Há uma nova força no Oeste

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Como se a Conferência Oeste não fosse já forte o suficiente, parece que há outra grande equipa a nascer daquele lado da NHL. Desde que chegou aos Dallas Stars, o novo GM Jim Nill tem montado aos poucos uma equipa capaz de competir com os monstros sagrados da Conferência. O objectivo é devolver à equipa a sua antiga glória, a glória dos anos de Mike Modano e da conquista da Stanley Cup de 99.

Star Power

Quando chegou a Dallas, a primeira missão de Jim Nill era encontrar um centro de 1ª linha que pudesse dar continuação ao legado de Modano. Um jogador de elite, um perigo constante para a baliza do adversário, um jogador que os outros temessem. Nill não demorou muito a encontrar o homem ideal. No verão passado, Tyler Seguin chegou dos Bruins, na troca que enviou Louie Eriksson e Reilly Smith para Boston. O jovem de 22 anos não encontrou o seu espaço no plantel dos Bruins e, tendo sido a 2ª escolha do Draft de 2010, tinha potencial para liderar o ataque dos Stars.

Juntamente com Jamie Benn, Seguin formou uma das melhores duplas da época passada. Juntos fizeram 71 golos e 92 assistências. Seguin terminou no 4º lugar da lista dos melhores marcadores da NHL, com 84 pontos. Acima dele só ficaram os 3 nomeados para MVP da época regular: Sidney Crosby, Ryan Getzlaf e Claude Giroux. Seguin, Benn e um miúdo russo com muito potencial chamado Valeri Nichushkin, asseguram que os Stars têm estrelas suficientes para venderem muitas camisolas na próxima década.

Um só não chega

A época passada foi de relativo sucesso. Os Stars qualificaram-se para os Playoffs e obrigaram os favoritos Anaheim Ducks a irem ao Jogo 7. Claro que para Jim Nill isso não chega, e por isso partiu para o Draft à procura de melhorar ainda mais o seu plantel. Olhando para a Conferência Oeste, existe um corrida para reforçar a posição de Centro. Os Ducks adquiriram Ryan Kesler, os Blues contrataram Paul Stastny, e os Blackhawks reforçaram a 2ª linha com Brad Richards. Para não falar dos actuais campeões da Stanley Cup, Los Angeles Kings, que têm Anze Kopitar, Jeff Carter, Jarett Stoll e Mike Richards, quatro centros de grande nível.

Os Stars não quiseram ficar atrás e adquiriram o antigo capitão dos Ottawa Senators, Jason Spezza. Spezza é um jogador com grandes qualidades ofensivas. Tem grande criatividade e um excelente remate. Já os seus números defensivos têm piorado nos últimos anos. Ele já não consegue manter a posse do disco como fazia nos primeiros anos da sua carreira, mas a sua eficácia na zona ofensiva é suficiente para os Stars apostarem nele.

Defesa entregue aos jovens

Para além de Spezza, os Stars acertaram contrato com Ales Hemsky, também ele um ex-Senator, que deverá jogar ao lado de Seguin e Benn na 1ª linha do ataque. Com estas duas aquisições, os Stars melhoraram substancialmente o seu ataque, mas a defesa continua sem mexidas, quando à partida seria o sector mais necessitado de reforços.  Jim Nill disse que não deve fazer grandes alterações na defesa e que confia nos jovens que tem no clube.

O 1º par defensivo está definido. Alex Goligoski e Trevor Daley registaram uma melhoria substancial no fim da época passada e serão a principal aposta do treinador Lindy Ruff. Goligoski terminou a temporada com 9 pontos nos últimos 13 jogos. Brenden Dillon, Jordie Benn (irmão de Jamie Benn) e Kevin Connauton também devem fazer parte dos planos, depois de se terem afirmado esta época. O outro lugar disponível depende do que os Stars decidirem fazer com Sergei Gonchar. O russo ainda tem a capacidade para ajudar a equipa a partir do 3º par defensivo, e principalmente no powerplay, mas são $5 milhões de dólares que podem ser melhor utilizados noutro sítio.

