Chicago Blackhawks eliminam St. Louis Blues

New York Ranger 4 – 2 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 3-2

Estas duas equipas não podiam ser mais diferentes. Quem puder ver um jogo desta série, vai ficar com a mesma opinião do que eu. Os Rangers são a melhor equipa, em quase todos os aspectos do jogo. E isso vê-se na forma como dominam a posse do disco. Mas de repente aparecem os Flyers, e durante 10 minutos o jogo fica completamente desorganizado.

Os Rangers são uma equipa de posse. Os Flyers uma de impulsos. Um duelo de estilos que tem sido bastante interessante de acompanhar. O estilo mais controlado dos Rangers garante melhores resultados ao longo do tempo, mas 10 minutos infernais dos Flyers podem ser suficientes para ganhar um jogo.

Qualquer que seja a equipa vencedora desta eliminatória, vai ter uma boa oportunidade de chegar à final da Stanley Cup. Na próxima ronda, vai apanhar o vencedor da série entre os Blue Jackets e os Penguins, que neste momento parecem duas equipas fragilizadas. Na final da Conferência, vão encontrar os Boston Bruins ou os Montreal Canadiens, que se vão torturar mutuamente na próxima ronda.

Chicago Blackhawks 5 – 1 St. Louis Blues
Blackhawks vencem série por 4-2

É uma pena que esta eliminatória acabe assim. Depois de 4 jogos decididos no prolongamento, soube a pouco a série acabar com uma goleada. Os Blues deram tudo o que tinham, mas não foi suficiente para ultrapassar os Blackhawks.

A equipa de St. Louis tem tido muito azar nos Playoffs. No ano passado, apanhou os Los Angeles Kings na 1ª ronda. Este ano, os Chicago Blackhawks. São dois anos a ser uma das melhores equipas da NHL e sem sequer vencer uma eliminatória. O importante agora é não reagir de forma precipitada. Os Blues tem um bom plantel e um excelente treinador. Deitar tudo a baixo só vai atrasar ainda mais o desenvolvimento desta equipa.

Quanto aos Blackhawks, que mais há a dizer? Eles tem todas as condições para ganharem a Stanley Cup outra vez. Esta equipa é o que temos de mais parecido com os Oilers de Wayne Gretzky, no final dos anos 80. Os Oilers conseguiram 4 Stanley Cups em 5 anos. Será que os Blackhawks vão conseguir a terceira?

Dallas Stars 4 – 5 Anaheim Ducks (OT)
Ducks vencem série por 4-2

Os Dallas Stars estiveram muito perto de forçar o Jogo 7. A equipa da casa entrou muito bem e no fim do 1º período já vencia por 3-1. Depois de Ben Lovejoy ter feito o 3-2, Trevor Daley voltou a colocar a vantagem dos Stars em 2 golos. Tudo parecia decido, mas os Ducks reagiram e conseguiram marcar dois golos nos últimos dois minutos do tempo regulamentar.

Aos 3 minutos do prolongamento, Nick Bonino marcou o golo que eliminou os Dallas Stars. Por muito desesperados que possam estar os jogadores dos Stars neste momento, eles têm todos os motivos para levantar a cabeça. São uma equipa muito jovem, que deu muitos problemas a uma das melhores equipas do Oeste. Eu aposto que os Stars vão voltar aos Playoffs para o ano, e ainda mais fortes.

Não há nenhuma equipa melhor a correr atrás de um resultado do que os Anaheim Ducks. A defesa é de desconfiar e a baliza está indefinida, depois de Fredrik Andersen ter sido substituído por Jonas Hiller a meio deste jogo. Mas não há ataque mais poderoso na NHL. Quando os Ducks querem marcar um golo, não precisam de muito tempo para o fazerem. Na 2ª ronda, os Ducks já sabem que vão defrontar um vizinho da Califórnia. Só falta saber se serão os Kings ou os Sharks.

Matt Cooke lesiona gravemente jogador dos Avalanche

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins lideram a série por 2-1


Os Columbus Blue Jackets estiveram muito perto de vencer o primeiro jogo em casa nos Playoffs. A equipa de Todd Richards chegou a estar a vencer por 3-1 já no último período do jogo, mas 3 golos em 3 minutos dos Penguins viraram o resultado, o que parece ser a moda nesta série.

