Krejci renova com os Bruins por mais 6 anos

nhl.com

Os Boston Bruins e o centro David Krejci chegaram a acordo quanto à renovação do contrato por mais 6 anos, no valor total de $43.5 milhões de dólares. O avançado de 28 anos ficará a receber $7.25 milhões de dólares por ano, a partir da época 2015/16.

O novo contrato coloca Krejci como o jogador mais bem pago do plantel do Bruins, à frente de Tuukka Rask ($7 milhões), Zdeno Chara ($6.9 milhões) e Patrice Bergeron ($6.5 milhões). O Checo estava a entrar no último ano de um contrato de 3 anos, no valor de $5 milhões de dólares por ano.

Krejci tem uma média de 0.75 pontos por jogo desde que chegou à NHL em 2006. Liderou a lista de melhores marcadores dos Playoffs em 2011 e 2013. Vem de uma época em que marcou 19 golos e fez 50 assistências, mas quebrou nos Playoffs, registando apenas 4 pontos.

Krejci é um centro talentoso, principalmente na zona ofensiva. É um playmaker de elite que muitas vezes passa despercebido por não ser vistoso. No entanto, com 28 anos já passou o auge da sua carreira. O contrato prolonga-se até o jogador ter 36. Vai apanhar os anos de declínio do checo, com um cap hit bastante elevado, mesmo com a subida do salary cap.

Os Bruins ainda têm que arranjar maneira de ficarem a baixo do salary cap antes do início da época, ao mesmo tempo que tratam das renovações de Torey Krug e Reilly Smith. Considerando estes factos, o timing desta renovação é estranho. Não era certamente uma das prioridades. Ainda há muita coisa para resolver em Boston antes do dia 8 de Outubro. Vamos ver trades!

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P.K. Subban responde a comentários racistas com excelência no gelo

Montreal Canadiens 4 – 2 Boston Bruins
Canadiens lideram série por 2-1

P.K. Subban continua a fazer a cabeça em água à equipa dos Boston Bruins, depois de ter sido alvo de comentários racistas no Twitter. Aos 11 minutos de jogo, Subban encontra Thomas Vanek que faz um passe excelente para o golo de Thomas Plekanec. Quatro minutos depois, Subban tenta placar um jogador dos Bruins, mas acaba por acertar no seu colega de equipa, Vanek, que teve que sair para ser assistido.

Na sequência desse lance, Subban recebe uma penalidade por ter entrado com o cotovelo alto e os Bruins têm um powerplay. Ao fim dos dois minutos, Subban sai da caixa de penalidades, recebe um passe de Lars Eller e fica isolado frente a Tukka Rask. Uma finta de corpo e 2-0 para os Canadiens. Dale Weise marcou o terceiro golos dos Canadiens no 2º período, ainda antes dos Bruins acordarem.

Patrice Bergeron desviou um remate de Torey Krug para fazer o 3-1, e Jarome Iginla colocou os Bruins a um golo do empate com 3 minutos para o fim do jogo. Mas Subban voltou a entrar em acção. Durante o último assalto dos Bruins, Subban vai contra a baliza de Carey Price, forçando a paragem no jogo. Se intencional, o lance é merecedor de grande penalidade, mas Subban fez o suficiente para fazer os árbitros duvidarem. Jogada de veterano de um jogador que tem apenas 24 anos.

Minesotta Wild 4 – 0 Chicago Blackhawks
Blackhawks lideram série por 2-1

Os Wild utilizaram da melhor maneira o factor casa para vencerem o primeiro jogo nesta eliminatória. A estratégia de Mike Yeo para este jogo foi clara: manter um ritmo baixo. Com a quantidade de jogadores rápidos que os Blackhawks têm, não é boa ideia entrar num jogo de parada e resposta. Os Wild identificaram esse ponto forte do adversário e moldaram o jogo à sua medida.

Existem dois tipos de equipa na NHL. Equipas que fazem e sofrem muitos remates e equipas que fazem e sofrem poucos remates. Os Wild inserem-se na 2ª categoria. Nenhuma equipa fez mais do que 20 remates neste jogo. Os Wild fizeram 18, os Blackhawks 19. Os Blackhawks ainda não conseguiram fazer mais do que 22 remates nesta eliminatória, depois de terem feito uma média de 31 remates por jogo contra os Blues.

Ilya Bryzgalov recuperou alguma da confiança que tinha perdido nos dois primeiros jogos, mas a maneira como os Wild restringem os remates do adversário ajuda a diluir os erros que o guarda-redes possa fazer. Quanto menos remates fizerem os jogadores dos Blackhawks, menos oportunidades tem Bryzgalov de fazer asneira.

