Marian Gaborik renovam com os Kings para os próximos 7 anos

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Os Los Angeles Kings garantiram a permanência de Marian Gaborik no seu plantel, com um contrato de $4.87 milhões de dólares por ano, durante os próximos 7 anos. O melhor marcador dos Playoffs passa assim a ser o 5º jogador mais bem pago dos actuais campeões da Stanley Cup.

Gaborik queria continuar em LA e os Kings queriam continuar a contar com Gaborik. O avançado eslovaco poderia ganhar muito mais no mercado livre, mas o desejo de ficar falou mais alto. Mais um grande negócio para os Kings e, mais particularmente, para Dean Lombardi. Esta equipa vai continuar a ser candidata à Stanley Cup durante muitos anos, pelo menos se continuar a ser gerida com esta precisão.

Com Gaborik, os Kings têm uma profundidade de linhas quase impossível de contestar. Até as melhores equipas do Oeste, que têm as melhores defesas da NHL, têm muitas dificuldades para anular todas as linhas dos Kings. Se não é Kopitar e Gaborik, é Carter. Se não é Carter, é Justin Williams.

Este é um contrato perfeito para equipa e jogador, sem envolver demasiado risco, nem demasiado dinheiro. Os Kings sabem com o que podem contar. Gaborik também.

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Cinco prováveis dispensas

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A partir do dia de hoje, as equipas da NHL podem exercer o direito de dispensar um jogador sem as habituais penalizações. Normalmente, quando uma equipa dispensa um jogador é obrigada a pagar a totalidade do contrato e ainda sofre uma penalização no salary cap. Fruto do acordo alcançado no último contrato colectivo de trabalho, as equipas têm agora a possibilidade de dispensar um jogador sem pesar no salary cap.

Por diferentes razões, vários jogadores encontram-se em perigo de serem dispensados. As equipas podem utilizar esta vantagem para ganharem alguma folga salarial, na preparação para a free agency. Aqui ficam os 5 mais prováveis dispensados durante este mês.

Brad Richards – New York Rangers

Contrato: $6.66 milhões de dólares por ano até 2019/20

Brad Richards teve uma boa época ao serviço dos New Rangers, com 51 pontos em 82 jogos. Parte da sua recuperação é devida à influência do novo treinador, Alain Vigneault, que lhe deu uma liberdade que nunca lhe foi permitida durante o reinado de John Tortorella. Mesmo assim, Richard tem 34 anos e as suas capacidades diminuem a olhos vistos.

Richards terá 39 anos quando o contrato de $6.66 milhões acabar. Para os Rangers, será melhor desfazerem-se deste peso, uma vez que têm uma mão cheia de jogadores jovens para renovar. Derick Brassard, Mats Zuccarello, Anton Stralman e Chris Kreider, todos tiveram épocas de afirmação e têm o contrato a terminar.

Ville Leino – Buffalo Sabres

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2016/17

Depois de uma época desastrosa, os Buffalo Sabres são uma equipa em reconstrução. Ville Leino foi contratado depois de um percurso incrível nos Playoffs de 2011 com os Philadelphia Flyers, mas nunca mais conseguiu atingir esse nível.

Para dizer a verdade, Leino foi um dos piores jogadores da NHL, qualquer que seja as estatísticas que se utilizem. O avançado finlandês não marcou qualquer golo em 58 jogos, foi o jogador que menos remates produziu na NHL e também um dos que menos pontos marcou por jogo. Leino é mais do que candidato. Quer seja pela situação da equipa, quer seja pela sua produção, a sua dispensa é mais do que óbvia.

Martin Havlat – San Jose Sharks

Contrato: $5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Os San Jose Sharks já informaram o jogador que não vão contar com ele para a próxima época. Vão tentar trocá-lo primeiro, mas um contrato destes é difícil de movimentar e o mais provável será a sua dispensa. Os Sharks sofreram um enorme revés, com a derrota na 1ª ronda frente aos eventuais campeões Los Angeles Kings, e deverão executar uma autêntica revolução no plantel. Os $5 milhões vão dar muito jeito nessa reconstrução.

