Cinco prováveis dispensas

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A partir do dia de hoje, as equipas da NHL podem exercer o direito de dispensar um jogador sem as habituais penalizações. Normalmente, quando uma equipa dispensa um jogador é obrigada a pagar a totalidade do contrato e ainda sofre uma penalização no salary cap. Fruto do acordo alcançado no último contrato colectivo de trabalho, as equipas têm agora a possibilidade de dispensar um jogador sem pesar no salary cap.

Por diferentes razões, vários jogadores encontram-se em perigo de serem dispensados. As equipas podem utilizar esta vantagem para ganharem alguma folga salarial, na preparação para a free agency. Aqui ficam os 5 mais prováveis dispensados durante este mês.

Brad Richards – New York Rangers

Contrato: $6.66 milhões de dólares por ano até 2019/20

Brad Richards teve uma boa época ao serviço dos New Rangers, com 51 pontos em 82 jogos. Parte da sua recuperação é devida à influência do novo treinador, Alain Vigneault, que lhe deu uma liberdade que nunca lhe foi permitida durante o reinado de John Tortorella. Mesmo assim, Richard tem 34 anos e as suas capacidades diminuem a olhos vistos.

Richards terá 39 anos quando o contrato de $6.66 milhões acabar. Para os Rangers, será melhor desfazerem-se deste peso, uma vez que têm uma mão cheia de jogadores jovens para renovar. Derick Brassard, Mats Zuccarello, Anton Stralman e Chris Kreider, todos tiveram épocas de afirmação e têm o contrato a terminar.

Ville Leino – Buffalo Sabres

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2016/17

Depois de uma época desastrosa, os Buffalo Sabres são uma equipa em reconstrução. Ville Leino foi contratado depois de um percurso incrível nos Playoffs de 2011 com os Philadelphia Flyers, mas nunca mais conseguiu atingir esse nível.

Para dizer a verdade, Leino foi um dos piores jogadores da NHL, qualquer que seja as estatísticas que se utilizem. O avançado finlandês não marcou qualquer golo em 58 jogos, foi o jogador que menos remates produziu na NHL e também um dos que menos pontos marcou por jogo. Leino é mais do que candidato. Quer seja pela situação da equipa, quer seja pela sua produção, a sua dispensa é mais do que óbvia.

Martin Havlat – San Jose Sharks

Contrato: $5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Os San Jose Sharks já informaram o jogador que não vão contar com ele para a próxima época. Vão tentar trocá-lo primeiro, mas um contrato destes é difícil de movimentar e o mais provável será a sua dispensa. Os Sharks sofreram um enorme revés, com a derrota na 1ª ronda frente aos eventuais campeões Los Angeles Kings, e deverão executar uma autêntica revolução no plantel. Os $5 milhões vão dar muito jeito nessa reconstrução.

Havlat não é um mau jogador. Ele marcou 22 pontos em 48 jogos, fazendo parte de uma 3ª linha muito forte dos Sharks. Mas as lesões têm impedido que o checo esteja no seu melhor. Mesmo sem lesões, o contrato é muito pesado. O seu salário está ao nível de James Neal, Bobby Ryan e Jamie Benn. Ele não.

Ryan Malone – Tampa Bay Lightning

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Com a saída de Martin St. Louis, os Tampa Bay Lightning viraram uma página da sua história. Das estrelas que trouxeram a Stanley Cup em 2004 apenas sobra Malone. Os Lightning foram uma das grandes surpresas da época, com um contingente impressionante de jovens a apoiar o novo líder da equipa, Steven Stamkos. Desde que chegou ao cargo, o GM dos Lightning Steve Yzerman tem aplicado uma estratégia de futuro. Malone não faz parte desse plano.

Juntando a isso, Malone foi preso por posse de cocaína em Abril. Com o jovem Jonathan Drouin, que joga na mesma posição que Malone, à espera de um lugar na equipa da próxima temporada, a dispensa de Malone é mais do que certa.

