Quem é o responsável por mais um colapso dos Pittsburgh Penguins?

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Este pode ser o fim dos Penguins tal como os conhecemos. Pela 5ª época consecutiva, os Pittsburgh Penguins foram eliminados dos Playoffs por uma equipa que ficou atrás de si na época regular. Desta vez os carrascos foram os New York Rangers, que venceram o Jogo 7 por 2-1, conquistando um lugar na Final da Conferência Este.

Foi a 2ª vez em 4 anos que os Penguins desperdiçaram uma vantagem de 3-1 na eliminatória, só para serem eliminados no Jogo 7, em casa. É também a 4ª vez em 5 anos que os Penguins terminam nos primeiros 3 lugares da Conferência Oeste e não conseguem passar da 2ª ronda dos Playoffs. Tudo isto aconteceu durante a chefia de Dan Bylsma e Ray Shero.

Bylsma poderá ser o primeiro a sofrer as consequências desta derrota, apesar de não ser o principal responsável. Ele é competente e não irá ter dificuldades em encontrar trabalho na NHL. Ele conseguiu levar os Penguins ao 2º lugar na Conferência Este, apesar de terem sido uma das equipas que mais sofreu com lesões durante a temporada.

O problema mais fundamental dos Pittsburgh Penguins é que, apesar de terem Crosby e Malkin, Ray Shero não conseguiu construir uma equipa forte à sua volta. O General Manager dos Pens não conseguiu identificar as falhas do seu plantel e reforçá-lo de maneira apropriada.

Apesar de dois Playoffs horríveis de Marc-Andre Fleury em 2011 e 2012, Shero confiou no seu guarda-redes. Ele não foi tão mau como no ano passado, mas foi inconsistente nesta eliminatória contra os Rangers. Jogou mal no Jogo 1. Foi fantástico no Jogo 2, 3 e 4. E não conseguiu mais do que 90% de defesas nos últimos 3 jogos.

Ray Shero iniciou-se como GM dos Penguins em Maio de 2006 e herdou uma equipa que já tinha Malkin e Crosby. As suas escolhas no draft são muitas vezes elogiadas, principalmente na defesa, mas a verdade é que ainda nenhum desses jovens faz parte do plantel principal. A sua gestão de activos deixou muito a desejar e desperdiçou os melhores anos de Malkin e Crosby.

Os Rangers são um excelente exemplo daquilo que falta aos Penguins. Profundidade é tudo nos Playoffs e os Rangers têm muita. A sua terceira linha composta por Derick Brassard, Mats Zuccarello e Benoit Pouliot, fez 6 golos e 7 assistências nesta eliminatória. O centro da 4ª linha, Brian Boyle marcou o golo inaugural do Jogo 7.

Enquanto Crosby teve apenas 1 golo em 7 jogos, a estrela dos Rangers, Rick Nash, ainda não marcou nenhum nos Playoffs. No entanto, a diferença entre as equipas está nas linhas secundárias, com os jogadores de segunda linha dos Rangers a contribuírem ofensivamente, enquanto os dos Penguins não. Se as estrelas não produzirem, os Rangers têm outras soluções.

Também ajuda que Henrik Lundqvist tenha defendido 102 dos 105 remates que os Penguins fizeram nos últimos 3 jogos. Isso é algo que os Penguins nunca vão conseguir ter em Fleury. Outro GM mais esperto tinha percebido isso.

As críticas também vão chegar a Crosby. O melhor jogador do mundo esteve abaixo do esperado e perdeu a cabeça nos momentos decisivos, mas não lhe foram dadas as melhores condições para ganhar. Se os Penguins querem tirar partido de uma das melhores duplas de sempre da NHL, vão ter que fazer mudanças. E essas mudanças têm que começar pelo topo da pirâmide.

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Rangers forçam Jogo 7

New York Rangers 3 – 1 Pittsburgh Penguins
Série empatada 2-2

Com duas vitórias consecutivas, os New York Rangers evitam a eliminação e levam a eliminatória ao decisivo Jogo 7. Os Penguins pareciam que tinham a eliminatória na mão, depois de duas vitórias no Madison Square Garden, mas não conseguiram dar o golpe de misericórdia.

Martin St. Louis marcou o golo inaugural da partida, dois dias depois da morte da sua mãe. O golo foi ainda mais especial porque ontem se comemorava o Dia da Mãe nos Estados Unidos. No fim do jogo, St. Louis recebeu o prémio de melhor em campo da parte dos seus colegas de equipa e deu um discurso emocionado.