Havlat não é um mau jogador. Ele marcou 22 pontos em 48 jogos, fazendo parte de uma 3ª linha muito forte dos Sharks. Mas as lesões têm impedido que o checo esteja no seu melhor. Mesmo sem lesões, o contrato é muito pesado. O seu salário está ao nível de James Neal, Bobby Ryan e Jamie Benn. Ele não.

Ryan Malone – Tampa Bay Lightning

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Com a saída de Martin St. Louis, os Tampa Bay Lightning viraram uma página da sua história. Das estrelas que trouxeram a Stanley Cup em 2004 apenas sobra Malone. Os Lightning foram uma das grandes surpresas da época, com um contingente impressionante de jovens a apoiar o novo líder da equipa, Steven Stamkos. Desde que chegou ao cargo, o GM dos Lightning Steve Yzerman tem aplicado uma estratégia de futuro. Malone não faz parte desse plano.

Juntando a isso, Malone foi preso por posse de cocaína em Abril. Com o jovem Jonathan Drouin, que joga na mesma posição que Malone, à espera de um lugar na equipa da próxima temporada, a dispensa de Malone é mais do que certa.

Mike Richards – Los Angeles Kings

Contrato: $5.75 milhões de dólares por ano até 2019/20

Esta é uma opinião pessoal. Não existem indícios que os Kings estejam a pensar em dispensar Mike Richards, mas conhecendo o modo de actuar do GM Dean Lombardi, é bem possível. Pelo menos faz sentido.

Richards perdeu preponderância no plantel dos Kings. Apesar de uma época dentro do normal (41 pontos em 82 jogos), Richards chegou a jogar na 4ª linha dos Kings durante os Playoffs. O aparecimento de jovens como Tyler Toffoli e Tanner Pearson retiram tempo de jogo ao veterano de 29 anos. Tudo depende do que Dean Lombardi quiser fazer depois de ganhar a Stanley Cup. Manter esta equipa ou reforçar cirurgicamente algumas posições. Se escolher a última opção, os $5.75 milhões podem dar muito jeito.

Lundqvist responde a Quick e sobe a parada

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O rei regressou. Para ser verdadeiro, Henrik Lundqvist não tinha estado no seu melhor nos primeiros jogos da final. Houve muito azar envolvido em alguns dos golos sofridos, mas Lundqvist será o primeiro a reconhecer a sua culpa. No jogo de quarta-feira, onde a derrota significava o fim do caminho, os Rangers precisavam de Lundqvist no seu melhor. E foi isso que aconteceu.

O Sueco fez a sua melhor exibição da final, parando 40 dos 41 remates feitos pelos Kings. Foi a 16º vez em 25 jogos nos Playoffs que Lundqvist sofreu menos do que 3 golos. Para além do rei, os Rangers puderam contar com a “senhora” sorte. Primeiro, Anton Stralman fez um corte em cima da linha de golo. Depois, foi um monte de neve que evitou o golo do empate a um minuto do fim do jogo. Milagre no Madison Square Garden.

Será que os Rangers apenas adiaram o inevitável, ou será este o início de uma recuperação histórica? Se os Kings jogarem tão bem como o fizeram neste jogo, enchendo a baliza dos Rangers com 41 remates, é difícil não os ver a vencer o Jogo 5, mesmo com Lundqvist a alto nível. Aliás, não fosse alguns momentos de pura sorte, a final teria já acabado.

Jonathan Quick brilha no Jogo 3

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Quando os Los Angeles Kings alcançaram a vantagem de dois golos no Jogo 3, toda a gente estava à espera da reviravolta. Afinal, essa tem sido a história desta final. Os Kings recuperaram de desvantagens de dois golos para vencerem o Jogo 1 e o Jogo 2. Mas isso não aconteceu desta vez. Os Kings são uma das melhores defesas da NHL e conseguiram fazer aquilo que os Rangers não conseguiram: segurar a vantagem.

