo para o apuramento.

 

Adeptos de equipa sueca mostram outra forma de apoiar os jogadores

Parece que esta semana, um pouco por todo o mundo do Hockey, os gestos altruístas se multiplicaram. Mais uma vez, os valores e as relações pessoais se sobrepõem ao desporto. Jared Aulin, jogador Canadiano do Orebro, equipa que disputa a principal liga Sueca, revelou recentemente que a sua mãe estava a travar uma luta contra o cancro.

Não deve ser difícil imaginar o quão doloroso será para Aulin lidar com a doença da mãe, estando tão longe, ao mesmo tempo que recupera de uma lesão e tenta ajudar a sua equipa a chegar aos playoffs. Na quarta-feira, no fim do primeiro jogo em casa desde que fez a revelação, os fãs decidiram mimar o jogador com uma faixa, onde se podia ler “Vença esta luta, Sra Aulin”.

Visivelmente comovido Aulin agradeceu aos adeptos pelo gesto e pela força, referindo que nunca viu nada assim. Uma coisa é certa. Pelo menos, nesse dia Aulin sentiu-se em casa!

mrsaulin

A cultura do goon

Ao longo da história da NHL muitas coisas têm mudado, mas a cultura do goon continua quase inalterada. Nos tempos mais tenebrosos da liga, quando as regras eram leves e os jogadores morriam na pista, nasceu a figura mítica do goon.

O goon é um jogador que tem lugar na equipa, não graças há sua habilidade com o stick, mas à sua destreza com os punhos. O principal papel do goon é intimidar o adversário, tentando demovê-lo de qualquer atitude menos correcta para com os seus colegas de equipa. Muitas equipas têm um ou mais jogadores dedicados apenas a este papel. Jogar, jogam muito pouco e não é raro terem mais minutos de penalidade do que de jogo.

O hóquei é um jogo extremamente físico, onde as emoções andam à flor da pele. A luta serve para aliviar alguma tensão e evitar que alguém se aleije a sério, para além de ser uma fonte de motivação para a equipa. O papel protector que o goon assume tornou-o numa figura mítica e, apesar de não serem os jogadores mais habilidosos, são muitas vezes os líderes emocionais das equipas.

Se quiserem ter uma ideia melhor de todo este imaginário, o filme Goon é uma excelente caricatura.

Tudo o que eu disse até agora é a posição de quem acredita na utilidade do goon. Eu não acredito. Não está provado que o goon tenha qualquer efeito sobre a segurança dos seus colegas de equipa. Uma equipa com goons sofre tantas lesões como qualquer outra. Também não se verifica que uma equipa marque mais golos depois de uma luta, antes pelo contrário, por isso o efeito motivador também não é significativo.

Disto isto, eu não me importo com as lutas. Quando 98% dos jogadores da NHL se declara a favor das lutas, quem sou eu para dizer o contrário? Mas se me perguntarem se eu preciso que haja lutas para gostar da NHL, eu respondo não. Gosto das lutas quando têm história, quando se nota que os dois jogadores têm ódio genuíno um pelo o outro, mas a paixão que tenho é pelo jogo e não pelo espectáculo que se monta à sua volta.

O que se passou no sábado no jogo entre os Vancouver Canucks e os Calgary Flames é um exemplo do que pode acontecer quando a cultura do goon é levada ao extremo. Normalmente, são as melhores linhas que começam o jogo. Quando um treinador coloca a linha dos goons (normalmente a 4ª) logo de início é visto como um acto de provocação à outra equipa. Aqui o outro treinador tem duas opções: ou deixa estar os seus melhores jogadores, correndo o risco de serem atacados pelos goons; ou coloca os seus próprios goons e temos aquele lindo espectáculo.

John Tortorella, o treinador dos Canucks, é useiro e vezeiro nestas situações. Já no ano passado aconteceu exactamente o mesmo, ainda ele treinava os New York Rangers, num jogo contra os New Jersey Devils. O treinador dos Flames, Bob Hartley, decidiu vingar-se de tricas antigas e fez-lhe o mesmo. Nenhum dos dois saiu bem visto desta história e foram mesmo penalizados pela liga. Hartley foi multado e Tortorella vai ficar 15 dias suspenso, devido à confusão que causou nos balneários.

