Red Wings arrumam a casa antes do training camp

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Enquanto tantas equipas ainda fazem braço de ferro com os seus restricted free agents, os Detroit Red Wings já puseram fim à sua principal disputa, poucos dias antes do início do training camp. Danny DeKeyser assinou um contrato de 2 anos no valor de $2.187 milhões de dólares por ano. Por resolver fica apenas a situação de Daniel Alfredsson. O veterano de 41 anos quer desesperadamente fazer mais uma época, mas as suas costas parece que não querem deixar. Alfredsson está a ser seguido por um especialista e, mesmo que recupere, precisa de um novo contrato. Com a renovação de DeKeyser, os Red Wings ficam com cerca de $3 milhões de dólares em cap space.

DeKeyser será novamente RFA no fim deste contrato, o que é uma situação excelente para os Red Wings. Podem assim utilizar estes dois anos para avaliarem melhor o valor do defesa de 24 anos. Na época passada, a sua 1ª a tempo inteiro na NHL, DeKeyser fez 23 pontos em 65 jogos. Ken Holland explicou o que os Red Wings vêem no jogador. “Ele é um defesa muito bom. Percebe bem como se deve posicionar. Tem mobilidade. Faz um bom primeiro passe. Na época passada deu indicações que pode evoluir também no ataque.”

Playoffs: Resumo do Dia 5

New York Rangers 2 – 4 Philadelphia Flyers
Série empatada 1-1

Os Flyers responderam muito bem à derrota, com uma excelente exibição no Jogo 2, quebrando o enguiço no Madison Square Garden que durava à 9 jogos. Para vencerem, os Flyers tiveram a ajuda dos seus jogadores de segunda linha, como Jason Akeson e Wayne Simmonds. Isto é muito importante nos Playoffs, sempre que as principais estrelas não conseguirem estar ao seu nível.

O plantel dos Bruins é muito superior, mas existem algumas parecenças de estilo com os Flyers. A equipa de Philadelphia tem uma atitude desafiante e gosta de enervar os adversários. Os Rangers, como a melhor equipa que são, não se podem dar ao luxo de entrar nesta conversa.

Se os Flyers conseguirem desestabilizar os melhores jogadores dos Rangers, a eliminatória pode equilibrar-se. Se eu fosse Alain Vigneault estaria a proibir os jogadores de responderem a qualquer picardia. Respondam no gelo, com golos.

Boston Bruins 4 – 1 Detroit Red Wings
Série empatada 1-1

Aí estão os Bruins a que estamos habituados. Depois de um Jogo 1 muito pobre, a equipa de Boston voltou aos seu estado habitual. Neste jogo, notou-se uma maior intranquilidade dos Red Wings, que acabaram por entrar em conflitos com os jogadores dos Bruins. Eu sei que é difícil resistir, mas este é o tipo de jogo que os Bruins adoram. Os Wings não podem cair nesta armadilha.

Mesmo quando não conseguem usar os seus mind games, os Bruins são uma equipa muito difícil de bater. Aos 36 anos, Jarome Iginla continua a espalhar magia no gelo, como se pode ver na assistência que fez no 3º golo da equipa dos Bruins. É sempre bom quando Milan Lucic usa o seu stick para outras coisas, sem ser acertar em partes do corpo de outras pessoas.

É sempre mau sinal ver os Bruins a ganharem algum balanço. Mas os Red Wings têm boas razões para acreditarem na vitória. Sair de Boston com uma vitória e uma derrota é um excelente resultado. Tudo está em aberto, e com a eliminatória a mudar-se para Detroit, os Red Wings ainda podem fazer a vida negra aos campeões em título da Conferência Este.

Montreal Canadiens 3 – 2 Tampa Bay Lightning
Canadiens lideram a série por 3-0

Montreal recebeu de braços abertos os seus Canadiens, e eles não desiludiram. Apoiados por uma atmosfera única na NHL, os Canadiens deram continuidade ao domínio que têm exercido sobre os Lightning nesta eliminatória, e têm agora a oportunidade de passarem à próxima ronda já no próximo jogo.

