Cinco prováveis dispensas

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A partir do dia de hoje, as equipas da NHL podem exercer o direito de dispensar um jogador sem as habituais penalizações. Normalmente, quando uma equipa dispensa um jogador é obrigada a pagar a totalidade do contrato e ainda sofre uma penalização no salary cap. Fruto do acordo alcançado no último contrato colectivo de trabalho, as equipas têm agora a possibilidade de dispensar um jogador sem pesar no salary cap.

Por diferentes razões, vários jogadores encontram-se em perigo de serem dispensados. As equipas podem utilizar esta vantagem para ganharem alguma folga salarial, na preparação para a free agency. Aqui ficam os 5 mais prováveis dispensados durante este mês.

Brad Richards – New York Rangers

Contrato: $6.66 milhões de dólares por ano até 2019/20

Brad Richards teve uma boa época ao serviço dos New Rangers, com 51 pontos em 82 jogos. Parte da sua recuperação é devida à influência do novo treinador, Alain Vigneault, que lhe deu uma liberdade que nunca lhe foi permitida durante o reinado de John Tortorella. Mesmo assim, Richard tem 34 anos e as suas capacidades diminuem a olhos vistos.

Richards terá 39 anos quando o contrato de $6.66 milhões acabar. Para os Rangers, será melhor desfazerem-se deste peso, uma vez que têm uma mão cheia de jogadores jovens para renovar. Derick Brassard, Mats Zuccarello, Anton Stralman e Chris Kreider, todos tiveram épocas de afirmação e têm o contrato a terminar.

Ville Leino – Buffalo Sabres

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2016/17

Depois de uma época desastrosa, os Buffalo Sabres são uma equipa em reconstrução. Ville Leino foi contratado depois de um percurso incrível nos Playoffs de 2011 com os Philadelphia Flyers, mas nunca mais conseguiu atingir esse nível.

Para dizer a verdade, Leino foi um dos piores jogadores da NHL, qualquer que seja as estatísticas que se utilizem. O avançado finlandês não marcou qualquer golo em 58 jogos, foi o jogador que menos remates produziu na NHL e também um dos que menos pontos marcou por jogo. Leino é mais do que candidato. Quer seja pela situação da equipa, quer seja pela sua produção, a sua dispensa é mais do que óbvia.

Martin Havlat – San Jose Sharks

Contrato: $5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Os San Jose Sharks já informaram o jogador que não vão contar com ele para a próxima época. Vão tentar trocá-lo primeiro, mas um contrato destes é difícil de movimentar e o mais provável será a sua dispensa. Os Sharks sofreram um enorme revés, com a derrota na 1ª ronda frente aos eventuais campeões Los Angeles Kings, e deverão executar uma autêntica revolução no plantel. Os $5 milhões vão dar muito jeito nessa reconstrução.

Havlat não é um mau jogador. Ele marcou 22 pontos em 48 jogos, fazendo parte de uma 3ª linha muito forte dos Sharks. Mas as lesões têm impedido que o checo esteja no seu melhor. Mesmo sem lesões, o contrato é muito pesado. O seu salário está ao nível de James Neal, Bobby Ryan e Jamie Benn. Ele não.

Ryan Malone – Tampa Bay Lightning

Contrato: $4.5 milhões de dólares por ano até 2014/15

Com a saída de Martin St. Louis, os Tampa Bay Lightning viraram uma página da sua história. Das estrelas que trouxeram a Stanley Cup em 2004 apenas sobra Malone. Os Lightning foram uma das grandes surpresas da época, com um contingente impressionante de jovens a apoiar o novo líder da equipa, Steven Stamkos. Desde que chegou ao cargo, o GM dos Lightning Steve Yzerman tem aplicado uma estratégia de futuro. Malone não faz parte desse plano.

Juntando a isso, Malone foi preso por posse de cocaína em Abril. Com o jovem Jonathan Drouin, que joga na mesma posição que Malone, à espera de um lugar na equipa da próxima temporada, a dispensa de Malone é mais do que certa.

Mike Richards – Los Angeles Kings

Contrato: $5.75 milhões de dólares por ano até 2019/20

Esta é uma opinião pessoal. Não existem indícios que os Kings estejam a pensar em dispensar Mike Richards, mas conhecendo o modo de actuar do GM Dean Lombardi, é bem possível. Pelo menos faz sentido.

Richards perdeu preponderância no plantel dos Kings. Apesar de uma época dentro do normal (41 pontos em 82 jogos), Richards chegou a jogar na 4ª linha dos Kings durante os Playoffs. O aparecimento de jovens como Tyler Toffoli e Tanner Pearson retiram tempo de jogo ao veterano de 29 anos. Tudo depende do que Dean Lombardi quiser fazer depois de ganhar a Stanley Cup. Manter esta equipa ou reforçar cirurgicamente algumas posições. Se escolher a última opção, os $5.75 milhões podem dar muito jeito.

