Blackhawks vencem Jogo 5 num dos melhores OT de sempre

Chicago Blackhawks 5 – 4 Los Angeles Kings (2OT)
Kings lideram a série por 3-2

Peço desde já desculpa, porque este não vai ser o meu habitual resumo do jogo conciso e informativo. Ontem foi uma noite especial.

Para ser fã deste desporto no nosso país é preciso ter um nível de paixão que a maioria das pessoas não compreende. Dormir 4 horas por noite, deixar de fazer coisas que gosto, envolver-me emocional com um desporto que já por mais do que uma vez me desiludiu, acompanhar um desporto que provavelmente nunca irei praticar. São sacrifícios que muita gente não entende. Mas ontem à noite, eu fui recompensado por tudo.

Duas equipas com vontades contrárias, os Kings a tentarem dar o último passo para a final da Stanley Cup, os Blackhawks a tentarem não ser eliminados. Ambas a saberem que qualquer segundo poderia ser o último da eliminatória. As equipas trocaram oportunidades de golo a um ritmo alucinante. No meio, iam tentando respirar. Contabilizadas as paragens, os 20 minutos do prolongamento só demoram 27 minutos a serem jogados. Durante 8 minutos consecutivos não houve paragens, só o clamor das bancadas. Este foi o melhor prolongamento que eu alguma vez vi.

O jogo acabou aos 2 minutos do segundo prolongamento. Michal Handzus – o mais velho jogador em campo com 37 anos, o homem que foi despromovido do lugar de centro de 2ª linha porque já não tinha velocidade para acompanhar os colegas – forçou um turnover na zona neutral. Arrastou as pernas até à baliza, enquanto Patrick Kane e Brandon Saad trocavam o disco entre si. Ficou à espera, recebeu o passe de Saad, passou o disco para a sua backhand e bateu Jonathan Quick. O United Center explodiu.

É por isso que eu adoro hóquei, especialmente os Playoffs. São uma caixinha de surpresas. Os Kings ainda têm uma vantagem de 3-2 e podem acabar com a eliminatória já amanhã. Mas tudo pode acontecer. Este é um duelo entre os dois últimos vencedores da Stanley Cup e não há guião. Só talento, determinação e sorte.

No primeiro jogo e meio, os Blackhawks pareciam que tinham a eliminatória no saco. Ganharam o Jogo 1 por 3-1 e estiveram a vencer no Jogo 2 por 2-0. Mas os Kings tiveram um golpe de sorte, conseguiram marcar 6 golos sem resposta e venceram o jogo por 6-2. Viriam a vencer o Jogo 3 por 4-3 e o Jogo 4 por 5-2.

As duas equipas são conhecidas por nunca desistirem e por conseguirem recuperações históricas. É algo que está impresso na personalidade destes jogadores. A derrota não os afecta, têm memória curta que apagam no início de cada jogo. Os Blackhawks recuperaram de uma desvantagem de 2-0 contra os Blues, os Kings de uma de 3-0 contra os Sharks. Nenhuma destas equipas vai desistir. A única maneira de as derrotar é pelo cansaço.

Joel Quennville mexeu nas linhas para o Jogo 5. Formou uma 2ª linha inédita, para tentar reanimar Patrick Kane. Handzus foi despromovido, com Andrew Shaw e Brandon Saad a jogarem ao lado de Kane. Resultou. Saad foi o melhor jogador em campo e Kane, que tinha apenas 1 assistência nesta eliminatória, fez 4. Os Blackhawks partiram cedo para uma vantagem de 3-1, mas Corey Crawford borrou a pintura e permitiu que os Kings empatassem. Tanner Pearson fez o 3-4 e silenciou o United Center. No terceiro período, acabaria por ser Ben Smith a enviar o jogo para prolongamento.

Com 11 minutos e 19 segundos para jogar no prolongamento, o jogo parou quando o disco ficou preso nas redes de uma das balizas. Não voltou a parar até faltarem 3 minutos e 23 segundos. No meio existiram 17 remates, 6 placagens e o melhor hóquei que se pode ver no mundo.

Os Kings queriam desesperadamente chegar à final e estiveram perto de o conseguir. Os Blackhawks queriam desesperadamente adiar as férias por mais um jogo. Handzus queria desesperadamente contribuir para a vitória da sua equipa. Ele manteve o seu lugar no alinhamento graças à sua eficácia no penalty kill, mas o penalty kill dos Hawks tem estado mal nesta eliminatória e Handzus já não tem a importância que tinha no plantel. Mas Quennville deu-lhe 20 segundos de jogo, num duplo prolongamento e ele marcou o golo da vitória.