É fácil culpar Sergei Bobrovski e, de facto, ele não tem estado ao seu melhor nível. Mas os Blue Jackets não podem recuar tanto no terreno quando têm uma vantagem confortável. Os Penguins têm muitos problemas, mas marcar golos não é um deles. Se existe alguma equipa capaz de dar a volta a um jogo em pouco tempo são os Penguins.

Minnesota Wild 1 – 0 Colorado Avalanche (OT)
Avalanche lideram a série por 2-1


Mikael Granlund marcou o único golo do jogo e não podia ter sido mais bonito. O Finlandês de 22 anos despistou Jan Hejda, fintou Semyon Varlamov e empurrou o disco para a baliza em plena queda. Até àquele momento, os Wild fizeram um assalto constante à baliza de Varlamov, que acabou o jogo com 45 defesas.

Darcy Kuemper foi o titular neste jogo pelos Wild, relegando Ilya Bryzgalov para o banco de suplentes. No seu 1º jogo nos Playoffs, o guarda-redes de 23 anos fez 22 defesas e não sofreu qualquer golo. Apesar disso, o destaque do jogo foi Matt Cooke.

O ex-jogador dos Pittsburgh Penguins atingiu o joelho de Tyson Barrie propositadamente, no início do 2º período. O defesa dos Avalanche vai ficar de fora durante 4 a 6 semanas. Cooke recebeu 2 minutos de penalidade e arrisca-se a ser suspenso. Segundo os critérios da NHL, Matt Cooke não é considerado reincidente, o que é incrível, tendo em conta que ele acabou com a carreira de Marc Savard.

Chicago Blackhawks 2 – 0 St. Louis Blues
Blues lideram a série 2-1


Corey Crawford foi mais um dos 3 guarda-redes que não sofreram golos na noite de ontem. Crawford foi muito importante para a sua equipa, terminando o jogo com 34 defesas. Do outro lado, Ryan Miller não esteve tão bem e sofreu mesmo um frango, no golo de Jonathan Toews que inaugurou o marcador.

Apesar da eliminatória estar ao rubro no gelo, o grande motivo de conversa continua a ser a placagem de Brent Seabrook à cabeça de David Backes. Surgiram novas imagens que mostram Ducan Keith a gritar “Wakey wakey, Backes” enquanto o avançado dos Blues se tentava levantar, o que chocou muita gente.

É claro que não é uma atitude nada bonita, gozar com uma pessoa que está em dificuldades e provavelmente com uma concussão. Mas, dentro daquilo que é o ambiente de um jogo destes, não acredito que isto seja o pior que os jogadores dizem uns ao outros. Se as pessoas gostam de ver um jogo bem disputado e duro, têm que aceitar que isso trás consequências. Esta é uma delas.

Dallas Stars 3 – 0 Anaheim Ducks
Ducks lideram a série por 2-1


Kari Lehtonen registou a sua 1ª vitória nos Playoffs, e fê-lo em grande estilo, sem sofrer qualquer golo. Lehtonen é muitas vezes esquecido quando se fala dos grandes guarda-redes da NHL. O Finlandês tem tido muitos azares durante a sua carreira. Talvez o pior tenha sido ser seleccionado em 2º no Draft de 2002 pelos Atlanta Thrashers, uma das piores equipas da história da NHL (a equipa mudou-se para Winnipeg em 2011).

Stephane Robidas está a ter um ano para esquecer. O defesa dos Anaheim Ducks fracturou a perna no início da temporada, ainda ao serviço dos Dallas Stars. Recuperou e no Trade Deadline mudou-se para Anaheim, com a esperança de lutar pela Stanley Cup. Ontem, contra a sua antiga equipa, voltou a fractura a perna. Só resta desejar as rápidas melhoras.

Quanto ao jogo, os Ducks dominaram a posse do disco durante grande parte do tempo, mas não conseguiram bater Lehtonen. Os Stars, por sua vez, aproveitaram bem as poucas oportunidades que conseguiram criar e voltaram a contar com a ajuda da sua 1ª linha. Jamie Benn e Valeri Nichushkin marcaram um golo cada e Tyler Seguin fez uma assistência.

Playoffs: Resumo do Dia 3

Tampa Bay Lightning 1 – 4 Montreal Canadiens
Canadiens lideram série por 2-0

Esta eliminatória está a ser a mais surpreendente até agora. Não são muitos aqueles que acreditavam que os Canadiens iriam voltar a Montreal com uma vantagem de 2-0 na mão. O que ainda surpreende mais do que as 2 vitórias fora de casa é a forma como foram conquistadas. Os Canadiens dominaram os Lightning, principalmente neste Jogo 2.

