Lundqvist responde a Quick e sobe a parada

frozen061114_960_slide

O rei regressou. Para ser verdadeiro, Henrik Lundqvist não tinha estado no seu melhor nos primeiros jogos da final. Houve muito azar envolvido em alguns dos golos sofridos, mas Lundqvist será o primeiro a reconhecer a sua culpa. No jogo de quarta-feira, onde a derrota significava o fim do caminho, os Rangers precisavam de Lundqvist no seu melhor. E foi isso que aconteceu.

O Sueco fez a sua melhor exibição da final, parando 40 dos 41 remates feitos pelos Kings. Foi a 16º vez em 25 jogos nos Playoffs que Lundqvist sofreu menos do que 3 golos. Para além do rei, os Rangers puderam contar com a “senhora” sorte. Primeiro, Anton Stralman fez um corte em cima da linha de golo. Depois, foi um monte de neve que evitou o golo do empate a um minuto do fim do jogo. Milagre no Madison Square Garden.

Será que os Rangers apenas adiaram o inevitável, ou será este o início de uma recuperação histórica? Se os Kings jogarem tão bem como o fizeram neste jogo, enchendo a baliza dos Rangers com 41 remates, é difícil não os ver a vencer o Jogo 5, mesmo com Lundqvist a alto nível. Aliás, não fosse alguns momentos de pura sorte, a final teria já acabado.

Jonathan Quick brilha no Jogo 3

frozen061014_960_slide

Quando os Los Angeles Kings alcançaram a vantagem de dois golos no Jogo 3, toda a gente estava à espera da reviravolta. Afinal, essa tem sido a história desta final. Os Kings recuperaram de desvantagens de dois golos para vencerem o Jogo 1 e o Jogo 2. Mas isso não aconteceu desta vez. Os Kings são uma das melhores defesas da NHL e conseguiram fazer aquilo que os Rangers não conseguiram: segurar a vantagem.

A equipa de LA joga melhor quando está na frente do marcador. Depois de Jeff Carter ter marcado o 1º golo do jogo com 0.7 segundos para acabar o 1º período, os Kings puderam recuar, absorver a pressão do forecheck dos Rangers e lançar contra-ataques perigosos para a baliza de Lundqvist.

Antes deste jogo, Jonathan Quick estava perto de se tornar no vencedor da Stanley Cup com a percentagem de defesas mais baixas desde 1990 (90.2%). O Jogo 3 trouxe-nos o Quick de 2012, que bateu o recorde da NHL com 93.4% de defesas. O guarda-redes dos Kings evitou vários golos dos Rangers, com defesas acrobáticas. Foi particularmente importante no 2º período, quando os Rangers fizeram 17 remates à baliza.

Nada corre bem aos Rangers neste momento. Lundqvist, que era suposto ser a sua grande arma, não esteve nada bem neste jogo, apesar dos Rangers terem limitado os Kings a 15 remates. A equipa precisa de mais do melhor guarda-redes do Mundo. O powerplay também voltou a desaparecer, com 6 oportunidades não aproveitadas neste jogo.

Para ainda terem esperanças de erguer a Stanley Cup, os Rangers precisam de toda a ajuda possível. Apenas 4 equipas deram a volta a uma desvantagem de 3-0 numa eliminatória dos Playoffs, e só uma o fez na Final da Stanley Cup (os Maple Leafs de 1942). O mais assustador é que os Kings são melhores do que o que têm mostrado. Conseguem exercer o seu domínio em alguns períodos do jogo, mas parece sempre que têm uma mudança a mais. Se a conseguirem meter, é difícil imaginar os Rangers a vencerem um jogo. Quanto mais quatro…

Antevisão da Final da Stanley Cup

2014-SCF-NYR-LAK

Durante a época regular, parecia não interessar a equipa que vencesse a Conferência Este. Iam à final da Stanley Cup apenas cumprir calendário. O campeão iria sair da Conferência Oeste. Nenhuma equipa do Este ia ter capacidade para derrotar qualquer uma das grandes equipas que habitam a outra conferência.

A conversa já era essa quando se pensava que seriam os Bruins ou os Penguins a vencerem a Conferência Este, e está agora mais forte do que nunca, uma vez que foram os Rangers a apurarem-se para a final. A equipa de Nova Iorque terminou a época regular na 5ª posição e não fazia parte do lote dos favoritos. Os Rangers podem ser uma surpresa, mas serão um adversário difícil para os Kings e poderão mesmo chegar a vitória. Vamos analisar todas as áreas do jogo e ver que equipa leva a melhor.