That’s hockey, baby!

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Rangers forçam Jogo 7

New York Rangers 3 – 1 Pittsburgh Penguins
Série empatada 2-2

Com duas vitórias consecutivas, os New York Rangers evitam a eliminação e levam a eliminatória ao decisivo Jogo 7. Os Penguins pareciam que tinham a eliminatória na mão, depois de duas vitórias no Madison Square Garden, mas não conseguiram dar o golpe de misericórdia.

Martin St. Louis marcou o golo inaugural da partida, dois dias depois da morte da sua mãe. O golo foi ainda mais especial porque ontem se comemorava o Dia da Mãe nos Estados Unidos. No fim do jogo, St. Louis recebeu o prémio de melhor em campo da parte dos seus colegas de equipa e deu um discurso emocionado.

Para o Jogo 7, as coisas não podiam estar mais equilibradas. Os Penguins têm a vantagem de jogar em casa, apesar de já terem sofrido duas derrotas nesta eliminatória. Os Rangers são especialistas em Jogos 7, com 4 vitórias consecutivas desde 2012. Combinando o palmarés de todo o plantel dos Rangers em Jogos 7, eles têm 63 vitórias e 6 derrotas.

Chicago Blackhawks 2 – 1 Minnesota Wild
Blackhawks lideram série por 3-2

Já há quem lhe chame “O Turno”. Em 30 segundos, Jonathan Toews fez tudo aquilo que se pede a um jogador de hockey no gelo. Entrou na zona ofensiva com o controlo do disco, fez um forecheck rápido e eficaz, fez uma grande placagem contra as bordas e atacou a baliza à espera de um ressalto. O golo acabaria por dar a vitória aos Blackhawks e a liderança na eliminatória.

Os campeões em título arrancaram um pouco adormecidos e os Wild aproveitaram para dominar o 1º período. Erik Haula fez o 1-0, depois de ter feito o campo todo com o disco no stick. Um lance indicativo da apatia que os Blackhawks demonstraram nos primeiros 20 minutos.

Mas no 2º período a equipa de Joel Quennville reagiu. O forecheck começou a funcionar e os Wild tinham cada vez mais dificuldades em sair da sua zona defensiva. Bryan Bickell empatou o jogo com o seu 6º golo nos Playoffs. Os Wild precisam agora de vencer o Jogo 6 para continuarem em prova. Têm a vantagem de jogar em casa, onde são invencíveis nos playoffs até agora, com 5 vitórias em 5 jogos.

P.K. Subban responde a comentários racistas com excelência no gelo

Montreal Canadiens 4 – 2 Boston Bruins
Canadiens lideram série por 2-1

P.K. Subban continua a fazer a cabeça em água à equipa dos Boston Bruins, depois de ter sido alvo de comentários racistas no Twitter. Aos 11 minutos de jogo, Subban encontra Thomas Vanek que faz um passe excelente para o golo de Thomas Plekanec. Quatro minutos depois, Subban tenta placar um jogador dos Bruins, mas acaba por acertar no seu colega de equipa, Vanek, que teve que sair para ser assistido.

Na sequência desse lance, Subban recebe uma penalidade por ter entrado com o cotovelo alto e os Bruins têm um powerplay. Ao fim dos dois minutos, Subban sai da caixa de penalidades, recebe um passe de Lars Eller e fica isolado frente a Tukka Rask. Uma finta de corpo e 2-0 para os Canadiens. Dale Weise marcou o terceiro golos dos Canadiens no 2º período, ainda antes dos Bruins acordarem.

Patrice Bergeron desviou um remate de Torey Krug para fazer o 3-1, e Jarome Iginla colocou os Bruins a um golo do empate com 3 minutos para o fim do jogo. Mas Subban voltou a entrar em acção. Durante o último assalto dos Bruins, Subban vai contra a baliza de Carey Price, forçando a paragem no jogo. Se intencional, o lance é merecedor de grande penalidade, mas Subban fez o suficiente para fazer os árbitros duvidarem. Jogada de veterano de um jogador que tem apenas 24 anos.