O jogo até foi equilibrado, mas Anders Lindback voltou a não estar à altura da situação. P.K. Subban continua a ser a grande figura da série, com mais uma jogada brilhante para criar o 2º golo dos Canadiens. Poucos minutos antes, os Lightning pensavam que se tinham adiantado no marcador, mas o golo foi anulado por interferência ao guarda-redes, uma decisão que não agradou nada ao banco da equipa visitante.

A verdade é que o golo foi bem anulado, se seguirmos a regra à letra. A interferência ao guarda-redes deve ser assinalada sempre que o avançado impeça o guarda-redes de se mover livremente, e isso de facto aconteceu. O que a regra não refere é o que fazer quando essa interferência não é da responsabilidade directa do avançado. P.K. Subban contribuiu directamente para que Killorn não conseguisse sair daquela zona, e isso deveria ser tido em conta na regra.

San Jose Sharks 7 – 2 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 2-0

Depois de terem ido para o 1º intervalo a perder por 2-0, os Sharks marcaram 7 golos sem resposta e vão agora para LA com dois jogos de vantagem. Não é muito estranho que os Sharks estejam a vencer por 2-0, mas se me dissessem que eles iriam marcar 13 golos aos Kings nesses 2 jogos, eu não acreditava.

Também foram jogadores de 2ª linha a impulsionar a reviravolta dos Sharks. Mike Brown marcou o 1º golo da equipa da casa e Raffi Torres empatou o jogo a 2, com o seu 2º golo nos Playoffs. Apesar de sofrer 7 golos em 40 remates, Jonathan Quick permaneceu em campo durante todo o jogo.

Não se pode atribuir culpa a Quick em nenhum dos golos dos Sharks. Quando se permitem 40 remates ao adversário, é normal sofrer muitos golos. A média de remates sofridos pelos Kings na época regular foi 25.1 remates por jogo. Em dois jogos desta eliminatória, a média subiu para os 42.6.

Playoffs: Resumo do Dia 3

Tampa Bay Lightning 1 – 4 Montreal Canadiens
Canadiens lideram série por 2-0

Esta eliminatória está a ser a mais surpreendente até agora. Não são muitos aqueles que acreditavam que os Canadiens iriam voltar a Montreal com uma vantagem de 2-0 na mão. O que ainda surpreende mais do que as 2 vitórias fora de casa é a forma como foram conquistadas. Os Canadiens dominaram os Lightning, principalmente neste Jogo 2.

Os Lightning voltaram a não puder contar com Ben Bishop e a sua ausência sentiu-se. Anders Lindback não esteve no seu melhor. O Sueco foi o principal responsável pelo 3º golo dos Canadiens, numa altura em que os Lightning tentavam voltar a entrar no jogo. Depois desse golo, Lindback foi substituído por Kristers Gudlevskis de apenas 21 anos. Se Ben Bishop não regressar, Gudlevskis pode ter a oportunidade de ser titular no Jogo 3.

Do lado dos Canadiens, P.K. Subban foi o grande destaque. Até ao momento, ele tem sido o jogador mais influente da eliminatória. O defesa dos Canadiens tem sido o motor da equipa, com transições rápidas e uma visão de jogo incrível. Subban mostrou tudo isso no golo que inaugurou o marcador, onde ele rematou o disco propositadamente ao lado da baliza, à espera do desvio do seu colega de equipa.

Boston Bruins 0 – 1 Detroit Red Wings
Red Wings lideram série por 1-0

Podem pensar que não há muito a dizer sobre um jogo de hockey que acabou 1-0, mas enganam-se. Este jogo foi representativo do hockey que se joga nos Playoffs da NHL, onde as equipas não dão nenhum lance por perdido. Ninguém jogou fechadinho lá atrás. As defesas superiorizaram-se e os guarda-redes foram as grandes estrelas da partida.

