New York Islanders – O insucesso e a nova tentativa de reconstrução

 

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Potvin e Trottier, duas lendas da dinastia dos New York Islanders.

Pode custar a acreditar, mas os New York Islanders foram, em tempos, um dos franchises mais bem sucedidos da NHL: a maior dinastia de sempre (1980-85), com 5 finais da Stanley Cup e 4 Stanley Cups em apenas 5 anos, pertence a esta equipa. Os Islanders também detêm uma marca importantíssima na história do desporto profissional: um recorde máximo de 19 séries seguidas sem perder (!), também entre 1980 e 1985. Por esta altura, o futuro avizinhava-se brilhante e parecia que nada podia parar os rapazes de Long Island.

A verdade é que, num curto período de tempo, tudo mudou. É preciso remontar a 1993 para ver os Islanders vencerem uma série nos playoffs. Desde aí, o máximo que conseguiram foram umas míseras 6 qualificações em 20 épocas (não houve época em 2004-05) para os quartos de final da Eastern Conference. Apesar de todo o insucesso que persegue este franchise há mais de duas décadas e das múltiplas tentativas falhadas de uma reconstrução ‘com pés e cabeça’ do plantel, os Long Islanders não perdem a esperança.

Época 2014/2015 – os prós

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Jaroslav Halak, atuando pelos St. Louis Blues.

Para já, existem algumas coisas boas a retirar desta offseason. O GM Garth Snow fez, surpreendentemente e ao contrário do que tem mostrado ao longo dos últimos anos no cargo, bons negócios. As duas 1st round-picks a que teve direito este ano foram muito bem utilizadas: Michael dal Colle, o talentoso extremo-esquerdo que promete entrar na 1ª linha e jogar com Tavares e Okposo daqui a alguns anos, e Joshua Ho-Sang, o centro de 18 anos com um enorme potencial. Ho-Sang só não foi escolhido mais cedo no draft devido à polémica que se gerou em torno da sua personalidade problemática.

Para juntar ao draft bem-sucedido, um dos maiores problemas dos Islanders nos últimos tempos (o guarda-redes) aparentemente chegou ao fim, com a mais que provável saída do medíocre Evgeni Nabokov para a entrada de Jaroslav Halak. Halak, com uma SV% de 0.920 na época transacta, veio para os Isles em troca de uma 4th round-pick, o que acaba por ser um excelente negócio de Snow. Halak, alguns dias após a sua aquisição, assinou um novo contrato de 4 anos no valor de 18 milhões de dólares.

As contratações dos jovens defesas Loic Leduc e Ville Pokka também parecem ser bastante sensatas. O 1º, 4th round-pick do draft de 2012, ainda tem que evoluir bastante. Já o 2º, 2nd round-pick em 2012, fez uma excelente época na SM-liiga (principal liga finlandesa) e parece encontrar-se pronto para, pouco a pouco, ir ganhando minutos de jogo.

Época 2014/2015 – os contras

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Nassau Veterans Memorial Colliseum, em dia de jogo.

Mas, como seria de esperar de Snow, já cometeu erros: obteve Dan Boyle, um experiente defesa, por uma 5th round-pick (que passava a 4th, se Boyle assinasse um novo contrato). Até aqui, tudo bem… afinal de contas, um dos maiores problemas no plantel dos Isles era a falta de um defesa experiente. O problema é que, para além de não assinar um novo contrato para ficar em Long Island, decidiu transferir-se para os maiores rivais: os New York Rangers. Estas péssimas trocas começam a ser habituais para os adeptos, já que na última época Snow deu Matt Moulson, o até então jogador favorito dos fãs, mais uma 1st round-pick condicional e uma 2nd round-pick para adquirir a estrela austríaca Thomas Vanek, que acabou por não querer assinar um novo contrato com os Islanders.

