Giroux falha início da pré-temporada

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Com o início dos training camps começam a surgir as primeiras indicações sobre a condição física dos jogadores. Com apenas 15 minutos decorrido no 1º treino dos Philadelphia Flyers, Claude Giroux lesionou-se e teve que se retirar para os balneários. Mais tarde, o GM dos Flyers Ron Hextall confirmou que o melhor marcador da equipa na época passada vai ficar de fora durante as próximas 2 semanas. Segundo as declarações de Hextall, a lesão não vinha de trás e ocorreu mesmo naqueles 15 minutos.

“Isto aconteceu hoje. É o primeiro dia do training camp, todos os jogadores estão com vontade de mostrar trabalho e as coisas acontecem. Obviamente não é a melhor maneira de começar. Foi o que nos calhou em sorte, agora temos que lidar com isto.”

Os Flyers ainda não têm certeza sobre a extensão da lesão, mas não se espera que Giroux falhe o início da época.

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Kimmo Timonen diagnosticado com coágulos nas pernas e pulmões

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Depois de renovarem o contrato do veterano defesa finlandês por mais uma temporada no início de Julho, os Philadelphia Flyers anunciaram que foram encontrados coágulos na perna direita e em ambos os pulmões de Timonen. Segundo o comunicado dos Flyers, Timonen está a ser tratado na Finlândia e o regresso à competição é ainda questionável.

Timonen está impedido de viajar nas próximas 3 semanas. Depois regressará aos Estados Unidos para ser avaliado pela equipa médica dos Flyers. Timonen fez 35 pontos em 77 jogos na época passada. Aos 39 anos ainda é um dos defesas mais importantes da equipa de Philadelphia, tendo jogado uma média de 20 minutos por jogo. O NHL Portugal deseja-lhe as melhoras e uma rápida recuperação. Todos esperamos que este não seja o fim da sua carreira.

R.J. Umberger regressa aos Flyers em troca de Scott Hartnell

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Os Columbus Blue Jackets fizeram a vontade a R.J. Umberger e trocaram-no para uma equipa que ele conhece bem. O avançado de 32 anos regressa à equipa que lhe deu as boas vindas à NHL. Umberger passou 3 épocas em Philadelphia, onde marcou 116 pontos em 228 jogos.

Enquanto que a saída de Umberger não surpreende, o mesmo não se pode dizer do retorno. Scott Hartnell tem sido peça fundamental e um dos jogadores que melhor incorpora a identidade dos Philadelphia Flyers. Hartnell tem um contrato de $4.75 milhões de dólares durante os próximos 5 anos, enquanto que Umberger aufere $4.6 milhões durante mais 3 épocas.

Os Flyers não são avessos a trocas arrojadas. Basta lembrar Mike Richards, Jeff Carter e James van Riemsdyk, só nas últimas 3 temporadas. Olhando para os dois jogadores envolvidos, Hartnell é claramente melhor em todos os aspectos. Ambos têm 32 anos e custam quase o mesmo, mas Hartnell tem tido uma produção bastante superior à de Umberger.

Esta acaba por ser uma excelente troca para os Blue Jackets, que se livram de alguém que não queria lá estar e ainda recebem em troca um jogador bastante útil. Só espero que o novo GM dos Flyers, Ron Hextall, tenha qualquer coisa na manga. Se não, os Flyers vão sair muito mal na fotografia desta trade.

Chicago Blackhawks eliminam St. Louis Blues

New York Ranger 4 – 2 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 3-2

Estas duas equipas não podiam ser mais diferentes. Quem puder ver um jogo desta série, vai ficar com a mesma opinião do que eu. Os Rangers são a melhor equipa, em quase todos os aspectos do jogo. E isso vê-se na forma como dominam a posse do disco. Mas de repente aparecem os Flyers, e durante 10 minutos o jogo fica completamente desorganizado.

Os Rangers são uma equipa de posse. Os Flyers uma de impulsos. Um duelo de estilos que tem sido bastante interessante de acompanhar. O estilo mais controlado dos Rangers garante melhores resultados ao longo do tempo, mas 10 minutos infernais dos Flyers podem ser suficientes para ganhar um jogo.

Qualquer que seja a equipa vencedora desta eliminatória, vai ter uma boa oportunidade de chegar à final da Stanley Cup. Na próxima ronda, vai apanhar o vencedor da série entre os Blue Jackets e os Penguins, que neste momento parecem duas equipas fragilizadas. Na final da Conferência, vão encontrar os Boston Bruins ou os Montreal Canadiens, que se vão torturar mutuamente na próxima ronda.