Mike Richards – Los Angeles Kings

Contrato: $5.75 milhões de dólares por ano até 2019/20

Esta é uma opinião pessoal. Não existem indícios que os Kings estejam a pensar em dispensar Mike Richards, mas conhecendo o modo de actuar do GM Dean Lombardi, é bem possível. Pelo menos faz sentido.

Richards perdeu preponderância no plantel dos Kings. Apesar de uma época dentro do normal (41 pontos em 82 jogos), Richards chegou a jogar na 4ª linha dos Kings durante os Playoffs. O aparecimento de jovens como Tyler Toffoli e Tanner Pearson retiram tempo de jogo ao veterano de 29 anos. Tudo depende do que Dean Lombardi quiser fazer depois de ganhar a Stanley Cup. Manter esta equipa ou reforçar cirurgicamente algumas posições. Se escolher a última opção, os $5.75 milhões podem dar muito jeito.

Kings vencem 3º jogo seguido e forçam Jogo 7

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins vencem a série por 4-2

Mesmo para um espectador neutro, esta foi uma eliminatória muito emocionante. Os Pittsburgh Penguins passaram, mas tiveram que sofrer. Até este jogo, o motivo de conversa era a falta de produção das duas estrelas dos Penguins, Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Ora bem, no jogo decisivo Dan Bylsma colocou os dois na mesma linha. Resultado: hat-trick de Malkin com 3 assistências de Crosby.

Estes foram os primeiros golos de Malkin nos Playoffs. Já as críticas à produção de Crosby não têm muito fundamento. Em 6 jogos, Crosby tem 6 pontos. Nenhum golo, mas para ter 6 assistências alguma coisa deve estar a fazer bem. Não faz muito sentido criticar um jogador que marca 1 ponto por jogo. O problema dos Penguins não é Crosby. É o facto deles não conseguirem segurar um resultado.

Isso esteve prestes a acontecer outra vez. Os Penguins venciam por 4-0 quando Fedor Tyutin marcou um golo em shorthand a meio do 3º período. 4-1. Três minutos depois, Artem Anisimov marcou um golo em powerplay. 4-2. A cinco minutos do fim, Nick Foligno desviou um remate de Tyutin para dentro da baliza de Fleury. 4-3. Infelizmente para os Blue Jackets, a reviravolta não foi completa e a equipa foi eliminada. Mas os adeptos não se calaram. O hockey renasceu em Columbus.

Minnesota Wild 5 – 2 Colorado Avalanche
Série empatada 3-3

Apesar do regresso de Matt Duchene, os Avalanche não conseguiram por um fim a esta eliminatória. Com 2 golos de Zach Parise, os Wild forçam o Jogo 7 e mostram que têm o que é preciso para eliminar os Avs. Patrick Roy voltou a tirar o guarda-redes com quase 3 minutos por jogar, mas desta vez não resultou.

Darcy Kuemper é o homem do momento em Minnesota. Depois de ter roubado a titularidade a Ilya Bryzgalov no Jogo 3, o jovem de 23 anos tem 3 vitórias em 4 jogos e uma percentagem de defesas de 93.4%.

O Jogo 7 será disputado na quarta-feira, no Pepsi Center em Denver. Os Avalanche ainda não perderam em casa nesta série, por isso partem com vantagem. O vencedor desse jogo vai encontrar os Chicago Blackhawks na 2ª ronda.

Los Angeles Kings 4 – 1 San Jose Sharks
Série empatada 3-3

Os Los Angeles Kings conseguiram a 3ª vitória consecutiva e forçam assim o decisivo Jogo 7. Depois de terem estado a perder por 3 jogos a zero, os Kings obrigam os Sharks a vencer mais um jogo para passarem à próxima fase. A equipa de San Jose joga em casa, mas como já vimos, nesta série tudo pode acontecer. É surpreendente a recuperação dos Kings. Tal como foi surpreendente os Sharks ganharem os três primeiros jogos com aquela facilidade.