Minesotta Wild 4 – 0 Chicago Blackhawks
Blackhawks lideram série por 2-1

Os Wild utilizaram da melhor maneira o factor casa para vencerem o primeiro jogo nesta eliminatória. A estratégia de Mike Yeo para este jogo foi clara: manter um ritmo baixo. Com a quantidade de jogadores rápidos que os Blackhawks têm, não é boa ideia entrar num jogo de parada e resposta. Os Wild identificaram esse ponto forte do adversário e moldaram o jogo à sua medida.

Existem dois tipos de equipa na NHL. Equipas que fazem e sofrem muitos remates e equipas que fazem e sofrem poucos remates. Os Wild inserem-se na 2ª categoria. Nenhuma equipa fez mais do que 20 remates neste jogo. Os Wild fizeram 18, os Blackhawks 19. Os Blackhawks ainda não conseguiram fazer mais do que 22 remates nesta eliminatória, depois de terem feito uma média de 31 remates por jogo contra os Blues.

Ilya Bryzgalov recuperou alguma da confiança que tinha perdido nos dois primeiros jogos, mas a maneira como os Wild restringem os remates do adversário ajuda a diluir os erros que o guarda-redes possa fazer. Quanto menos remates fizerem os jogadores dos Blackhawks, menos oportunidades tem Bryzgalov de fazer asneira.

Chicago Blackhawks eliminam St. Louis Blues

New York Ranger 4 – 2 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 3-2

Estas duas equipas não podiam ser mais diferentes. Quem puder ver um jogo desta série, vai ficar com a mesma opinião do que eu. Os Rangers são a melhor equipa, em quase todos os aspectos do jogo. E isso vê-se na forma como dominam a posse do disco. Mas de repente aparecem os Flyers, e durante 10 minutos o jogo fica completamente desorganizado.

Os Rangers são uma equipa de posse. Os Flyers uma de impulsos. Um duelo de estilos que tem sido bastante interessante de acompanhar. O estilo mais controlado dos Rangers garante melhores resultados ao longo do tempo, mas 10 minutos infernais dos Flyers podem ser suficientes para ganhar um jogo.

Qualquer que seja a equipa vencedora desta eliminatória, vai ter uma boa oportunidade de chegar à final da Stanley Cup. Na próxima ronda, vai apanhar o vencedor da série entre os Blue Jackets e os Penguins, que neste momento parecem duas equipas fragilizadas. Na final da Conferência, vão encontrar os Boston Bruins ou os Montreal Canadiens, que se vão torturar mutuamente na próxima ronda.

Chicago Blackhawks 5 – 1 St. Louis Blues
Blackhawks vencem série por 4-2

É uma pena que esta eliminatória acabe assim. Depois de 4 jogos decididos no prolongamento, soube a pouco a série acabar com uma goleada. Os Blues deram tudo o que tinham, mas não foi suficiente para ultrapassar os Blackhawks.

A equipa de St. Louis tem tido muito azar nos Playoffs. No ano passado, apanhou os Los Angeles Kings na 1ª ronda. Este ano, os Chicago Blackhawks. São dois anos a ser uma das melhores equipas da NHL e sem sequer vencer uma eliminatória. O importante agora é não reagir de forma precipitada. Os Blues tem um bom plantel e um excelente treinador. Deitar tudo a baixo só vai atrasar ainda mais o desenvolvimento desta equipa.

Quanto aos Blackhawks, que mais há a dizer? Eles tem todas as condições para ganharem a Stanley Cup outra vez. Esta equipa é o que temos de mais parecido com os Oilers de Wayne Gretzky, no final dos anos 80. Os Oilers conseguiram 4 Stanley Cups em 5 anos. Será que os Blackhawks vão conseguir a terceira?

Dallas Stars 4 – 5 Anaheim Ducks (OT)
Ducks vencem série por 4-2

Os Dallas Stars estiveram muito perto de forçar o Jogo 7. A equipa da casa entrou muito bem e no fim do 1º período já vencia por 3-1. Depois de Ben Lovejoy ter feito o 3-2, Trevor Daley voltou a colocar a vantagem dos Stars em 2 golos. Tudo parecia decido, mas os Ducks reagiram e conseguiram marcar dois golos nos últimos dois minutos do tempo regulamentar.

Aos 3 minutos do prolongamento, Nick Bonino marcou o golo que eliminou os Dallas Stars. Por muito desesperados que possam estar os jogadores dos Stars neste momento, eles têm todos os motivos para levantar a cabeça. São uma equipa muito jovem, que deu muitos problemas a uma das melhores equipas do Oeste. Eu aposto que os Stars vão voltar aos Playoffs para o ano, e ainda mais fortes.