Decisões ainda por tomar

Os Stars já não são uma equipa que poupa nos salários. A organização quer ganhar e está disposta a gastar dinheiro para que tal aconteça. Os Stars ainda têm $7 milhões de dólares em cap space, mas existem 3 jogadores importantes à espera de renovar: Cody Eakin, Antoine Roussel e Brenden Dillon. Eakin e Roussel formaram com Ryan Garbutt uma 3ª linha muito boa na época passada. Os Stars têm a vantagem na negociação uma vez que os 3 são restricted free agents, o que significa que só podem assinar contrato com os Stars.

O plantel tem centros a mais. A juntar a Seguin e Spezza, os Stars contam ainda com Cody Eakin, Shawn Horcoff, Rich Peverley e Vernon Fiddler. Peverley teve um episódio cardíaco durante um jogo e não se sabe ainda se vai puder continuar a competir. Shawn Horcoff não parece ter lugar nesta equipa e pode ser trocado, abrindo espaço para renovar aqueles jogadores que precisam de novo contrato. Outro jogador que pode estar de saída é Erik Cole. O ala chegou a ficar na bancada em 3 jogos durante os Playoffs e o seu contrato de $4.5 milhões é bastante pesado.

São apenas algumas soluções à disposição de Jim Nill. Até aqui ele tem feito um trabalho irrepreensível, mas encontrar espaço para renovar com 3 jogadores importantes vai ser um novo desafio para o GM dos Stars. Se ele conseguir safar-se desta, cuidado Conferência Oeste! There’s a new Sheriff in town!

Chicago Blackhawks eliminam St. Louis Blues

New York Ranger 4 – 2 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 3-2

Estas duas equipas não podiam ser mais diferentes. Quem puder ver um jogo desta série, vai ficar com a mesma opinião do que eu. Os Rangers são a melhor equipa, em quase todos os aspectos do jogo. E isso vê-se na forma como dominam a posse do disco. Mas de repente aparecem os Flyers, e durante 10 minutos o jogo fica completamente desorganizado.

Os Rangers são uma equipa de posse. Os Flyers uma de impulsos. Um duelo de estilos que tem sido bastante interessante de acompanhar. O estilo mais controlado dos Rangers garante melhores resultados ao longo do tempo, mas 10 minutos infernais dos Flyers podem ser suficientes para ganhar um jogo.

Qualquer que seja a equipa vencedora desta eliminatória, vai ter uma boa oportunidade de chegar à final da Stanley Cup. Na próxima ronda, vai apanhar o vencedor da série entre os Blue Jackets e os Penguins, que neste momento parecem duas equipas fragilizadas. Na final da Conferência, vão encontrar os Boston Bruins ou os Montreal Canadiens, que se vão torturar mutuamente na próxima ronda.

Chicago Blackhawks 5 – 1 St. Louis Blues
Blackhawks vencem série por 4-2

É uma pena que esta eliminatória acabe assim. Depois de 4 jogos decididos no prolongamento, soube a pouco a série acabar com uma goleada. Os Blues deram tudo o que tinham, mas não foi suficiente para ultrapassar os Blackhawks.

A equipa de St. Louis tem tido muito azar nos Playoffs. No ano passado, apanhou os Los Angeles Kings na 1ª ronda. Este ano, os Chicago Blackhawks. São dois anos a ser uma das melhores equipas da NHL e sem sequer vencer uma eliminatória. O importante agora é não reagir de forma precipitada. Os Blues tem um bom plantel e um excelente treinador. Deitar tudo a baixo só vai atrasar ainda mais o desenvolvimento desta equipa.