Num jogo com poucos golos, os golos que acontecem são ainda mais especiais. Pavel Datsyuk tirou um coelho da cartola a 3 minutos do fim, para dar aos Red Wings a vantagem na eliminatória. Os Bruins são uma equipa muito pressionante, que consegue dominar qualquer adversário, mas os Red Wings têm jogadores que podem quebrar a defesa dos Bruins com um momento de inspiração.

No fim do 2º período, Milan Lucic teve uma atitude reprovável. O avançado dos Bruins atingiu Danny DeKeyser com o seu stick, num sítio muito desagradável. O hockey é um desporto com momentos de violência gratuita, mas todos os jogadores sabem que as partes íntimas de um homem são sagradas. Lucic pode lutar com quem quiser, quando quiser e a seguir marcar o golo da vitória. Ele é o jogador que personifica a identidade dos Boston Bruins. Um homem entre homens. E isso só torna este episódio ainda mais censurável.

Anaheim Ducks 3 – 2 Dallas Stars
Ducks lideram série por 2-0

O homem do jogo foi Ryan Getzlaf, sem dúvida. Depois de ter defendido um remate com a cara, o avançado teve que levar 32 pontos e passou a noite acordado para assistir ao nascimento da sua filha. No dia seguinte, levou os Ducks à vitória com um golo e uma assistência em quase 20 minutos de jogo.

Os Stars voltaram a dar bons sinais, mas têm que começar a traduzir isso em vitórias. A equipa treinada por Lindy Ruff é muito jovem e tem muito para melhorar. Mesmo que não consigam eliminar os Ducks, esta eliminatória vai ser uma aprendizagem importante para os Stars.

Red Wings retiram o número 5

Há nomes que se confundem com os clubes, que de certa maneira os ultrapassam e ganham existência para além deles. Nicklas Lidstrom é sinónimo de Red Wings, é sinónimo de Detroit, mas acima de tudo é sinónimo de hóquei. O melhor defesa que alguma vez vi jogar recebeu ontem a maior das honras: o seu número foi retirado.

Mesmo para quem não é adepto dos Red Wings, ontem foi uma noite especial. Só quem não viu não percebe aquilo que Lidstrom significa. Um jogador tão perfeito que mesmo quando errava, errava com estilo. Uma capacidade inigualável de saber defender, para puder atacar melhor.

Lidstrom conseguia espremer o espaço aos adversários sem lhes encostar um dedo, só utilizando o seu posicionamento, inteligência e técnica. Sufocante sobre os avançados que tentavam entrar na zona ofensiva e, ao mesmo tempo, com uma capacidade incrível de desviar qualquer tentativa de despejo do disco. A sua eficácia a defender a linha azul era tanta, que os treinadores adversários pediam especificamente aos seus jogadores para entrarem na zona pelo lado contrário.

A atacar era tão bom como a defender. Não só possuía uma qualidade de passe estupenda, como tinha a paciência necessária para esperar pelo momento certo. Pelo momento em que o seu passe pudesse ser mais devastador para a defesa contrária. Em todas as fases do jogo, Lidstrom estava um passo à frente de todos os outros. Ele só não joga na NHL porque não quer.

A sua carreira terminou com um palmarés invejável, mas a sua conquista mais importante são as imagens que marcam a memória de quem o viu jogar.

O PP dos Capitals e como pará-lo

Desde o início da época de 2012/13, Alex Ovechkin lidera a NHL em golos no powerplay, com 31. Liderar é um eufemismo. Ovechkin domina a liga neste aspecto. O 2º melhor marcador com a vantagem numérica é Chris Kunitz, com 21 golos. Não é propriamente uma luta renhida.

Uma das principais características do PP dos Capitals é a facilidade com que eles criam remates sem oposição para o seu melhor marcador, Alex Ovechkin. A ideia é simples. Os Caps jogam num esquema de 1-3-1. A 1ª unidade do PP concentra 4 jogadores no lado direito: um jogador com remate de esquerda ao lado da baliza, outro jogador com remate de esquerda nas bordas, um jogador com remate de direita na slot e outro jogador com remate de direita na linha azul. Ovechkin aparece no lado esquerdo, pronto para rematar de direita.