Um dos maiores contras para a última época no Nassau Veterans Memorial Colliseum (mudança para o Barclays Center em 2015) é, por mais incrível que pareça, o presidente Charles Wang. Wang continua a não querer investir na equipa, obrigando Snow a trabalhar com poucos recursos. Um franchise como os New York Islanders tem que pagar bastante para atrair um jogador de calibre elevado, porque sejamos realistas: jogar em Long Island não é o sonho de nenhum grande jogador. Os Isles continuam a precisar de investir em defesas para o 1ª e 2ª par, mas Wang não se ‘chega à frente’. Isto faz com que Jack Capuano, o treinador principal, seja forçado a utilizar jogadores inexperientes ou em declínio na defesa. Sem uma boa defesa para toda a época, é complicado chegar longe.

A esperança

Apesar da gestão danosa e da incompetência à volta da equipa de Nova Iorque durante todos estes anos, os adeptos mantêm-se confiantes acerca do futuro. Muitos acreditam que em 2015, com a mudança para Brooklyn e com a possível venda da equipa por parte de Wang, os Islanders voltarão a ser uma presença assídua nos playoffs a médio prazo. Outros, mais esperançosos, acreditam que esta época será melhor que as anteriores e que chegarão longe nos playoffs, despedindo-se assim do seu ‘velhinho’ coliseu em grande. Este último cenário pode parecer pouco provável, mas afinal é disto que se trata ser um verdadeiro adepto, um verdadeiro aficionado, um verdadeiro Islander: ter sempre a esperança de que as coisas possam vir a melhorar e que, a longo prazo, a Stanley Cup possa voltar a passar pelas mãos dos jogadores de laranja e azul… por mais ‘negro’ que o cenário atual possa ser.

Texto da autoria de Tiago Teixeira.

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John Tavares e os seus colegas de equipa, celebrando um golo contra os Tampa Bay Lightning.

Islanders à venda

Charles Wang, o dono dos New York Islanders, está à procura de um comprador para a sua equipa, segundo o insider da TSN Bob McKenzie.

Wang é o dono maioritário dos Islanders desde 2004. Nessas nove épocas, os Islanders apenas se qualificaram para os Playoffs duas vezes e foram eliminados na 1ª ronda.

Os Islanders têm uma dívida de $75 milhões de dólares a vencer no fim do ano e a equipa dá um prejuízo de $10 milhões por ano. Não é a primeira vez que Wang tenta vender a equipa. Em 2012, o New York Post avançou que os Islanders estariam à venda por $300 milhões de dólares.

Em 2015/16, está programada a mudança dos Islanders para o Barclays Center em Brooklyn. Juntando isso à possível venda, este pode ser o começo de uma nova era para a equipa de John Tavares.

Matt Moulson marca no regresso a Long Island

Matt Moulson tem cheiro para o golo, principalmente quando todas as atenções estão viradas para si. Ontem à noite, ele marcou 2 golos no primeiro jogo contra a sua antiga equipa, os New York Islanders. Moulson esteve envolvido na troca de Thomas Vanek para os Islanders e já tinha feito 2 golos no jogo de estreia pelos Sabres.

Entretanto, Moulson voltou a ser trocado no Trade Deadline, desta vez para os Minnesota Wild. Foi com a camisola desta equipa que Moulson marcou e venceu por 6-0 aquela que foi a sua equipa desde da época de 2009/10. Os golos, esses foram mesmo “à Moulson”. Atacar a baliza à espera de um ressalto e meter o disco lá dentro. Nada muito extravagante, mas eficaz. Moulson tem agora 20 golos marcados esta época.

 

Crosby, Ovechkin e Tavares nomeados para o Hart

Sidney Crosby, Alex Ovechkin e John Tavares são os finalistas do troféu Hart, atribuído ao jogador mais valioso para a sua equipa.

Crosby falhou 12 jogos devido a uma factura da mandíbula, mas só foi ultrapassado na lista de melhores marcadores no fim da época. Acabou por ser o 4º jogador com mais pontos, 15 golos e 41 assistências. Ele liderou os Penguins à primeira posição na Conferência Este e já recebeu este prémio em 2007.

Ovechkin liderou a NHL em golos (32) e terminou em 3º em pontos. Foi o principal responsável pelo ressurgimento dos Capitals na segunda metade da temporada, que passaram pelos últimos lugares da liga para no fim vencerem a divisão Sudeste. Ovechkin já venceu o Hart por duas vezes, em 2008 e 2009.