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Antevisão: Sabres – Penguins

Para uma equipa que tem sido irrelevante nos últimos anos, os Buffalo Sabres conseguiram arranjar muitos rivais. Os Bruins, depois do caso Lucic-Miller. Os Leafs, depois do caso Kessel-Scott. A NHL decidiu encontrar um novo rival, e na chamada Rivalry Wednesday, os Sabres vão defrontar os Pittsburgh Penguins. Não percebo porque é que eles são rivais, mas a NHL lá sabe.

Apesar da discrepância de talento e da distância na classificação entre estas duas equipas, este jogo tem alguns motivos de interesse.  Hoje poderá ser o último jogo de Ryan Miller pelos Sabres. Existem muitas equipas interessadas nos serviços do guarda-redes Americano, como os Washington Capitals e os Minnesota Wild. O negócio pode desenrolar-se antes da pausa para os Jogos Olímpicos, uma vez que todas as movimentações de jogadores são suspensas e os Sabres evitavam pagar o salário durante esse período.

Os Sabres também irão fazer uma cerimónia especial para os seus atletas olímpicos. São cinco no total: Ryan Miller (USA), Jhonas Enroth (Suécia), Henrik Tallinder (Suécia), Zemgus Girgensons (Letónia) e Ted Nolan, que é seleccionador da Letónia.

Os Penguins chegam a Buffalo com 7 atletas olímpicos e 7 vitórias nos últimos 10 jogos. O powerplay dos Pens é letal, qualquer que seja a unidade que esteja no gelo, por isso os Sabres têm que manter a disciplina. Este será o terceiro e último confronto da temporada, com os Penguins a saírem vitoriosos nas duas ocasiões anteriores.

Alinhamento dos Sabres

Linus Omark – Tyler Ennis – Drew Stafford
Steve Ott – Cody Hodgson – Matt D’Agostini
Phil Varone – Zemgus Girgensons – Brian Flynn
John Scott – Matt Ellis – Marcus Foligno

Christian Ehrhoff – Alexander Sulzer
Henrik Tallinder – Chad Ruhwedel
Mike Weber – Jamie McBain

Ryan Miller

Alinhamento dos Penguins

Chris Kunitz – Sidney Crosby – Brian Gibbons
Jussi Jokinen – Evgeni Malkin – James Neal
Tanner Glass – Brandon Sutter – Jayson Megna
Chuck Kobasew – Craig Adams – Deryk Engelland

Brooks Orpik – Paul Martin
Rob Scuderi – Robert Bortuzzo
Olli Maatta – Matt Niskanen

Marc-Andre Fleury

Crónica: Sabres 3 – 4 Leafs (SO)

Os Toronto Maple Leafs conseguiram o principal objectivo que tinham à partida para este jogo: os dois pontos. Mas não deveria ter sido tão difícil vencer a pior equipa da NHL. Para uma equipa que quer estar nos Playoffs, pede-se muito mais do que esta exibição tremida frente aos Buffalo Sabres.

O início de jogo foi desastroso para os Leafs. Os Sabres não tinham dificuldade em entrar na zona ofensiva e qualquer passe cruzado causava o pânico na defesa da equipa da casa. Os erros na cobertura defensiva continuam a ser o principal problema que Randy Carlyle tem para resolver.

A pressão dos Sabres acabou por resultar no primeiro golo do jogo. Depois de uma bela jogada de Zemgus Girgensons, Matt Moulson fez o que Matt Moulson faz. Atacou a baliza e aproveitou o ressalto. Acabou por ser Phaneuf a desviar o disco para dentro da baliza, mas a simples presença de Moulson chegou para incomodar o defesa e o guarda-redes dos Maple Leafs.

Para piorar as coisas, passado menos de 1 minuto os Sabres voltaram a marcar através de Jonh Scott. JOHN. SCOTT. Foi apenas o 2º golo da sua carreira. A última vez que ele marcou um golo, a assistência foi de Owen Nolan. Só para verem à quanto tempo é que foi.

O 2º período foi diametralmente oposto. Os Leafs apareceram com uma nova atitude e começaram a criar oportunidades de golo. Não sei se foi alguma correcção do treinador ao intervalo, mas os Leafs começaram a colocar mais gente à frente da baliza, tentando dificultar a visão de Ryan Miller. Os golos de Jake Gardiner, Peter Holland e Phil Kessel deram a volta ao marcador e o Air Canada Center respirava de alívio.

No entanto, e como tem sido habitual, os Leafs recuaram mal se viram em vantagem, convidando os Sabres a tomarem conta do jogo. Esta estratégia voltou a não dar resultado. Steve Ott aproveitou mais um ressalto de Bernier para empatar o jogo a 25 segundos do fim. Este não foi um bom jogo para o guarda-redes dos Leafs, que teve dificuldades em agarrar o disco.