Os Lightning voltaram a não puder contar com Ben Bishop e a sua ausência sentiu-se. Anders Lindback não esteve no seu melhor. O Sueco foi o principal responsável pelo 3º golo dos Canadiens, numa altura em que os Lightning tentavam voltar a entrar no jogo. Depois desse golo, Lindback foi substituído por Kristers Gudlevskis de apenas 21 anos. Se Ben Bishop não regressar, Gudlevskis pode ter a oportunidade de ser titular no Jogo 3.

Do lado dos Canadiens, P.K. Subban foi o grande destaque. Até ao momento, ele tem sido o jogador mais influente da eliminatória. O defesa dos Canadiens tem sido o motor da equipa, com transições rápidas e uma visão de jogo incrível. Subban mostrou tudo isso no golo que inaugurou o marcador, onde ele rematou o disco propositadamente ao lado da baliza, à espera do desvio do seu colega de equipa.

Boston Bruins 0 – 1 Detroit Red Wings
Red Wings lideram série por 1-0

Podem pensar que não há muito a dizer sobre um jogo de hockey que acabou 1-0, mas enganam-se. Este jogo foi representativo do hockey que se joga nos Playoffs da NHL, onde as equipas não dão nenhum lance por perdido. Ninguém jogou fechadinho lá atrás. As defesas superiorizaram-se e os guarda-redes foram as grandes estrelas da partida.

Num jogo com poucos golos, os golos que acontecem são ainda mais especiais. Pavel Datsyuk tirou um coelho da cartola a 3 minutos do fim, para dar aos Red Wings a vantagem na eliminatória. Os Bruins são uma equipa muito pressionante, que consegue dominar qualquer adversário, mas os Red Wings têm jogadores que podem quebrar a defesa dos Bruins com um momento de inspiração.

No fim do 2º período, Milan Lucic teve uma atitude reprovável. O avançado dos Bruins atingiu Danny DeKeyser com o seu stick, num sítio muito desagradável. O hockey é um desporto com momentos de violência gratuita, mas todos os jogadores sabem que as partes íntimas de um homem são sagradas. Lucic pode lutar com quem quiser, quando quiser e a seguir marcar o golo da vitória. Ele é o jogador que personifica a identidade dos Boston Bruins. Um homem entre homens. E isso só torna este episódio ainda mais censurável.

Anaheim Ducks 3 – 2 Dallas Stars
Ducks lideram série por 2-0

O homem do jogo foi Ryan Getzlaf, sem dúvida. Depois de ter defendido um remate com a cara, o avançado teve que levar 32 pontos e passou a noite acordado para assistir ao nascimento da sua filha. No dia seguinte, levou os Ducks à vitória com um golo e uma assistência em quase 20 minutos de jogo.

Os Stars voltaram a dar bons sinais, mas têm que começar a traduzir isso em vitórias. A equipa treinada por Lindy Ruff é muito jovem e tem muito para melhorar. Mesmo que não consigam eliminar os Ducks, esta eliminatória vai ser uma aprendizagem importante para os Stars.

Playoffs: Resumo do Dia 1

Tampa Bay Lightning 4 – 5 Montreal Canadiens (OT)
Canadiens lideram a série por 1-0

O primeiro jogo da série não podia ter sido mais emotivo. Os Montreal Canadiens recuperaram o factor casa, ao vencerem no prolongamento em Tampa. Dale Wiese foi o marcador do golo decisivo, aquele que o próprio admitiu ser o maior golo da sua carreira. Weise é um jogador de 4ª linha, que se encontra a jogar ao lado de Daniel Brière. Brière assistiu no golo de Weise e fez o seu 110º ponto em 109 jogos nos Playoffs. Ele pertence à exclusiva lista de 35 jogadores que têm mais do que 1 ponto por jogo nos Playoffs.

Os Lightning tentaram ataques rápidos, com boas combinações ofensivas e com o envolvimento dos defesas. No entanto, a equipa subia muito no terreno e era apanhada nas costas pelos avançados rápidos dos Canadiens, como aconteceu no golo de Plekanec que empatou o jogo a 1, apenas 11 segundos depois dos Lightning terem aberto o marcador.