Não há nenhuma equipa melhor a correr atrás de um resultado do que os Anaheim Ducks. A defesa é de desconfiar e a baliza está indefinida, depois de Fredrik Andersen ter sido substituído por Jonas Hiller a meio deste jogo. Mas não há ataque mais poderoso na NHL. Quando os Ducks querem marcar um golo, não precisam de muito tempo para o fazerem. Na 2ª ronda, os Ducks já sabem que vão defrontar um vizinho da Califórnia. Só falta saber se serão os Kings ou os Sharks.

Matt Cooke lesiona gravemente jogador dos Avalanche

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins lideram a série por 2-1


Os Columbus Blue Jackets estiveram muito perto de vencer o primeiro jogo em casa nos Playoffs. A equipa de Todd Richards chegou a estar a vencer por 3-1 já no último período do jogo, mas 3 golos em 3 minutos dos Penguins viraram o resultado, o que parece ser a moda nesta série.

É fácil culpar Sergei Bobrovski e, de facto, ele não tem estado ao seu melhor nível. Mas os Blue Jackets não podem recuar tanto no terreno quando têm uma vantagem confortável. Os Penguins têm muitos problemas, mas marcar golos não é um deles. Se existe alguma equipa capaz de dar a volta a um jogo em pouco tempo são os Penguins.

Minnesota Wild 1 – 0 Colorado Avalanche (OT)
Avalanche lideram a série por 2-1


Mikael Granlund marcou o único golo do jogo e não podia ter sido mais bonito. O Finlandês de 22 anos despistou Jan Hejda, fintou Semyon Varlamov e empurrou o disco para a baliza em plena queda. Até àquele momento, os Wild fizeram um assalto constante à baliza de Varlamov, que acabou o jogo com 45 defesas.

Darcy Kuemper foi o titular neste jogo pelos Wild, relegando Ilya Bryzgalov para o banco de suplentes. No seu 1º jogo nos Playoffs, o guarda-redes de 23 anos fez 22 defesas e não sofreu qualquer golo. Apesar disso, o destaque do jogo foi Matt Cooke.

O ex-jogador dos Pittsburgh Penguins atingiu o joelho de Tyson Barrie propositadamente, no início do 2º período. O defesa dos Avalanche vai ficar de fora durante 4 a 6 semanas. Cooke recebeu 2 minutos de penalidade e arrisca-se a ser suspenso. Segundo os critérios da NHL, Matt Cooke não é considerado reincidente, o que é incrível, tendo em conta que ele acabou com a carreira de Marc Savard.

Chicago Blackhawks 2 – 0 St. Louis Blues
Blues lideram a série 2-1


Corey Crawford foi mais um dos 3 guarda-redes que não sofreram golos na noite de ontem. Crawford foi muito importante para a sua equipa, terminando o jogo com 34 defesas. Do outro lado, Ryan Miller não esteve tão bem e sofreu mesmo um frango, no golo de Jonathan Toews que inaugurou o marcador.

Apesar da eliminatória estar ao rubro no gelo, o grande motivo de conversa continua a ser a placagem de Brent Seabrook à cabeça de David Backes. Surgiram novas imagens que mostram Ducan Keith a gritar “Wakey wakey, Backes” enquanto o avançado dos Blues se tentava levantar, o que chocou muita gente.

É claro que não é uma atitude nada bonita, gozar com uma pessoa que está em dificuldades e provavelmente com uma concussão. Mas, dentro daquilo que é o ambiente de um jogo destes, não acredito que isto seja o pior que os jogadores dizem uns ao outros. Se as pessoas gostam de ver um jogo bem disputado e duro, têm que aceitar que isso trás consequências. Esta é uma delas.

Dallas Stars 3 – 0 Anaheim Ducks
Ducks lideram a série por 2-1


Kari Lehtonen registou a sua 1ª vitória nos Playoffs, e fê-lo em grande estilo, sem sofrer qualquer golo. Lehtonen é muitas vezes esquecido quando se fala dos grandes guarda-redes da NHL. O Finlandês tem tido muitos azares durante a sua carreira. Talvez o pior tenha sido ser seleccionado em 2º no Draft de 2002 pelos Atlanta Thrashers, uma das piores equipas da história da NHL (a equipa mudou-se para Winnipeg em 2011).