O prolongamento foi dominado por Toronto, mas Ryan Miller foi evitando a derrota em várias ocasiões. Os Leafs acabariam por vencer no shootout, sem que Bernier precisasse de fazer qualquer defesa. Moulson falhou a baliza, Ennis acertou no poste, e Girgensons teve um falhanço incrível depois de já ter fintado Bernier.

Os Leafs ganharam, mas não podem estar contentes com a exibição. A equipa continua a ter os mesmos problemas que tinha antes da pausa de Natal, e não é uma vitória sobre os Buffalo Sabres que os vão resolver.

Homem do Jogo

Apesar de estar abaixo das expectativas que colocou sobre si próprio na época passada, Cody Franson já leva 20 pontos (18º entre defesas na NHL). Neste jogo, não só registou 2 assistências, como foi o defesa com mais minutos de jogo em 5-contra-5 e conseguiu defender eficazmente a linha de Steve Ott e Drew Stafford. Quando Randy Carlyle decidiu colocar na pista Paul Ranger em vez de Franson, Steve Ott marcou o 3-3.

Antevisão: Sabres – Leafs

Depois de 3 dias sem hockey, a síndrome de abstinência começa a instalar-se. Não desesperem. Nos próximos 4 dias, vamos puder assistir a 4 jogos na SportTV, como aperitivo para o Winter Classic no dia de Ano Novo. Hoje, a partir da 0:30 temos o confronto entre Buffalo Sabres e Toronto Maple Leafs.

Com um olhar mais atento, percebemos que estas equipas têm mais semelhanças do que diferenças. Ambas sofrem muitos remates. Ambas têm problemas em marcar golos. Ambas têm problemas no penalty kill. E ambas dependem demais do seu guarda-redes. A única diferença é que os Leafs têm um bom powerplay, ao contrário dos Sabres.

Sabres e Leafs têm exactamente o mesmo número de vitórias nos últimos 25 jogos: oito. No entanto, os Leafs começaram a época com 6 vitórias em 7 jogos, enquanto que os Sabres só conseguiram a 1ª vitória ao fim de 8 jogos. Um bom início de época e alguns pontos amealhados no shootout são a diferença entre uma equipa que está num lugar de apuramento para os Playoffs e outra que está muito longe disso.

As expectativas dos Buffalo Sabres à entrada para esta época não podiam ser mais baixas. A equipa conhecia bem as suas limitações. A reconstrução parecia inevitável, e acabou por ser oficialmente confirmada com a troca de Thomas Vanek para os New York Islanders.

No entanto, as baixas expectativas não impediram a remodelação dos responsáveis técnicos, depois de um início desastroso. A lenda do clube, Pat LaFontaine, ficou responsável por escolher o novo GM e entretanto nomeou Ted Nolan como treinador interino. Nolan tem história nos Sabres, mas a única coisa que se lhe pode pedir numa altura destas é que faça crescer os jovens que tem no plantel.

Apesar de todas as dificuldades, os Sabres estão num bom momento, com 3 vitórias nos últimos 4 jogos. Em 3 jogos frente ao adversário de hoje, os Sabres conseguiram arrancar duas vitórias. Ryan Miller foi o principal responsável por essas vitórias e deve ser novamente o titular. Mesmo atrás de uma equipa fraca, Miller continua a jogar a um nível que lhe deve garantir um lugar nos Jogos Olímpicos. Ele e Christian Erhoff serão muito cobiçados por outras equipas no trade deadline

Depois de um Dezembro muito difícil, os Leafs entram agora numa sequência de jogos mais favoráveis. Esta é uma boa oportunidade para amealhar alguns pontos, essenciais para a equipa se manter na luta pelos Playoffs. Se isso não acontecer, Dave Nonis será obrigado a fazer qualquer coisa, antes que seja tarde demais.

Alinhamento dos Sabres

Matt Moulson – Tyler Ennis – Zemgus Girgensons
Ville Leino – Steve Ott – Drew Stafford
Linus Omark – Marcus Foligno – Matt D’Agostini
John Scott – Brian Flynn – Matt Ellis

Christian Ehrhoff – Alex Sulzer
Henrik Tallinder – Tyler Myers
Jamie McBain – Mark Pysyk

Ryan Miller

John Scott tem sido utilizado no powerplay, o que mostra bem a falta de profundidade do plantel dos Sabres. Linus Omark, o mágico do shootout, foi adquirido aos Edmonton Oilers mas ainda não conseguiu deixar a sua marca em Buffalo. Quem se tem destacado pela positiva tem sido Zemgus Girgensons (nem acredito que escrevi isto bem à 1ª…). O rookie dos Sabres tem 3 golos e 3 assistências nos últimos 9 jogos.