Anders Lindback acabou por se o menor dos problemas dos Lightning. O Sueco fez 39 defesas e não se sentiu a falta do habitual titular na baliza, Ben Bishop. A equipa treinada por Jon Cooper tem alguns erros para corrigir no Jogo 2. Na ânsia de meter contra-ataques rápidos, os defesas dos Lightning fizeram muitos passes errados que permitiram que os Canadiens prolongassem o seu tempo na zona ofensiva.

Pittsburgh Penguins 4 – 3 Columbus Blues Jackets
Penguins lideram a série por 1-0

Os fantasmas de Marc-Andre Fleury pairaram novamente sobre a cabeça do guarda-redes dos Penguins. Quando Derek MacKenzie colocou os Blue Jackets a vencerem por 3-1 no início do 2º período, através de um golo em desvantagem numérica, a confiança em Fleury tremeu. Se estivesse no banco um guarda-redes suplente de maior qualidade, provavelmente Fleury tinha sido substituído nesta altura.

Dan Bylsma manteve-o no jogo e eventualmente a equipa veio em seu socorro. A linha de Brandon Sutter esteve em grande, criando dois golos. Malkin também contribuiu com duas assistências para a reviravolta no marcador. Com o resultado em 4-3 e 12 minutos para jogar no 3º período, Fleury aparaceu para selar a vitória dos Penguins, defendendo 5 remates nos últimos 3 minutos.

Os Blue Jackets não conseguiram a vitória, mas saíram moralizados do Jogo 1. Conseguiram anular Crosby e dominaram a posse do disco durante alguns períodos do jogo. Brandon Dubinsky é a escolha para marcar Crosby. Agora Todd Richards, o treinador dos Blue Jackets, tem que arranjar alguém para marcar Malkin.

Anaheim Ducks 4 – 3 Dallas Stars
Ducks lideram a série por 1-0

O treinador dos Ducks, Bruce Boudreau, teve uma decisão muito difícil a tomar antes deste jogo. O habitual titular na baliza, Jonas Hiller, perdeu alguma confiança nos últimos jogos da época regular. Antes dos Playoffs, os Ducks deram oportunidade a John Gibson, uma grande promessa da modalidade, que ele aproveitou da melhor maneira. No entanto, Gibson tem apenas 20 anos e nenhuma experiência nos Playoffs.

A escolha recaiu no 2º guarda-redes, Frederik Andersen, e ele não desapontou. O Dinamarquês fez 32 defesas e foi crucial na forma como os Ducks aguentaram a vantagem de 4-0, conquistada cedo no 2º período.

A boa notícia para os Stars é que Tyler Seguin e Jamie Benn não perderam nenhum do fulgor que traziam da época regular. A má é que Ryan Getzlaf e Corey Perry também não. Getzlaf fez um jogo portentoso e mostrou toda a sua capacidade de passe no golo de Mathieu Perreault (Getzlaf usa o nº 15). Movimentação, visão e passe desbloquearam uma jogada que parecia perdida.

Segundos antes de acabar o jogo, Getzlaf ainda arranjou tempo de levar com um disco na cara. O raio-x deu negativo e ele deve estar apto para o Jogo 2, a ser disputado amanhã.

Antevisão: Kings – Ducks

A última vez que estas duas equipas se defrontaram foi em pleno Dodger Stadium, à frente de 50 mil espectadores. Os Ducks venceram esse jogo por 3-0 e dominaram os seus rivais da Califórnia. Os Ducks lideravam a NHL em pontos, enquanto que os Kings somavam a 7ª derrota em 10 jogos.

Passados quase 2 meses, a situação não podia ser mais diferente. Os Ducks passam pela fase mais medíocre da sua época, enquanto os Kings viram uma série de 8 vitórias consecutivas ser interrompida pelos Toronto Maple Leafs na quinta-feira.

A luta pela Divisão Pacifíco está ao rubro e uma vitória dos Ducks pode colocar a equipa na liderança. Para isso acontecer, os Ducks vão precisar de dar continuidade à eficácia ofensiva que demonstraram no jogo de ontem contra os Avalanche, que venceram por 6-4. Os Kings são uma das equipas que defende melhor na NHL e vai ser preciso muita inspiração dos avançados dos Ducks para ultrapassar Jonathan Quick.

Os Kings são uma equipa muito física e responsável na sua zona defensiva, com uma estilo de jogo feito à medida dos Playoffs. Pode não ser a única maneira de bater os Ducks. Pode até nem ser a melhor, mas é um estilo muito difícil de contrariar.