Esta concentração de jogadores do lado direito atrai os dois avançados e um dos defesas do adversário. O outro defesa também não pode marcar Ovechkin, porque tem que ficar a defender a frente da baliza, caso algum dos seus colegas cometa um erro. O avançado que provavelmente seria responsável por marcar Ovechkin vê-se obrigado a tomar conta do homem da slot (Brouwer), por este estar numa zona mais perigosa. Resultado: ninguém marca Ovechkin.

Depois de conseguirem concentrar os adversários no lado direito, os Caps tentam fazer um passe rápido para Ovechkin, que estará completamente isolado. É aqui que interessa a mão dos jogadores. O facto do jogador que está nas bordas ser esquerdino permite-lhe fazer um passe cruzado até Ovechkin. O jogador na linha azul também beneficia por rematar de direita, uma vez que se fosse esquerdino teria que fazer o passe para Ovechkin com o backhand, ou então mudar de posição, o que demoraria mais tempo.

A rapidez do passe é essencial, porque o objectivo não é só encontrar Ovechkin isolado, é também obrigar o guarda-redes a movimentar-se de um lado ao outro da baliza em muito pouco tempo. Assim os Caps são capazes de criar remates sem oposição, numa posição privilegiada e com o guarda-redes em movimento a um dos melhores goleadores do mundo. Basta ver alguns PP’s dos Capitals para ver a mesma imagem vezes e vezes sem conta.

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Uma solução para este problema é designar um jogador para fazer marcação individual a Ovechkin, basicamente tornando o 5-contra-4 num 4-contra-3. Mike Babcock não foi o primeiro a fazê-lo, mas a estratégia funcionou no domingo, apesar da derrota. Os Red Wings acentuaram ainda mais a desvantagem numérica no lado direito, mas eliminaram a principal ameaça e o objectivo último do PP dos Caps: fazer chegar o disco a Ovechkin.

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Crónica: Canadiens 1 – 4 Red Wings

Os Montreal Canadiens têm estado em queda livre nos últimos jogos. A equipa que esteve na luta pelo 1º lugar da Divisão Atlântico, está agora numa espiral de maus resultados, com 6 derrotas nos últimos 10 jogos. Para já ainda se encontram em lugar de apuramento para os Playoffs, mas a este ritmo isso pode mudar rapidamente.

O plantel é bom, constituído por jovens com grande potencial, como Brendan Gallagher, Max Pacioretty e Alex Galchenyuk, para além de contar com um dos melhores defesas da NHL, P.K. Subban. Mas há qualquer coisa de errado nesta equipa. Eles não conseguem tomar conta de um jogo como faziam na época passada e as críticas começam a ser dirigidas ao treinador, Michel Therrien.

Therrien está na sua 2ª passagem pelos Canadiens e é conhecido por ser um treinador de métodos rígidos e muito focado no lado defensivo do jogo. Toda essa preocupação com a defesa parece ter minimizado a principal arma desta equipa: a velocidade no contra-ataque. Os jogadores estão demasiado recuados no terreno e têm dificuldade em lançar os ataques rápidos que aterrorizaram a Conferência Este no ano passado.

Mesmo com um posicionamento mais conservador, os Canadiens cometem erros defensivos primários, e isso custou-lhes o jogo frente aos Red Wings, ontem à noite.

Um dos momentos mais importantes num jogo de hóquei no gelo é a troca de linhas. Se não for feito com toda a precisão pode dar mau resultado. Normalmente, o treinador grita o nome do centro da linha que vai entrar, e os alas dessa linha já sabem que vão entrar também. Quando os jogadores que estão no gelo se preparam para sair, os que vão entrar gritam o nome do jogador com quem vão trocar. Se houver falha de comunicação do treinador ou dos jogadores, a equipa pode ser penalizada por ter demasiados homens na pista.

