Lightning preparados para dar mais um passo em frente

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Depois de terem ficado em 3º lugar na Conferência Este a época passada, os Tampa Bay Lightning reforçaram-se muito bem durante o defeso. O treinador Jon Cooper já tentou diminuir as expectativas crescentes que são colocadas no ombros dos seus jogadores. Afinal é apenas a sua 2ª época na NHL e ainda está fresco na memória de Cooper a eliminação impiedosa às mãos dos Montreal Canadiens na 1ª ronda dos Playoffs. Mas, apesar da modéstia de Cooper, não há duvida que se prepara uma tempestade em Tampa Bay.

Depois das contratações que fizeram neste verão, os Lightning têm todas as condições para darem um passo em frente e para se afirmarem numa Conferência que tem sido dominada por Boston Bruins e Pittsburgh Penguins. Mas não se enganem, a evolução dos Lightning não começou no dia 1 de Julho deste ano. É um trabalho que já vem de há 4 anos para cá. É estranho pensar nos Lightning como uma equipa em evolução. A equipa da Florida ultrapassou os 100 pontos na época passada e não ficou longe de Bruins e Penguins. Jon Cooper fez um trabalho excepcional no seu primeiro ano na NHL, tendo em conta que perdeu os seus dois melhores jogadores a meio da época: Steven Stamkos por lesão e Martin St. Louis trocado para os New York Rangers.

Ainda assim, os Lightning não transportaram esse sucesso para os Playoffs, onde foram eliminados na 1ª ronda, sem qualquer vitória. Mas os Lightning não deitaram abaixo tudo o que de bom tinham feito até aqui. Mantiveram o caminho traçado e continuaram a melhorar o plantel, com o objectivo de atacar a Divisão Atlântica e, quem sabe, a Conferência Este. A janela de oportunidade dos Lightning começa agora.

Afinar a máquina

Os Lightning não apareceram agora na cena. Passaram apenas 3 anos desde a derrota na Final de Conferência às mãos dos Bruins, que viriam a vencer a Stanley Cup. Nas duas épocas que se seguiram, os Lightning deram alguns passos atrás, principalmente devido à falta de um guarda-redes de qualidade. Passaram por uma fase de reconstrução do plantel, deixando sair Vincent Lecavalier e dando oportunidade a uma fornada de jovens jogadores.

Nikita Kucherov, Ondrej Palat e Tyler Johnson são alguns exemplos de jogadores que aproveitaram esta oportunidade e fazem agora parte do plantel dos Lightning. Palat e Johnson terminaram mesmo em 2º e 3º lugar respectivamente na votação para melhor rookie do ano. Apesar da queda que registaram nas épocas que se seguiram à presença na Final da Conferência Este, os Lightning evitaram uma queda maior graças ao jovens de qualidade que foram escolhendo no Draft. As equipas que se conseguem manter no topo por mais tempo são aquelas que usam melhore o Draft. Ver Detroit Red Wings.

Um trunfo na manga

Nathan MacKinnon maravilhou toda a gente com a sua habilidade e velocidade, conquistando o Calder Trophy para melhor rookie do ano sem qualquer contestação. No entanto, o seu principal adversário na conquista desse prémio não jogou um minuto sequer na NHL. Jonathan Drouin, 3ª escolha no Draft de 2013 e antigo companheiro de MacKinnon nos Halifax Mooseheads, teve que passar mais um ano nos júniores a aprumar as suas capacidades. Ele é o principal favorito a vencer o Calder na próxima época.

Não há grandes dúvidas que Drouin está pronto para a NHL. Ele dominou a liga júnior do Quebeque (QJMHL) nas últimas duas temporadas. Em 95 jogos, Drouin marcou 70 golos e fez 143 assistências, a um ritmo de 2.24 pontos por jogo. São números muito próximos aos registados por Sidney Crosby (2.4 pts/jogo) e superiores aos de Claude Giroux (1.63) na mesma liga.  Não quer com isto dizer que Drouin será o melhor jogador do Mundo. A QJMHL é conhecida por inflacionar os números em relação às outras ligas júnior. Mas mesmo assim, são números excepcionais.

A sua inclusão no plantel será bem-vinda. Drouin tem a qualidade suficiente para ter impacto imediato, já na época de estreia. Os Lightning esperam que a longo prazo Drouin possa ocupar o lugar de Martin St. Louis, ao lado de Steven Stamkos.