A equipa de LA joga melhor quando está na frente do marcador. Depois de Jeff Carter ter marcado o 1º golo do jogo com 0.7 segundos para acabar o 1º período, os Kings puderam recuar, absorver a pressão do forecheck dos Rangers e lançar contra-ataques perigosos para a baliza de Lundqvist.

Antes deste jogo, Jonathan Quick estava perto de se tornar no vencedor da Stanley Cup com a percentagem de defesas mais baixas desde 1990 (90.2%). O Jogo 3 trouxe-nos o Quick de 2012, que bateu o recorde da NHL com 93.4% de defesas. O guarda-redes dos Kings evitou vários golos dos Rangers, com defesas acrobáticas. Foi particularmente importante no 2º período, quando os Rangers fizeram 17 remates à baliza.

Nada corre bem aos Rangers neste momento. Lundqvist, que era suposto ser a sua grande arma, não esteve nada bem neste jogo, apesar dos Rangers terem limitado os Kings a 15 remates. A equipa precisa de mais do melhor guarda-redes do Mundo. O powerplay também voltou a desaparecer, com 6 oportunidades não aproveitadas neste jogo.

Para ainda terem esperanças de erguer a Stanley Cup, os Rangers precisam de toda a ajuda possível. Apenas 4 equipas deram a volta a uma desvantagem de 3-0 numa eliminatória dos Playoffs, e só uma o fez na Final da Stanley Cup (os Maple Leafs de 1942). O mais assustador é que os Kings são melhores do que o que têm mostrado. Conseguem exercer o seu domínio em alguns períodos do jogo, mas parece sempre que têm uma mudança a mais. Se a conseguirem meter, é difícil imaginar os Rangers a vencerem um jogo. Quanto mais quatro…

Antevisão da Final da Stanley Cup

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Durante a época regular, parecia não interessar a equipa que vencesse a Conferência Este. Iam à final da Stanley Cup apenas cumprir calendário. O campeão iria sair da Conferência Oeste. Nenhuma equipa do Este ia ter capacidade para derrotar qualquer uma das grandes equipas que habitam a outra conferência.

A conversa já era essa quando se pensava que seriam os Bruins ou os Penguins a vencerem a Conferência Este, e está agora mais forte do que nunca, uma vez que foram os Rangers a apurarem-se para a final. A equipa de Nova Iorque terminou a época regular na 5ª posição e não fazia parte do lote dos favoritos. Os Rangers podem ser uma surpresa, mas serão um adversário difícil para os Kings e poderão mesmo chegar a vitória. Vamos analisar todas as áreas do jogo e ver que equipa leva a melhor.

Avançados

A profundidade do plantel é crucial para o sucesso nos Playoffs, e estas duas equipas têm-na em abundância. Os Kings, que foram o 4º pior ataque da NHL com 2.42 golos por jogo, são agora o melhor ataque dos Playoffs, com 3.48 golos por jogo. Alguns dos seus avançados têm uma percentagem de remate insustentavelmente alta e uma questão se coloca: podem os Kings aguentar este ritmo?

Esta questão pode ser direccionada especialmente a Marian Gaborik. Gaborik, adquirido aos Columbus Blue Jackets no Trade Deadline, lidera os Playoffs com 12 golos, concretizando 18.5% dos seus remates. É provável que a sua produção diminua, especialmente considerando o guarda-redes que ele vai enfrentar.

Mas a força dos Kings está na quantidade de jogadores que podem resolver o jogo. Se o Gaborik não marcar, os Kings têm ainda Jeff Carter, Justin Williams, Dustin Brown e Anze Kopitar, este último provavelmente o melhor jogador que vamos puder ver no gelo.