Avançados

A profundidade do plantel é crucial para o sucesso nos Playoffs, e estas duas equipas têm-na em abundância. Os Kings, que foram o 4º pior ataque da NHL com 2.42 golos por jogo, são agora o melhor ataque dos Playoffs, com 3.48 golos por jogo. Alguns dos seus avançados têm uma percentagem de remate insustentavelmente alta e uma questão se coloca: podem os Kings aguentar este ritmo?

Esta questão pode ser direccionada especialmente a Marian Gaborik. Gaborik, adquirido aos Columbus Blue Jackets no Trade Deadline, lidera os Playoffs com 12 golos, concretizando 18.5% dos seus remates. É provável que a sua produção diminua, especialmente considerando o guarda-redes que ele vai enfrentar.

Mas a força dos Kings está na quantidade de jogadores que podem resolver o jogo. Se o Gaborik não marcar, os Kings têm ainda Jeff Carter, Justin Williams, Dustin Brown e Anze Kopitar, este último provavelmente o melhor jogador que vamos puder ver no gelo.

O ataque dos Rangers não tem sido tão letal como o dos Kings, mas certamente não é uma fraqueza. As linhas avançadas dos Rangers são muito equilibradas e todas têm capacidade para criar perigo no ataque. A aquisição de Martin St. Louis deu a Alain Vigneault uma flexibilidade que não tinha até então. A produção de St. Louis demorou a chegar, mas o veterano de 37 anos foi essencial nas duas últimas eliminatórias e lidera os Rangers com 13 pontos.

Vantagem: Kings

Defesas

O confronto entre as duas defesas pode resumir-se a Drew Doughty contra Ryan McDonagh. Ambos têm a obrigação de marcar os melhores jogadores do adversário, mas também têm a capacidade de contribuir para a fase ofensiva. É esperado que ambos joguem mais de 25 minutos por jogo. Doughty está habituado a estas andanças e já tem uma Staney Cup ganha. McDonagh não tem tanta experiência a este nível.

O factor X da defesa dos Rangers tem sido as exibições de Anton Stralman. O defesa Sueco começa mais turnos na zona defensiva do que qualquer outro jogador, mas mesmo assim os Rangers fazem mais remates do que o adversário quando ele está em campo. O par defensivo composto por Stralman e Marc Staal pode ser uma arma importante para Alain Vigneault lidar com os avançados dos Kings.

Apesar de os Rangers terem mais soluções, a vantagem está do lado da equipa que tem um dos melhores defesas da NHL, Drew Doughty.

Vantagem: Kings

Guarda-Redes

É aqui que os Rangers podem fazer a diferença. Eles têm algo que mais ninguém: Henrik Lundqvist. Apesar de Jonathan Quick já ter conquistado uma Stanley Cup e Conn Smith, Lundqvist é o melhor guarda-redes da NHL.

Mais importante que isto, o Sueco está a ser muito melhor que Quick nestes Playoffs. Lundqvist tem 92.8% de percentagem de defesas, enquanto Quick apresenta uns mediocres 90.6%.

Se Quick continuar com dificuldades os Rangers podem surpreender. Lundqvist é capaz de carregar com a equipa às costas, e provavelmente terá que o fazer novamente. Vai ser dificil, mas se há alguém capaz de mudar o destino da final sozinho é ele.

Vantagem: Rangers

Equipas Especiais

Nos 21 jogos até agora, o powerplay dos Kings aproveitou 25.4% das oportunidades, o melhor registo entre os 4 finalistas. O que torna este powerplay tão forte é o número de opções que tem. Doughty é uma ameaça constante da linha azul, Dustin Brown e Jeff Carter criam a confusão à frente da baliza, Gaborik e Kopitar usam o seu talento para criar jogadas de perigo nas bordas e fazer passes de morte para os colegas.

Já o penalty kill dos Kings não é tão forte. A equipa de LA apenas anulou 81.2% dos powerplays dos adversários. Não é horrível, mas não inspira grande confiança. Já os Rangers enfrentam o problema exactamente oposto.