Como tudo na vida, a cultura do goon tem os seus pontos positivos e negativos. Se queremos o bom, também vamos ter que levar com o mau. Não sei se isto afasta muitas pessoas do desporto. Espero que não. Mas por outro lado, também acredito que desperta a curiosidade, nem que seja só por um momento. Um momento chega para perceber que o hóquei no gelo é muito mais do que isto.

Publicado originalmente no blog Planeta Desportivo

Fantasmas do passado

No processo entregue no dia 10 de Maio, a família de Derek Boogaard culpa a NHL pela morte do jogador de 28 anos.

Derek Boogaard foi encontrado morto pelo seu irmão Aaron no apartamento que partilhavam no Minnesota, por volta das 18 horas do dia 13 Maio de 2011. O relatório da autópsia indicou uma overdose acidental de álcool e analgésicos.

Desde criança que o tamanho de Derek influenciou o julgamento que os outros faziam dele. Com 193 cm e 95 Kg aos 15 anos de idade, Derek não podia ter uma personalidade mais diferente do seu aspecto exterior. Não tinha nada de intimidador e era até muito tímido.

Os miúdos podem ser cruéis e o tamanho desproporcional de Boogaard, sem a maldade necessária para lhe dar uso, tornou-o num alvo fácil. Derek era o gigante que os outros enfrentavam para impressionar as miúdas. O constante confronto começou a moldar a sua personalidade, levando a dificuldades de aprendizagem e uma aparente incapacidade de medir as consequências dos seus actos.

A família decidiu então procurar uma actividade que ocupasse a sua cabeça lhe ensinasse alguns valores positivos. O hockey foi a solução.

Mais uma vez estereotipado pelo seu tamanho, Derek foi obrigado a lutar. Em todos os níveis da pirâmide do hockey a figura do goon está presente, principalmente na Western Hockey League, onde Boogaard alinhou pelos Regina Caps, Prince George Cougars e Medicine Hat Tigers.

No primeiro treino com os Caps, Boogaard partiu o nariz a um colega de equipa, deixando bem claro aquilo que era. Já na altura, ele sabia que lutar era a única porta de entrada para NHL.

Na NHL ainda prevalece a cultura do goon. Elevado a herói, ele defende aqueles que na realidade sabem jogar, mesmo que nunca jogue ao lado deles. Não estou a falar dos jogadores que lutam. Estou a falar dos lutadores que tentam jogar. Daqueles que num jogo normal têm mais minutos de penalidade do que de jogo.

Nenhum outro momento contribuiu tanto para o mito do Boogeyman como a luta contra Todd Fedoruk a 27 de Outubro de 2006. Fedoruk quis vingar uma placagem de Boogaard sobre um colega de equipa. Segundos depois o jogador dos Anaheim Ducks caía no gelo desamparado. O lado direito da cara de Fedoruk teve que ser reconstruído cirurgicamente, com placas de metal onde antes estavam ossos.

Muitas vezes o goon é mais idolatrado do que as verdadeiras estrelas, pelo menos mais temido. Em 2007, Boogaard foi escolhido pelos seus pares como o 2º jogador mais intimidante da NHL, atrás de Georges Laraque. Donald Brashear completou o top-3. Zdeno Chara é o primeiro não-goon da lista, em 4º com apenas 4% dos votos.

Boogaard não lutava por gosto. O que o motivava era o que trazia a vitória em cada luta. A glória, o respeito dos colegas, o temor dos adversários e a garantia de que no fim do mês recebia um salário digno de um jogador da NHL, quando no fundo ele próprio sabe que não o era.

Nas palavras de Georges Laraque, é um trabalho que tem que ser feito. “Nunca lutei zangado. É um trabalho. Nunca encarei como um ataque pessoal. Muitas vezes, cumprimentamos o nosso adversário educadamente. O trabalho já é difícil, não é preciso insultar ninguém. Nós sabemos o que temos que fazer.”

A glória traz um preço, e o preço que Boogaard teve que pagar foi demasiado alto. Ossos partidos, concussões a perder de conta, distúrbios de personalidade e dores crónicas, e o resultante abuso de analgésicos, que acabou por levar à sua morte.