Chicago Blackhawks 5 – 1 St. Louis Blues
Blackhawks vencem série por 4-2

É uma pena que esta eliminatória acabe assim. Depois de 4 jogos decididos no prolongamento, soube a pouco a série acabar com uma goleada. Os Blues deram tudo o que tinham, mas não foi suficiente para ultrapassar os Blackhawks.

A equipa de St. Louis tem tido muito azar nos Playoffs. No ano passado, apanhou os Los Angeles Kings na 1ª ronda. Este ano, os Chicago Blackhawks. São dois anos a ser uma das melhores equipas da NHL e sem sequer vencer uma eliminatória. O importante agora é não reagir de forma precipitada. Os Blues tem um bom plantel e um excelente treinador. Deitar tudo a baixo só vai atrasar ainda mais o desenvolvimento desta equipa.

Quanto aos Blackhawks, que mais há a dizer? Eles tem todas as condições para ganharem a Stanley Cup outra vez. Esta equipa é o que temos de mais parecido com os Oilers de Wayne Gretzky, no final dos anos 80. Os Oilers conseguiram 4 Stanley Cups em 5 anos. Será que os Blackhawks vão conseguir a terceira?

Dallas Stars 4 – 5 Anaheim Ducks (OT)
Ducks vencem série por 4-2

Os Dallas Stars estiveram muito perto de forçar o Jogo 7. A equipa da casa entrou muito bem e no fim do 1º período já vencia por 3-1. Depois de Ben Lovejoy ter feito o 3-2, Trevor Daley voltou a colocar a vantagem dos Stars em 2 golos. Tudo parecia decido, mas os Ducks reagiram e conseguiram marcar dois golos nos últimos dois minutos do tempo regulamentar.

Aos 3 minutos do prolongamento, Nick Bonino marcou o golo que eliminou os Dallas Stars. Por muito desesperados que possam estar os jogadores dos Stars neste momento, eles têm todos os motivos para levantar a cabeça. São uma equipa muito jovem, que deu muitos problemas a uma das melhores equipas do Oeste. Eu aposto que os Stars vão voltar aos Playoffs para o ano, e ainda mais fortes.

Não há nenhuma equipa melhor a correr atrás de um resultado do que os Anaheim Ducks. A defesa é de desconfiar e a baliza está indefinida, depois de Fredrik Andersen ter sido substituído por Jonas Hiller a meio deste jogo. Mas não há ataque mais poderoso na NHL. Quando os Ducks querem marcar um golo, não precisam de muito tempo para o fazerem. Na 2ª ronda, os Ducks já sabem que vão defrontar um vizinho da Califórnia. Só falta saber se serão os Kings ou os Sharks.

Playoffs: Resumo do Dia 5

New York Rangers 2 – 4 Philadelphia Flyers
Série empatada 1-1

Os Flyers responderam muito bem à derrota, com uma excelente exibição no Jogo 2, quebrando o enguiço no Madison Square Garden que durava à 9 jogos. Para vencerem, os Flyers tiveram a ajuda dos seus jogadores de segunda linha, como Jason Akeson e Wayne Simmonds. Isto é muito importante nos Playoffs, sempre que as principais estrelas não conseguirem estar ao seu nível.

O plantel dos Bruins é muito superior, mas existem algumas parecenças de estilo com os Flyers. A equipa de Philadelphia tem uma atitude desafiante e gosta de enervar os adversários. Os Rangers, como a melhor equipa que são, não se podem dar ao luxo de entrar nesta conversa.

Se os Flyers conseguirem desestabilizar os melhores jogadores dos Rangers, a eliminatória pode equilibrar-se. Se eu fosse Alain Vigneault estaria a proibir os jogadores de responderem a qualquer picardia. Respondam no gelo, com golos.

Boston Bruins 4 – 1 Detroit Red Wings
Série empatada 1-1

Aí estão os Bruins a que estamos habituados. Depois de um Jogo 1 muito pobre, a equipa de Boston voltou aos seu estado habitual. Neste jogo, notou-se uma maior intranquilidade dos Red Wings, que acabaram por entrar em conflitos com os jogadores dos Bruins. Eu sei que é difícil resistir, mas este é o tipo de jogo que os Bruins adoram. Os Wings não podem cair nesta armadilha.

Mesmo quando não conseguem usar os seus mind games, os Bruins são uma equipa muito difícil de bater. Aos 36 anos, Jarome Iginla continua a espalhar magia no gelo, como se pode ver na assistência que fez no 3º golo da equipa dos Bruins. É sempre bom quando Milan Lucic usa o seu stick para outras coisas, sem ser acertar em partes do corpo de outras pessoas.