Carey Price de luxo na vitória dos Canadiens

Boston Bruins 3 – 4 Montreal Canadiens (2OT)
Canadiens lideram a série por 1-0

O jogo começou agitado, com as duas equipas a tentarem impor o ritmo desde o primeiro minuto. Os Bruins eram a equipa mais perigosa. Os Canadiens tinham muita dificuldade em sair da zona defensiva e só Carey Price impediu o golo.

Os Canadiens aguentaram o assalto inicial da equipa da casa e aproveitaram a primeira oportunidade que tiveram no jogo. P.K. Subban marcou em powerplay, debaixo de um coro de assobios. As equipas especiais vão ter uma importância extrema para os Canadiens nesta eliminatória, uma vez que os Bruins devem dominar no 5-contra-5.

O 2º período começou da mesma maneira que o primeiro. Os Bruins com muitas oportunidades, mas Price continuou a encher a baliza dos Habs. Num contra-ataque, depois de uma perda de disco por parte de Torey Krug, Rene Bourque fez o 2-0.

Só nos últimos 20 minutos do jogo é que os Bruins conseguiram bater Carey Price. Reilly Smith aproveitou uma cortina de Patrice Bergeron para fazer o 2-1. Os Bruins chegaram ao empate poucos minutos depois, através de uma excelente jogada de Milan Lucic, que até aqui tinha estado desaparecido do jogo. Lucic entra muito bem na zona ofensiva e assiste para o remate rasteiro de Torey Krug.

Mais uma vez, o ataque dos Canadiens foi cirúrgico. Depois de 7 minutos sem fazer qualquer remate, Francis Bouillon voltou a colocar a equipa do Quebeque na frente. A defesa dos Bruins mostrou alguma desorganização nas marcações, o que não é normal.

Price bem tentou mas não conseguiu aguentar o assalto final dos Bruins. A 2 minutos do fim, Johnny Boychuk levou o jogo para prolongamento. No tempo extra, Tukka Rask e Carey Price tiveram um duelo particular, mas foi o canadiano a levar a melhor. Aos 4 minutos do 2º prolongamento, P.K. Subban marcou o seu 2º golo do jogo e deu a vitória dos Canadiens.

Os Canadiens conseguiram assim uma vitória importante em casa do adversário, mas o resultado é enganador. Os Bruins dominaram a posse do disco e foram a equipa mais perigosa. Carey Price foi o homem do jogo, com 48 defesas. Por sua vez, Tukka Rask e a defesa dos Bruins não estiveram ao seu nível. Se quiserem passar à próxima eliminatória, os Canadiens não podem estar à espera que Price faça mais 3 jogos destes.

Playoffs: Resumo do Dia 5

New York Rangers 2 – 4 Philadelphia Flyers
Série empatada 1-1

Os Flyers responderam muito bem à derrota, com uma excelente exibição no Jogo 2, quebrando o enguiço no Madison Square Garden que durava à 9 jogos. Para vencerem, os Flyers tiveram a ajuda dos seus jogadores de segunda linha, como Jason Akeson e Wayne Simmonds. Isto é muito importante nos Playoffs, sempre que as principais estrelas não conseguirem estar ao seu nível.

O plantel dos Bruins é muito superior, mas existem algumas parecenças de estilo com os Flyers. A equipa de Philadelphia tem uma atitude desafiante e gosta de enervar os adversários. Os Rangers, como a melhor equipa que são, não se podem dar ao luxo de entrar nesta conversa.

Se os Flyers conseguirem desestabilizar os melhores jogadores dos Rangers, a eliminatória pode equilibrar-se. Se eu fosse Alain Vigneault estaria a proibir os jogadores de responderem a qualquer picardia. Respondam no gelo, com golos.

Boston Bruins 4 – 1 Detroit Red Wings
Série empatada 1-1

Aí estão os Bruins a que estamos habituados. Depois de um Jogo 1 muito pobre, a equipa de Boston voltou aos seu estado habitual. Neste jogo, notou-se uma maior intranquilidade dos Red Wings, que acabaram por entrar em conflitos com os jogadores dos Bruins. Eu sei que é difícil resistir, mas este é o tipo de jogo que os Bruins adoram. Os Wings não podem cair nesta armadilha.

Mesmo quando não conseguem usar os seus mind games, os Bruins são uma equipa muito difícil de bater. Aos 36 anos, Jarome Iginla continua a espalhar magia no gelo, como se pode ver na assistência que fez no 3º golo da equipa dos Bruins. É sempre bom quando Milan Lucic usa o seu stick para outras coisas, sem ser acertar em partes do corpo de outras pessoas.