O que nos traz a este verão

Antes da abertura do mercado, Steve Yzerman tratou logo dos processos que tinha pendentes, renovando os contratos de Brett Connolly, Alex Killorn, Ondrej Palat, Tyler Johnson e Richard Panik. Ryan Callahan, que foi adquirido na troca de Martin St. Louis, também renovou com os Lightning para as próximas 6 temporadas.

Não satisfeito com o sucesso da época passada, Yzerman procurou reforçar o plantel na free agency, com alguma experiência para complementar a juventude. Para a defesa chegou Anton Stralman, uma das revelações da época passada na equipa dos New York Rangers que chegou à final da Stanley Cup. Stralman será um companheiro perfeito para Victor Hedman, o gigante sueco de 23 anos que tem potencial para ser um dos melhores defesas da liga.

No ataque, a aquisição mais significativa foi de outro ex-Rangers, Brian Boyle. O centro de 29 anos liderou uma das melhores 4ª linhas da NHL na época passada. Ele ganha muitos faceoffs, joga muito bem na zona defensiva e pode ajudar bastante no penalty kill.

Com a Conferência Este à mercê

A Conferência Este está no ponto certo para se dar uma transferência de poderes. Os Bruins serão, mais uma vez, os grandes favoritos à conquista do título, basicamente com o mesmo plantel do ano passado. Mas Chara não vai para novo e com os problemas de salary cap vai ser cada vez mais difícil reforçar a defesa.

Os Pittsburgh Penguins são uma incógnita. Não é inteligente descartá-los à partida, mas vamos ver como é que lidam com a falta de Matt Niskanen e James Neal. Os Lightning já chegaram perto destas duas equipas na época passada e são decididamente a mais reforçada das três. Ben Bishop renovou o seu contrato por mais 2 anos há poucos dias. Se ele continuar a registar números estratosféricos com uma equipa sólida à sua frente, os Tampa Bay Lightning podem fazer estragos.

Sam Gagner foi um Lightning por poucas horas

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Não seria uma off-season da NHL sem rumores sobre Sam Gagner. Ontem, o centro de 24 anos foi finalmente trocado para os Tampa Bay Lightning, em troca de Teddy Purcell. Esta troca veio dois dias antes da activação do no-trade clause que existe no contrato de Gagner.

A aquisição de Sam Gagner não fazia sentido no plantel dos Lightning. A equipa da Florida está bem apetrechada na posição de centro, com Steven Stamkos, Valtteri Filppula e Tyler Johnson. Alguns analistas avançaram a hipótese de Gagner passar a jogar numa ala, mas a ideia de Steve Yzerman era outra. Passadas poucas horas, Gagner foi trocado novamente, desta vez para os Phoenix Coyotes juntamente com B.J. Crombeen, em troca de uma 6ª ronda no Draft de 2015.

Não é a primeira vez que Yzerman faz este tipo de movimentações. Em 2012, fez o mesmo com Kyle Quincey. Yzerman não se ficou por aqui e ainda enviou Nate Thompson para os Anaheim Ducks, em troca de uma 4ª e um 7ª ronda no Draft de 2015. Com estas trocas, os Lightning aliviaram mais de $7 milhões de dólares na folha salarial, receberam 3 escolhas no Draft e ainda abriram espaço no plantel para os jovens jogadores que têm no sistema.

Para os Oilers, a troca faz menos sentido. Apesar dos constantes rumores, os Oilers não obtiveram aquilo que precisavam. Teddy Purcell é um bom jogador, mas, que eu saiba, ainda não joga à defesa. Com a saída de Gagner, os Oilers ficam sem centro para a 2ª linha. A menos que estejam a pensar colocar Leon Draisaitl já na equipa principal, deverão ter que recorrer à free agency para tapar este buraco.

Cinco prováveis dispensas

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A partir do dia de hoje, as equipas da NHL podem exercer o direito de dispensar um jogador sem as habituais penalizações. Normalmente, quando uma equipa dispensa um jogador é obrigada a pagar a totalidade do contrato e ainda sofre uma penalização no salary cap. Fruto do acordo alcançado no último contrato colectivo de trabalho, as equipas têm agora a possibilidade de dispensar um jogador sem pesar no salary cap.

Por diferentes razões, vários jogadores encontram-se em perigo de serem dispensados. As equipas podem utilizar esta vantagem para ganharem alguma folga salarial, na preparação para a free agency. Aqui ficam os 5 mais prováveis dispensados durante este mês.