É sempre mau sinal ver os Bruins a ganharem algum balanço. Mas os Red Wings têm boas razões para acreditarem na vitória. Sair de Boston com uma vitória e uma derrota é um excelente resultado. Tudo está em aberto, e com a eliminatória a mudar-se para Detroit, os Red Wings ainda podem fazer a vida negra aos campeões em título da Conferência Este.

Montreal Canadiens 3 – 2 Tampa Bay Lightning
Canadiens lideram a série por 3-0

Montreal recebeu de braços abertos os seus Canadiens, e eles não desiludiram. Apoiados por uma atmosfera única na NHL, os Canadiens deram continuidade ao domínio que têm exercido sobre os Lightning nesta eliminatória, e têm agora a oportunidade de passarem à próxima ronda já no próximo jogo.

O jogo até foi equilibrado, mas Anders Lindback voltou a não estar à altura da situação. P.K. Subban continua a ser a grande figura da série, com mais uma jogada brilhante para criar o 2º golo dos Canadiens. Poucos minutos antes, os Lightning pensavam que se tinham adiantado no marcador, mas o golo foi anulado por interferência ao guarda-redes, uma decisão que não agradou nada ao banco da equipa visitante.

A verdade é que o golo foi bem anulado, se seguirmos a regra à letra. A interferência ao guarda-redes deve ser assinalada sempre que o avançado impeça o guarda-redes de se mover livremente, e isso de facto aconteceu. O que a regra não refere é o que fazer quando essa interferência não é da responsabilidade directa do avançado. P.K. Subban contribuiu directamente para que Killorn não conseguisse sair daquela zona, e isso deveria ser tido em conta na regra.

San Jose Sharks 7 – 2 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 2-0

Depois de terem ido para o 1º intervalo a perder por 2-0, os Sharks marcaram 7 golos sem resposta e vão agora para LA com dois jogos de vantagem. Não é muito estranho que os Sharks estejam a vencer por 2-0, mas se me dissessem que eles iriam marcar 13 golos aos Kings nesses 2 jogos, eu não acreditava.

Também foram jogadores de 2ª linha a impulsionar a reviravolta dos Sharks. Mike Brown marcou o 1º golo da equipa da casa e Raffi Torres empatou o jogo a 2, com o seu 2º golo nos Playoffs. Apesar de sofrer 7 golos em 40 remates, Jonathan Quick permaneceu em campo durante todo o jogo.

Não se pode atribuir culpa a Quick em nenhum dos golos dos Sharks. Quando se permitem 40 remates ao adversário, é normal sofrer muitos golos. A média de remates sofridos pelos Kings na época regular foi 25.1 remates por jogo. Em dois jogos desta eliminatória, a média subiu para os 42.6.

Playoffs: Resumo do Dia 2

New York Rangers 4 – 1 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 1-0

Os Philadelphia Flyers concederam a 9ª derrota consecutiva no Madison Square Garden. A equipa treinada por Craig Berube não conseguiu aguentar o domínio territorial dos Rangers. Steve Mason não jogou por lesão. O guarda-redes suplente, Ray Emery, foi chamado à titularidade e não teve um jogo nada fácil. Os Rangers fizeram 36 remates, contra apenas 15 dos Flyers.

Os Rangers dominaram todo o jogo, apesar de se ter mantido um empate a 1 golo até ao 3º período. Ryan McDonagh e Dan Girardi fizeram uma marcação cerrada a Claude Giroux, e a estrela dos Flyers não fez qualquer remate durante toda a partida. Apesar do domínio, o jogo desiquilibrou-se a favor dos Rangers graças a 2 golos seguidos no powerplay. O rookie dos Flyers, Jason Akeson, cometeu uma penalidade por stick alto e colocou os Rangers na vantagem numérica durante 4 minutos.

Brad Richards marcou o primeiro e Derek Stepan o segundo, numa jogada perfeita que mostra aquilo que o powerplay dos Rangers é capaz de fazer. A equipa de Nova Iorque foi muito mais forte sobre o disco, pressionando constantemente o adversário e provocando turnovers na zona ofensiva. Se os Flyers não encontrarem maneira de lidar com isso, esta pode ser uma eliminatória mais curta do que se esperava.

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (3OT)
Blues lideram série por 1-0

O primeiro jogo desta série foi tudo aquilo que podíamos ter imaginado. Golos, emoção e três prolongamentos. Os Blues receberam excelentes notícias antes do início do jogo, com a inclusão de Vladimir Tarasenko no alinhamento. O Russo é uma peça fundamental para os Blues nesta série, e mostrou isso mesmo com 1 golo e 7 remates.