Quanto aos Blackhawks, que mais há a dizer? Eles tem todas as condições para ganharem a Stanley Cup outra vez. Esta equipa é o que temos de mais parecido com os Oilers de Wayne Gretzky, no final dos anos 80. Os Oilers conseguiram 4 Stanley Cups em 5 anos. Será que os Blackhawks vão conseguir a terceira?

Dallas Stars 4 – 5 Anaheim Ducks (OT)
Ducks vencem série por 4-2

Os Dallas Stars estiveram muito perto de forçar o Jogo 7. A equipa da casa entrou muito bem e no fim do 1º período já vencia por 3-1. Depois de Ben Lovejoy ter feito o 3-2, Trevor Daley voltou a colocar a vantagem dos Stars em 2 golos. Tudo parecia decido, mas os Ducks reagiram e conseguiram marcar dois golos nos últimos dois minutos do tempo regulamentar.

Aos 3 minutos do prolongamento, Nick Bonino marcou o golo que eliminou os Dallas Stars. Por muito desesperados que possam estar os jogadores dos Stars neste momento, eles têm todos os motivos para levantar a cabeça. São uma equipa muito jovem, que deu muitos problemas a uma das melhores equipas do Oeste. Eu aposto que os Stars vão voltar aos Playoffs para o ano, e ainda mais fortes.

Não há nenhuma equipa melhor a correr atrás de um resultado do que os Anaheim Ducks. A defesa é de desconfiar e a baliza está indefinida, depois de Fredrik Andersen ter sido substituído por Jonas Hiller a meio deste jogo. Mas não há ataque mais poderoso na NHL. Quando os Ducks querem marcar um golo, não precisam de muito tempo para o fazerem. Na 2ª ronda, os Ducks já sabem que vão defrontar um vizinho da Califórnia. Só falta saber se serão os Kings ou os Sharks.

Matt Cooke lesiona gravemente jogador dos Avalanche

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins lideram a série por 2-1


Os Columbus Blue Jackets estiveram muito perto de vencer o primeiro jogo em casa nos Playoffs. A equipa de Todd Richards chegou a estar a vencer por 3-1 já no último período do jogo, mas 3 golos em 3 minutos dos Penguins viraram o resultado, o que parece ser a moda nesta série.

É fácil culpar Sergei Bobrovski e, de facto, ele não tem estado ao seu melhor nível. Mas os Blue Jackets não podem recuar tanto no terreno quando têm uma vantagem confortável. Os Penguins têm muitos problemas, mas marcar golos não é um deles. Se existe alguma equipa capaz de dar a volta a um jogo em pouco tempo são os Penguins.

Minnesota Wild 1 – 0 Colorado Avalanche (OT)
Avalanche lideram a série por 2-1


Mikael Granlund marcou o único golo do jogo e não podia ter sido mais bonito. O Finlandês de 22 anos despistou Jan Hejda, fintou Semyon Varlamov e empurrou o disco para a baliza em plena queda. Até àquele momento, os Wild fizeram um assalto constante à baliza de Varlamov, que acabou o jogo com 45 defesas.

Darcy Kuemper foi o titular neste jogo pelos Wild, relegando Ilya Bryzgalov para o banco de suplentes. No seu 1º jogo nos Playoffs, o guarda-redes de 23 anos fez 22 defesas e não sofreu qualquer golo. Apesar disso, o destaque do jogo foi Matt Cooke.

O ex-jogador dos Pittsburgh Penguins atingiu o joelho de Tyson Barrie propositadamente, no início do 2º período. O defesa dos Avalanche vai ficar de fora durante 4 a 6 semanas. Cooke recebeu 2 minutos de penalidade e arrisca-se a ser suspenso. Segundo os critérios da NHL, Matt Cooke não é considerado reincidente, o que é incrível, tendo em conta que ele acabou com a carreira de Marc Savard.