Brad Richards – New York Rangers

Contrato: $6.66 milhões de dólares por ano até 2019/20

Brad Richards teve uma boa época ao serviço dos New Rangers, com 51 pontos em 82 jogos. Parte da sua recuperação é devida à influência do novo treinador, Alain Vigneault, que lhe deu uma liberdade que nunca lhe foi permitida durante o reinado de John Tortorella. Mesmo assim, Richard tem 34 anos e as suas capacidades diminuem a olhos vistos.

Richards terá 39 anos quando o contrato de $6.66 milhões acabar. Para os Rangers, será melhor desfazerem-se deste peso, uma vez que têm uma mão cheia de jogadores jovens para renovar. Derick Brassard, Mats Zuccarello, Anton Stralman e Chris Kreider, todos tiveram épocas de afirmação e têm o contrato a terminar.

Ville Leino – Buffalo Sabres

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2016/17

Depois de uma época desastrosa, os Buffalo Sabres são uma equipa em reconstrução. Ville Leino foi contratado depois de um percurso incrível nos Playoffs de 2011 com os Philadelphia Flyers, mas nunca mais conseguiu atingir esse nível.

Para dizer a verdade, Leino foi um dos piores jogadores da NHL, qualquer que seja as estatísticas que se utilizem. O avançado finlandês não marcou qualquer golo em 58 jogos, foi o jogador que menos remates produziu na NHL e também um dos que menos pontos marcou por jogo. Leino é mais do que candidato. Quer seja pela situação da equipa, quer seja pela sua produção, a sua dispensa é mais do que óbvia.

Martin Havlat – San Jose Sharks

Contrato: $5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Os San Jose Sharks já informaram o jogador que não vão contar com ele para a próxima época. Vão tentar trocá-lo primeiro, mas um contrato destes é difícil de movimentar e o mais provável será a sua dispensa. Os Sharks sofreram um enorme revés, com a derrota na 1ª ronda frente aos eventuais campeões Los Angeles Kings, e deverão executar uma autêntica revolução no plantel. Os $5 milhões vão dar muito jeito nessa reconstrução.

Havlat não é um mau jogador. Ele marcou 22 pontos em 48 jogos, fazendo parte de uma 3ª linha muito forte dos Sharks. Mas as lesões têm impedido que o checo esteja no seu melhor. Mesmo sem lesões, o contrato é muito pesado. O seu salário está ao nível de James Neal, Bobby Ryan e Jamie Benn. Ele não.

Ryan Malone – Tampa Bay Lightning

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Com a saída de Martin St. Louis, os Tampa Bay Lightning viraram uma página da sua história. Das estrelas que trouxeram a Stanley Cup em 2004 apenas sobra Malone. Os Lightning foram uma das grandes surpresas da época, com um contingente impressionante de jovens a apoiar o novo líder da equipa, Steven Stamkos. Desde que chegou ao cargo, o GM dos Lightning Steve Yzerman tem aplicado uma estratégia de futuro. Malone não faz parte desse plano.

Juntando a isso, Malone foi preso por posse de cocaína em Abril. Com o jovem Jonathan Drouin, que joga na mesma posição que Malone, à espera de um lugar na equipa da próxima temporada, a dispensa de Malone é mais do que certa.

Mike Richards – Los Angeles Kings

Contrato: $5.75 milhões de dólares por ano até 2019/20

Esta é uma opinião pessoal. Não existem indícios que os Kings estejam a pensar em dispensar Mike Richards, mas conhecendo o modo de actuar do GM Dean Lombardi, é bem possível. Pelo menos faz sentido.

Richards perdeu preponderância no plantel dos Kings. Apesar de uma época dentro do normal (41 pontos em 82 jogos), Richards chegou a jogar na 4ª linha dos Kings durante os Playoffs. O aparecimento de jovens como Tyler Toffoli e Tanner Pearson retiram tempo de jogo ao veterano de 29 anos. Tudo depende do que Dean Lombardi quiser fazer depois de ganhar a Stanley Cup. Manter esta equipa ou reforçar cirurgicamente algumas posições. Se escolher a última opção, os $5.75 milhões podem dar muito jeito.

Playoffs: Resumo do Dia 5

New York Rangers 2 – 4 Philadelphia Flyers
Série empatada 1-1

Os Flyers responderam muito bem à derrota, com uma excelente exibição no Jogo 2, quebrando o enguiço no Madison Square Garden que durava à 9 jogos. Para vencerem, os Flyers tiveram a ajuda dos seus jogadores de segunda linha, como Jason Akeson e Wayne Simmonds. Isto é muito importante nos Playoffs, sempre que as principais estrelas não conseguirem estar ao seu nível.