Tavares é o rookie deste grupo. Aos 22 anos, é a primeira vez que é nomeado para o Hart por ter conduzido os New York Islanders aos Playoffs pela primeira vez desde 2007. Acabou a época como o 3º jogador com mais golos. Se continuar a evoluir desta forma, esta não será a única nomeação para o Hart da sua carreira.

A minha escolha seria Ovechkin, mas aceito a vitória de qualquer um dos três finalistas. O que tenho mais dificuldades em aceitar é a ausência de um representante da Conferência Oeste. Este prémio é votado pelos membros da associação dos jornalistas, que são maioritariamente baseados no Este e que, por isso, demonstram alguma tendência em favor dessa Conferência.

O capitão dos Ducks, Ryan Getzlaf, foi um dos desprezados e não se coibiu de dar a sua opinião. “Nós sabíamos que iam ser todos do Este este ano. É assim que funciona. Os jonalistas do Este só nos vêem quando jogamos contra uma equipa do Este. Eles não vão ficar acordados até à 1 ou 2 da manhã para ver os nossos jogos.”

Aqui os jogos começam às 3 da manhã e eu vejo sempre que posso. Não percebo como é que pessoas que recebem para ver e escrever sobre hóquei, coisas que eu faço por prazer, não fazem o mesmo esforço.

Talvez a solução seja ter um prémio para cada conferência. Principalmente numa época em que não houve jogos entre conferências, é estranho dizer que Crosby foi melhor que Getzlaf, quando eles nunca se defrontaram.

Islanders surpreendem Penguins

Foi um jogo muito disputado, apenas decidido por John Tavares a meio do terceiro período. Casey Cizikas bateu um desesperado Marc-Andre Fleury para estabelecer o resultado final de 6-4 (mais sobre isto à frente).

Para os Pittsburgh Penguins, esta eliminatória está cada vez mais parecida com a do ano passado frente aos Philadelphia Flyers. Muitos golos, maus guarda-redes e várias trocas de liderança no marcador. Os Pens esperam que este ano o final seja diferente.

Tal como no ano passado, os Penguins têm grande facilidade para recuperar de uma desvantagem no marcador. A maneira como responderam aos golos dos Islanders, nunca deixando aumentar a diferença para mais do que um golo, foi reveladora do talento ofensivo da equipa.

Sidney Crosby está de volta ao gelo, mas voltou a não ser a estrela da equipa. Talvez por ainda estar desconfortável, ou por simplesmente não ser necessário, Crosby tem sido suplantado pela 2ª linha. Malkin, Neal e Iginla causaram muitos problemas que os Islanders não souberam resolver.

No entanto, existe um ponto fraco no plantel dos Penguins e que foi exposto pelo avançado dos New York Islanders, Frans Nielsen. “Nós sentimos que existem muitos jogadores dos Penguins que não conseguem patinar à mesma velocidade que nós,” disse Nielsen no final do Jogo 3.

E acrescentou, “Acho que quando aumentamos a velocidade, alguns jogadores da defesa deles têm dificuldade em acompanhar. Não pudemos parar de patinar. Se pararmos não temos hipótese.”

Eu acho que esta é uma excelente observação do Nielsen. De facto, os Islanders têm tido mais posse do disco em 5-contra-5, chegando sempre ao disco primeiro, enquanto que os Penguins fazem a diferença no powerplay, onde têm um verdadeira equipa all-star na 1ª linha.

A adição de jogadores veteranos como Iginla, Morrow e Murray pode ter contribuído para a menor pedalada dos Penguins, e apesar de isso não parecer um problema agora, pode vir a ser mais tarde na competição, quando o cansaço acumulado começar a pesar nas pernas.

Mas vamos falar do elefante na sala. Não podemos ignorar. Os Penguins fizeram o suficiente para vencerem e só mais uma exibição desastrada de Marc-Andre Fleury o evitou.

Eu tenho uma teoria para a inconsistência do guarda-redes dos Penguins. Quando não sofre golos cedo no jogo, ganha confiança e torna-se muito difícil de bater. Mas se é batido nos primeiros minutos do jogo, começa a questionar-se, tenta corrigir aspectos do seu jogo que provavelmente nem precisavam de ser corrigidos, e acaba por perder noção daquele que dever ser o posicionamento básico de uma guarda-redes.