O seu powerplay tem sido muito fraco, aproveitando apenas 13.6% das oportunidades. Este número pode ser principalmente atribuído a uma série de 36 powerplays sem nenhum golo marcado nas primeiras rondas dos Playoffs, mas a produção não melhorou muito de lá para cá.

O penalty kill dos Rangers vai ter uma tarefa bastante complicada, mas não há nada nos números que diga que eles não possam travar o powerplay dos Kings. O Rangers anularam 85.9% dos powerplays dos adversários, o melhor registo dos Playoffs.

Vantagem: Nula

New York Rangers na final da Stanley Cup

New York Rangers 1 – 0 Montreal Canadiens
Rangers vencem série por 4-2

Os Rangers precisaram de ganhar dois Jogos 7. Recuperaram de uma desvantagem de 3-1 na eliminatória contra os Penguins. Fizeram tudo isto sem um capitão definido e no primeiro ano de Alain Vigneault à frente da equipa. Mesmo com todas as contrariedades, os Rangers estão na final da Stanley Cup pela primeira vez desde 1994.

Dominic Moore marcou o único golo do jogo e Henrik Lundqvist parou todos os remates dos Canadiens. O domínio dos Rangers foi avassalador durante todo o jogo, algo que acabou por não se reflectir no resultado. A única verdadeira oportunidade dos Canadiens foi o remate de Thomas Vanek no 2º período, que obrigou a uma defesa acrobática de Lundqvist.

Dustin Tokarski fez tudo o que pode para suprir a ausência de Carey Price, e não se pode dizer que os Canadiens sentiram a falta do seu guarda-redes titular. Tokarski foi o único jogador dos Canadiens que mereceu outro resultado no jogo de ontem. Aliás, se o jogo terminou apenas 1-0 deveu-se principalmente a ele. O resto da equipa esteve bastante apagada. Basta ver que no 3º período fizeram apenas 5 remates à baliza dos Rangers, num jogo que estava ao seu alcance (graças a Tokarski) e onde a derrota significava o fim do sonho.

Um dos pontos fortes dos Rangers nestes Playoffs tem sido a profundidade das linhas atacantes. Mesmo quando as suas principais figuras não conseguem marcar, as linhas secundárias são capazes de criar perigo para a baliza adversária. Eles têm a melhor 3ª linha da NHL no momento e a 4ª linha apareceu em grande outra vez neste jogo, com o 3º golo de Moore nos Playoffs. Esta é a principal arma da equipa de Alain Vigneault, a juntar ao melhor do mundo na baliza.

Resta agora saber quem se vai juntar aos Rangers: Chicago Blackhawks ou Los Angeles Kings?

Blackhawks vencem Jogo 5 num dos melhores OT de sempre

Chicago Blackhawks 5 – 4 Los Angeles Kings (2OT)
Kings lideram a série por 3-2

Peço desde já desculpa, porque este não vai ser o meu habitual resumo do jogo conciso e informativo. Ontem foi uma noite especial.

Para ser fã deste desporto no nosso país é preciso ter um nível de paixão que a maioria das pessoas não compreende. Dormir 4 horas por noite, deixar de fazer coisas que gosto, envolver-me emocional com um desporto que já por mais do que uma vez me desiludiu, acompanhar um desporto que provavelmente nunca irei praticar. São sacrifícios que muita gente não entende. Mas ontem à noite, eu fui recompensado por tudo.

Duas equipas com vontades contrárias, os Kings a tentarem dar o último passo para a final da Stanley Cup, os Blackhawks a tentarem não ser eliminados. Ambas a saberem que qualquer segundo poderia ser o último da eliminatória. As equipas trocaram oportunidades de golo a um ritmo alucinante. No meio, iam tentando respirar. Contabilizadas as paragens, os 20 minutos do prolongamento só demoram 27 minutos a serem jogados. Durante 8 minutos consecutivos não houve paragens, só o clamor das bancadas. Este foi o melhor prolongamento que eu alguma vez vi.

O jogo acabou aos 2 minutos do segundo prolongamento. Michal Handzus – o mais velho jogador em campo com 37 anos, o homem que foi despromovido do lugar de centro de 2ª linha porque já não tinha velocidade para acompanhar os colegas – forçou um turnover na zona neutral. Arrastou as pernas até à baliza, enquanto Patrick Kane e Brandon Saad trocavam o disco entre si. Ficou à espera, recebeu o passe de Saad, passou o disco para a sua backhand e bateu Jonathan Quick. O United Center explodiu.