É sempre mau sinal ver os Bruins a ganharem algum balanço. Mas os Red Wings têm boas razões para acreditarem na vitória. Sair de Boston com uma vitória e uma derrota é um excelente resultado. Tudo está em aberto, e com a eliminatória a mudar-se para Detroit, os Red Wings ainda podem fazer a vida negra aos campeões em título da Conferência Este.

Montreal Canadiens 3 – 2 Tampa Bay Lightning
Canadiens lideram a série por 3-0

Montreal recebeu de braços abertos os seus Canadiens, e eles não desiludiram. Apoiados por uma atmosfera única na NHL, os Canadiens deram continuidade ao domínio que têm exercido sobre os Lightning nesta eliminatória, e têm agora a oportunidade de passarem à próxima ronda já no próximo jogo.

O jogo até foi equilibrado, mas Anders Lindback voltou a não estar à altura da situação. P.K. Subban continua a ser a grande figura da série, com mais uma jogada brilhante para criar o 2º golo dos Canadiens. Poucos minutos antes, os Lightning pensavam que se tinham adiantado no marcador, mas o golo foi anulado por interferência ao guarda-redes, uma decisão que não agradou nada ao banco da equipa visitante.

A verdade é que o golo foi bem anulado, se seguirmos a regra à letra. A interferência ao guarda-redes deve ser assinalada sempre que o avançado impeça o guarda-redes de se mover livremente, e isso de facto aconteceu. O que a regra não refere é o que fazer quando essa interferência não é da responsabilidade directa do avançado. P.K. Subban contribuiu directamente para que Killorn não conseguisse sair daquela zona, e isso deveria ser tido em conta na regra.

San Jose Sharks 7 – 2 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 2-0

Depois de terem ido para o 1º intervalo a perder por 2-0, os Sharks marcaram 7 golos sem resposta e vão agora para LA com dois jogos de vantagem. Não é muito estranho que os Sharks estejam a vencer por 2-0, mas se me dissessem que eles iriam marcar 13 golos aos Kings nesses 2 jogos, eu não acreditava.

Também foram jogadores de 2ª linha a impulsionar a reviravolta dos Sharks. Mike Brown marcou o 1º golo da equipa da casa e Raffi Torres empatou o jogo a 2, com o seu 2º golo nos Playoffs. Apesar de sofrer 7 golos em 40 remates, Jonathan Quick permaneceu em campo durante todo o jogo.

Não se pode atribuir culpa a Quick em nenhum dos golos dos Sharks. Quando se permitem 40 remates ao adversário, é normal sofrer muitos golos. A média de remates sofridos pelos Kings na época regular foi 25.1 remates por jogo. Em dois jogos desta eliminatória, a média subiu para os 42.6.

Playoffs: Resumo do Dia 3

Tampa Bay Lightning 1 – 4 Montreal Canadiens
Canadiens lideram série por 2-0

Esta eliminatória está a ser a mais surpreendente até agora. Não são muitos aqueles que acreditavam que os Canadiens iriam voltar a Montreal com uma vantagem de 2-0 na mão. O que ainda surpreende mais do que as 2 vitórias fora de casa é a forma como foram conquistadas. Os Canadiens dominaram os Lightning, principalmente neste Jogo 2.

Os Lightning voltaram a não puder contar com Ben Bishop e a sua ausência sentiu-se. Anders Lindback não esteve no seu melhor. O Sueco foi o principal responsável pelo 3º golo dos Canadiens, numa altura em que os Lightning tentavam voltar a entrar no jogo. Depois desse golo, Lindback foi substituído por Kristers Gudlevskis de apenas 21 anos. Se Ben Bishop não regressar, Gudlevskis pode ter a oportunidade de ser titular no Jogo 3.

Do lado dos Canadiens, P.K. Subban foi o grande destaque. Até ao momento, ele tem sido o jogador mais influente da eliminatória. O defesa dos Canadiens tem sido o motor da equipa, com transições rápidas e uma visão de jogo incrível. Subban mostrou tudo isso no golo que inaugurou o marcador, onde ele rematou o disco propositadamente ao lado da baliza, à espera do desvio do seu colega de equipa.

Boston Bruins 0 – 1 Detroit Red Wings
Red Wings lideram série por 1-0

Podem pensar que não há muito a dizer sobre um jogo de hockey que acabou 1-0, mas enganam-se. Este jogo foi representativo do hockey que se joga nos Playoffs da NHL, onde as equipas não dão nenhum lance por perdido. Ninguém jogou fechadinho lá atrás. As defesas superiorizaram-se e os guarda-redes foram as grandes estrelas da partida.