Para o Jogo 7, as coisas não podiam estar mais equilibradas. Os Penguins têm a vantagem de jogar em casa, apesar de já terem sofrido duas derrotas nesta eliminatória. Os Rangers são especialistas em Jogos 7, com 4 vitórias consecutivas desde 2012. Combinando o palmarés de todo o plantel dos Rangers em Jogos 7, eles têm 63 vitórias e 6 derrotas.

Chicago Blackhawks 2 – 1 Minnesota Wild
Blackhawks lideram série por 3-2

Já há quem lhe chame “O Turno”. Em 30 segundos, Jonathan Toews fez tudo aquilo que se pede a um jogador de hockey no gelo. Entrou na zona ofensiva com o controlo do disco, fez um forecheck rápido e eficaz, fez uma grande placagem contra as bordas e atacou a baliza à espera de um ressalto. O golo acabaria por dar a vitória aos Blackhawks e a liderança na eliminatória.

Os campeões em título arrancaram um pouco adormecidos e os Wild aproveitaram para dominar o 1º período. Erik Haula fez o 1-0, depois de ter feito o campo todo com o disco no stick. Um lance indicativo da apatia que os Blackhawks demonstraram nos primeiros 20 minutos.

Mas no 2º período a equipa de Joel Quennville reagiu. O forecheck começou a funcionar e os Wild tinham cada vez mais dificuldades em sair da sua zona defensiva. Bryan Bickell empatou o jogo com o seu 6º golo nos Playoffs. Os Wild precisam agora de vencer o Jogo 6 para continuarem em prova. Têm a vantagem de jogar em casa, onde são invencíveis nos playoffs até agora, com 5 vitórias em 5 jogos.

Kings vencem 3º jogo seguido e forçam Jogo 7

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins vencem a série por 4-2

Mesmo para um espectador neutro, esta foi uma eliminatória muito emocionante. Os Pittsburgh Penguins passaram, mas tiveram que sofrer. Até este jogo, o motivo de conversa era a falta de produção das duas estrelas dos Penguins, Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Ora bem, no jogo decisivo Dan Bylsma colocou os dois na mesma linha. Resultado: hat-trick de Malkin com 3 assistências de Crosby.

Estes foram os primeiros golos de Malkin nos Playoffs. Já as críticas à produção de Crosby não têm muito fundamento. Em 6 jogos, Crosby tem 6 pontos. Nenhum golo, mas para ter 6 assistências alguma coisa deve estar a fazer bem. Não faz muito sentido criticar um jogador que marca 1 ponto por jogo. O problema dos Penguins não é Crosby. É o facto deles não conseguirem segurar um resultado.

Isso esteve prestes a acontecer outra vez. Os Penguins venciam por 4-0 quando Fedor Tyutin marcou um golo em shorthand a meio do 3º período. 4-1. Três minutos depois, Artem Anisimov marcou um golo em powerplay. 4-2. A cinco minutos do fim, Nick Foligno desviou um remate de Tyutin para dentro da baliza de Fleury. 4-3. Infelizmente para os Blue Jackets, a reviravolta não foi completa e a equipa foi eliminada. Mas os adeptos não se calaram. O hockey renasceu em Columbus.

Minnesota Wild 5 – 2 Colorado Avalanche
Série empatada 3-3

Apesar do regresso de Matt Duchene, os Avalanche não conseguiram por um fim a esta eliminatória. Com 2 golos de Zach Parise, os Wild forçam o Jogo 7 e mostram que têm o que é preciso para eliminar os Avs. Patrick Roy voltou a tirar o guarda-redes com quase 3 minutos por jogar, mas desta vez não resultou.

Darcy Kuemper é o homem do momento em Minnesota. Depois de ter roubado a titularidade a Ilya Bryzgalov no Jogo 3, o jovem de 23 anos tem 3 vitórias em 4 jogos e uma percentagem de defesas de 93.4%.

O Jogo 7 será disputado na quarta-feira, no Pepsi Center em Denver. Os Avalanche ainda não perderam em casa nesta série, por isso partem com vantagem. O vencedor desse jogo vai encontrar os Chicago Blackhawks na 2ª ronda.

Los Angeles Kings 4 – 1 San Jose Sharks
Série empatada 3-3

Os Los Angeles Kings conseguiram a 3ª vitória consecutiva e forçam assim o decisivo Jogo 7. Depois de terem estado a perder por 3 jogos a zero, os Kings obrigam os Sharks a vencer mais um jogo para passarem à próxima fase. A equipa de San Jose joga em casa, mas como já vimos, nesta série tudo pode acontecer. É surpreendente a recuperação dos Kings. Tal como foi surpreendente os Sharks ganharem os três primeiros jogos com aquela facilidade.

