Ryan O’Reilly evita arbitragem, renova por 2 anos com os Avalanche

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Já se faziam os preparativos para dar início à audiência de arbitragem. Ryan O’Reilly, o seu agente Pat Morris, Greg Sherman e Joe Sakic estavam sentados na sala de espera, à espera para ouvir as declarações iniciais, quando olharam uns para os outros e perceberam que podiam resolver a situação de outra maneira. A sessão de arbitragem é um processo doloroso que não ia beneficiar ninguém. Antes de a juíza os chamar, as duas partes já tinham acordado um contrato de 2 anos, no valor de $12 milhões de dólares.

O’Reilly estava a pedir $6.75 milhões por ano, enquanto que os Avs só queria oferecer $5.5. Acabaram por se encontrar a meio. É um contrato justo e, como tal, todos se podem gabar de sair a ganhar desta situação. Os Avalanche conseguiram baixar as exigências do seu jogador e poupar algum dinheiro. O’Reilly conseguiu um pouco mais do que os Avs lhe estavam a oferecer e tem caminho aberto para a free agency daqui a 2 anos.

Os Avalanche têm agora um prazo definitivo para resolver uma situação que se vem arrastando no tempo. Joe Sakic e Greg Sherman têm dois anos para convencerem Ryan O’Reilly a assinar um contrato de longo termo com os Avalanche. Se não conseguirem, só lhes resta trocar o jogador. Sakic continua a afirmar que não quer trocar O’Reilly. Cada dia que passa o valor de Ryan O’Reilly diminui. Não podem haver hesitações. A decisão tem que ser tomada o mais rápido possível. Será que os Avalanche vão perder O’Reilly para a free agency, como aconteceu este ano com Paul Stastny?

 

 

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Kings vencem 3º jogo seguido e forçam Jogo 7

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins vencem a série por 4-2

Mesmo para um espectador neutro, esta foi uma eliminatória muito emocionante. Os Pittsburgh Penguins passaram, mas tiveram que sofrer. Até este jogo, o motivo de conversa era a falta de produção das duas estrelas dos Penguins, Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Ora bem, no jogo decisivo Dan Bylsma colocou os dois na mesma linha. Resultado: hat-trick de Malkin com 3 assistências de Crosby.

Estes foram os primeiros golos de Malkin nos Playoffs. Já as críticas à produção de Crosby não têm muito fundamento. Em 6 jogos, Crosby tem 6 pontos. Nenhum golo, mas para ter 6 assistências alguma coisa deve estar a fazer bem. Não faz muito sentido criticar um jogador que marca 1 ponto por jogo. O problema dos Penguins não é Crosby. É o facto deles não conseguirem segurar um resultado.

Isso esteve prestes a acontecer outra vez. Os Penguins venciam por 4-0 quando Fedor Tyutin marcou um golo em shorthand a meio do 3º período. 4-1. Três minutos depois, Artem Anisimov marcou um golo em powerplay. 4-2. A cinco minutos do fim, Nick Foligno desviou um remate de Tyutin para dentro da baliza de Fleury. 4-3. Infelizmente para os Blue Jackets, a reviravolta não foi completa e a equipa foi eliminada. Mas os adeptos não se calaram. O hockey renasceu em Columbus.

Minnesota Wild 5 – 2 Colorado Avalanche
Série empatada 3-3

Apesar do regresso de Matt Duchene, os Avalanche não conseguiram por um fim a esta eliminatória. Com 2 golos de Zach Parise, os Wild forçam o Jogo 7 e mostram que têm o que é preciso para eliminar os Avs. Patrick Roy voltou a tirar o guarda-redes com quase 3 minutos por jogar, mas desta vez não resultou.

Darcy Kuemper é o homem do momento em Minnesota. Depois de ter roubado a titularidade a Ilya Bryzgalov no Jogo 3, o jovem de 23 anos tem 3 vitórias em 4 jogos e uma percentagem de defesas de 93.4%.

O Jogo 7 será disputado na quarta-feira, no Pepsi Center em Denver. Os Avalanche ainda não perderam em casa nesta série, por isso partem com vantagem. O vencedor desse jogo vai encontrar os Chicago Blackhawks na 2ª ronda.

Los Angeles Kings 4 – 1 San Jose Sharks
Série empatada 3-3

Os Los Angeles Kings conseguiram a 3ª vitória consecutiva e forçam assim o decisivo Jogo 7. Depois de terem estado a perder por 3 jogos a zero, os Kings obrigam os Sharks a vencer mais um jogo para passarem à próxima fase. A equipa de San Jose joga em casa, mas como já vimos, nesta série tudo pode acontecer. É surpreendente a recuperação dos Kings. Tal como foi surpreendente os Sharks ganharem os três primeiros jogos com aquela facilidade.

