Crosby, Ovechkin e Tavares nomeados para o Hart

Sidney Crosby, Alex Ovechkin e John Tavares são os finalistas do troféu Hart, atribuído ao jogador mais valioso para a sua equipa.

Crosby falhou 12 jogos devido a uma factura da mandíbula, mas só foi ultrapassado na lista de melhores marcadores no fim da época. Acabou por ser o 4º jogador com mais pontos, 15 golos e 41 assistências. Ele liderou os Penguins à primeira posição na Conferência Este e já recebeu este prémio em 2007.

Ovechkin liderou a NHL em golos (32) e terminou em 3º em pontos. Foi o principal responsável pelo ressurgimento dos Capitals na segunda metade da temporada, que passaram pelos últimos lugares da liga para no fim vencerem a divisão Sudeste. Ovechkin já venceu o Hart por duas vezes, em 2008 e 2009.

Tavares é o rookie deste grupo. Aos 22 anos, é a primeira vez que é nomeado para o Hart por ter conduzido os New York Islanders aos Playoffs pela primeira vez desde 2007. Acabou a época como o 3º jogador com mais golos. Se continuar a evoluir desta forma, esta não será a única nomeação para o Hart da sua carreira.

A minha escolha seria Ovechkin, mas aceito a vitória de qualquer um dos três finalistas. O que tenho mais dificuldades em aceitar é a ausência de um representante da Conferência Oeste. Este prémio é votado pelos membros da associação dos jornalistas, que são maioritariamente baseados no Este e que, por isso, demonstram alguma tendência em favor dessa Conferência.

O capitão dos Ducks, Ryan Getzlaf, foi um dos desprezados e não se coibiu de dar a sua opinião. “Nós sabíamos que iam ser todos do Este este ano. É assim que funciona. Os jonalistas do Este só nos vêem quando jogamos contra uma equipa do Este. Eles não vão ficar acordados até à 1 ou 2 da manhã para ver os nossos jogos.”

Aqui os jogos começam às 3 da manhã e eu vejo sempre que posso. Não percebo como é que pessoas que recebem para ver e escrever sobre hóquei, coisas que eu faço por prazer, não fazem o mesmo esforço.

Talvez a solução seja ter um prémio para cada conferência. Principalmente numa época em que não houve jogos entre conferências, é estranho dizer que Crosby foi melhor que Getzlaf, quando eles nunca se defrontaram.

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Niemi, Bobrovsky e Lundqvist nomeados para o Vezina

Henrik Lunqvist dos New York Rangers, Sergei Bobrovsky dos Columbus Blue Jackets e Antii Niemi dos San Jose Sharks são os três finalistas do troféu Vezina, atribuído ao melhor guarda-redes da época regular.

É a primeira vez na história da NHL que todos os nomeados são europeus. Lunqvist é Sueco, Bobrovsky é Russo e Niemi é Finlandês.

Lundqvist ganhou o troféu no ano passado e é sem dúvida o melhor guarda-redes do mundo. Teve mais uma boa temporada, com 2.05 média de golos sofridos, 92.6% percentagem de defesas e 24 vitórias. Lundqvist foi titular em 43 jogos da sua equipas, apenas tirando folga em 5 ocasiões.

Niemi foi outro guarda-redes que foi titular na grande maioria dos jogos. Os seus números (2.16 média de golos sofridos e 92.4% de defesas) são os piores entre os 3 nomeados, mas Niemi foi o mais consistente, mantendo os San Jose Sharks na luta, mesmo durante períodos em que a equipa tinha grandes dificuldades para marcar golos.

Bobrovsky esteve em grande forma na segunda metade da época e quase liderou os Columbus Blue Jackets até aos Playoffs. Terminou a temporada com um média de 2 golos sofridos por jogo e 93.2% de percentagem de defesas e poderá ser o primeiro Russo a vencer este troféu.

Subban, Letang e Suter nomeados para o Norris

PK Subban dos Montreal Canadiens, Kris Letang dos Pittsburgh Penguins e Ryan Suter dos Minnesota Wild são os três finalistas do troféu Norris, atribuído ao defesa que demonstrar durante a época a melhor qualidade geral na sua posição.

Depois de uma dura negociação contratual, Subban registou 38 pontos em 42 jogos. Os 11 golos marcados deram-lhe a liderança da tabela dos melhores marcadores entre defesas.

Letang marcou os mesmos 38 pontos, mas apenas em 35 jogos, uma vez que o defesa dos Penguins esteve de fora algum tempo por lesão.