Com o jogo empatado a um golo no 3º período, Justin Williams marcou um golo que pode ser o ponto crucial nesta eliminatória. O avançado dos Kings empurrou o guarda-redes dos Sharks para dentro da baliza e com ele foi o disco. Quem não ficou nada contente foi Todd McLellan, o treinador dos Sharks, que disse mesmo que a sua equipa tinha sido roubada.

A partir desse momento, os Sharks perderam a cabeça e os Kings marcaram mais dois golos, através de Anze Kopitar. Toda esta polémica deve proporcionar um Jogo 7 bem quentinho. É isso mesmo que nós queremos.

Matt Cooke lesiona gravemente jogador dos Avalanche

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins lideram a série por 2-1


Os Columbus Blue Jackets estiveram muito perto de vencer o primeiro jogo em casa nos Playoffs. A equipa de Todd Richards chegou a estar a vencer por 3-1 já no último período do jogo, mas 3 golos em 3 minutos dos Penguins viraram o resultado, o que parece ser a moda nesta série.

É fácil culpar Sergei Bobrovski e, de facto, ele não tem estado ao seu melhor nível. Mas os Blue Jackets não podem recuar tanto no terreno quando têm uma vantagem confortável. Os Penguins têm muitos problemas, mas marcar golos não é um deles. Se existe alguma equipa capaz de dar a volta a um jogo em pouco tempo são os Penguins.

Minnesota Wild 1 – 0 Colorado Avalanche (OT)
Avalanche lideram a série por 2-1


Mikael Granlund marcou o único golo do jogo e não podia ter sido mais bonito. O Finlandês de 22 anos despistou Jan Hejda, fintou Semyon Varlamov e empurrou o disco para a baliza em plena queda. Até àquele momento, os Wild fizeram um assalto constante à baliza de Varlamov, que acabou o jogo com 45 defesas.

Darcy Kuemper foi o titular neste jogo pelos Wild, relegando Ilya Bryzgalov para o banco de suplentes. No seu 1º jogo nos Playoffs, o guarda-redes de 23 anos fez 22 defesas e não sofreu qualquer golo. Apesar disso, o destaque do jogo foi Matt Cooke.

O ex-jogador dos Pittsburgh Penguins atingiu o joelho de Tyson Barrie propositadamente, no início do 2º período. O defesa dos Avalanche vai ficar de fora durante 4 a 6 semanas. Cooke recebeu 2 minutos de penalidade e arrisca-se a ser suspenso. Segundo os critérios da NHL, Matt Cooke não é considerado reincidente, o que é incrível, tendo em conta que ele acabou com a carreira de Marc Savard.

Chicago Blackhawks 2 – 0 St. Louis Blues
Blues lideram a série 2-1


Corey Crawford foi mais um dos 3 guarda-redes que não sofreram golos na noite de ontem. Crawford foi muito importante para a sua equipa, terminando o jogo com 34 defesas. Do outro lado, Ryan Miller não esteve tão bem e sofreu mesmo um frango, no golo de Jonathan Toews que inaugurou o marcador.

Apesar da eliminatória estar ao rubro no gelo, o grande motivo de conversa continua a ser a placagem de Brent Seabrook à cabeça de David Backes. Surgiram novas imagens que mostram Ducan Keith a gritar “Wakey wakey, Backes” enquanto o avançado dos Blues se tentava levantar, o que chocou muita gente.

É claro que não é uma atitude nada bonita, gozar com uma pessoa que está em dificuldades e provavelmente com uma concussão. Mas, dentro daquilo que é o ambiente de um jogo destes, não acredito que isto seja o pior que os jogadores dizem uns ao outros. Se as pessoas gostam de ver um jogo bem disputado e duro, têm que aceitar que isso trás consequências. Esta é uma delas.

Dallas Stars 3 – 0 Anaheim Ducks
Ducks lideram a série por 2-1


Kari Lehtonen registou a sua 1ª vitória nos Playoffs, e fê-lo em grande estilo, sem sofrer qualquer golo. Lehtonen é muitas vezes esquecido quando se fala dos grandes guarda-redes da NHL. O Finlandês tem tido muitos azares durante a sua carreira. Talvez o pior tenha sido ser seleccionado em 2º no Draft de 2002 pelos Atlanta Thrashers, uma das piores equipas da história da NHL (a equipa mudou-se para Winnipeg em 2011).

Stephane Robidas está a ter um ano para esquecer. O defesa dos Anaheim Ducks fracturou a perna no início da temporada, ainda ao serviço dos Dallas Stars. Recuperou e no Trade Deadline mudou-se para Anaheim, com a esperança de lutar pela Stanley Cup. Ontem, contra a sua antiga equipa, voltou a fractura a perna. Só resta desejar as rápidas melhoras.