Boogaard foi cremado, mas uma parte do seu corpo foi preservada, o cérebro. Depois de ter sido recolhido pelo médico-legal, foi transportado para o centro de investigação médica de Bedford, Massachusetts. Cinco meses depois, o resultado foi revelado. Boogaard sofria de encefalopatia traumática crónica, mais conhecida por CTE.

A CTE é uma neuropatologia parecida com a doença de Alzheimer, associada a perda de memória, distúrbios comportamentais, depressão e demência. Para uma explicação mais pormenorizada da doença vejam este vídeo.

Aaron Boogaard confessou ao New York Times que nos dias anteriores à sua morte, o irmão se queixava que não conseguia dormir porque a cama não parava de rodar. Os médicos que fizeram o diagnóstico póstumo projectaram que se Boogaard não tivesse morrido aos 28 anos iria sofrer de demência severa a partir da meia-idade.

A CTE é causada por traumatismos cerebrais sucessivos, particularmente concussões. É uma doença rara e quase exclusiva dos desportos de contacto. Dos 51 casos confirmados de CTE até 2010, 46 (90%) eram atletas.

Boogaard começou a tomar analgésicos para aliviar as dores de cabeça. Quando jogava nos New York Rangers, chegava a passar dias inteiros fechado no seu apartamento em Manhattan, com as persianas corridas e o mínimo de luz possível.

A necessidade tornou-se vício, e Boogaard começou a abusar dos analgésicos. O staff médico de uma equipa padrão da NHL é composto por aproximadamente 10 médicos independentes e Boogaard percebeu que não havia ninguém que controlasse as prescrições. Quando ainda jogava pelos Minnesota Wild, ele conseguiu arranjar 11 prescrições de 8 médicos diferentes, num espaço de 3 meses. São quase 300 comprimidos de hidrocodona.

A hidrocodona, mais conhecida como di-hidrocodeína, é um analgésico opiáceo duas vezes mais potente do que a morfina. É utilizado em associação com o paracetamol (Vicodin®) no alívio de dores moderadas a fortes. Em doses elevadas tem acção anestésica e pode provocar paragem respiratória. É potenciada pela ingestão de álcool e causa dependência, física e psicológica.

A família de Boogaard encontra aqui material suficiente para acusar os médicos, mas apontam a NHL como a principal culpada. A acusação alega que a liga é responsável pelo trauma físico e pelas várias lesões cerebrais sofridas por Boogaard durante as 6 épocas passadas na NHL, o que acabou por conduzir ao abuso de analgésicos nos últimos anos da sua vida.

Boogaard é o primeiro caso na NHL a chegar a tribunal. Na NFL são já muitos os exemplos de indemnizações chorudas que a liga teve que pagar em processos semelhantes. No entanto, a família de Boogaard pediu apenas o montante mínimo para cada uma das 8 acusações.

A NHL tem feito um grande esforço para eliminar as placagens perigosas, com suspensões e multas pesadas. O objectivo tem sido atingido, apesar de continuarem a aparecer muitas concussões devido à simples brutalidade do jogo. Mas o assunto não está resolvido.

Rick Rypien e Wade Belak morreram em situações muito semelhantes às de Boogaard, com sintomas muito parecidos e eram também eles habituais lutadores. O Sr. Hockey, Gordie Howe, teve saúde suficiente para chegar aos 85 anos de idade, mas sofre de demência, provavelmente causada pelas lesões cerebrais sofridas durante os seus 32 anos de carreira.

Mais de 50% dos casos de CTE foram diagnosticados em atletas profissionais de boxe. Existe uma correlação comprovada entre o aparecimento de lesões cerebrais e levar murros na cabeça, por mais óbvio que isso pareça. Talvez seja tempo de pesar bem o efeito das lutas na saúde dos atletas a longo prazo.

Não tenho nada contra as lutas, mas também não vejo hockey só por que a qualquer altura pode haver molho. As combinadas aborrecem-me. Gosto das espontâneas, criadas pela aversão legítima entre duas pessoas. São muito mais entretidas e têm uma história por trás.