No entanto, o 1º período não foi muito simpático para a equipa da casa e principalmente para Ryan Miller. Os Blues foram para o intervalo a perder por 3-2, com Miller a sofrer 3 golos em 7 remates. O experiente guarda-redes, recém adquirido aos Buffalo Sabres, soube dar a volta por cima e acabou por fazer algumas defesas cruciais na fase decisiva do jogo. A 1 minuto e 35 segundos do fim, Jaden Schwartz empatou o jogo a 3 e obrigou a prolongamento.

O jogo ficou mais fechado, com as duas equipas com medo de errar. Os Blues arriscavam mais no ataque e permitiram alguns contra-ataques perigosos aos Blackhawks, que Miller resolveu sem dificuldade. Com 26 segundos jogados no 3º prolongamento, Alex Steen deu a vitória aos Blues.

Colorado Avalanche 5 – 4 Minnesota Wild (OT)
Avalanche lideram série por 1-0

A estratégia arriscada de Patrick Roy foi recompensada com a vitória no Jogo 1. A 3 minutos do fim do jogo, os Avalanche perdiam por 4-3 e Roy decide retirar o seu guarda-redes em troca por um jogador de campo. Normalmente, os treinadores só fazem isso no último minuto de jogo, mas existe alguma lógica em tentar arriscar a troca mais cedo, tendo mais tempo para puder empatar o jogo.

A esperteza de Roy ia correndo mal, quando os Wild quase introduziram o disco na baliza aberta dos Avalanche. Erik Johnson fez um sprint e conseguiu evitar o golo mesmo em cima da linha. Com 13 segundos para jogar, Paul Statsny conseguiu fazer o empate e levar o jogo a prolongamento. Stastny voltou a marcar para dar a vitória à equipa da casa.

Apesar dos Avalanche saírem muito moralizados depois de uma vitória destas, os Wild venderam cara a derrota. Nathan Mackinnon fez um grande jogo. O rookie dos Avalanche fez 3 assistências, duas das quais nos golos decisivos da partida.

San Jose Sharks 6 – 3 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 1-0

Os Sharks vieram prontos para defrontar os Kings. A equipa de Todd MacLellan não teve medo do contacto físico e pressionou desde cedo os defesas dos Kings. Os Sharks responderam bem ao forecheck dos Kings com os jogadores muito perto uns dos outros. Assim havia sempre alguém a quem passar, no caso de estar a ser pressionado por um adversário.

A estratégia resultou tão bem que os Sharks já venciam por 5-0 no fim do 2º período. Jonathan Quick não teve o seu melhor jogo. O guarda-redes dos Kings foi demasiado agressivo no seu posicionamento e foi apanhado algumas vezes fora da baliza. No 3º período, os Kings ainda esboçaram uma recuperação, mas já era tarde demais.

Duas perguntas se colocam depois deste jogo. Conseguirão os Sharks manter este ritmo de jogo durante toda a série? Se sim, como é que os Kings se vão ajustar perante este desafio? Algo a ter em conta no Jogo 2.

Rangers cumprem a tradição

Se os Playoffs começassem hoje, os New York Rangers iriam defrontar os Philadelphia Flyers na primeira ronda. A tradição dos últimos anos diz que isso não seria uma boa notícia para os Flyers.

Os Rangers venceram os Flyers por 3-1, ontem à noite. Esta foi a 8ª vitória consecutiva em casa sobre os rivais da Divisão Metropolitana. Nesses 8 jogos, Claude Giroux não marcou qualquer golo, o que é demonstrativo do domínio que os Rangers exercem em sua casa sobre os Flyers.

Ryan McDonagh marcou o seu 2º golo nos últimos 2 jogos, com um verdadeiro míssil ao ângulo da baliza de Steve Mason. O defesa dos New York Rangers está a ter a sua melhor época de sempre em termos de produção ofensiva, e parece estar a gostar de ser treinado por Alain Vigneault.

Henrik Lundqvist esteve mais uma vez em grande. O Sueco foi importantíssimo no começo do jogo e manteve a baliza inviolada, apesar dos Flyers terem feito 15 remates durante o 1º período.

A vitória significou para os Rangers uma vantagem de dois pontos na classificação sobre os adversários de ontem. No entanto, os Flyers têm dois jogos a menos e, por isso, a luta pelo 2º lugar na Divisão Metropolitana ainda está longe de se decidir. Excluindo algum descalabro de uma destas equipas, um duelo na 1ª ronda dos Playoffs é bem provável.