Suter, por sua vez, facturou 32 pontos em 48 jogos, mas ninguém jogou mais do que ele na NHL, com uma média de 27 minutos e 16 segundos por jogo.

De fora ficaram os suspeitos do costume Zdeno Chara, Shea Weber e Drew Doughty. Efeitos de uma época reduzida. Alex Pietrangelo, Oliver Ekman-Larsson, Francois Beauchemin, Duncan Keith e Niklas Kronwall foram outros jogadores que mereceram consideração, mas não chegaram ao top 3.

 

Gallagher, Huberdeau e Saad nomeados para o Calder

Brendan Gallagher dos Montreal Canadiens, Jonathan Huberdeau dos Florida Panthers e Brandon Saad dos Chicago Blackhawks são os três finalista do troféu Calder, atribuído ao melhor rookie do ano.

Gallagher marcou 15 golos e 28 pontos em 44 jogos. Mas o que impressionou mais no jovem de 21 anos foi a vontade e coragem de disputar o jogo contra qualquer adversário, mesmo quando o seu 1 metro e 75 de altura o punha em clara desvantagem.

Heberdeau liderou a tabela de melhores marcadores entre rookies com 31 pontos em 48 jogos. Ele foi também o que teve mais tempo de jogo entre os três nomeados, com uma média de 16:55 minutos por jogo.

Saad marcou 10 golos e 17 assistências, mas será mais reconhecido por ser a terceira parte de uma das melhores linhas na NHL. Ao lado de Jonathan Toews e Marian Hossa, o nativo de Pittsburgh não podia ter pedido melhor companhia para a sua estreia na melhor liga de hóquei do mundo.

De fora dos nomeados ficaram jovens promessas, como Nail Yakupov, Cory Conacher, Justin Schultz e Jonas Brodin. Já tinha deixado aqui a minha opinião na semana passada e fico contente por ter acertado nos nomeados, mas para vocês quem merece mais os troféu Calder?

Quem são os melhores desta época?

Com o fim da época regular, chega a altura de discutir os prémios da época 2013. Os Playoffs estão aí e vão decidir tudo, menos os prémios individuais atribuídos aos jogadores. Para isso só conta o que aconteceu na época regular, e com apenas 48 jogos para avaliar pode-se tornar difícil escolher.

Vamos analisar, prémio a prémio, com a explicação da respectiva definição, os principais candidatos, pontos a favor, pontos contra. No fim ainda vou dar a minha modesta opinião.

Troféu Hart

“Atribuído ao jogador considerado mais valioso para a sua equipa”

Os Candidatos

Sergei Bobrovsky, Columbus Blue Jackets – O guarda-redes de 24 anos foi adquirido aos Philadelphia Flyers no verão passado e tem sido o principal responsável por manter os Blue Jackets na luta pelos Playoffs. Ele tem um registo de 20 vitórias e 11 derrotas, mesmo sendo os Blue Jackets a 5ª equipa com menos golos marcados na NHL (2.38 por jogo). Bobrovsky lidera os guarda-redes com pelo menos 25 jogos disputados em percentagem de defesas (93.1%) e é segundo em jogos sem sofrer golos (4).

Alex Ovechkin, Washington Capitals – O ano não começou nada bem para o Russo e os críticos fizeram-se ouvir, dizendo que Ovechkin tinha deixado de pertencer à elite da NHL. Mas depois de ver a sua equipa chegar ao último lugar da Conferência Este, Ovi acordou e fez dois meses de grande qualidade no fim da época. Neste espaço temporal, Ovechkin marcou 24 golos e 39 pontos. A equipa foi atrás dele e venceu 19 desses 28 jogos. Os velhos Caps estão de volta!

John Tavares, New York Islanders – Os Islanders não são uma grande equipa. São um conjunto de jogadores que não singraram noutras equipas, a grande maioria deles adquiridos pelos waivers. Não têm nenhum vencedor da Stanley Cup, não têm nenhum free agent cobiçado, não têm nenhum rookie extraordinário, nem sequer têm um guarda-redes digno do Vezina. Só têm uma coisa: John Tavares. O jovem de 22 é a antítese de uma estrela de qualquer desporto profissional. Reservado, humilde, mas pela calada já tem 28 golos em 47 jogos. Os Islanders só têm Tavares, mas isso chegou para irem aos Playoffs.

Menções Honrosas: Sidney Crosby, Patrick Kane, Jonathan Toews.