Normalmente não alinho com os críticos. Sempre pensei que as lutas fazem parte da cultura do jogo e com o passar do tempo iriam reduzir de número, há medida que os responsáveis das equipas perceberem que não se podem dar ao luxo de terem pessoas no plantel que não sabem jogar, até lentamente se tornarem irrelevantes.

No entanto, se aparecerem mais casos de lutadores com lesões cerebrais os críticos ganham um argumento difícil de contestar. O precedente estabelecido por Boogaard pode motivar outros jogadores e respectivas famílias a fazerem o mesmo. Ainda se vai falar muito deste processo e o seu eventual desfecho vai obrigar a NHL a lidar com os seus fantasmas.

Quem ganhou e quem perdeu

O primeiro dia da free agency é um dos dias mais movimentados do ano. É um dia onde se gasta muito dinheiro e se cometem muitos erros. Erros que mais tarde levam à desgraça os GM’s em questão.

Mesmo sabendo que todas as equipas pagam demais aos jogadores neste dia, existem sempre aquelas que conseguem fazer os melhores negócios e ao mesmo tempo suprir as suas principais necessidades. Também existem aquelas que nem fazem uma coisa nem outra (cof, cof, Leafs, cof).

Vencedores: Ottawa Senators

O dia começou da pior maneira para os fãs dos Senators com a notícia da partida do seu Capitão para os Detroit Red Wings. Poucos minutos depois, o desespero passou a esperança com o anúncio da troca de Bobby Ryan. A chegada de Ryan não ficou barata aos Sens, com Jakob Silfverberg, Stefan Noesen e uma 1ª ronda em 2014 a fazer o caminho contrário para Anaheim. Os Sens ainda conseguiram assinar Clarke MacArthur por $3.5 milhões de dólares, durante 2 anos, um contrato razoável para um jogador muito versátil. Para terminar o dia ainda garantiram a renovação do treinador Paul MacLean por 3 anos.

Derrotado: Daniel Alfredsson

Sendo um dos poucos fãs dos Leafs que entendeu a saída de Mats Sundin em 2008 para os Vancouver Canuck, não posso criticar Alfredsson por tentar tudo para ganhar uma taça. O problema que eu acho que os Senators não estão tão longe da Stanley Cup como isso. Eles já eram uma equipa muito boa que dependia do contributo de todos para marcar golos. Agora em Bobby Ryan têm um jogador capaz de marcar 30 golos por época, a juntar a um dos melhores guarda-redes dos últimos anos e a uma defesa muito boa. Os Red Wings são candidatos eternos aos Playoffs. À Stanley Cup? Já não tenho tanta a certeza.

Vencedor: Jim Nill

O novo GM dos Dallas Stars não perdeu tempo e reconstruiu o centro do ataque em apenas um dia. Seguin, Horcoff e Peverley juntam-se a Jamie Benn para formar um belo quarteto de centros. Existe ainda a possibilidade de Benn passar para uma ala e jogar ao lado de Seguin, que é visto pelos Stars como centro. Na free agency, Nill foi mais contido mas conseguiu encontrar um bom guarda-redes suplente a um bom preço (Dan Ellis, $900 mil por 2 anos). Para além da melhoria do visual, os Dallas também estão a melhorar no gelo.

Derrotados: Toronto Maple Leafs

Confirmou-se. Grabovski foi dispensado para haver espaço para dar $4.5 milhões de dólares a Tyler Bozak. Não vou comparar os dois jogadores aqui, isto merece um artigo só por si, mas não é preciso investigar muito para perceber que isto é um erro. Não tenho nada contra David Clarksson. Ele é um bom avançado que evoluiu bastante nos últimos anos e até pensei que ia ficar mais caro, mas dar 7 anos a um jogador com 29 anos que já passou o auge da carreira nunca é boa ideia. E desde quando é que os Leafs precisam de avançados? Os Leafs acabaram no top-10 das equipas com mais golos nos últimos dois anos. A defesa é a verdadeira necessidade da equipa e nada foi feito para a melhorar. Actualização: o dia termina com a renovação do contrato de Jonathan Bernier. $2.9 milhões de dólares por 2 anos. Reimer ganha $1.8 milhões. O Bernier vai ser o titular, não vai? Jesus…