O plantel dos Bruins é muito superior, mas existem algumas parecenças de estilo com os Flyers. A equipa de Philadelphia tem uma atitude desafiante e gosta de enervar os adversários. Os Rangers, como a melhor equipa que são, não se podem dar ao luxo de entrar nesta conversa.

Se os Flyers conseguirem desestabilizar os melhores jogadores dos Rangers, a eliminatória pode equilibrar-se. Se eu fosse Alain Vigneault estaria a proibir os jogadores de responderem a qualquer picardia. Respondam no gelo, com golos.

Boston Bruins 4 – 1 Detroit Red Wings
Série empatada 1-1

Aí estão os Bruins a que estamos habituados. Depois de um Jogo 1 muito pobre, a equipa de Boston voltou aos seu estado habitual. Neste jogo, notou-se uma maior intranquilidade dos Red Wings, que acabaram por entrar em conflitos com os jogadores dos Bruins. Eu sei que é difícil resistir, mas este é o tipo de jogo que os Bruins adoram. Os Wings não podem cair nesta armadilha.

Mesmo quando não conseguem usar os seus mind games, os Bruins são uma equipa muito difícil de bater. Aos 36 anos, Jarome Iginla continua a espalhar magia no gelo, como se pode ver na assistência que fez no 3º golo da equipa dos Bruins. É sempre bom quando Milan Lucic usa o seu stick para outras coisas, sem ser acertar em partes do corpo de outras pessoas.

É sempre mau sinal ver os Bruins a ganharem algum balanço. Mas os Red Wings têm boas razões para acreditarem na vitória. Sair de Boston com uma vitória e uma derrota é um excelente resultado. Tudo está em aberto, e com a eliminatória a mudar-se para Detroit, os Red Wings ainda podem fazer a vida negra aos campeões em título da Conferência Este.

Montreal Canadiens 3 – 2 Tampa Bay Lightning
Canadiens lideram a série por 3-0

Montreal recebeu de braços abertos os seus Canadiens, e eles não desiludiram. Apoiados por uma atmosfera única na NHL, os Canadiens deram continuidade ao domínio que têm exercido sobre os Lightning nesta eliminatória, e têm agora a oportunidade de passarem à próxima ronda já no próximo jogo.

O jogo até foi equilibrado, mas Anders Lindback voltou a não estar à altura da situação. P.K. Subban continua a ser a grande figura da série, com mais uma jogada brilhante para criar o 2º golo dos Canadiens. Poucos minutos antes, os Lightning pensavam que se tinham adiantado no marcador, mas o golo foi anulado por interferência ao guarda-redes, uma decisão que não agradou nada ao banco da equipa visitante.

A verdade é que o golo foi bem anulado, se seguirmos a regra à letra. A interferência ao guarda-redes deve ser assinalada sempre que o avançado impeça o guarda-redes de se mover livremente, e isso de facto aconteceu. O que a regra não refere é o que fazer quando essa interferência não é da responsabilidade directa do avançado. P.K. Subban contribuiu directamente para que Killorn não conseguisse sair daquela zona, e isso deveria ser tido em conta na regra.

San Jose Sharks 7 – 2 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 2-0

Depois de terem ido para o 1º intervalo a perder por 2-0, os Sharks marcaram 7 golos sem resposta e vão agora para LA com dois jogos de vantagem. Não é muito estranho que os Sharks estejam a vencer por 2-0, mas se me dissessem que eles iriam marcar 13 golos aos Kings nesses 2 jogos, eu não acreditava.

Também foram jogadores de 2ª linha a impulsionar a reviravolta dos Sharks. Mike Brown marcou o 1º golo da equipa da casa e Raffi Torres empatou o jogo a 2, com o seu 2º golo nos Playoffs. Apesar de sofrer 7 golos em 40 remates, Jonathan Quick permaneceu em campo durante todo o jogo.

Não se pode atribuir culpa a Quick em nenhum dos golos dos Sharks. Quando se permitem 40 remates ao adversário, é normal sofrer muitos golos. A média de remates sofridos pelos Kings na época regular foi 25.1 remates por jogo. Em dois jogos desta eliminatória, a média subiu para os 42.6.