Com o jogo empatado a um golo no 3º período, Justin Williams marcou um golo que pode ser o ponto crucial nesta eliminatória. O avançado dos Kings empurrou o guarda-redes dos Sharks para dentro da baliza e com ele foi o disco. Quem não ficou nada contente foi Todd McLellan, o treinador dos Sharks, que disse mesmo que a sua equipa tinha sido roubada.

A partir desse momento, os Sharks perderam a cabeça e os Kings marcaram mais dois golos, através de Anze Kopitar. Toda esta polémica deve proporcionar um Jogo 7 bem quentinho. É isso mesmo que nós queremos.

Matt Cooke lesiona gravemente jogador dos Avalanche

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins lideram a série por 2-1


Os Columbus Blue Jackets estiveram muito perto de vencer o primeiro jogo em casa nos Playoffs. A equipa de Todd Richards chegou a estar a vencer por 3-1 já no último período do jogo, mas 3 golos em 3 minutos dos Penguins viraram o resultado, o que parece ser a moda nesta série.

É fácil culpar Sergei Bobrovski e, de facto, ele não tem estado ao seu melhor nível. Mas os Blue Jackets não podem recuar tanto no terreno quando têm uma vantagem confortável. Os Penguins têm muitos problemas, mas marcar golos não é um deles. Se existe alguma equipa capaz de dar a volta a um jogo em pouco tempo são os Penguins.

Minnesota Wild 1 – 0 Colorado Avalanche (OT)
Avalanche lideram a série por 2-1


Mikael Granlund marcou o único golo do jogo e não podia ter sido mais bonito. O Finlandês de 22 anos despistou Jan Hejda, fintou Semyon Varlamov e empurrou o disco para a baliza em plena queda. Até àquele momento, os Wild fizeram um assalto constante à baliza de Varlamov, que acabou o jogo com 45 defesas.

Darcy Kuemper foi o titular neste jogo pelos Wild, relegando Ilya Bryzgalov para o banco de suplentes. No seu 1º jogo nos Playoffs, o guarda-redes de 23 anos fez 22 defesas e não sofreu qualquer golo. Apesar disso, o destaque do jogo foi Matt Cooke.

O ex-jogador dos Pittsburgh Penguins atingiu o joelho de Tyson Barrie propositadamente, no início do 2º período. O defesa dos Avalanche vai ficar de fora durante 4 a 6 semanas. Cooke recebeu 2 minutos de penalidade e arrisca-se a ser suspenso. Segundo os critérios da NHL, Matt Cooke não é considerado reincidente, o que é incrível, tendo em conta que ele acabou com a carreira de Marc Savard.

Chicago Blackhawks 2 – 0 St. Louis Blues
Blues lideram a série 2-1


Corey Crawford foi mais um dos 3 guarda-redes que não sofreram golos na noite de ontem. Crawford foi muito importante para a sua equipa, terminando o jogo com 34 defesas. Do outro lado, Ryan Miller não esteve tão bem e sofreu mesmo um frango, no golo de Jonathan Toews que inaugurou o marcador.

Apesar da eliminatória estar ao rubro no gelo, o grande motivo de conversa continua a ser a placagem de Brent Seabrook à cabeça de David Backes. Surgiram novas imagens que mostram Ducan Keith a gritar “Wakey wakey, Backes” enquanto o avançado dos Blues se tentava levantar, o que chocou muita gente.

É claro que não é uma atitude nada bonita, gozar com uma pessoa que está em dificuldades e provavelmente com uma concussão. Mas, dentro daquilo que é o ambiente de um jogo destes, não acredito que isto seja o pior que os jogadores dizem uns ao outros. Se as pessoas gostam de ver um jogo bem disputado e duro, têm que aceitar que isso trás consequências. Esta é uma delas.

Dallas Stars 3 – 0 Anaheim Ducks
Ducks lideram a série por 2-1


Kari Lehtonen registou a sua 1ª vitória nos Playoffs, e fê-lo em grande estilo, sem sofrer qualquer golo. Lehtonen é muitas vezes esquecido quando se fala dos grandes guarda-redes da NHL. O Finlandês tem tido muitos azares durante a sua carreira. Talvez o pior tenha sido ser seleccionado em 2º no Draft de 2002 pelos Atlanta Thrashers, uma das piores equipas da história da NHL (a equipa mudou-se para Winnipeg em 2011).