O ataque dos Rangers não tem sido tão letal como o dos Kings, mas certamente não é uma fraqueza. As linhas avançadas dos Rangers são muito equilibradas e todas têm capacidade para criar perigo no ataque. A aquisição de Martin St. Louis deu a Alain Vigneault uma flexibilidade que não tinha até então. A produção de St. Louis demorou a chegar, mas o veterano de 37 anos foi essencial nas duas últimas eliminatórias e lidera os Rangers com 13 pontos.

Vantagem: Kings

Defesas

O confronto entre as duas defesas pode resumir-se a Drew Doughty contra Ryan McDonagh. Ambos têm a obrigação de marcar os melhores jogadores do adversário, mas também têm a capacidade de contribuir para a fase ofensiva. É esperado que ambos joguem mais de 25 minutos por jogo. Doughty está habituado a estas andanças e já tem uma Staney Cup ganha. McDonagh não tem tanta experiência a este nível.

O factor X da defesa dos Rangers tem sido as exibições de Anton Stralman. O defesa Sueco começa mais turnos na zona defensiva do que qualquer outro jogador, mas mesmo assim os Rangers fazem mais remates do que o adversário quando ele está em campo. O par defensivo composto por Stralman e Marc Staal pode ser uma arma importante para Alain Vigneault lidar com os avançados dos Kings.

Apesar de os Rangers terem mais soluções, a vantagem está do lado da equipa que tem um dos melhores defesas da NHL, Drew Doughty.

Vantagem: Kings

Guarda-Redes

É aqui que os Rangers podem fazer a diferença. Eles têm algo que mais ninguém: Henrik Lundqvist. Apesar de Jonathan Quick já ter conquistado uma Stanley Cup e Conn Smith, Lundqvist é o melhor guarda-redes da NHL.

Mais importante que isto, o Sueco está a ser muito melhor que Quick nestes Playoffs. Lundqvist tem 92.8% de percentagem de defesas, enquanto Quick apresenta uns mediocres 90.6%.

Se Quick continuar com dificuldades os Rangers podem surpreender. Lundqvist é capaz de carregar com a equipa às costas, e provavelmente terá que o fazer novamente. Vai ser dificil, mas se há alguém capaz de mudar o destino da final sozinho é ele.

Vantagem: Rangers

Equipas Especiais

Nos 21 jogos até agora, o powerplay dos Kings aproveitou 25.4% das oportunidades, o melhor registo entre os 4 finalistas. O que torna este powerplay tão forte é o número de opções que tem. Doughty é uma ameaça constante da linha azul, Dustin Brown e Jeff Carter criam a confusão à frente da baliza, Gaborik e Kopitar usam o seu talento para criar jogadas de perigo nas bordas e fazer passes de morte para os colegas.

Já o penalty kill dos Kings não é tão forte. A equipa de LA apenas anulou 81.2% dos powerplays dos adversários. Não é horrível, mas não inspira grande confiança. Já os Rangers enfrentam o problema exactamente oposto.

O seu powerplay tem sido muito fraco, aproveitando apenas 13.6% das oportunidades. Este número pode ser principalmente atribuído a uma série de 36 powerplays sem nenhum golo marcado nas primeiras rondas dos Playoffs, mas a produção não melhorou muito de lá para cá.

O penalty kill dos Rangers vai ter uma tarefa bastante complicada, mas não há nada nos números que diga que eles não possam travar o powerplay dos Kings. O Rangers anularam 85.9% dos powerplays dos adversários, o melhor registo dos Playoffs.

Vantagem: Nula

Blackhawks vencem Jogo 5 num dos melhores OT de sempre

Chicago Blackhawks 5 – 4 Los Angeles Kings (2OT)
Kings lideram a série por 3-2

Peço desde já desculpa, porque este não vai ser o meu habitual resumo do jogo conciso e informativo. Ontem foi uma noite especial.