Alinhamento dos Leafs

James van Riemsdyk – Nazem Kadri – Phil Kessel
Mason Raymond – Peter Holland – Joffrey Lupul
Nikolai Kulemin – Jay McClement – David Clarkson
Jerry D’Amigo – Jerred Smithson – Colton Orr

Carl Gunnarsson – Dion Phaneuf
Jake Gardiner – Cody Franson
Morgan Rielly – Paul Ranger

Jonathan Bernier

Eu estou a tentar ser optimista com este alinhamento, mas existe a possibilidade de Fraser McLaren entrar para o lugar de Jerry D’Amigo. Eu acho que não preciso de bater mais nesta 4ª linha dos Leafs. Smithson, Orr e McLaren não têm qualidade suficiente para jogar na NHL, muito menos numa equipa que precisa desesperadamente de criar mais oportunidades de golo.

Leafs e Sabres abrem hostilidades na pré-época

Vamos lá ver se eu consigo explicar tudo. Depois de uma luta entre Jamie Devane e Corey Tropp, John Scott entrou em campo decido a arrancar a cabeça a alguém. Escolheu um jogador 20 centímetros mais baixo e 32 quilos mais leve, Phil Kessel. Kessel defendeu-se com três sticadas nas pernas de Scott. David Clarksson saiu do banco para lutar com Scott. Entretanto, Kessel deixou Bryan Flynn a sangrar, enquanto Carter Ashton e Andrew MacWilliam tratavam de Mike Zigomanis e Drew Bagnall. Ah! E Bernier também lutou contra Ryan Miller! O melhor é ver.


Tenho que admitir que foi divertido, mas houve uma elevada quantidade de estupidez envolvida. Vamos por partes:

  1. Ron Rolston pôs John Scott no gelo imediatamente a seguir a um colega seu ter sido destruído por Jamie Devane. Estúpido.
  2. Scott foi atrás de Phil Kessel para se vingar. Estúpido.
  3. Randy Carlyle pôs Kessel no gelo ao mesmo tempo que Scott. Estúpido.
  4. Clarksson saiu do banco para lutar, o que lhe vale uma suspensão automática de 10 jogos. Muito estúpido.

No fim, as contas não são boas para os Leafs. Perdem Clarksson para os primeiros 10 jogos da época regular. Kessel arrisca também uma suspensão pelas sticadas a Scott e de repente, os Leafs precisam de dois jogadores para preencher o plantel. Algumas fontes estão a noticiar que os Leafs chegaram a acordo com Mason Raymond ($1 milhão / 1 ano). É uma ajuda, mas o espaço salarial para renovar com Cody Franson está cada vez mais apertado. Talvez Nonis esteja a preparar alguma (por favor, que não seja trocar o Kulemin!).

No total, foram 211 minutos de penalidade, 3 expulsões e 1 dor de cabeça para Dave Nonis. Quando é que estas equipas jogam outra vez?

Kings adquirem Regehr

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Os Los Angeles Kings reforçaram a defesa na tentativa de renovarem o título de campeões, ao adquirirem Robyn Regehr dos Buffalo Sabres por um par de segundas rondas no Draft.

O defesa de 32 anos é um velho conhecido de Darryl Sutter. Ambos pertenciam à equipa dos Calgary Flames de 2004, que chegou à Final da Stanley Cup.

Regehr é um jogador com mentalidade defensiva, como provam o seu total de pontos na época passada (1 golo, 4 assistências). Este ano tem 2 pontos em 29 jogos.

O mais provável é Regehr assumir o papel defensivo que tiveram Willie Mitchell e Matt Green nos Playoffs do ano passado.

Ambos os defesas estão fora por lesão, e apesar de Green puder regressar a tempo dos Playoffs, Mitchell não deverá jogar mais esta época.

Jordan Leopold reforça defesa dos Blues

Os St. Louis Blues andavam à caça de um defesa e encontraram-no em Buffalo.

Jordan Leopold junta-se aos Blues, em troca pela 3ª ronda no Draft de 2013 e uma 5ª ronda condicionada. Se os Blues passarem a primeira eliminatória dos Playoffs, a 5ª ronda passar a ser uma 4ª.

A saída de Leopold, que terminava contrato no fim da época, pode ser um sinal de mudanças em Buffalo. São muitos os rumores à volta de jogadores como Ryan Miller e Drew Stafford e do início de um reconstrução do plantel.

Leopold junta-se a jovens com Kevin Shattenkirk e Alex Pietrangelo, trazendo experiência a uma defesa que tem tido dificuldades em manter o disco fora da sua baliza. Ele leva 8 pontos em 24 jogos e joga uma média de 21 minutos por jogo.