Chicago Blackhawks 2 – 0 St. Louis Blues
Blues lideram a série 2-1


Corey Crawford foi mais um dos 3 guarda-redes que não sofreram golos na noite de ontem. Crawford foi muito importante para a sua equipa, terminando o jogo com 34 defesas. Do outro lado, Ryan Miller não esteve tão bem e sofreu mesmo um frango, no golo de Jonathan Toews que inaugurou o marcador.

Apesar da eliminatória estar ao rubro no gelo, o grande motivo de conversa continua a ser a placagem de Brent Seabrook à cabeça de David Backes. Surgiram novas imagens que mostram Ducan Keith a gritar “Wakey wakey, Backes” enquanto o avançado dos Blues se tentava levantar, o que chocou muita gente.

É claro que não é uma atitude nada bonita, gozar com uma pessoa que está em dificuldades e provavelmente com uma concussão. Mas, dentro daquilo que é o ambiente de um jogo destes, não acredito que isto seja o pior que os jogadores dizem uns ao outros. Se as pessoas gostam de ver um jogo bem disputado e duro, têm que aceitar que isso trás consequências. Esta é uma delas.

Dallas Stars 3 – 0 Anaheim Ducks
Ducks lideram a série por 2-1


Kari Lehtonen registou a sua 1ª vitória nos Playoffs, e fê-lo em grande estilo, sem sofrer qualquer golo. Lehtonen é muitas vezes esquecido quando se fala dos grandes guarda-redes da NHL. O Finlandês tem tido muitos azares durante a sua carreira. Talvez o pior tenha sido ser seleccionado em 2º no Draft de 2002 pelos Atlanta Thrashers, uma das piores equipas da história da NHL (a equipa mudou-se para Winnipeg em 2011).

Stephane Robidas está a ter um ano para esquecer. O defesa dos Anaheim Ducks fracturou a perna no início da temporada, ainda ao serviço dos Dallas Stars. Recuperou e no Trade Deadline mudou-se para Anaheim, com a esperança de lutar pela Stanley Cup. Ontem, contra a sua antiga equipa, voltou a fractura a perna. Só resta desejar as rápidas melhoras.

Quanto ao jogo, os Ducks dominaram a posse do disco durante grande parte do tempo, mas não conseguiram bater Lehtonen. Os Stars, por sua vez, aproveitaram bem as poucas oportunidades que conseguiram criar e voltaram a contar com a ajuda da sua 1ª linha. Jamie Benn e Valeri Nichushkin marcaram um golo cada e Tyler Seguin fez uma assistência.

Playoffs: Resumo do Dia 3

Tampa Bay Lightning 1 – 4 Montreal Canadiens
Canadiens lideram série por 2-0

Esta eliminatória está a ser a mais surpreendente até agora. Não são muitos aqueles que acreditavam que os Canadiens iriam voltar a Montreal com uma vantagem de 2-0 na mão. O que ainda surpreende mais do que as 2 vitórias fora de casa é a forma como foram conquistadas. Os Canadiens dominaram os Lightning, principalmente neste Jogo 2.

Os Lightning voltaram a não puder contar com Ben Bishop e a sua ausência sentiu-se. Anders Lindback não esteve no seu melhor. O Sueco foi o principal responsável pelo 3º golo dos Canadiens, numa altura em que os Lightning tentavam voltar a entrar no jogo. Depois desse golo, Lindback foi substituído por Kristers Gudlevskis de apenas 21 anos. Se Ben Bishop não regressar, Gudlevskis pode ter a oportunidade de ser titular no Jogo 3.

Do lado dos Canadiens, P.K. Subban foi o grande destaque. Até ao momento, ele tem sido o jogador mais influente da eliminatória. O defesa dos Canadiens tem sido o motor da equipa, com transições rápidas e uma visão de jogo incrível. Subban mostrou tudo isso no golo que inaugurou o marcador, onde ele rematou o disco propositadamente ao lado da baliza, à espera do desvio do seu colega de equipa.