Stephane Robidas está a ter um ano para esquecer. O defesa dos Anaheim Ducks fracturou a perna no início da temporada, ainda ao serviço dos Dallas Stars. Recuperou e no Trade Deadline mudou-se para Anaheim, com a esperança de lutar pela Stanley Cup. Ontem, contra a sua antiga equipa, voltou a fractura a perna. Só resta desejar as rápidas melhoras.

Quanto ao jogo, os Ducks dominaram a posse do disco durante grande parte do tempo, mas não conseguiram bater Lehtonen. Os Stars, por sua vez, aproveitaram bem as poucas oportunidades que conseguiram criar e voltaram a contar com a ajuda da sua 1ª linha. Jamie Benn e Valeri Nichushkin marcaram um golo cada e Tyler Seguin fez uma assistência.

Playoffs: Resumo do Dia 4

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (OT)
Blues lideram a série por 2-0

Graças a mais uma vitória no prolongamento, os Blues ganham uma vantagem de 2-0 na eliminatória. Vladimir Tarasenko empatou o jogo a 3 com um golo a 6.4 segundos do fim. Não foi a melhor decisão do Russo, uma vez que tinha um colega desmarcado numa posição muito mais favorável, mas resultou e isso é que conta. Barret Jackman fez o 4-3 com 5 minutos jogados no prolongamento.

Apesar de 7 golos marcados, o momento do jogo foi uma placagem. Brent Seabrook atingiu a cabeça de David Backes, numa entrada muito perigosa. O avançado dos Blues não se mexeu durante alguns momentos e estava claramente abalado. Seabrook foi expulso e recebeu 3 jogos de suspensão. Ainda não há notícias em relação a Backes, mas da maneira como ele ficou, não me parece que ele vá estar apto para o Jogo 3.

A eliminatória muda-se de malas e bagagens para Chicago e aí veremos quem fará mais falta à sua equipa. Seabrook ou Backes.

Pittsburgh Penguins 3 – 4 Columbus Blue Jackets (2OT)
Série empatada 1-1

Os Columbus Blue Jackets conquistaram finalmente a primeira vitória nos Playoffs da história do clube. Foram precisos 2 prolongamentos para a equipa de Columbus puder festejar a vitória sobre os favoritos, Pittsburgh Penguins. Matt Calvert marcou dois golos, um deles decidiu o jogo logo no início do 2º prolongamento.

À entrada para a eliminatória, o mínimo que se pedia aos Blue Jackets era uma vitória. Agora, depois de dois jogos em que conseguiram pôr à prova a equipa dos Penguins, os Blue Jackets começam a acreditar que podem ser a surpresa da 1ª ronda.

Os Penguins voltaram a não conseguir segurar uma vantagem de 3-1, tal como tinha acontecido no Jogo 1. A equipa treinada por Dan Bylsma não tem dificuldade em marcar golos no início do jogo, mas depois recua muito a tentar defender o resultado, e acaba por entregar o domínio ao adversário.

Colorado Avalanche 4 – 2 Minnesota Wild
Avalanche lideram a série por 2-0

Depois de registar 3 pontos no primeiro jogo nos Playoffs da sua carreira, Nathan MacKinnon marcou 4 no segundo. O mais provável vencedor do prémio de rookie do ano faz parte da melhor linha dos Playoffs até ao momento, juntamente com Gabriel Landeskog e Paul Stastny.

MacKinnon tem apenas 18 anos, mas já é um dos jogadores mais rápidos da NHL. Jason Spurgeon é o defesa mais rápido dos Wild e mesmo assim não o conseguiu apanhar, no 1º golo dos Avalanche. Patrick Roy merece muito crédito pela liberdade que dá a esta linha. O treinador dos Avalanche não prende os seus jogadores a estratégias mais defensivas, deixa-os transportar o disco, com movimentos laterais e muita criatividade. E os resultados estão à vista.

Para os Wild, Ilya Bryzgalov não tem sido o guarda-redes que eles precisam. A equipa do Minnesota tem um bom plantel, mas não o suficiente para anularem a desvantagem que têm na baliza. Bryzgalov sofreu 3 golos em 14 remates e foi substituído no 2º período por Darcy Kuemper.

Playoffs: Resumo do Dia 2

New York Rangers 4 – 1 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 1-0

Os Philadelphia Flyers concederam a 9ª derrota consecutiva no Madison Square Garden. A equipa treinada por Craig Berube não conseguiu aguentar o domínio territorial dos Rangers. Steve Mason não jogou por lesão. O guarda-redes suplente, Ray Emery, foi chamado à titularidade e não teve um jogo nada fácil. Os Rangers fizeram 36 remates, contra apenas 15 dos Flyers.