Outro factor importante a ter em conta na troca de linhas é quando a fazer. Nunca se faz um troca quando o adversário tem a posse do disco na nossa zona defensiva. O ideal é fazer a troca quando o disco está na zona defensiva do adversário, ou a ir nessa direcção. O mais seguro é despejar o disco para trás da baliza contrária, obrigando a equipa adversária a ir buscá-lo e dando tempo para se proceder à troca.

Pois os Canadiens não fizeram nada disso no golo que pôs um ponto final no jogo de ontem. Três jogadores decidiram trocar quando o disco estava a ser recuperado pelos Red Wings na zona neutral. Rapidamente a jogada se desenvolveu num 3 para 1, com o resultado que seria de esperar.

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Mesmo sem Pavel Datsyuk, os Red Wings aproveitaram muito bem os erros dos Canadiens e venceram confortavelmente por 4-1. Michel Therrien tem que fazer qualquer coisa, se não quer ver a sua equipa cair para fora dos lugares de apuramento, ou até mesmo ser despedido antes disso.

Antevisão: Canadiens – Red Wings

Os Canadiens já não visitam o Joe Luis Arena há muito tempo. Da última vez que a equipa de Montreal se deslocou até Detroit, Nicklas Lidstrom transpirava classe na defesa dos Red Wings, Scott Gomez era jogador dos Canadiens e Bin Laden estava vivo.

Depois de um início de época auspicioso, os Habs passam por uma fase de maior dificuldade. Há um mês atrás, parecia que os Habs podiam dar luta aos Bruins, mas 6 derrotas nos últimos 10 jogos fizeram com que fossem ultrapassados pelos Tampa Bay Lightning, colocando mesmo o 3º lugar na Divisão Atlântico em risco.

O plantel é bom, em todas as posições. Marc Bergevin conseguiu construir uma equipa jovem e competitiva, apesar de alguns flops. Os olhos da crítica viram-se agora para Michel Therrien, que nunca foi um treinador unânime entre os adeptos dos Canadiens. A verdade é que os números confirmam as suspeitas colocadas sobre Therrien. Os Canadiens foram a 5ª equipa com mais posse do disco na época passada, este ano são a 26ª. Como não houve grandes alterações no plantel, o treinador tem que ser o principal responsável.

Para recuperarem alguns dos pontos perdidos, os Canadiens têm que vencer hoje os Detroit Red Wings. Na baliza da equipa da casa vai estar Jonas Gustavsson e a sua exibição pode ser mais importante do que aquilo que se poderia pensar. Apesar de ser um equipa talentosa e bem orientada, os Red Wings enfrentam uma crise de lesões nunca antes vista. Apenas 3 dos seus habituais avançados ainda não faltaram nenhum jogo por lesão e a lista de indisponíveis para o jogo de hoje é impressionante: Pavel Datsyuk, Jimmy Howard, Johan Franzen, Stephen Weiss, Cory Emmerton e Joakim Andersson. Pelo menos não há nenhum defesa lesionado.

Boas notícias para os Red Wings: Daniel Alfredsson está recuperado e deve voltar à competição no jogo de hoje. Em princípio será Todd Bertuzzi a ficar de fora.

Alinhamento dos Canadiens

Lars Eller – Tomas Plekanec – Brian Gionta
Max Pacioretty – David Desharnais – Brenden Gallagher
Rene Bourque – Danny Briere – Brandon Prust
Travis Moen – Michael Bournival – Louis Leblanc

Andrei Markov – P. K. Subban
Nathan Beaulieu – Josh Gorges
Douglas Murray – Alexei Emelin

Carey Price

Alinhamento dos Red Wings

Gustav Nyquist – Henrik Zetterberg – Justin Abdelkader
Tomas Jurco – Riley Sheahan – Tomas Tatar
Danny Cleary – Darren Helm – Daniel Alfredsson
Drew Miller – Luke Glendening – Patrick Eaves

Niklas Kronwall – Jonathan Ericsson
Kyle Quincey – Dan DeKeyser
Brian Lashoff – Brendan Smith

Jonas Gustavsson