A minha escolha: Alexander Ovechkin. É impossível dissociar o ressurgimento dos Caps das exibições de Ovechkin. No início de Março os Capitals ocupavam a 14º posição da Conferência Este. Em dois meses, Ovi pegou na equipa às costas e levou-a até ao 3º lugar. Valioso? Bastante.

Troféu James Norris

“Atribuído ao defesa que demonstrar durante a época a melhor qualidade geral na sua posição”

Os Candidatos

Ryan Suter, Minnesota Wild – Quando Ryan Suter deixou os Nashville Predators, a questão era se ele iria conseguir manter o alto nível a que nos tinha habituados sem ter Shea Weber a seu lado. A teoria parecia ter fundamento. Nos primeiros 10 jogos, os Wild perderam 6 e Suter apenas registou 4 pontos. A visita à sua antiga casa foi o ponto de viragem para ele, e para os Wild. Nessa noite, Suter jogou 30 minutos e assistiu nos dois golos da vitória por 2-1. A partir daí, Ryan Suter começou a acumular pontos e principalmente minutos. Suter lidera a NHL com 27 minutos por jogo. Ele e Brodin jogam contra as melhores linhas dos adversários e, ainda assim, têm as melhores estatísticas de posse da equipa.

P. K. Subban, Montreal Canadiens – É difícil definir a época de Subban. Ele foi o melhor defesa da NHL… a atacar. Subban foi uma força imparável do ataque dos Canadiens, principalmente no powerplay. Ele lidera os defesas com 11 golos e 38 pontos, 26 dos quais em vantagem numérica. Para o sucesso de Subban muito contribui a maneira como Michel Therrien o utiliza. Subban começa 53.6% dos turnos na zona ofensiva e enfrenta competição mais fácil do que os seus colegas da defesa dos Canadiens, e também do que todos os outros candidatos ao Norris.

Oliver Ekman-Larsson – O Sueco enfretou a 3ª competição mais difícil da NHL, e ainda assim lidera todos os defesas em Corsi Rel. O facto de Ekman-Larsson jogar nos Coyotes, uma equipa que não é conhecida pela capacidade de posse do disco, ainda realça mais a época extraordinária do jovem jogador. Ekman-Larsson é o líder da defesa dos Coyotes, jogando mais de 25 minutos por jogo e têm também um papel fundamental no penalty kill. A falta de pontos (3 golos e 21 pontos), quando comparado com os outros candidatos, é o único senão. Não vai ser este ano, mas Ekman-Larsson vai ganhar este troféu, mais cedo ou mais tarde.

Menções Honrosas: Kris Letang, François Beauchemin, Duncan Keith.

A minha escolha: Ryan Suter. Muitas pessoas atribuem este prémio ao defesa com uma melhor época ofensiva. Essas pessoas devem escolher Subban, sem qualquer dúvida. Mas a minha leitura da definição é outra. Fala-se aqui de qualidades gerais, ou seja, o jogador que reúna o melhor dos dois mundos, ataque e defesa. E esse homem foi Suter. O melhor defesa da equipa e, ao mesmo tempo, o seu 3º melhor marcador. O defesa com mais minutos no powerplay e, ao mesmo tempo, líder no penalty kill. Ataque e defesa.

Troféu Calder

“Atribuído ao melhor rookie do ano”

Os Candidatos

Jonathan Huberdeau, Florida Panthers – Huberdeau têm apenas 19 anos, mas já é o melhor jogador dos Florida Panthers. É claro que isso não é um bom indicador da qualidade dos Panthers. Mas para qualquer jogador desta idade, chegar à NHL e tomar as rédeas da sua equipa é extraordinário. Liderar os rookies em pontos também ajuda, mas a importância de Huberdeau para os Panthers ultrapassa a sua produção. O jovem de 19 anos é o único jogador dos Panthers que vale a pena pagar bilhete para ver jogar.

Brendan Gallagher, Montreal Canadiens – O pequeno avançado surpreendeu toda a gente numa equipa dos Canadiens que passou de última na Conferência Este para vencedora da Divisão Nordeste, em apenas 1 ano. E muito do sucesso pode ser atribuído a Gallagher. O jogador escolhido na 5ª ronda do Draft de 2010 superou mesmo o seu colega de linha, Alex Galchenyuk, também ele um rookie e tido como um dos principais candidatos ao Calder no início da temporada.

Brandon Saad, Chicago Blackhawks – O jogador de 20 anos tem mais maturidade do que o seu bilhete de identidade mostra. O ala esquerdo está a aproveitar a oportunidade de uma vida ao jogar ao lado de Jonathan Toews e de Marian Hossa. Saad tem 10 golos e 17 assistências. Apesar de que jogar na primeira linha dos Blackhawks ajudar bastante a sua produção, Saad traz uma dimensão física ao jogo que complementa muito bem os seus colegas.