Os Rangers dominaram todo o jogo, apesar de se ter mantido um empate a 1 golo até ao 3º período. Ryan McDonagh e Dan Girardi fizeram uma marcação cerrada a Claude Giroux, e a estrela dos Flyers não fez qualquer remate durante toda a partida. Apesar do domínio, o jogo desiquilibrou-se a favor dos Rangers graças a 2 golos seguidos no powerplay. O rookie dos Flyers, Jason Akeson, cometeu uma penalidade por stick alto e colocou os Rangers na vantagem numérica durante 4 minutos.

Brad Richards marcou o primeiro e Derek Stepan o segundo, numa jogada perfeita que mostra aquilo que o powerplay dos Rangers é capaz de fazer. A equipa de Nova Iorque foi muito mais forte sobre o disco, pressionando constantemente o adversário e provocando turnovers na zona ofensiva. Se os Flyers não encontrarem maneira de lidar com isso, esta pode ser uma eliminatória mais curta do que se esperava.

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (3OT)
Blues lideram série por 1-0

O primeiro jogo desta série foi tudo aquilo que podíamos ter imaginado. Golos, emoção e três prolongamentos. Os Blues receberam excelentes notícias antes do início do jogo, com a inclusão de Vladimir Tarasenko no alinhamento. O Russo é uma peça fundamental para os Blues nesta série, e mostrou isso mesmo com 1 golo e 7 remates.

No entanto, o 1º período não foi muito simpático para a equipa da casa e principalmente para Ryan Miller. Os Blues foram para o intervalo a perder por 3-2, com Miller a sofrer 3 golos em 7 remates. O experiente guarda-redes, recém adquirido aos Buffalo Sabres, soube dar a volta por cima e acabou por fazer algumas defesas cruciais na fase decisiva do jogo. A 1 minuto e 35 segundos do fim, Jaden Schwartz empatou o jogo a 3 e obrigou a prolongamento.

O jogo ficou mais fechado, com as duas equipas com medo de errar. Os Blues arriscavam mais no ataque e permitiram alguns contra-ataques perigosos aos Blackhawks, que Miller resolveu sem dificuldade. Com 26 segundos jogados no 3º prolongamento, Alex Steen deu a vitória aos Blues.

Colorado Avalanche 5 – 4 Minnesota Wild (OT)
Avalanche lideram série por 1-0

A estratégia arriscada de Patrick Roy foi recompensada com a vitória no Jogo 1. A 3 minutos do fim do jogo, os Avalanche perdiam por 4-3 e Roy decide retirar o seu guarda-redes em troca por um jogador de campo. Normalmente, os treinadores só fazem isso no último minuto de jogo, mas existe alguma lógica em tentar arriscar a troca mais cedo, tendo mais tempo para puder empatar o jogo.

A esperteza de Roy ia correndo mal, quando os Wild quase introduziram o disco na baliza aberta dos Avalanche. Erik Johnson fez um sprint e conseguiu evitar o golo mesmo em cima da linha. Com 13 segundos para jogar, Paul Statsny conseguiu fazer o empate e levar o jogo a prolongamento. Stastny voltou a marcar para dar a vitória à equipa da casa.

Apesar dos Avalanche saírem muito moralizados depois de uma vitória destas, os Wild venderam cara a derrota. Nathan Mackinnon fez um grande jogo. O rookie dos Avalanche fez 3 assistências, duas das quais nos golos decisivos da partida.

San Jose Sharks 6 – 3 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 1-0

Os Sharks vieram prontos para defrontar os Kings. A equipa de Todd MacLellan não teve medo do contacto físico e pressionou desde cedo os defesas dos Kings. Os Sharks responderam bem ao forecheck dos Kings com os jogadores muito perto uns dos outros. Assim havia sempre alguém a quem passar, no caso de estar a ser pressionado por um adversário.

A estratégia resultou tão bem que os Sharks já venciam por 5-0 no fim do 2º período. Jonathan Quick não teve o seu melhor jogo. O guarda-redes dos Kings foi demasiado agressivo no seu posicionamento e foi apanhado algumas vezes fora da baliza. No 3º período, os Kings ainda esboçaram uma recuperação, mas já era tarde demais.

Duas perguntas se colocam depois deste jogo. Conseguirão os Sharks manter este ritmo de jogo durante toda a série? Se sim, como é que os Kings se vão ajustar perante este desafio? Algo a ter em conta no Jogo 2.