Playoffs: Resumo do Dia 3

Tampa Bay Lightning 1 – 4 Montreal Canadiens
Canadiens lideram série por 2-0

Esta eliminatória está a ser a mais surpreendente até agora. Não são muitos aqueles que acreditavam que os Canadiens iriam voltar a Montreal com uma vantagem de 2-0 na mão. O que ainda surpreende mais do que as 2 vitórias fora de casa é a forma como foram conquistadas. Os Canadiens dominaram os Lightning, principalmente neste Jogo 2.

Os Lightning voltaram a não puder contar com Ben Bishop e a sua ausência sentiu-se. Anders Lindback não esteve no seu melhor. O Sueco foi o principal responsável pelo 3º golo dos Canadiens, numa altura em que os Lightning tentavam voltar a entrar no jogo. Depois desse golo, Lindback foi substituído por Kristers Gudlevskis de apenas 21 anos. Se Ben Bishop não regressar, Gudlevskis pode ter a oportunidade de ser titular no Jogo 3.

Do lado dos Canadiens, P.K. Subban foi o grande destaque. Até ao momento, ele tem sido o jogador mais influente da eliminatória. O defesa dos Canadiens tem sido o motor da equipa, com transições rápidas e uma visão de jogo incrível. Subban mostrou tudo isso no golo que inaugurou o marcador, onde ele rematou o disco propositadamente ao lado da baliza, à espera do desvio do seu colega de equipa.

Boston Bruins 0 – 1 Detroit Red Wings
Red Wings lideram série por 1-0

Podem pensar que não há muito a dizer sobre um jogo de hockey que acabou 1-0, mas enganam-se. Este jogo foi representativo do hockey que se joga nos Playoffs da NHL, onde as equipas não dão nenhum lance por perdido. Ninguém jogou fechadinho lá atrás. As defesas superiorizaram-se e os guarda-redes foram as grandes estrelas da partida.

Num jogo com poucos golos, os golos que acontecem são ainda mais especiais. Pavel Datsyuk tirou um coelho da cartola a 3 minutos do fim, para dar aos Red Wings a vantagem na eliminatória. Os Bruins são uma equipa muito pressionante, que consegue dominar qualquer adversário, mas os Red Wings têm jogadores que podem quebrar a defesa dos Bruins com um momento de inspiração.

No fim do 2º período, Milan Lucic teve uma atitude reprovável. O avançado dos Bruins atingiu Danny DeKeyser com o seu stick, num sítio muito desagradável. O hockey é um desporto com momentos de violência gratuita, mas todos os jogadores sabem que as partes íntimas de um homem são sagradas. Lucic pode lutar com quem quiser, quando quiser e a seguir marcar o golo da vitória. Ele é o jogador que personifica a identidade dos Boston Bruins. Um homem entre homens. E isso só torna este episódio ainda mais censurável.

Anaheim Ducks 3 – 2 Dallas Stars
Ducks lideram série por 2-0

O homem do jogo foi Ryan Getzlaf, sem dúvida. Depois de ter defendido um remate com a cara, o avançado teve que levar 32 pontos e passou a noite acordado para assistir ao nascimento da sua filha. No dia seguinte, levou os Ducks à vitória com um golo e uma assistência em quase 20 minutos de jogo.

Os Stars voltaram a dar bons sinais, mas têm que começar a traduzir isso em vitórias. A equipa treinada por Lindy Ruff é muito jovem e tem muito para melhorar. Mesmo que não consigam eliminar os Ducks, esta eliminatória vai ser uma aprendizagem importante para os Stars.

Playoffs: Resumo do Dia 1

Tampa Bay Lightning 4 – 5 Montreal Canadiens (OT)
Canadiens lideram a série por 1-0

O primeiro jogo da série não podia ter sido mais emotivo. Os Montreal Canadiens recuperaram o factor casa, ao vencerem no prolongamento em Tampa. Dale Wiese foi o marcador do golo decisivo, aquele que o próprio admitiu ser o maior golo da sua carreira. Weise é um jogador de 4ª linha, que se encontra a jogar ao lado de Daniel Brière. Brière assistiu no golo de Weise e fez o seu 110º ponto em 109 jogos nos Playoffs. Ele pertence à exclusiva lista de 35 jogadores que têm mais do que 1 ponto por jogo nos Playoffs.

Os Lightning tentaram ataques rápidos, com boas combinações ofensivas e com o envolvimento dos defesas. No entanto, a equipa subia muito no terreno e era apanhada nas costas pelos avançados rápidos dos Canadiens, como aconteceu no golo de Plekanec que empatou o jogo a 1, apenas 11 segundos depois dos Lightning terem aberto o marcador.