Com o jogo empatado a um golo no 3º período, Justin Williams marcou um golo que pode ser o ponto crucial nesta eliminatória. O avançado dos Kings empurrou o guarda-redes dos Sharks para dentro da baliza e com ele foi o disco. Quem não ficou nada contente foi Todd McLellan, o treinador dos Sharks, que disse mesmo que a sua equipa tinha sido roubada.

A partir desse momento, os Sharks perderam a cabeça e os Kings marcaram mais dois golos, através de Anze Kopitar. Toda esta polémica deve proporcionar um Jogo 7 bem quentinho. É isso mesmo que nós queremos.

Playoffs: Resumo do Dia 5

New York Rangers 2 – 4 Philadelphia Flyers
Série empatada 1-1

Os Flyers responderam muito bem à derrota, com uma excelente exibição no Jogo 2, quebrando o enguiço no Madison Square Garden que durava à 9 jogos. Para vencerem, os Flyers tiveram a ajuda dos seus jogadores de segunda linha, como Jason Akeson e Wayne Simmonds. Isto é muito importante nos Playoffs, sempre que as principais estrelas não conseguirem estar ao seu nível.

O plantel dos Bruins é muito superior, mas existem algumas parecenças de estilo com os Flyers. A equipa de Philadelphia tem uma atitude desafiante e gosta de enervar os adversários. Os Rangers, como a melhor equipa que são, não se podem dar ao luxo de entrar nesta conversa.

Se os Flyers conseguirem desestabilizar os melhores jogadores dos Rangers, a eliminatória pode equilibrar-se. Se eu fosse Alain Vigneault estaria a proibir os jogadores de responderem a qualquer picardia. Respondam no gelo, com golos.

Boston Bruins 4 – 1 Detroit Red Wings
Série empatada 1-1

Aí estão os Bruins a que estamos habituados. Depois de um Jogo 1 muito pobre, a equipa de Boston voltou aos seu estado habitual. Neste jogo, notou-se uma maior intranquilidade dos Red Wings, que acabaram por entrar em conflitos com os jogadores dos Bruins. Eu sei que é difícil resistir, mas este é o tipo de jogo que os Bruins adoram. Os Wings não podem cair nesta armadilha.

Mesmo quando não conseguem usar os seus mind games, os Bruins são uma equipa muito difícil de bater. Aos 36 anos, Jarome Iginla continua a espalhar magia no gelo, como se pode ver na assistência que fez no 3º golo da equipa dos Bruins. É sempre bom quando Milan Lucic usa o seu stick para outras coisas, sem ser acertar em partes do corpo de outras pessoas.

É sempre mau sinal ver os Bruins a ganharem algum balanço. Mas os Red Wings têm boas razões para acreditarem na vitória. Sair de Boston com uma vitória e uma derrota é um excelente resultado. Tudo está em aberto, e com a eliminatória a mudar-se para Detroit, os Red Wings ainda podem fazer a vida negra aos campeões em título da Conferência Este.

Montreal Canadiens 3 – 2 Tampa Bay Lightning
Canadiens lideram a série por 3-0

Montreal recebeu de braços abertos os seus Canadiens, e eles não desiludiram. Apoiados por uma atmosfera única na NHL, os Canadiens deram continuidade ao domínio que têm exercido sobre os Lightning nesta eliminatória, e têm agora a oportunidade de passarem à próxima ronda já no próximo jogo.

O jogo até foi equilibrado, mas Anders Lindback voltou a não estar à altura da situação. P.K. Subban continua a ser a grande figura da série, com mais uma jogada brilhante para criar o 2º golo dos Canadiens. Poucos minutos antes, os Lightning pensavam que se tinham adiantado no marcador, mas o golo foi anulado por interferência ao guarda-redes, uma decisão que não agradou nada ao banco da equipa visitante.

A verdade é que o golo foi bem anulado, se seguirmos a regra à letra. A interferência ao guarda-redes deve ser assinalada sempre que o avançado impeça o guarda-redes de se mover livremente, e isso de facto aconteceu. O que a regra não refere é o que fazer quando essa interferência não é da responsabilidade directa do avançado. P.K. Subban contribuiu directamente para que Killorn não conseguisse sair daquela zona, e isso deveria ser tido em conta na regra.