Vanek brilha no regresso de Roy a Montreal

Patrick Roy era o centro das atenções à partida para este jogo. O treinador dos Colorado Avalanche defrontava pela primeira vez a equipa que o viu tornar-se num dos melhores guarda-redes da história da NHL. Roy foi o primeiro guarda-redes a vencer uma Stanley Cup e um Conn Smythe como rookie.

Ele serviu os Canadiens durante 10 anos ao mais alto nível, até ao dia em que o seu temperamento instável falou mais alto. Durante uma derrota por 11-1 às mãos dos Detroit Red Wings, na época de 1995/96, Roy foi gozado pelos adeptos da sua própria equipa.

Quando Mario Tremblay, o treinador dos Canadiens na altura, finalmente o substituiu, já Roy tinha sofrido 9 golos, ele imediatamente se dirigiu ao presidente do clube e disse: “Este foi o meu último jogo em Montreal”. Roy foi então trocado para os Colorado Avalanche, equipa que treina desde o início desta época e pela qual ainda venceu mais duas Stanley Cups como jogador.

No entanto, a estrela do jogo foi Thomas Vanek. O Austríaco, recém adquirido aos Islanders no Trade Deadline, fez um hat-trick na vitória dos Canadiens por 6-3 sobre os Avalanche. Com esta vitória, os Canadiens ficam com dois pontos de vantagem sobre os Tampa Bay Lightning na luta pelo 2º lugar da Divisão Atlântico.

Antevisão: Avalanche – Blackhawks

Depois de uma vitória importantíssima frente aos Minnesota Wild por 4-2, os Colorado Avalanche querem afastar-se do resto da concorrência, definitivamente. Depois dos 2 pontos conquistados no sábado, os Avalanche estão em 3º lugar na Divisão Central, com 6 pontos de vantagem sobre os Wild.

O adversário de hoje é, nada mais nada menos, o líder da Divisão Central, Chicago Blackhawks. Este será o 3º confronto entre as duas equipas esta época, com uma vitória para cada, por números expressivos. Apesar de separados por 9 pontos na tabela classificativa, as equipas estão num momento de forma semelhante, com cinco vitórias nos últimos 10 jogos. A partida promete ser renhida.

No domingo, os Blackhawks venceram os Edmonton Oilers por 5-3. Antes do jogo, Joel Quenneville decidiu mexer nas linhas para tentar recuperar o fulgor ofensivo, perdido nos últimos jogos. Andrew Shaw teve a oportunidade de jogar como centro de 2ª linha, ao lado de Patrick Kane, depois de várias experiências falhadas nesta posição. Shaw fez um golo e 4 remates neste jogo, mas mais importante foi ver a forma com o seu jogo encaixa com Kane.

Shaw joga muito bem à frente da baliza. Mesmo não tendo um físico impressionante, consegue ganhar espaço para desvios e ressaltos graças à sua inteligência. Nunca desiste de uma disputa de disco nas bordas, o que permite reciclar a posse e mais tempo na zona do adversário. Como não transporta muito o disco, é um jogador que parece complementar muito bem Patrick Kane.

Alinhamento dos Avalanche

Gabriel Landeskog – Matt Duchene – Ryan O’Reilly
John Mitchell – Nathan Mackinnon – Jamie McGinn
Cody McLeod – Max Talbot – Patrick Bordeleau
Brad Malone – Marc-Andre Cliche

Jan Hejda – Erik Johnson
Ryan Wilson – Karl Stollery
Cory Sarich – Andre Benoit

Semyon Varlamov

Sem Alex Tanguay, P. A. Parenteau e Paul Statsny, não sei como é que os Avalanche se têm mantido à tona da água. Os guarda-redes têm ajudado bastante, mas eu não contava muito que isso continuasse. Ser a 3ª equipa com menos golos sofridos na NHL com esta defesa, é obra. A 1ª linha tem sido a grande força desta equipa nos últimos tempos, principalmente Ryan O’Reilly, que marcou 2 golos contra os Minnesota Wild.

Alinhamento dos Blackhawks

Patrick Sharp – Jonathan Toews – Marian Hossa
Brandon Saad – Andrew Shaw – Patrick Kane
Bryan Bickell – Michal Handzus – Kris Versteeg
Brandon Bollig – Marcus Kruger – Ben Smith

Duncan Keith – Brent Seabrook
Niklas Hjalmarsson – Johnny Oduya
Nick Leddy – Michal Rozsival

Corey Crawford

Corey Crawford não se dá nada bem com os Colorado Avalanche. Ele sofreu 8 golos nos últimos dois jogos que disputou contra esta equipa e foi substituído em ambas as ocasiões. Vamos ver se os Avalanche continuam a saber o segredo para bater Crawford.