Anders Lindback acabou por se o menor dos problemas dos Lightning. O Sueco fez 39 defesas e não se sentiu a falta do habitual titular na baliza, Ben Bishop. A equipa treinada por Jon Cooper tem alguns erros para corrigir no Jogo 2. Na ânsia de meter contra-ataques rápidos, os defesas dos Lightning fizeram muitos passes errados que permitiram que os Canadiens prolongassem o seu tempo na zona ofensiva.

Pittsburgh Penguins 4 – 3 Columbus Blues Jackets
Penguins lideram a série por 1-0

Os fantasmas de Marc-Andre Fleury pairaram novamente sobre a cabeça do guarda-redes dos Penguins. Quando Derek MacKenzie colocou os Blue Jackets a vencerem por 3-1 no início do 2º período, através de um golo em desvantagem numérica, a confiança em Fleury tremeu. Se estivesse no banco um guarda-redes suplente de maior qualidade, provavelmente Fleury tinha sido substituído nesta altura.

Dan Bylsma manteve-o no jogo e eventualmente a equipa veio em seu socorro. A linha de Brandon Sutter esteve em grande, criando dois golos. Malkin também contribuiu com duas assistências para a reviravolta no marcador. Com o resultado em 4-3 e 12 minutos para jogar no 3º período, Fleury aparaceu para selar a vitória dos Penguins, defendendo 5 remates nos últimos 3 minutos.

Os Blue Jackets não conseguiram a vitória, mas saíram moralizados do Jogo 1. Conseguiram anular Crosby e dominaram a posse do disco durante alguns períodos do jogo. Brandon Dubinsky é a escolha para marcar Crosby. Agora Todd Richards, o treinador dos Blue Jackets, tem que arranjar alguém para marcar Malkin.

Anaheim Ducks 4 – 3 Dallas Stars
Ducks lideram a série por 1-0

O treinador dos Ducks, Bruce Boudreau, teve uma decisão muito difícil a tomar antes deste jogo. O habitual titular na baliza, Jonas Hiller, perdeu alguma confiança nos últimos jogos da época regular. Antes dos Playoffs, os Ducks deram oportunidade a John Gibson, uma grande promessa da modalidade, que ele aproveitou da melhor maneira. No entanto, Gibson tem apenas 20 anos e nenhuma experiência nos Playoffs.

A escolha recaiu no 2º guarda-redes, Frederik Andersen, e ele não desapontou. O Dinamarquês fez 32 defesas e foi crucial na forma como os Ducks aguentaram a vantagem de 4-0, conquistada cedo no 2º período.

A boa notícia para os Stars é que Tyler Seguin e Jamie Benn não perderam nenhum do fulgor que traziam da época regular. A má é que Ryan Getzlaf e Corey Perry também não. Getzlaf fez um jogo portentoso e mostrou toda a sua capacidade de passe no golo de Mathieu Perreault (Getzlaf usa o nº 15). Movimentação, visão e passe desbloquearam uma jogada que parecia perdida.

Segundos antes de acabar o jogo, Getzlaf ainda arranjou tempo de levar com um disco na cara. O raio-x deu negativo e ele deve estar apto para o Jogo 2, a ser disputado amanhã.

Paul Ranger placado contra as bordas por Alex Killorn

O avançado dos Tampa Bay Lightning Alex Killorn atirou o defesa dos Toronto Maple Leafs Paul Ranger contras as bordas, a 4 segundos do fim do 1º período do jogo de ontem à noite. Ranger ficou deitado no gelo durante alguns minutos e teve que ser retirado de maca. Killhorn recebeu 5 minutos de penalidade por boarding e a respectiva expulsão.

Ranger foi conduzido ao hospital por precaução e será reavaliado durante o dia de hoje. O defesa dos Leafs permaneceu estável e consciente durante todo o processo. O historial de concussões que Ranger tem deve preocupar particularmente o staff médico dos Leafs.

Brendan Shanahan terá uma decisão difícil a tomar quanto a uma possível suspensão do jogador dos Lightning. A placagem é claramente por trás, mas Ranger tentar mudar de direcção mesmo antes do contacto ocorrer. No entanto, Killorn faz um movimento com o braço esquerdo que parece empurrar propositadamente a cabeça de Ranger contra as bordas.