Stephane Robidas está a ter um ano para esquecer. O defesa dos Anaheim Ducks fracturou a perna no início da temporada, ainda ao serviço dos Dallas Stars. Recuperou e no Trade Deadline mudou-se para Anaheim, com a esperança de lutar pela Stanley Cup. Ontem, contra a sua antiga equipa, voltou a fractura a perna. Só resta desejar as rápidas melhoras.

Quanto ao jogo, os Ducks dominaram a posse do disco durante grande parte do tempo, mas não conseguiram bater Lehtonen. Os Stars, por sua vez, aproveitaram bem as poucas oportunidades que conseguiram criar e voltaram a contar com a ajuda da sua 1ª linha. Jamie Benn e Valeri Nichushkin marcaram um golo cada e Tyler Seguin fez uma assistência.

Playoffs: Resumo do Dia 4

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (OT)
Blues lideram a série por 2-0

Graças a mais uma vitória no prolongamento, os Blues ganham uma vantagem de 2-0 na eliminatória. Vladimir Tarasenko empatou o jogo a 3 com um golo a 6.4 segundos do fim. Não foi a melhor decisão do Russo, uma vez que tinha um colega desmarcado numa posição muito mais favorável, mas resultou e isso é que conta. Barret Jackman fez o 4-3 com 5 minutos jogados no prolongamento.

Apesar de 7 golos marcados, o momento do jogo foi uma placagem. Brent Seabrook atingiu a cabeça de David Backes, numa entrada muito perigosa. O avançado dos Blues não se mexeu durante alguns momentos e estava claramente abalado. Seabrook foi expulso e recebeu 3 jogos de suspensão. Ainda não há notícias em relação a Backes, mas da maneira como ele ficou, não me parece que ele vá estar apto para o Jogo 3.

A eliminatória muda-se de malas e bagagens para Chicago e aí veremos quem fará mais falta à sua equipa. Seabrook ou Backes.

Pittsburgh Penguins 3 – 4 Columbus Blue Jackets (2OT)
Série empatada 1-1

Os Columbus Blue Jackets conquistaram finalmente a primeira vitória nos Playoffs da história do clube. Foram precisos 2 prolongamentos para a equipa de Columbus puder festejar a vitória sobre os favoritos, Pittsburgh Penguins. Matt Calvert marcou dois golos, um deles decidiu o jogo logo no início do 2º prolongamento.

À entrada para a eliminatória, o mínimo que se pedia aos Blue Jackets era uma vitória. Agora, depois de dois jogos em que conseguiram pôr à prova a equipa dos Penguins, os Blue Jackets começam a acreditar que podem ser a surpresa da 1ª ronda.

Os Penguins voltaram a não conseguir segurar uma vantagem de 3-1, tal como tinha acontecido no Jogo 1. A equipa treinada por Dan Bylsma não tem dificuldade em marcar golos no início do jogo, mas depois recua muito a tentar defender o resultado, e acaba por entregar o domínio ao adversário.

Colorado Avalanche 4 – 2 Minnesota Wild
Avalanche lideram a série por 2-0

Depois de registar 3 pontos no primeiro jogo nos Playoffs da sua carreira, Nathan MacKinnon marcou 4 no segundo. O mais provável vencedor do prémio de rookie do ano faz parte da melhor linha dos Playoffs até ao momento, juntamente com Gabriel Landeskog e Paul Stastny.

MacKinnon tem apenas 18 anos, mas já é um dos jogadores mais rápidos da NHL. Jason Spurgeon é o defesa mais rápido dos Wild e mesmo assim não o conseguiu apanhar, no 1º golo dos Avalanche. Patrick Roy merece muito crédito pela liberdade que dá a esta linha. O treinador dos Avalanche não prende os seus jogadores a estratégias mais defensivas, deixa-os transportar o disco, com movimentos laterais e muita criatividade. E os resultados estão à vista.

Para os Wild, Ilya Bryzgalov não tem sido o guarda-redes que eles precisam. A equipa do Minnesota tem um bom plantel, mas não o suficiente para anularem a desvantagem que têm na baliza. Bryzgalov sofreu 3 golos em 14 remates e foi substituído no 2º período por Darcy Kuemper.

Playoffs: Resumo do Dia 2

New York Rangers 4 – 1 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 1-0

Os Philadelphia Flyers concederam a 9ª derrota consecutiva no Madison Square Garden. A equipa treinada por Craig Berube não conseguiu aguentar o domínio territorial dos Rangers. Steve Mason não jogou por lesão. O guarda-redes suplente, Ray Emery, foi chamado à titularidade e não teve um jogo nada fácil. Os Rangers fizeram 36 remates, contra apenas 15 dos Flyers.