Menções Honrosas: Nail Yakupov, Cory Conacher, Justin Schultz

Troféu Vezina

“Atribuído ao melhor guarda-redes da liga”

Os Candidatos

Sergei Bobrovsky, Columbus Blue Jackets – Ver em cima. O que dá para ser candidato ao Hart, chega bem para o Vezina.

Henrik Lundqvist, New York Rangers – Depois de um começo difícil de temporada, o Sueco recuperou o seu ritmo normal e foi mais uma vez instrumental numa época bem sucedida dos Rangers. Talvez não tão bem sucedida como era de esperar, mas seria muito pior se Lundqvist não fosse o dono da baliza dos Rangers. Lundqvist fez 43 jogos, registando 24 vitórias e uma percentagem de defesas de 92,6%.

Antti Niemi, San Jose Sharks – Niemi, tal como Lundqvist, faz a grande maioria dos jogos dos Sharks, sem descanso. Mais do que as vitórias (24) e percentagem de defesas (92.4%), a importância de Niemi vê-se melhor nos resultados da sua equipa. Os Sharks ganharam 15 jogos pela diferença de 1 golo, algo que só se pode atribuir ao desempenho do Finlandês.

Menções Honrosas: Tuukka Rask, Niklas Backstrom

A minha escolha: Sergei Bobrovsky. Tornar a pior equipa da liga numa concorrente aos Playoffs é trabalho que deve ser reconhecido. Se não for com o Hart, tem que ser com o Vezina.

Ovechkin vence Troféu Maurice Richard

Alex Ovechkin surgiu na última metade da época, para conquistar o terceiro Troféu Maurice Richard da sua carreira. Ovechkin acabou a época de 2013 com 32 golos, deixando para trás Steven Stamkos (29) e John Tavares (28).

O ala de 27 anos marcou 14 dos seus 32 golos em Abril, quebrando o recorde da NHL para mais golos marcados nesse mês. Desde o início de Março, Ovechkin marcou 24 golos em 29 jogos. Impressionante.

E para quem carregava sobre si o peso a desilusão, o Russo soube responder e mostrar que não tinha perdido nenhuma das qualidades que o fez atingir o estatuto de um dos melhores do mundo. Para quem se perguntava para onde tinha ido o talento de Ovechkin, a resposta é: a lado nenhum.

Ovechkin marcou pelo menos 32 golos em todas as suas épocas na NHL. Mesmo no ano passado, preso aos sistema de Dale Hunter e com os seus minutos de powerplay reduzidos, Ovechkin foi o 5º melhor marcador da NHL.

Os Washington Capitals mudaram muito e muitas vezes desde os tempos áureos, em que o seu ataque explosivo fazia tremer as defesas adversárias. Com Adam Oates, a equipa voltou a encontrar a sua identidade e o principal beneficiado é Ovechkin. E todos nós…

Martin St. Louis vence Art Ross

Depois de ter desafiado as probabilidades ao construir uma carreira extraordinária na NHL apesar de não ter sido escolhido no draft, Martin St. Louis parece querer desafiar a idade.

O avançado de 37 anos tornou-se no jogador mais velho a vencer o Troféu Art Ross, ao marcar 60 pontos nesta época. O anterior recorde pertencia ao “Mr. Hockey”, Gordie Howe, que venceu com 34 anos.

Este é o segundo Troféu Art Ross da carreira de St. Louis. Em 2004, ele também foi o jogador com mais pontos na liga, no ano em que os Lightning venceram a Stanley Cup.

No entanto, a equipa de Tampa Bay esteve muito longe do sucesso que teve nesse ano e falhou por muito o apuramento para os Playoffs. Não foi graças a St. Louis. O avançado marcou 60 pontos em 48 jogos, o que numa época normal corresponderia a 103 pontos. É difícil fazer melhor.

Enquanto os Lightning procuram desesperadamente pela solução para os seus problemas na baliza, não deixo de sentir que a equipa está a desperdiçar os melhores anos de Steven Stamkos e os últimos de Martin St. Louis. Quando finalmente encontrarem o guarda-redes certo, será tarde demais para estes dois prodígios?

Para St. Louis será certamente. Stamkos ainda tem muitos anos à sua frente. Mas será que os one-timers de Stamkos vão encontrar tantas vezes o caminho para a baliza sem os passes de St. Louis?