Boston Bruins 0 – 1 Detroit Red Wings
Red Wings lideram série por 1-0

Podem pensar que não há muito a dizer sobre um jogo de hockey que acabou 1-0, mas enganam-se. Este jogo foi representativo do hockey que se joga nos Playoffs da NHL, onde as equipas não dão nenhum lance por perdido. Ninguém jogou fechadinho lá atrás. As defesas superiorizaram-se e os guarda-redes foram as grandes estrelas da partida.

Num jogo com poucos golos, os golos que acontecem são ainda mais especiais. Pavel Datsyuk tirou um coelho da cartola a 3 minutos do fim, para dar aos Red Wings a vantagem na eliminatória. Os Bruins são uma equipa muito pressionante, que consegue dominar qualquer adversário, mas os Red Wings têm jogadores que podem quebrar a defesa dos Bruins com um momento de inspiração.

No fim do 2º período, Milan Lucic teve uma atitude reprovável. O avançado dos Bruins atingiu Danny DeKeyser com o seu stick, num sítio muito desagradável. O hockey é um desporto com momentos de violência gratuita, mas todos os jogadores sabem que as partes íntimas de um homem são sagradas. Lucic pode lutar com quem quiser, quando quiser e a seguir marcar o golo da vitória. Ele é o jogador que personifica a identidade dos Boston Bruins. Um homem entre homens. E isso só torna este episódio ainda mais censurável.

Anaheim Ducks 3 – 2 Dallas Stars
Ducks lideram série por 2-0

O homem do jogo foi Ryan Getzlaf, sem dúvida. Depois de ter defendido um remate com a cara, o avançado teve que levar 32 pontos e passou a noite acordado para assistir ao nascimento da sua filha. No dia seguinte, levou os Ducks à vitória com um golo e uma assistência em quase 20 minutos de jogo.

Os Stars voltaram a dar bons sinais, mas têm que começar a traduzir isso em vitórias. A equipa treinada por Lindy Ruff é muito jovem e tem muito para melhorar. Mesmo que não consigam eliminar os Ducks, esta eliminatória vai ser uma aprendizagem importante para os Stars.

Playoffs: Resumo do Dia 1

Tampa Bay Lightning 4 – 5 Montreal Canadiens (OT)
Canadiens lideram a série por 1-0

O primeiro jogo da série não podia ter sido mais emotivo. Os Montreal Canadiens recuperaram o factor casa, ao vencerem no prolongamento em Tampa. Dale Wiese foi o marcador do golo decisivo, aquele que o próprio admitiu ser o maior golo da sua carreira. Weise é um jogador de 4ª linha, que se encontra a jogar ao lado de Daniel Brière. Brière assistiu no golo de Weise e fez o seu 110º ponto em 109 jogos nos Playoffs. Ele pertence à exclusiva lista de 35 jogadores que têm mais do que 1 ponto por jogo nos Playoffs.

Os Lightning tentaram ataques rápidos, com boas combinações ofensivas e com o envolvimento dos defesas. No entanto, a equipa subia muito no terreno e era apanhada nas costas pelos avançados rápidos dos Canadiens, como aconteceu no golo de Plekanec que empatou o jogo a 1, apenas 11 segundos depois dos Lightning terem aberto o marcador.

Anders Lindback acabou por se o menor dos problemas dos Lightning. O Sueco fez 39 defesas e não se sentiu a falta do habitual titular na baliza, Ben Bishop. A equipa treinada por Jon Cooper tem alguns erros para corrigir no Jogo 2. Na ânsia de meter contra-ataques rápidos, os defesas dos Lightning fizeram muitos passes errados que permitiram que os Canadiens prolongassem o seu tempo na zona ofensiva.

Pittsburgh Penguins 4 – 3 Columbus Blues Jackets
Penguins lideram a série por 1-0

Os fantasmas de Marc-Andre Fleury pairaram novamente sobre a cabeça do guarda-redes dos Penguins. Quando Derek MacKenzie colocou os Blue Jackets a vencerem por 3-1 no início do 2º período, através de um golo em desvantagem numérica, a confiança em Fleury tremeu. Se estivesse no banco um guarda-redes suplente de maior qualidade, provavelmente Fleury tinha sido substituído nesta altura.