Vencedores: New York Islanders

Garth Snow, o GM dos Islanders é muito subvalorizado. Ele conseguiu construir uma equipa competitiva com John Tavares rodeado por jogadores adquiridos nos waivers. Com o orçamento muito apertado, Snow não tem dinheiro para fazer asneiras. Todos os passos têm que ser bem medidos. A renovação de Travis Hamonic foi o melhor contrato do dia. O contrato no valor de $3.8 milhões de dólares por 7 anos segura um bom defesa durante os seus melhores anos. Os Islanders também renovaram o contrato de Nabokov (à falta de melhor), adquiriram Pierre-Marc Bouchard e Peter Regin. São pequenas adições, mas que juntas fazem a diferença. Não me surpreendia ver esta equipa outra vez nos Playoffs para o ano.

Derrotados: Montreal Canadiens

Depois de falharem a contratação de Vicent Lecavalier (outra vez…), os Canadiens viraram a atenção para Daniel Brière e assinaram um contrato no valor de $4 milhões de dólares durante 2 anos. Briére pode ser um jogador útil na 3ª linha e principalmente no powerplay, mas é pouco provável que justifique o investimento. Nas últimas 3 épocas, Brière passou de 0.69 pontos por jogo para 0.29. Dada a sua idade, não é expectável que ele recupere o nível de outros tempos. Para além de perder Michael Ryder para os New Jersey Devils, os Canadiens ainda adquiriram George Parros aos Florida Panthers, não sei bem para quê. Deve ser por causa do bigode.

Principais histórias do Draft de 2013

O Draft é o dia em que as equipas definem o seu futuro e escolhem os jogadores que um dia virão a vestir a sua camisola. Apesar das milhares de horas gastas a observar todos o jogadores elegíveis para o Draft, a escolha é sempre subjectiva e nunca 100% certa.

O potencial é isso mesmo. Nada garante que estes miúdos cumpram as expectativas que são colocadas nos seus ombros. Todos terão que passar por um processo de aprendizagem, mesmo aquele que tiverem a oportunidade de entrar directamente para a NHL.

O Draft é também a concretização de sonhos e uma ocasião especial onde se conhecem histórias especiais. Aqui ficam algumas delas.

Palavra de Sakic

Vários dias antes do Draft, os Colorado Avalanche admitiram que iriam escolher um avançado, mais precisamente Nathan MacKinnon. Apesar de alguns adversários terem ficado desconfiados que se tratava de um bluff, isso não fazia sentido, e o anúncio precose acabou mesmo por se cumprir.

Em termos estratégicos, Sakic não ganhava nada em revelar a sua escolha antecipadamente. Provavelmente, os Avalanche quiseram preparar os fãs. O entusiasmo era muito à volta de Seth Jones, o rapaz da casa, e  Sakic quis evitar uma decepção no dia do draft.

Quanto a MacKinnon, os Avalanche não se irão arrepender. É um excelente centro, muito rápido, da mesma cidade onde nasceu Sidney Crosby e com muitas outras características em comum. Não digo que seja tão bom quanto ele, mas os olheiros dizem que é o melhor centro desta geração.

A surpresa Finlandesa

Com a 2ª escolha no Draft, os Florida Panthers escolheram Aleksander Barkov. O choque inicial foi grande, tendo em conta que Jonathan Drouin e Seth Jones ainda estavam disponíveis.

Mas quanto mais pensava nesta escolha mais ela fazia sentido. Os Panthers precisam de ajuda no meio do ataque com a saída de Stephen Weiss. Barkov junta-se a Jonathan Huberdeau na ala, Erik Gudbranson na defesa e Jacob Markstrom na baliza para formar o núcleo da equipa para os próximos anos.

Nick Bjugstad é um centro promissor que deve integrar a equipa principal dos Panthers na próxima época, mas os olheiros acreditam que Barkov tem mais potêncial que Bjugstad. Os números comprovam. Barkov marcou mais pontos na liga principal do seu país do que Malkin, Kopitar e Sundin. Os únicos jogadores provenientes da Europa com mais pontos do que ele foram Peter Forsberg e os irmãos Sedin, que eram um ano mais velhos que Barkov.