É por isso que eu adoro hóquei, especialmente os Playoffs. São uma caixinha de surpresas. Os Kings ainda têm uma vantagem de 3-2 e podem acabar com a eliminatória já amanhã. Mas tudo pode acontecer. Este é um duelo entre os dois últimos vencedores da Stanley Cup e não há guião. Só talento, determinação e sorte.

No primeiro jogo e meio, os Blackhawks pareciam que tinham a eliminatória no saco. Ganharam o Jogo 1 por 3-1 e estiveram a vencer no Jogo 2 por 2-0. Mas os Kings tiveram um golpe de sorte, conseguiram marcar 6 golos sem resposta e venceram o jogo por 6-2. Viriam a vencer o Jogo 3 por 4-3 e o Jogo 4 por 5-2.

As duas equipas são conhecidas por nunca desistirem e por conseguirem recuperações históricas. É algo que está impresso na personalidade destes jogadores. A derrota não os afecta, têm memória curta que apagam no início de cada jogo. Os Blackhawks recuperaram de uma desvantagem de 2-0 contra os Blues, os Kings de uma de 3-0 contra os Sharks. Nenhuma destas equipas vai desistir. A única maneira de as derrotar é pelo cansaço.

Joel Quennville mexeu nas linhas para o Jogo 5. Formou uma 2ª linha inédita, para tentar reanimar Patrick Kane. Handzus foi despromovido, com Andrew Shaw e Brandon Saad a jogarem ao lado de Kane. Resultou. Saad foi o melhor jogador em campo e Kane, que tinha apenas 1 assistência nesta eliminatória, fez 4. Os Blackhawks partiram cedo para uma vantagem de 3-1, mas Corey Crawford borrou a pintura e permitiu que os Kings empatassem. Tanner Pearson fez o 3-4 e silenciou o United Center. No terceiro período, acabaria por ser Ben Smith a enviar o jogo para prolongamento.

Com 11 minutos e 19 segundos para jogar no prolongamento, o jogo parou quando o disco ficou preso nas redes de uma das balizas. Não voltou a parar até faltarem 3 minutos e 23 segundos. No meio existiram 17 remates, 6 placagens e o melhor hóquei que se pode ver no mundo.

Os Kings queriam desesperadamente chegar à final e estiveram perto de o conseguir. Os Blackhawks queriam desesperadamente adiar as férias por mais um jogo. Handzus queria desesperadamente contribuir para a vitória da sua equipa. Ele manteve o seu lugar no alinhamento graças à sua eficácia no penalty kill, mas o penalty kill dos Hawks tem estado mal nesta eliminatória e Handzus já não tem a importância que tinha no plantel. Mas Quennville deu-lhe 20 segundos de jogo, num duplo prolongamento e ele marcou o golo da vitória.

That’s hockey, baby!

Canadiens resistem num jogo que teve de tudo

Montreal Canadiens 7 – 4 New York Rangers
Rangers lideram a série por 3-2

Se calhar é mais fácil enumerar aquilo que não aconteceu na vitória por 7-4 dos Montreal Canadiens sobre os New York Rangers. Vimos Rene Bourque fazer um hat-trick, ou seja, em 13 minutos de jogo marcou um terço dos golos que marcou em 63 jogos na época regular (9). Vimos Henrik Lundqvist, o melhor guarda-redes da NHL, ser substituído a meio do jogo depois de ter sofrido 4 golos em 27 minutos. Grande parte do jogo figurou um duelo nas balizas entre Cam Talbot e Dustin Tokarski.

Vimos um 2º período com 6 golos, onde os Rangers conseguiram empatar o jogo a quatro depois de terem estado a perder por 4-1. Vimos Derek Stepan marcar dois golos, apesar de ter sido operado ao maxilar há poucos dias. Vimos uma das melhores defesas do ano, um dos melhores passes do ano e uma das maiores fitas do ano.

Cegos de frustração, os Rangers começaram a perder a cabeça. John Moore teve uma entrada perigosa sobre Dale Weise. O defesa dos Rangers acertou na cabeça do adversário, que naquele momento não estava na posse do disco, o que lhe irá valer uma suspensão. Brendan Prust já foi suspenso 2 jogos nesta eliminatória por uma placagem muito parecida.