Dan Bylsma manteve-o no jogo e eventualmente a equipa veio em seu socorro. A linha de Brandon Sutter esteve em grande, criando dois golos. Malkin também contribuiu com duas assistências para a reviravolta no marcador. Com o resultado em 4-3 e 12 minutos para jogar no 3º período, Fleury aparaceu para selar a vitória dos Penguins, defendendo 5 remates nos últimos 3 minutos.

Os Blue Jackets não conseguiram a vitória, mas saíram moralizados do Jogo 1. Conseguiram anular Crosby e dominaram a posse do disco durante alguns períodos do jogo. Brandon Dubinsky é a escolha para marcar Crosby. Agora Todd Richards, o treinador dos Blue Jackets, tem que arranjar alguém para marcar Malkin.

Anaheim Ducks 4 – 3 Dallas Stars
Ducks lideram a série por 1-0

O treinador dos Ducks, Bruce Boudreau, teve uma decisão muito difícil a tomar antes deste jogo. O habitual titular na baliza, Jonas Hiller, perdeu alguma confiança nos últimos jogos da época regular. Antes dos Playoffs, os Ducks deram oportunidade a John Gibson, uma grande promessa da modalidade, que ele aproveitou da melhor maneira. No entanto, Gibson tem apenas 20 anos e nenhuma experiência nos Playoffs.

A escolha recaiu no 2º guarda-redes, Frederik Andersen, e ele não desapontou. O Dinamarquês fez 32 defesas e foi crucial na forma como os Ducks aguentaram a vantagem de 4-0, conquistada cedo no 2º período.

A boa notícia para os Stars é que Tyler Seguin e Jamie Benn não perderam nenhum do fulgor que traziam da época regular. A má é que Ryan Getzlaf e Corey Perry também não. Getzlaf fez um jogo portentoso e mostrou toda a sua capacidade de passe no golo de Mathieu Perreault (Getzlaf usa o nº 15). Movimentação, visão e passe desbloquearam uma jogada que parecia perdida.

Segundos antes de acabar o jogo, Getzlaf ainda arranjou tempo de levar com um disco na cara. O raio-x deu negativo e ele deve estar apto para o Jogo 2, a ser disputado amanhã.

Stars ganham vantagem sobre os Coyotes

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Os Dallas Stars voltaram a ganhar vantagem sobre os Phoenix Coyotes na luta pelo último wild card. A vitória por 5-2 sobre os Tampa Bay Lightning, com dois golos de Jamie Benn, colocou os Stars em 8º lugar na Conferência Oeste, com 1 ponto de diferença para os Coyotes.

Os Stars entraram decididos no jogo e marcaram 3 golos sem resposta no primeiro período. Não fosse o desperdício no powerplay, o resultado podia ter sido mais avolumado. Este é um problema recorrente nos últimos jogos e algo que Lindy Ruff vai querer resolver o mais rápido possível.

Os Lightning ainda esboçaram uma recuperação, com dois golos no 2º período, mas os Stars puseram um ponto final na partida com os golos de Vernon Fiddler e Antoine Roussel.

Kari Lehtonen esteve em grande destaque com 27 defesas, e foi muito importante durante o 2º período, quando os Lightning ameaçaram verdadeiramente a vantagem de 3 golos que os Stars detinham. Patrik Nemeth é um rookie que tem ganho proeminência na defesa dos Stars. Apesar de não jogar muitos minutos, sempre alivia alguns dos encargos do 1º par defensivo, Alex Goligoski e Trevor Daley.