Seth Jones cai nas mãos dos Nashville Predators

Com a 3ª escolha, os Tampa Bay Lightning seleccionaram Jonathan Drouin e deixaram Jones à mercê dos Nashville Predators. David Poille não deixou passar a oportunidade de adicionar mais um defesa excepcional à sua equipa. A queda de Jones foi uma surpresa para todos, especialmente para Poille que apareceu radiante nas entrevistas.

David Poille é um excelente GM. Ele consegue sempre apresentar uma equipa competitiva, mesmo não tendo os recursos de outras equipas. Ele merece. Depois de perder Ryan Suter, os Predators encontraram o seu substituto da maneira que menos esperavam.

Para Jones esta só pode ser uma boa notícia. Vai para uma equipa conhecida por desenvolver defesas de grande qualidade e vai puder aprender com um dos melhores, Shea Weber. Com Weber, Jones e Rinne os Predators vão ganhar muitos jogos por 1-0.

O fim da novela (ou talvez não)

O drama em Vancouver acabou. A situação embaraçosa que perseguia a equipa época atrás de época foi finalmente resolvida, talvez não da maneira que se esperava. Os Canucks trocaram Cory Schneider para os New Jersey Devils pela 9ª escolha do draft. Com a 9ª escolha, os Canucks seleccionaram Bo Horvat, um centro com potencial para ser 1ª/2ª linha.

Depois de entregar as chaves do carro a Schneider, Mike Gillis foi obrigado a mudar de rumo e acabou por ficar com Roberto Luongo. O contrato de Luongo ficou intransferível com o novo CBA e foi muito mais fácil trocar Schneider. O retorno pode parecer pouco para um jogador que mostra tanto potencial, mas uma escolha no top-10 é historicamente um bem muito valioso e difícil de obter.

Luongo, que já estava de malas feitas para sair de Vancouver, é assim obrigado a ficar e não está nada contente com a situação. Francisco Aquillini, o dono dos Canucks, deslocou-se pessoalmente à Florida para falar com ele. O envolvimento de Aquillini diz-me que ele não estaria disposto a pagar o dinheiro a Luongo, no caso de este ser dispensado, o que reduziu ainda mais o espaço de manobra de Gillis.

O erro de Gillis foi não ter resolvido este imbróglio no ano passado, evitando os problemas causados pelas regras do novo CBA.

Blackhawks criam espaço para Bickell

Brian Bickell foi uma peça fundamental na conquista da Stanley Cup e com o fim do seu contrato era esperado um aumento significativo do ordenado. No entanto, para ganhar alguma folga salarial os Blackhawks tiveram que se desfazer de David Bolland e Michael Frolik.

Bolland, o marcador do golo decisivo no Jogo 6 da Final da Stanley Cup, é o novo jogador dos Toronto Maple Leafs em troca de três escolhas no draft (um 2ª ronda e duas 4ª). Os Leafs ganham assim mais profundidade na posição de centro, o que provavelmente significará o adeus a Tyler Bozak ou a Mikhail Grabovski.

Frolik foi trocado para os Winnipeg Jets por duas escolhas, uma na 3ª e outra na  5ª ronda. Os Jets terminaram a época no 24º lugar no penalty kill (79.7%) e Frolik vai ajudar a colmatar essa lacuna da equipa.

Depois destas movimentações, os Blackhawks não perderam tempo a renovar o contrato de Bickell por $4 milhões de dólares durante 4 anos.

O último dos Subban

Jordan Subban, irmão mais novo de P.K. e Malcolm Subban, foi seleccionado na 4ª ronda pelos Vancouver Canucks. Jordan segue as passadas dos seus irmãos e conquistou a oportunidade jogar na NHL. Defesa como P.K., Jordan ainda está muito longe da fisicalidade  do seu irmão e ainda têm que ganhar uns quilinhos.


Brodeur escolhe Brodeur

No fim da noite, os Devils deram mais uma prenda aos seus fãs. Com uma escolha na 7ª ronda conseguida nos últimos minutos através dos Los Angeles Kings, Martin Brodeur teve a oportunidade de escolher o seu filho, Antony Brodeur. Foi um gesto bonito de Lou Lamoriello e dos Devils para com Brodeur e demonstra bem o significado que ele tem para a organização.