A acção também se fez antes e depois do jogo jogado. No fim, P.K. Subban agradeceu de forma carinhosa todo o trabalho realizado por Dustin Tokarski durante toda a partida. Ainda antes desta começar, Brian Gionta teve um acidente que já aconteceu a muitos de nós. Vá, vá lá, admitam.

Num jogo com tantos motivos de interesse resta agradecer aos Canadiens por terem ganho e por permitirem que esta série continue. Será demais pedir mais do mesmo para o Jogo 6?

Quem é o responsável por mais um colapso dos Pittsburgh Penguins?

490241177_slide

Este pode ser o fim dos Penguins tal como os conhecemos. Pela 5ª época consecutiva, os Pittsburgh Penguins foram eliminados dos Playoffs por uma equipa que ficou atrás de si na época regular. Desta vez os carrascos foram os New York Rangers, que venceram o Jogo 7 por 2-1, conquistando um lugar na Final da Conferência Este.

Foi a 2ª vez em 4 anos que os Penguins desperdiçaram uma vantagem de 3-1 na eliminatória, só para serem eliminados no Jogo 7, em casa. É também a 4ª vez em 5 anos que os Penguins terminam nos primeiros 3 lugares da Conferência Oeste e não conseguem passar da 2ª ronda dos Playoffs. Tudo isto aconteceu durante a chefia de Dan Bylsma e Ray Shero.

Bylsma poderá ser o primeiro a sofrer as consequências desta derrota, apesar de não ser o principal responsável. Ele é competente e não irá ter dificuldades em encontrar trabalho na NHL. Ele conseguiu levar os Penguins ao 2º lugar na Conferência Este, apesar de terem sido uma das equipas que mais sofreu com lesões durante a temporada.

O problema mais fundamental dos Pittsburgh Penguins é que, apesar de terem Crosby e Malkin, Ray Shero não conseguiu construir uma equipa forte à sua volta. O General Manager dos Pens não conseguiu identificar as falhas do seu plantel e reforçá-lo de maneira apropriada.

Apesar de dois Playoffs horríveis de Marc-Andre Fleury em 2011 e 2012, Shero confiou no seu guarda-redes. Ele não foi tão mau como no ano passado, mas foi inconsistente nesta eliminatória contra os Rangers. Jogou mal no Jogo 1. Foi fantástico no Jogo 2, 3 e 4. E não conseguiu mais do que 90% de defesas nos últimos 3 jogos.

Ray Shero iniciou-se como GM dos Penguins em Maio de 2006 e herdou uma equipa que já tinha Malkin e Crosby. As suas escolhas no draft são muitas vezes elogiadas, principalmente na defesa, mas a verdade é que ainda nenhum desses jovens faz parte do plantel principal. A sua gestão de activos deixou muito a desejar e desperdiçou os melhores anos de Malkin e Crosby.

Os Rangers são um excelente exemplo daquilo que falta aos Penguins. Profundidade é tudo nos Playoffs e os Rangers têm muita. A sua terceira linha composta por Derick Brassard, Mats Zuccarello e Benoit Pouliot, fez 6 golos e 7 assistências nesta eliminatória. O centro da 4ª linha, Brian Boyle marcou o golo inaugural do Jogo 7.

Enquanto Crosby teve apenas 1 golo em 7 jogos, a estrela dos Rangers, Rick Nash, ainda não marcou nenhum nos Playoffs. No entanto, a diferença entre as equipas está nas linhas secundárias, com os jogadores de segunda linha dos Rangers a contribuírem ofensivamente, enquanto os dos Penguins não. Se as estrelas não produzirem, os Rangers têm outras soluções.

Também ajuda que Henrik Lundqvist tenha defendido 102 dos 105 remates que os Penguins fizeram nos últimos 3 jogos. Isso é algo que os Penguins nunca vão conseguir ter em Fleury. Outro GM mais esperto tinha percebido isso.

As críticas também vão chegar a Crosby. O melhor jogador do mundo esteve abaixo do esperado e perdeu a cabeça nos momentos decisivos, mas não lhe foram dadas as melhores condições para ganhar. Se os Penguins querem tirar partido de uma das melhores duplas de sempre da NHL, vão ter que fazer mudanças. E essas mudanças têm que começar pelo topo da pirâmide.