San Jose Sharks 7 – 2 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 2-0

Depois de terem ido para o 1º intervalo a perder por 2-0, os Sharks marcaram 7 golos sem resposta e vão agora para LA com dois jogos de vantagem. Não é muito estranho que os Sharks estejam a vencer por 2-0, mas se me dissessem que eles iriam marcar 13 golos aos Kings nesses 2 jogos, eu não acreditava.

Também foram jogadores de 2ª linha a impulsionar a reviravolta dos Sharks. Mike Brown marcou o 1º golo da equipa da casa e Raffi Torres empatou o jogo a 2, com o seu 2º golo nos Playoffs. Apesar de sofrer 7 golos em 40 remates, Jonathan Quick permaneceu em campo durante todo o jogo.

Não se pode atribuir culpa a Quick em nenhum dos golos dos Sharks. Quando se permitem 40 remates ao adversário, é normal sofrer muitos golos. A média de remates sofridos pelos Kings na época regular foi 25.1 remates por jogo. Em dois jogos desta eliminatória, a média subiu para os 42.6.

Playoffs: Resumo do Dia 2

New York Rangers 4 – 1 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 1-0

Os Philadelphia Flyers concederam a 9ª derrota consecutiva no Madison Square Garden. A equipa treinada por Craig Berube não conseguiu aguentar o domínio territorial dos Rangers. Steve Mason não jogou por lesão. O guarda-redes suplente, Ray Emery, foi chamado à titularidade e não teve um jogo nada fácil. Os Rangers fizeram 36 remates, contra apenas 15 dos Flyers.

Os Rangers dominaram todo o jogo, apesar de se ter mantido um empate a 1 golo até ao 3º período. Ryan McDonagh e Dan Girardi fizeram uma marcação cerrada a Claude Giroux, e a estrela dos Flyers não fez qualquer remate durante toda a partida. Apesar do domínio, o jogo desiquilibrou-se a favor dos Rangers graças a 2 golos seguidos no powerplay. O rookie dos Flyers, Jason Akeson, cometeu uma penalidade por stick alto e colocou os Rangers na vantagem numérica durante 4 minutos.

Brad Richards marcou o primeiro e Derek Stepan o segundo, numa jogada perfeita que mostra aquilo que o powerplay dos Rangers é capaz de fazer. A equipa de Nova Iorque foi muito mais forte sobre o disco, pressionando constantemente o adversário e provocando turnovers na zona ofensiva. Se os Flyers não encontrarem maneira de lidar com isso, esta pode ser uma eliminatória mais curta do que se esperava.

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (3OT)
Blues lideram série por 1-0

O primeiro jogo desta série foi tudo aquilo que podíamos ter imaginado. Golos, emoção e três prolongamentos. Os Blues receberam excelentes notícias antes do início do jogo, com a inclusão de Vladimir Tarasenko no alinhamento. O Russo é uma peça fundamental para os Blues nesta série, e mostrou isso mesmo com 1 golo e 7 remates.

No entanto, o 1º período não foi muito simpático para a equipa da casa e principalmente para Ryan Miller. Os Blues foram para o intervalo a perder por 3-2, com Miller a sofrer 3 golos em 7 remates. O experiente guarda-redes, recém adquirido aos Buffalo Sabres, soube dar a volta por cima e acabou por fazer algumas defesas cruciais na fase decisiva do jogo. A 1 minuto e 35 segundos do fim, Jaden Schwartz empatou o jogo a 3 e obrigou a prolongamento.

O jogo ficou mais fechado, com as duas equipas com medo de errar. Os Blues arriscavam mais no ataque e permitiram alguns contra-ataques perigosos aos Blackhawks, que Miller resolveu sem dificuldade. Com 26 segundos jogados no 3º prolongamento, Alex Steen deu a vitória aos Blues.

