Red Wings arrumam a casa antes do training camp

prohockeytalk.nbcsports.com

Enquanto tantas equipas ainda fazem braço de ferro com os seus restricted free agents, os Detroit Red Wings já puseram fim à sua principal disputa, poucos dias antes do início do training camp. Danny DeKeyser assinou um contrato de 2 anos no valor de $2.187 milhões de dólares por ano. Por resolver fica apenas a situação de Daniel Alfredsson. O veterano de 41 anos quer desesperadamente fazer mais uma época, mas as suas costas parece que não querem deixar. Alfredsson está a ser seguido por um especialista e, mesmo que recupere, precisa de um novo contrato. Com a renovação de DeKeyser, os Red Wings ficam com cerca de $3 milhões de dólares em cap space.

DeKeyser será novamente RFA no fim deste contrato, o que é uma situação excelente para os Red Wings. Podem assim utilizar estes dois anos para avaliarem melhor o valor do defesa de 24 anos. Na época passada, a sua 1ª a tempo inteiro na NHL, DeKeyser fez 23 pontos em 65 jogos. Ken Holland explicou o que os Red Wings vêem no jogador. “Ele é um defesa muito bom. Percebe bem como se deve posicionar. Tem mobilidade. Faz um bom primeiro passe. Na época passada deu indicações que pode evoluir também no ataque.”

Anúncios

Kekalainen preocupado com a possibilidade de Johansen falhar o training camp

nhl.com

A possibilidade de os Columbus Blue Jackets começarem o training camp sem Ryan Johansen é cada vez mais real. Como consequência, o GM dos Blue Jackets Jarmo Kekalainen está a ficar frustrado com as negociações e, em especial, com o agente Kurt Overhardt.

“Se calhar é por ser Europeu, mas quero toda a gente aqui para começarem a trabalhar juntos. Quero que a equipa seja o mais importante. Foi assim que tivemos sucesso no ano passado. Foi por causa da equipa, não foi por cause de um só jogador. O nosso sucesso vem de sermos uma verdadeira equipa e não um conjunto de individualidades. Nós não temos estrelas.”

Kekalainen ainda disse que espera que as pessoas à volta de Johansen estejam a pensar no seu futuro, mais particularmente no seu futuro com os Blue Jackets. Terminou com uma farpa direccionada a Overhardt

“O objectivo não devia ser quebrar recordes de comissões.”

Tendo em conta estas declarações, fica claro que todo o processo de negociação está a desgastar a relação entre jogador e equipa, e isso não é bom para ninguém. Os Blue Jackets não podem contar com o jogador, e Johansen está a aumentar as exigências que lhe serão colocadas na próxima época.

O desacordo entre ambas as partes já vem desde Junho. Os Blue Jackets pretendem um “bridge deal“, um contrato curto que os proteja contra eventuais sobressaltos no desenvolvimento de Johansen. Já o jogador considerou esta oferta um desrespeito face ao que fez na época passada. No início de Agosto, o agente de Johansen terá proposto um contrato de 2 anos, aproximando as partes. No entanto, ainda discordam bastante quanto ao valor monetário. Segundo alguns relatos, estão afastados por cerca de $3 milhões de dólares.

Kekalainen já disse que não valia a pena perderem tempo com offer sheets, porque os Blue Jackets igualariam qualquer oferta. Kurt Overhardt já disse por mais do que uma vez que Ryan Johasen tem muito mercado e é um jovem jogador de elite, muito apetecido na NHL. O agente pode ameaçar à vontade, mas enquanto Johansen não tiver a offer sheet assinada, não tem nenhuma vantagem negocial.

Depois do que aconteceu a P.K. Subban, não me parece ser uma boa ideia utilizar a mesma estratégia dos Canadiens. Apesar de terem ficado com o jogador, acabaram por pagar muito mais do que se lhe tivessem dado um contrato longo à uns anos atrás. Não me parece que haja muito risco em apostar forte em Johansen. Com apenas 22 anos, foi o melhor marcador dos Blue Jackets na época passada por larga margem (33 golos e 30 assistências) e o seu jogo defensivo ainda é melhor do que o ofensivo.

No entanto, o jogador também tem que pensar se vale a pena estagnar a sua evolução por causa de uma disputa contratual. Tendo em conta o seu potencial, Johansen vai ter direito a um grande contrato, mais cedo ou mais tarde. Não faz sentido estar a insistir tanto para o ter já. Aqui tenho que concordar com Kekalainen. Esta inflexibilidade parece vir mais do lado do agente, que quer fazer dinheiro o mais rápido possível.

Ryan O’Reilly evita arbitragem, renova por 2 anos com os Avalanche

451178188_slide

Já se faziam os preparativos para dar início à audiência de arbitragem. Ryan O’Reilly, o seu agente Pat Morris, Greg Sherman e Joe Sakic estavam sentados na sala de espera, à espera para ouvir as declarações iniciais, quando olharam uns para os outros e perceberam que podiam resolver a situação de outra maneira. A sessão de arbitragem é um processo doloroso que não ia beneficiar ninguém. Antes de a juíza os chamar, as duas partes já tinham acordado um contrato de 2 anos, no valor de $12 milhões de dólares.

O’Reilly estava a pedir $6.75 milhões por ano, enquanto que os Avs só queria oferecer $5.5. Acabaram por se encontrar a meio. É um contrato justo e, como tal, todos se podem gabar de sair a ganhar desta situação. Os Avalanche conseguiram baixar as exigências do seu jogador e poupar algum dinheiro. O’Reilly conseguiu um pouco mais do que os Avs lhe estavam a oferecer e tem caminho aberto para a free agency daqui a 2 anos.