Quanto ao jogo, os Ducks dominaram a posse do disco durante grande parte do tempo, mas não conseguiram bater Lehtonen. Os Stars, por sua vez, aproveitaram bem as poucas oportunidades que conseguiram criar e voltaram a contar com a ajuda da sua 1ª linha. Jamie Benn e Valeri Nichushkin marcaram um golo cada e Tyler Seguin fez uma assistência.

Playoffs: Resumo do Dia 4

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (OT)
Blues lideram a série por 2-0

Graças a mais uma vitória no prolongamento, os Blues ganham uma vantagem de 2-0 na eliminatória. Vladimir Tarasenko empatou o jogo a 3 com um golo a 6.4 segundos do fim. Não foi a melhor decisão do Russo, uma vez que tinha um colega desmarcado numa posição muito mais favorável, mas resultou e isso é que conta. Barret Jackman fez o 4-3 com 5 minutos jogados no prolongamento.

Apesar de 7 golos marcados, o momento do jogo foi uma placagem. Brent Seabrook atingiu a cabeça de David Backes, numa entrada muito perigosa. O avançado dos Blues não se mexeu durante alguns momentos e estava claramente abalado. Seabrook foi expulso e recebeu 3 jogos de suspensão. Ainda não há notícias em relação a Backes, mas da maneira como ele ficou, não me parece que ele vá estar apto para o Jogo 3.

A eliminatória muda-se de malas e bagagens para Chicago e aí veremos quem fará mais falta à sua equipa. Seabrook ou Backes.

Pittsburgh Penguins 3 – 4 Columbus Blue Jackets (2OT)
Série empatada 1-1

Os Columbus Blue Jackets conquistaram finalmente a primeira vitória nos Playoffs da história do clube. Foram precisos 2 prolongamentos para a equipa de Columbus puder festejar a vitória sobre os favoritos, Pittsburgh Penguins. Matt Calvert marcou dois golos, um deles decidiu o jogo logo no início do 2º prolongamento.

À entrada para a eliminatória, o mínimo que se pedia aos Blue Jackets era uma vitória. Agora, depois de dois jogos em que conseguiram pôr à prova a equipa dos Penguins, os Blue Jackets começam a acreditar que podem ser a surpresa da 1ª ronda.

Os Penguins voltaram a não conseguir segurar uma vantagem de 3-1, tal como tinha acontecido no Jogo 1. A equipa treinada por Dan Bylsma não tem dificuldade em marcar golos no início do jogo, mas depois recua muito a tentar defender o resultado, e acaba por entregar o domínio ao adversário.

Colorado Avalanche 4 – 2 Minnesota Wild
Avalanche lideram a série por 2-0

Depois de registar 3 pontos no primeiro jogo nos Playoffs da sua carreira, Nathan MacKinnon marcou 4 no segundo. O mais provável vencedor do prémio de rookie do ano faz parte da melhor linha dos Playoffs até ao momento, juntamente com Gabriel Landeskog e Paul Stastny.

MacKinnon tem apenas 18 anos, mas já é um dos jogadores mais rápidos da NHL. Jason Spurgeon é o defesa mais rápido dos Wild e mesmo assim não o conseguiu apanhar, no 1º golo dos Avalanche. Patrick Roy merece muito crédito pela liberdade que dá a esta linha. O treinador dos Avalanche não prende os seus jogadores a estratégias mais defensivas, deixa-os transportar o disco, com movimentos laterais e muita criatividade. E os resultados estão à vista.

Para os Wild, Ilya Bryzgalov não tem sido o guarda-redes que eles precisam. A equipa do Minnesota tem um bom plantel, mas não o suficiente para anularem a desvantagem que têm na baliza. Bryzgalov sofreu 3 golos em 14 remates e foi substituído no 2º período por Darcy Kuemper.

Playoffs: Resumo do Dia 1

Tampa Bay Lightning 4 – 5 Montreal Canadiens (OT)
Canadiens lideram a série por 1-0

O primeiro jogo da série não podia ter sido mais emotivo. Os Montreal Canadiens recuperaram o factor casa, ao vencerem no prolongamento em Tampa. Dale Wiese foi o marcador do golo decisivo, aquele que o próprio admitiu ser o maior golo da sua carreira. Weise é um jogador de 4ª linha, que se encontra a jogar ao lado de Daniel Brière. Brière assistiu no golo de Weise e fez o seu 110º ponto em 109 jogos nos Playoffs. Ele pertence à exclusiva lista de 35 jogadores que têm mais do que 1 ponto por jogo nos Playoffs.