Colorado Avalanche 5 – 4 Minnesota Wild (OT)
Avalanche lideram série por 1-0

A estratégia arriscada de Patrick Roy foi recompensada com a vitória no Jogo 1. A 3 minutos do fim do jogo, os Avalanche perdiam por 4-3 e Roy decide retirar o seu guarda-redes em troca por um jogador de campo. Normalmente, os treinadores só fazem isso no último minuto de jogo, mas existe alguma lógica em tentar arriscar a troca mais cedo, tendo mais tempo para puder empatar o jogo.

A esperteza de Roy ia correndo mal, quando os Wild quase introduziram o disco na baliza aberta dos Avalanche. Erik Johnson fez um sprint e conseguiu evitar o golo mesmo em cima da linha. Com 13 segundos para jogar, Paul Statsny conseguiu fazer o empate e levar o jogo a prolongamento. Stastny voltou a marcar para dar a vitória à equipa da casa.

Apesar dos Avalanche saírem muito moralizados depois de uma vitória destas, os Wild venderam cara a derrota. Nathan Mackinnon fez um grande jogo. O rookie dos Avalanche fez 3 assistências, duas das quais nos golos decisivos da partida.

San Jose Sharks 6 – 3 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 1-0

Os Sharks vieram prontos para defrontar os Kings. A equipa de Todd MacLellan não teve medo do contacto físico e pressionou desde cedo os defesas dos Kings. Os Sharks responderam bem ao forecheck dos Kings com os jogadores muito perto uns dos outros. Assim havia sempre alguém a quem passar, no caso de estar a ser pressionado por um adversário.

A estratégia resultou tão bem que os Sharks já venciam por 5-0 no fim do 2º período. Jonathan Quick não teve o seu melhor jogo. O guarda-redes dos Kings foi demasiado agressivo no seu posicionamento e foi apanhado algumas vezes fora da baliza. No 3º período, os Kings ainda esboçaram uma recuperação, mas já era tarde demais.

Duas perguntas se colocam depois deste jogo. Conseguirão os Sharks manter este ritmo de jogo durante toda a série? Se sim, como é que os Kings se vão ajustar perante este desafio? Algo a ter em conta no Jogo 2.

Crónica: Sharks 3 – 2 Blackhawks (SO)

Muitas vezes é difícil perceber qual é o plano do treinador para um determinado jogo. Primeiro, porque esse plano sofre várias alterações consoante o resultado. Segundo, porque durante a época regular a principal preocupação do treinador é com a sua própria equipa, tentando optimizar ao máximo o plantel.

No entanto, neste jogo foi claro qual era a estratégia das equipas. Os Blackhawks identificaram a linha de Joe Thornton como o principal perigo dos Sharks e tentaram anulá-lo com a linha de Jonathan Toews. Os Sharks pretenderam tirar o disco aos Blackhawks e levar o jogo para a zona defensiva do adversário. Ambos os planos foram bem sucedidos, mas a abordagem mais global dos Sharks permitiu-lhes controlar o jogo.

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Joe Thornton raramente teve tempo para respirar nesta partida

Toews anulou Joe Thornton duma maneira que ainda não tinha visto ninguém conseguir este ano. O centro dos Sharks é um dos melhores playmakers da liga e consegue encontrar o stick dos companheiros em situações quase impossíveis. Então, a estratégia dos Blackhawks passou por pressionar Thornton com dois ou até três jogadores de cada vez, tentando não lhe dar espaço para fazer o passe. Thornton passou despercebido durante grande parte do jogo, tirando na assistência para o golo de Brent Burns. No entanto, todos os outros matchups foram favoráveis aos Sharks.

A equipa de Todd McLellan foi muito disciplinada defensivamente, sem erros e com uma atitude pró-activa, sempre à procura de recuperar o disco o mais rapidamente possível. Com duas equipas a defenderem muito bem, os golos vieram de defesas. Jason Demers abriu o marcador no 1º período, com uma desmarcação que surpreendeu a defesa contrária. No 3º período, os Blackhawks deram a volta ao resultado em 2 minutos e 34 segundos com golos de Hjalmarsson e Rozsival. O golo do empate apareceu através de Brent Burns, depois de um cross check que passou despercebido à equipa de arbitragem.