Os Avalanche têm agora um prazo definitivo para resolver uma situação que se vem arrastando no tempo. Joe Sakic e Greg Sherman têm dois anos para convencerem Ryan O’Reilly a assinar um contrato de longo termo com os Avalanche. Se não conseguirem, só lhes resta trocar o jogador. Sakic continua a afirmar que não quer trocar O’Reilly. Cada dia que passa o valor de Ryan O’Reilly diminui. Não podem haver hesitações. A decisão tem que ser tomada o mais rápido possível. Será que os Avalanche vão perder O’Reilly para a free agency, como aconteceu este ano com Paul Stastny?

 

 

Marian Gaborik renovam com os Kings para os próximos 7 anos

450733208_slide

Os Los Angeles Kings garantiram a permanência de Marian Gaborik no seu plantel, com um contrato de $4.87 milhões de dólares por ano, durante os próximos 7 anos. O melhor marcador dos Playoffs passa assim a ser o 5º jogador mais bem pago dos actuais campeões da Stanley Cup.

Gaborik queria continuar em LA e os Kings queriam continuar a contar com Gaborik. O avançado eslovaco poderia ganhar muito mais no mercado livre, mas o desejo de ficar falou mais alto. Mais um grande negócio para os Kings e, mais particularmente, para Dean Lombardi. Esta equipa vai continuar a ser candidata à Stanley Cup durante muitos anos, pelo menos se continuar a ser gerida com esta precisão.

Com Gaborik, os Kings têm uma profundidade de linhas quase impossível de contestar. Até as melhores equipas do Oeste, que têm as melhores defesas da NHL, têm muitas dificuldades para anular todas as linhas dos Kings. Se não é Kopitar e Gaborik, é Carter. Se não é Carter, é Justin Williams.

Este é um contrato perfeito para equipa e jogador, sem envolver demasiado risco, nem demasiado dinheiro. Os Kings sabem com o que podem contar. Gaborik também.

Tim Thomas de regresso?

20130702-052735.jpg

Segundo o seu agente Bill Zito, Tim Thomas está a estudar a hipótese de regressar à NHL. Os New York Islanders detêm os direitos do guarda-redes que termina contrato esta época. Os Islanders podem suspender o fim do contrato, porque Thomas não se apresentou esta época, mas já admitiram não estarem interessados em fazê-lo.

Depois de ganhar a Stanley Cup, o Vezina e o Conn Smythe em 2010, Thomas e os Bruins foram derrotados na primeira ronda pelos Washington Capitals e o guarda-redes decidiu refugiar-se durante um ano num bunker qualquer no Colorado a preparar-se para o Apocalipse Zombie.

Não há certezas de nada para já, mas os Flyers perfilam-se como um dos candidatos. Depois de o destino de alguns guarda-redes ter sido decidido nos últimos dias (Smith, Bobrovsky, Bernier, Backstrom, Luongo e Schneider) o mercado parece cada vez mais escasso. Thomas será um boa opção para uma equipa que procure uma solução de curta duração para a baliza.

Pode haver alguns receios quanto à forma física de Thomas depois de um ano fora do activo, e também quanto à controvérsia que envolveu a sua saída dos Bruins. No entanto, são dois problemas fáceis de resolver e o risco é pouco, considerando que da última vez que o vimos, Thomas era um dos melhores guarda-redes da NHL.

Canucks apostam tudo neste ano

20130402-232825.jpg

Os Vancouver Canucks deixaram bem clara a sua posição nas últimas horas. Mike Gillis reforçou a zona central do ataque com Derek Roy e renovou o contrato de Chris Higgins.

Em troca de Roy, os Stars receberam uma segunda ronda no Draft de 2013 e o defesa Kevin Connauton.

Os Canucks estavam à procura de um centro desde a lesão de Manny Malhotra e da troca de Cody Hodgson para os Buffalo Sabres. Com a chegada de Roy e a recuperação mais rápida do que o esperado de Ryan Kesler, os Canucks parecem agora muito fortes no meio.

Connauton é um defesa com potencial ofensivo, que já leva 25 pontos em 60 jogos na AHL esta temporada. O jovem de 23 anos foi escolhido na terceira ronda do Draft de 2009, depois de ter marcado 72 pontos em 69 jogos nos Vancouver Giants da WHL na época 2009-2010.

Quanto a Higgins, o novo contrato tem a duração de 4 anos a 2.5 milhões de dólares por ano.

DeKeyser escolhe Red Wings

Os Detroit Red Wings garantiram os serviços do mais requesitado free agent da NCAA.

DeKeyser nasceu no Michigan, tem 1.90 m e 91 Kg e jogava pelos Western Michigan Broncos antes de chegar a acordo com os Red Wings. Esta época ele tem 2 golos e 15 pontos no campeonato universitário norte-americano.

DeKeyser vai começar a treinar amanhã com a sua nova equipa, mas só se deve estrear na segunda-feira, frente aos Avalanche.

“Estamos contentes,” disse Ken Holland. “Um defesa é sempre necessário e ele é agil e tem boa mobilidade. Ele vai estar connosco o resto da época regular, mas a sua utilização depende do Mike Babcock. Ele não está aqui à experiência. Nós estamos a tentar chegar aos Playoffs e ele percebe isso.”

DeKeyser foi nomeado o melhor defesa da CCHA (Central Collegiate Hockey Association) nas duas últimas épocas. Uma boa aquisição dos Red Wings que precisavam de reforçar uma defesa órfã de Lidstrom.