Os Lightning tentaram ataques rápidos, com boas combinações ofensivas e com o envolvimento dos defesas. No entanto, a equipa subia muito no terreno e era apanhada nas costas pelos avançados rápidos dos Canadiens, como aconteceu no golo de Plekanec que empatou o jogo a 1, apenas 11 segundos depois dos Lightning terem aberto o marcador.

Anders Lindback acabou por se o menor dos problemas dos Lightning. O Sueco fez 39 defesas e não se sentiu a falta do habitual titular na baliza, Ben Bishop. A equipa treinada por Jon Cooper tem alguns erros para corrigir no Jogo 2. Na ânsia de meter contra-ataques rápidos, os defesas dos Lightning fizeram muitos passes errados que permitiram que os Canadiens prolongassem o seu tempo na zona ofensiva.

Pittsburgh Penguins 4 – 3 Columbus Blues Jackets
Penguins lideram a série por 1-0

Os fantasmas de Marc-Andre Fleury pairaram novamente sobre a cabeça do guarda-redes dos Penguins. Quando Derek MacKenzie colocou os Blue Jackets a vencerem por 3-1 no início do 2º período, através de um golo em desvantagem numérica, a confiança em Fleury tremeu. Se estivesse no banco um guarda-redes suplente de maior qualidade, provavelmente Fleury tinha sido substituído nesta altura.

Dan Bylsma manteve-o no jogo e eventualmente a equipa veio em seu socorro. A linha de Brandon Sutter esteve em grande, criando dois golos. Malkin também contribuiu com duas assistências para a reviravolta no marcador. Com o resultado em 4-3 e 12 minutos para jogar no 3º período, Fleury aparaceu para selar a vitória dos Penguins, defendendo 5 remates nos últimos 3 minutos.

Os Blue Jackets não conseguiram a vitória, mas saíram moralizados do Jogo 1. Conseguiram anular Crosby e dominaram a posse do disco durante alguns períodos do jogo. Brandon Dubinsky é a escolha para marcar Crosby. Agora Todd Richards, o treinador dos Blue Jackets, tem que arranjar alguém para marcar Malkin.

Anaheim Ducks 4 – 3 Dallas Stars
Ducks lideram a série por 1-0

O treinador dos Ducks, Bruce Boudreau, teve uma decisão muito difícil a tomar antes deste jogo. O habitual titular na baliza, Jonas Hiller, perdeu alguma confiança nos últimos jogos da época regular. Antes dos Playoffs, os Ducks deram oportunidade a John Gibson, uma grande promessa da modalidade, que ele aproveitou da melhor maneira. No entanto, Gibson tem apenas 20 anos e nenhuma experiência nos Playoffs.

A escolha recaiu no 2º guarda-redes, Frederik Andersen, e ele não desapontou. O Dinamarquês fez 32 defesas e foi crucial na forma como os Ducks aguentaram a vantagem de 4-0, conquistada cedo no 2º período.

A boa notícia para os Stars é que Tyler Seguin e Jamie Benn não perderam nenhum do fulgor que traziam da época regular. A má é que Ryan Getzlaf e Corey Perry também não. Getzlaf fez um jogo portentoso e mostrou toda a sua capacidade de passe no golo de Mathieu Perreault (Getzlaf usa o nº 15). Movimentação, visão e passe desbloquearam uma jogada que parecia perdida.

Segundos antes de acabar o jogo, Getzlaf ainda arranjou tempo de levar com um disco na cara. O raio-x deu negativo e ele deve estar apto para o Jogo 2, a ser disputado amanhã.

Malkin irá ficar parado durante 2 a 3 semanas

Os Pittsburgh Penguins vão ficar sem um dos seus melhores jogadores durante as próximas 2 a 3 semanas. Evgeni Malkin contraiu uma lesão no pé que o afastará dos últimos jogos da época regular.

Os Penguins realizam o seu último jogo no dia 13 de Abril, por isso Malkin deve regressar a tempo da 1ª ronda dos Playoffs. O Russo é um jogador muito importante para os Penguins, tendo em conta que eles são uma equipa com falta de profundidade nas linhas avançadas e que dependem muito do seu top-6.

Felizmente para Dan Bylsma, a equipa lidera a Divisão Metropolitana com 13 pontos de vantagem. Provavelmente esta paragem é propositada, para evitar uma lesão mais grave. Estas semanas vão permitir que Malkin recupere a 100%, ao mesmo tempo que dá oportunidade a outros jogadores para ganharem rodagem. Isto sem comprometer a classificação da equipa.