Para ser fã deste desporto no nosso país é preciso ter um nível de paixão que a maioria das pessoas não compreende. Dormir 4 horas por noite, deixar de fazer coisas que gosto, envolver-me emocional com um desporto que já por mais do que uma vez me desiludiu, acompanhar um desporto que provavelmente nunca irei praticar. São sacrifícios que muita gente não entende. Mas ontem à noite, eu fui recompensado por tudo.

Duas equipas com vontades contrárias, os Kings a tentarem dar o último passo para a final da Stanley Cup, os Blackhawks a tentarem não ser eliminados. Ambas a saberem que qualquer segundo poderia ser o último da eliminatória. As equipas trocaram oportunidades de golo a um ritmo alucinante. No meio, iam tentando respirar. Contabilizadas as paragens, os 20 minutos do prolongamento só demoram 27 minutos a serem jogados. Durante 8 minutos consecutivos não houve paragens, só o clamor das bancadas. Este foi o melhor prolongamento que eu alguma vez vi.

O jogo acabou aos 2 minutos do segundo prolongamento. Michal Handzus – o mais velho jogador em campo com 37 anos, o homem que foi despromovido do lugar de centro de 2ª linha porque já não tinha velocidade para acompanhar os colegas – forçou um turnover na zona neutral. Arrastou as pernas até à baliza, enquanto Patrick Kane e Brandon Saad trocavam o disco entre si. Ficou à espera, recebeu o passe de Saad, passou o disco para a sua backhand e bateu Jonathan Quick. O United Center explodiu.

É por isso que eu adoro hóquei, especialmente os Playoffs. São uma caixinha de surpresas. Os Kings ainda têm uma vantagem de 3-2 e podem acabar com a eliminatória já amanhã. Mas tudo pode acontecer. Este é um duelo entre os dois últimos vencedores da Stanley Cup e não há guião. Só talento, determinação e sorte.

No primeiro jogo e meio, os Blackhawks pareciam que tinham a eliminatória no saco. Ganharam o Jogo 1 por 3-1 e estiveram a vencer no Jogo 2 por 2-0. Mas os Kings tiveram um golpe de sorte, conseguiram marcar 6 golos sem resposta e venceram o jogo por 6-2. Viriam a vencer o Jogo 3 por 4-3 e o Jogo 4 por 5-2.

As duas equipas são conhecidas por nunca desistirem e por conseguirem recuperações históricas. É algo que está impresso na personalidade destes jogadores. A derrota não os afecta, têm memória curta que apagam no início de cada jogo. Os Blackhawks recuperaram de uma desvantagem de 2-0 contra os Blues, os Kings de uma de 3-0 contra os Sharks. Nenhuma destas equipas vai desistir. A única maneira de as derrotar é pelo cansaço.

Joel Quennville mexeu nas linhas para o Jogo 5. Formou uma 2ª linha inédita, para tentar reanimar Patrick Kane. Handzus foi despromovido, com Andrew Shaw e Brandon Saad a jogarem ao lado de Kane. Resultou. Saad foi o melhor jogador em campo e Kane, que tinha apenas 1 assistência nesta eliminatória, fez 4. Os Blackhawks partiram cedo para uma vantagem de 3-1, mas Corey Crawford borrou a pintura e permitiu que os Kings empatassem. Tanner Pearson fez o 3-4 e silenciou o United Center. No terceiro período, acabaria por ser Ben Smith a enviar o jogo para prolongamento.

Com 11 minutos e 19 segundos para jogar no prolongamento, o jogo parou quando o disco ficou preso nas redes de uma das balizas. Não voltou a parar até faltarem 3 minutos e 23 segundos. No meio existiram 17 remates, 6 placagens e o melhor hóquei que se pode ver no mundo.

Os Kings queriam desesperadamente chegar à final e estiveram perto de o conseguir. Os Blackhawks queriam desesperadamente adiar as férias por mais um jogo. Handzus queria desesperadamente contribuir para a vitória da sua equipa. Ele manteve o seu lugar no alinhamento graças à sua eficácia no penalty kill, mas o penalty kill dos Hawks tem estado mal nesta eliminatória e Handzus já não tem a importância que tinha no plantel. Mas Quennville deu-lhe 20 segundos de jogo, num duplo prolongamento e ele marcou o golo da vitória.