Num jogo com poucos golos, os golos que acontecem são ainda mais especiais. Pavel Datsyuk tirou um coelho da cartola a 3 minutos do fim, para dar aos Red Wings a vantagem na eliminatória. Os Bruins são uma equipa muito pressionante, que consegue dominar qualquer adversário, mas os Red Wings têm jogadores que podem quebrar a defesa dos Bruins com um momento de inspiração.

No fim do 2º período, Milan Lucic teve uma atitude reprovável. O avançado dos Bruins atingiu Danny DeKeyser com o seu stick, num sítio muito desagradável. O hockey é um desporto com momentos de violência gratuita, mas todos os jogadores sabem que as partes íntimas de um homem são sagradas. Lucic pode lutar com quem quiser, quando quiser e a seguir marcar o golo da vitória. Ele é o jogador que personifica a identidade dos Boston Bruins. Um homem entre homens. E isso só torna este episódio ainda mais censurável.

Anaheim Ducks 3 – 2 Dallas Stars
Ducks lideram série por 2-0

O homem do jogo foi Ryan Getzlaf, sem dúvida. Depois de ter defendido um remate com a cara, o avançado teve que levar 32 pontos e passou a noite acordado para assistir ao nascimento da sua filha. No dia seguinte, levou os Ducks à vitória com um golo e uma assistência em quase 20 minutos de jogo.

Os Stars voltaram a dar bons sinais, mas têm que começar a traduzir isso em vitórias. A equipa treinada por Lindy Ruff é muito jovem e tem muito para melhorar. Mesmo que não consigam eliminar os Ducks, esta eliminatória vai ser uma aprendizagem importante para os Stars.

A maldição das previsões do NHL14

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Estamos naquela altura do ano em que toda a gente faz previsões e apostas sobre quem passa, em quanto jogos e, claro, quem vai ser o grande campeão. A verdade é que a maioria destas apostas saem completamente ao lado.

A EA Sports voltou a aventurar-se no mundo do futurismo e simulou todos os jogos dos Playoffs, baseando-se em informação realística de cada jogador. Segundo esta simulação os vencedores da Stanley Cup serão os Boston Bruins. O que quer dizer que os Boston Bruins muito provavelmente não serão campeões. É que o jogo não tem tido grande eficácia a escolher os vencedores.

Senão vejamos os últimos anos das previsões da EA Sports:

2008 – San Jose Sharks (ficaram-se pela 2ª ronda)

2009 – Boston Bruins (ficaram-se pela 2ª ronda)

2010 – Pittsburgh Penguins (ficaram-se pela 2ª ronda)

2011 – Vancouver Canucks (chegaram à final da Stanley Cup)

2012 – New York Rangers (chegaram à final de Conferência)

2013 – St Louis Blues (ficaram-se pela 1ª ronda)

Este ano, segundo o jogo, a final será Bruins – Sharks e a equipa de Boston vai decidir tudo em 6 jogos. Por isso, parabéns a todas as outras equipas porque as probabilidades de ganharem acabaram de aumentar.

Bruins nos Playoffs graças à 11ª vitória consecutiva

Com a vitória por 2-0 frente aos Colorado Avalanche, os Boston Bruins tornam-se a primeira equipa a garantir um lugar nos Playoffs, sendo também a equipa com mais vitórias consecutivas esta época (11). Esta série de bons resultados começou no dia 2 de Março, frente aos Rangers e desde aí os Bruins estão imbatíveis.

Existem alguns dados curiosos nesta campanha dos Bruins. Nestas 11 vitórias, apenas uma teve de ser resolvida fora do tempo regulamentar, contra os Tampa Bay Lightning. Além disso a baliza tem estado bastante dividida, com o suplente Chad Johnson a mostrar-se à altura, o que permite Tuukka Rask descansar para a luta que aí vem. O caudal ofensivo tem sido importante nesta série de vitórias. A eficácia da equipa pode ser comprovada com os números de Carl Soderberg que, sendo um centro de terceira linha,  registou 4 golos e 6 assistências em 11 jogos.

Depois do jogo com os Avalanche, os Bruins têm agora uma vantagem de 16 pontos sobre os Tampa Bay Lightning, na luta pela Divisão Atlântico e mais 6 pontos que os Penguins, na Conferência Este. Mesmo assim o capitão Zdeno Chara assegura que a equipa não está a pensar baixar o ritmo até chegarem os Playoffs.

Nos 12 jogos que faltam até ao fim da época regular, os Bruins podem ainda conseguir ultrapassar o recorde de vitórias seguidas da equipa (14 em 1929-30). O recorde da liga é de 17 vitórias consecutivas e pertence aos Pittsburgh Penguins na época de 1992-93.