Durante o jogo, Joel Quenneville fez várias mexidas nas linhas para tentar tomar conta do jogo. Andrew Shaw e Brandon Saad passaram para a 2ª linha, ao lado de Patrick Kane, mas os Sharks conseguiram sempre encontrar a resposta. Logan Couture e Patrick Marleau tiveram várias oportunidades de golo, principalmente contra a 3ª linha dos Blackhawks, e só não fizeram um maior estrago porque Corey Crawford esteve inspirado. Eventualmente, os Sharks conseguiriam chegar à vitória no shootout.

Depois desta vitória, os Sharks ganham um capital de confiança importante para enfrentar a 2ª metade da época. Eles fizeram 42 remates, o maior número de remates sofridos pelos Blackhawks em casa, desde o dia 25 de Outubro de 2008. Uma exibição destas frente à melhor equipa da NHL, sem puder contar com alguns jogadores importantes, só pode satisfazer os adeptos dos Sharks, que ficam a desejar que isto se repita nos Playoffs.

Homem do jogo

Corey Crawford garantiu um ponto aos Blackhawks neste jogo. Ele fez 40 defesas, algumas delas bem complicadas e que impediram a vitória dos Sharks no tempo regulamentar. Ao contrário do que se possa pensar, não há controvérsia na baliza dos Blackhawks. Antti Raanta fez um excelente trabalho e certamente tem futuro na NHL, mas Crawford é o guarda-redes desta equipa para o bem e para o mal. Pena que a equipa não tenha estado à sua altura. Ele merecia os dois pontos.

Antevisão: Sharks – Blackhawks

Os San Jose Sharks vão tentar fazer uma coisa que já não fazem desde do dia 30 de Dezembro de 2010: ganhar no United Center. Se alguém tinha dúvidas, a época 2013/14 tem provado que estas duas equipas pertencem à elite da NHL. Mas o facto de os Sharks não vencerem em Chicago há 3 anos mostra bem a qualidade dos Blackhawks.

Os campeões em título da Stanley Cup lideram a NHL em pontos, em vitórias no tempo regulamentar, em golos marcados. Não há estatística que não seja simpática para os Blackhawks, excepto a percentagem de sucesso no penalty kill, mas até isso tem melhorado nos últimos jogos.

Os Sharks não ficam muito atrás dos Blackhawks nas estatísticas. São a equipa que faz mais remates à baliza do adversário, são das melhores na posse do disco e têm um powerplay letal. Não têm tantos goleadores como os Blackhawks, mas num dia bom são capazes de marcar uma mão cheia de golos.

Este é um teste importante para a equipa de Todd McLellan. Vindos de uma derrota por 4-3 frente aos Colorado Avalanche, onde quase conseguiam recuperar de uma desvantagem de 4 golos, os Sharks querem mostrar que estão ao mesmo nível que os Blackhawks. Um encontro entre estas duas equipas nos Playoffs é bem provável e os Sharks precisam de acreditar que conseguem vencer qualquer adversário.

Para além do duelo entre as equipas, vai haver outro duelo interessante. O duelo dos Patrick. Patrick Sharp e Patrick Marleau são dois jogadores que estão na discussão para a equipa olímpica do Canadá. Sharp está em grande forma, com dois hat-tricks nos últimos 5 jogos, e é o 2º melhor marcador da NHL com 25 golos. Marleau não dá tanto nas vistas, mas tem 41 pontos em 42 jogos, quase sempre jogando contra os melhores jogadores do adversário. Seria uma boa opção se o Canadá quiser ter uma linha mais responsável defensivamente.