Essa desorientação foi visível no jogo de ontem.

No golo de Mark Streit, Fleury não consegui estabelecer a posição para fazer a defesa e acabou por se desequilibrar.

No golo de Okposo, que renovou as esperanças dos Islanders, Fleury devia ter-se encostado ao poste. Ele ficou muito afastado da baliza, dando espaço para o disco passar.

No último golo dos Islanders, apesar de apenas ter servido para confirmar a vitória, Fleury estava muito dentro da baliza e não cobriu todo o comprimento da linha de golo com o stick.

Dan Bylsma não revelou se vai colocar Tomas Vokoun no Jogo 5, mas acredito que ele deve estar a pensar seriamente nisso. A equipa precisa de um impulso para recuperar a liderança numa eliminatória que deveria vencer tranquilamente.

Actualização: Dan Byslma confirmou que Vokoun será titular no Jogo 5.

Antevisão – Penguins vs. Islanders

Com a chegada dos Playoffs, eu tentei fazer antevisões das eliminatórias da 1ª ronda. Mais precisamente, antevisões que eu gostava de ler. Pequenas, simples, algumas estatísticas, um pouco de opinião própria e um olhar sobre a história entre as duas equipas. Espero que gostem.

 

Pittsburgh Penguins vs. New York Islanders

Frente-a-frente: Os Penguins venceram 4 dos 5 jogos entre as equipas na época regular

História: Sidney Crosby foi atingido na face com um disco rematado pelo seu colega de equipa Brooks Orpik, num jogo contra os Islanders. Também foi num jogo entre as duas equipas que Jarome Iginla se estreou com a camisola dos Penguins.

Números

Diferença de golos: Penguins: +46, Islanders: 0
Remates por jogo: Penguins: 30 (11º), Islanders: 30.9 (7º)
Remates sofridos por jogo: Penguins: 29.2 (16º), Islanders: 28.2 (10º)

Guarda-redes

Penguins: Marc-Andre Fleury, 91.6% percentagem de defesas, 2.39 média de golos sofridos
Thomas Vokoun, 91.9% percentagem de defesas, 2.45 média de golos sofridos
Islanders: Evgeni Nabokov, 91.0% percentagem de defesas, 2.50 média de golos sofridos

Melhores Marcadores

Penguins: Sidney Crosby, 15 golos e 41 assistências em 36 jogos
Islanders: John Tavares, 28 golos e 19 assistências em 48 jogos

Razão para ver: Os repórteres que seguem de perto os Penguins afirmam que a equipa tem experimentado novas linhas no powerplay durante os treinos desta semana. Crosby, Malkin, Neal, Iginla e Letang. Quem é que não quer ver isto?

Lesões: James Neal regressou de uma concussão no último jogo e marcou um hat-trick. Sidney Crosby já regressou aos treinos e apenas espera aprovação médica para voltar à competição. Para já, Crosby vai falhar o Jogo 1.

Opinião: Esta pode ser uma eliminatória cheia de golos. Com o ataque dos Penguins a cair sobre Evgeni Nabokov e Marc-Andre Fleury na outra baliza, é uma boa altura para apostar no over.

Previsão: Penguins em 6.

Rangers vencem Islanders no prolongamento

Os New York Islanders estão a passar por um bom momento da época, mas os Rangers voltaram a levar a melhor sobre os rivais da cidade de Nova Iorque.

Num jogo renhido, tenso e envolto numa atmosfera de Playoffs, Dan Giradi desbloqueou o marcador no prolongamento, garantindo a vitória por 1-0. Os Rangers fizeram assim o pleno em jogos contra os Islanders.

O ponto extra acabou por permitir que os Islanders se mantivessem à frente dos Rangers, com um ponto de vantagem, mas um jogo a mais. Até ao fim da época regular, os Rangers têm 4 jogos fora e 3 em casa, enquanto que os Islanders têm 5 jogos fora dos 6 que lhe falta disputar.

Talvez os pontos perdidos contra os Rangers venham a fazer a diferença no final.