That’s hockey, baby!

Kings vencem 3º jogo seguido e forçam Jogo 7

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins vencem a série por 4-2

Mesmo para um espectador neutro, esta foi uma eliminatória muito emocionante. Os Pittsburgh Penguins passaram, mas tiveram que sofrer. Até este jogo, o motivo de conversa era a falta de produção das duas estrelas dos Penguins, Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Ora bem, no jogo decisivo Dan Bylsma colocou os dois na mesma linha. Resultado: hat-trick de Malkin com 3 assistências de Crosby.

Estes foram os primeiros golos de Malkin nos Playoffs. Já as críticas à produção de Crosby não têm muito fundamento. Em 6 jogos, Crosby tem 6 pontos. Nenhum golo, mas para ter 6 assistências alguma coisa deve estar a fazer bem. Não faz muito sentido criticar um jogador que marca 1 ponto por jogo. O problema dos Penguins não é Crosby. É o facto deles não conseguirem segurar um resultado.

Isso esteve prestes a acontecer outra vez. Os Penguins venciam por 4-0 quando Fedor Tyutin marcou um golo em shorthand a meio do 3º período. 4-1. Três minutos depois, Artem Anisimov marcou um golo em powerplay. 4-2. A cinco minutos do fim, Nick Foligno desviou um remate de Tyutin para dentro da baliza de Fleury. 4-3. Infelizmente para os Blue Jackets, a reviravolta não foi completa e a equipa foi eliminada. Mas os adeptos não se calaram. O hockey renasceu em Columbus.

Minnesota Wild 5 – 2 Colorado Avalanche
Série empatada 3-3

Apesar do regresso de Matt Duchene, os Avalanche não conseguiram por um fim a esta eliminatória. Com 2 golos de Zach Parise, os Wild forçam o Jogo 7 e mostram que têm o que é preciso para eliminar os Avs. Patrick Roy voltou a tirar o guarda-redes com quase 3 minutos por jogar, mas desta vez não resultou.

Darcy Kuemper é o homem do momento em Minnesota. Depois de ter roubado a titularidade a Ilya Bryzgalov no Jogo 3, o jovem de 23 anos tem 3 vitórias em 4 jogos e uma percentagem de defesas de 93.4%.

O Jogo 7 será disputado na quarta-feira, no Pepsi Center em Denver. Os Avalanche ainda não perderam em casa nesta série, por isso partem com vantagem. O vencedor desse jogo vai encontrar os Chicago Blackhawks na 2ª ronda.

Los Angeles Kings 4 – 1 San Jose Sharks
Série empatada 3-3

Os Los Angeles Kings conseguiram a 3ª vitória consecutiva e forçam assim o decisivo Jogo 7. Depois de terem estado a perder por 3 jogos a zero, os Kings obrigam os Sharks a vencer mais um jogo para passarem à próxima fase. A equipa de San Jose joga em casa, mas como já vimos, nesta série tudo pode acontecer. É surpreendente a recuperação dos Kings. Tal como foi surpreendente os Sharks ganharem os três primeiros jogos com aquela facilidade.

Com o jogo empatado a um golo no 3º período, Justin Williams marcou um golo que pode ser o ponto crucial nesta eliminatória. O avançado dos Kings empurrou o guarda-redes dos Sharks para dentro da baliza e com ele foi o disco. Quem não ficou nada contente foi Todd McLellan, o treinador dos Sharks, que disse mesmo que a sua equipa tinha sido roubada.

A partir desse momento, os Sharks perderam a cabeça e os Kings marcaram mais dois golos, através de Anze Kopitar. Toda esta polémica deve proporcionar um Jogo 7 bem quentinho. É isso mesmo que nós queremos.