Quanto ao jogo propriamente dito, já tenho falado sobre a capacidade dos Blackhawks terem o disco e não o perderem com facilidade, mas hoje isso pode vir a ser mais difícil. Os Sharks têm um forecheck muito forte e, mesmo na zona neutral, pressionam sempre o portador do disco. Os defesas fecham muito bem o espaço na linha azul, o que vai dificultar a entrada na zona ofensiva aos Blackhawks. No entanto, se os defesas dos Sharks cometerem um erro, deixam muito espaço nas suas costas, que pode ser aproveitado pelos avançados dos Blackhawks.

Alinhamento dos Sharks

Joe Pavelski – Joe Thornton – Brent Burns
Patrick Marleau – Logan Couture – Matthew Nieto
James Sheppard – Andrews Desjardins – Bracken Kearns
Freddie Hamilton – John McCarthy – Mike Brown

Marc-Edouard Vlasic – Dan Boyle
Brad Stuart – Justin Braun
Scott Hannan – Jason Demers

Antti Niemi/Alex Stalock

Matthew Nieto ocupa o lugar do lesionado Tomas Hertl. Bracken Kearns marcou o seu 1º golo na NHL aos 32 anos no jogo contra os Anaheim Ducks, no domingo passado. Não se ficou por aqui e marcou mais dois golos nos dois jogos seguintes. Ficou em branco no jogo de ontem, mas é sempre bom ver um jogador cumprir o sonho de jogar na NHL, mesmo que seja tarde na sua carreira.

A linha de Couture e Marleau tem normalmente a missão de jogar contra a melhor linha do adversário, por isso devem passar o jogo colados a Patrick Kane. Já Joe Thornton deverá ver uma boa dose de Jonathan Toews, que vai tentar anular a principal ameaça dos Sharks.

Alinhamento dos Blackhawks

Patrick Sharp – Jonathan Toews – Marian Hossa
Kris Versteeg – Michal Handzus – Patrick Kane
Bryan Bickell – Andrew Shaw – Brandon Saad
Brandon Bollig – Marcus Kruger – Ben Smith

Duncan Keith – Brent Seabrook
Niklas Hjalmarsson – Johnny Oduya
Nick Leddy – Michal Rozsival

Corey Crawford

Corey Crawford será o titular pelo 2º jogo consecutivo desde que recuperou de uma lesão na virilha. Antti Raanta fez um excelente trabalho enquanto Crawford esteve indisponível e ganhou o seu lugar no plantel principal dos Blackhawks, mas para uma equipa destas não interessa muito quem é o guarda-redes. Um guarda-redes mediano chega para esta equipa lutar pelo título.

Niemi, Bobrovsky e Lundqvist nomeados para o Vezina

Henrik Lunqvist dos New York Rangers, Sergei Bobrovsky dos Columbus Blue Jackets e Antii Niemi dos San Jose Sharks são os três finalistas do troféu Vezina, atribuído ao melhor guarda-redes da época regular.

É a primeira vez na história da NHL que todos os nomeados são europeus. Lunqvist é Sueco, Bobrovsky é Russo e Niemi é Finlandês.

Lundqvist ganhou o troféu no ano passado e é sem dúvida o melhor guarda-redes do mundo. Teve mais uma boa temporada, com 2.05 média de golos sofridos, 92.6% percentagem de defesas e 24 vitórias. Lundqvist foi titular em 43 jogos da sua equipas, apenas tirando folga em 5 ocasiões.

Niemi foi outro guarda-redes que foi titular na grande maioria dos jogos. Os seus números (2.16 média de golos sofridos e 92.4% de defesas) são os piores entre os 3 nomeados, mas Niemi foi o mais consistente, mantendo os San Jose Sharks na luta, mesmo durante períodos em que a equipa tinha grandes dificuldades para marcar golos.

Bobrovsky esteve em grande forma na segunda metade da época e quase liderou os Columbus Blue Jackets até aos Playoffs. Terminou a temporada com um média de 2 golos sofridos por jogo e 93.2% de percentagem de defesas e poderá ser o primeiro Russo a vencer este troféu.