No ataque, Tyler Seguin continua a fazer uma excelente época de estreia em Dallas. O antigo jogador dos Boston Bruins tem 10 golos e 12 assistências nos últimos 15 jogos, merecendo consideração para o Hart Trophy. Jamie Benn responde na mesma moeda, com 5 golos e 5 assistências nos últimos 9 jogos.

Os Stars ainda têm um jogo a mais que os Coyotes e vão disputá-lo hoje contra os Florida Panthers. Para além disso, os Stars também têm a vantagem de terem mais vitórias no tempo regulamentar e no prolongamento, que é o primeiro factor de desempate. Uma vitória na Florida pode ser decisiva para o futuro dos Dallas Stars.

Antevisão: Bruins – Stars

Não há volta a dar. Sempre que estas duas equipas se encontrarem, a troca de Tyler Seguin virá ao de cima. Nenhuma das equipas se pode queixar neste momento. Os motivos que levaram à saída de Seguin não são compreensíveis, na minha opinião, mas a troca em si foi boa para ambas as partes. Uma coisa é certa: vai-se falar nos Bruins sempre que Seguin fizer alguma coisa de relevante na sua carreira.

O jogo de hoje marca também o regresso de Loui Eriksson ao American Airlines Center. A experiência em Boston não tem sido nada feliz. O Sueco sofreu duas concussões em menos de 5 semanas, o que o tem impedido de contribuir mais para a equipa. No entanto, Eriksson tem muita qualidade e, com um bocado mais de sorte, pode ser um jogador muito importante para os Bruins.

Os Bruins vêm de uma derrota contra os Maple Leafs por 4-3. Com mais este desaire, os Bruins somam 5 derrotas nos últimos 8 jogos. Nestes 8 jogos, a equipa orientada por Claude Julien sofreu 21 golos, 10 dos quais em powerplay. Tukka Rask não tem estado ao seu nível e já o admitiu pessoalmente, mas as equipas especiais não são menos culpadas. Na derrota frente aos Leafs, os Bruins sofreram 2 golos em powerplay e não conseguiram marcar nenhum.

Os Dallas Stars venceram os Oilers na terça-feira por 5-2 e puseram fim a uma série de 6 derrotas consecutivas. Apesar de terem começado muito mal o ano de 2014, os Stars estão apenas a 6 pontos do último lugar de apuramento para os Playoffs, com 3 jogos a menos que os Minnesota Wild. A equipa é jovem e o apuramento seria mais um passo importante da sua construção.

Alinhamento dos Stars

Jamie Benn – Tyler Seguin – Erik Cole
Antoine Roussel – Cody Eakin – Ryan Garbutt
Ray Whitney – Vernon Fiddler – Alex Chiasson
Shawn Horcoff – Rich Peverley – Valeri Nichushkin

Alex Goligoski – Trevor Daley
Brenden Dillon – Jordie Benn
Kevin Connauton – Sergei Gonchar

Kari Lehtonen

Ray Whitney fez o seu 1300º jogo na terça-feira. Apesar de ter sido dispensado do treino de quarta-feira, ele deve estar apto a jogar hoje. Robidas é o único jogador dos Stars lesionado, com uma perna partida, mas a recuperação está a correr bem e ele já começou a patinar

Alinhamento dos Bruins

Milan Lucic – David Krejci – Jarome Iginla
Brad Marchand – Patrice Bergeron- Reilly Smith
Carl Soderberg – Ryan Spooner – Loui Eriksson
Shawn Thornton – Gregory Campbell – Daniel Paille

Zdeno Chara – Johnny Boychuk
Adam McQuaid – Torey Krug
Matt Bartkowski – Kevan Miller

Tukka Rask

Dennis Seidenberg foi operado ao joelho e vai ficar de fora durante o resto da temporada. Isto é preocupante para os Bruins, não tanto por perderem o companheiro de Chara, mas pelo que isso significa em termos da qualidade do 3º par defensivo. Para piorar a situação, Dougie Hamilton também está de fora com uma concussão.