Os Rangers dominaram todo o jogo, apesar de se ter mantido um empate a 1 golo até ao 3º período. Ryan McDonagh e Dan Girardi fizeram uma marcação cerrada a Claude Giroux, e a estrela dos Flyers não fez qualquer remate durante toda a partida. Apesar do domínio, o jogo desiquilibrou-se a favor dos Rangers graças a 2 golos seguidos no powerplay. O rookie dos Flyers, Jason Akeson, cometeu uma penalidade por stick alto e colocou os Rangers na vantagem numérica durante 4 minutos.

Brad Richards marcou o primeiro e Derek Stepan o segundo, numa jogada perfeita que mostra aquilo que o powerplay dos Rangers é capaz de fazer. A equipa de Nova Iorque foi muito mais forte sobre o disco, pressionando constantemente o adversário e provocando turnovers na zona ofensiva. Se os Flyers não encontrarem maneira de lidar com isso, esta pode ser uma eliminatória mais curta do que se esperava.

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (3OT)
Blues lideram série por 1-0

O primeiro jogo desta série foi tudo aquilo que podíamos ter imaginado. Golos, emoção e três prolongamentos. Os Blues receberam excelentes notícias antes do início do jogo, com a inclusão de Vladimir Tarasenko no alinhamento. O Russo é uma peça fundamental para os Blues nesta série, e mostrou isso mesmo com 1 golo e 7 remates.

No entanto, o 1º período não foi muito simpático para a equipa da casa e principalmente para Ryan Miller. Os Blues foram para o intervalo a perder por 3-2, com Miller a sofrer 3 golos em 7 remates. O experiente guarda-redes, recém adquirido aos Buffalo Sabres, soube dar a volta por cima e acabou por fazer algumas defesas cruciais na fase decisiva do jogo. A 1 minuto e 35 segundos do fim, Jaden Schwartz empatou o jogo a 3 e obrigou a prolongamento.

O jogo ficou mais fechado, com as duas equipas com medo de errar. Os Blues arriscavam mais no ataque e permitiram alguns contra-ataques perigosos aos Blackhawks, que Miller resolveu sem dificuldade. Com 26 segundos jogados no 3º prolongamento, Alex Steen deu a vitória aos Blues.

Colorado Avalanche 5 – 4 Minnesota Wild (OT)
Avalanche lideram série por 1-0

A estratégia arriscada de Patrick Roy foi recompensada com a vitória no Jogo 1. A 3 minutos do fim do jogo, os Avalanche perdiam por 4-3 e Roy decide retirar o seu guarda-redes em troca por um jogador de campo. Normalmente, os treinadores só fazem isso no último minuto de jogo, mas existe alguma lógica em tentar arriscar a troca mais cedo, tendo mais tempo para puder empatar o jogo.

A esperteza de Roy ia correndo mal, quando os Wild quase introduziram o disco na baliza aberta dos Avalanche. Erik Johnson fez um sprint e conseguiu evitar o golo mesmo em cima da linha. Com 13 segundos para jogar, Paul Statsny conseguiu fazer o empate e levar o jogo a prolongamento. Stastny voltou a marcar para dar a vitória à equipa da casa.

Apesar dos Avalanche saírem muito moralizados depois de uma vitória destas, os Wild venderam cara a derrota. Nathan Mackinnon fez um grande jogo. O rookie dos Avalanche fez 3 assistências, duas das quais nos golos decisivos da partida.

San Jose Sharks 6 – 3 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 1-0

Os Sharks vieram prontos para defrontar os Kings. A equipa de Todd MacLellan não teve medo do contacto físico e pressionou desde cedo os defesas dos Kings. Os Sharks responderam bem ao forecheck dos Kings com os jogadores muito perto uns dos outros. Assim havia sempre alguém a quem passar, no caso de estar a ser pressionado por um adversário.

A estratégia resultou tão bem que os Sharks já venciam por 5-0 no fim do 2º período. Jonathan Quick não teve o seu melhor jogo. O guarda-redes dos Kings foi demasiado agressivo no seu posicionamento e foi apanhado algumas vezes fora da baliza. No 3º período, os Kings ainda esboçaram uma recuperação, mas já era tarde demais.

Duas perguntas se colocam depois deste jogo. Conseguirão os Sharks manter este ritmo de jogo durante toda a série? Se sim, como é que os Kings se vão ajustar perante este desafio? Algo a ter em conta no Jogo 2.