Apesar de toda a sua eficácia defensiva, os Kings têm uma grande ineficácia ofensiva. A equipa consegue controlar os ritmos do jogo com facilidade, ganhar as bordas, manter a posse do disco, mas não é capaz de marcar quando precisa. Para uma equipa que consistentemente remata mais vezes que o adversário, os Kings tiram muito pouco partido disso. São o 28º ataque da NHL com 1.78 golos por jogo em 5-contra-5.

Pelo contrario, os Ducks têm o melhor ataque da liga, com 3.38 golos por jogo, o que é normal nas equipas de Bruce Boudreau. No entanto, a performance defensiva tem que ser muito melhor do que foi contra os Avalanche, o que pode vir a ser complicado uma vez que Cam Fowler deverá falhar o jogo por lesão.

Alinhamento dos Kings

Marian Gaborik – Anze Kopitar – Justin Williams
Tyler Toffoli – Mike Richards – Jeff Carter
Dwight King – Jarret Stoll – Dustin Brown
Kyle Clifford – Trevor Lewis – Jordan Nolan

Jake Muzzin – Drew Doughty
Slava Voynov – Robyn Regehr
Willie Mitchell – Alec Martinez

Jonathan Quick

Alinhamento dos Ducks

Teemu Selanne – Ryan Getzlaf – Corey Perry
Matt Beleskey – Mathieu Perreault – Jakob Silfverberg
Andrew Cogliano – Saku Koivu – Daniel Winnik
Kyle Palmieri – Nick Bonino – Patrick Maroon

Francois Beauchemin – Luca Sbisa
Ben Lovejoy – Cam Fowler
Bryan Allen – Hampus Lindholm

Frederik Andersen

Crónica: Kings – Ducks

O dia foi de festa no Dodger Stadium. 54 mil pessoas assistiram a um jogo de hockey na Califórnia, com KISS ao intervalo e muitos outros motivos de interesse, incluindo fogo de artifício, aulas de yoga e voleibol de praia. Este jogo quebrou finalmente todas as fronteiras do hóquei no gelo. O hockey é um desporto global e que pode ser apreciado em qualquer ponto geográfico, mesmo que seja na solarenga Califórnia ou no nosso pequeno Portugal.

Para as equipas, o jogo era a sério. Mesmo com o ambiente único à sua volta, os jogadores sabiam que os dois pontos em disputa eram reais e a sua dedicação mostrou-se do início ao fim. Os Ducks acabaram por vencer por 3-0, aumentando a sua vantagem na liderança da Divisão Pacífico.

Os Ducks aproveitaram melhor as condições especiais do jogo. O gelo estava bom, mas não permitia uma patinagem tão rápida como é habitual dentro dos pavilhões. O próprio atrito causado pelo vento chega para diminuir a velocidade do jogo. Tiro o chapéu a Bruce Boudreau, o treinador dos Ducks, que à última hora trocou Matthieu Perreault e Jakob Silfverberg por Daniel Winnik e Tim Jackman, aumentando a capacidade física do seu plantel. Perreault e Silfverberg são dois patinadores muito rápidos que seriam irrelevantes num jogo como este.

Para além da superioridade física, os Ducks contaram com uma performance incrível do suíço Jonas Hiller. O guarda-redes dos Ducks fez 36 defesas, sem sofrer qualquer golo. Foi um jogo de afirmação para este jogador, pois da última vez que foi titular, Hiller sofreu 3 golos em pouco mais de 30 minutos na derrota por 3-2 frente aos Winnipeg Jets. Os golos dos Ducks foram marcados por Corey Perry, Matt Beleskey e Andrew Cogliano, e o seu penalty kill esteve em destaque, não permitindo qualquer golo em powerplay aos Kings.

O legado de Wayne Gretzky é enorme, mas teve particular relevância no dia de ontem. A troca de Gretzky dos Edmonton Oilers para os Los Angeles Kings em 1988 foi o primeiro momento de verdadeiro mediatismo da NHL. Na sua passagem por LA, Gretzky plantou as sementes do que agora é o hockey na Califórnia: 3 equipas candidatas à Stanley Cup e uma base de fãs cada vez maior.

Antevisão: Kings – Ducks

Para além do anual Winter Classic, a NHL vai realizar 4 jogos ao ar livre numa iniciativa intitulada de Stadium Series. O primeiro jogo desta série será disputa esta noite, por volta das 2:30, com transmissão em directo na SportTv Live. Os Anaheim Ducks vão receber os Los Angeles Kings, no estádio dos Los Angeles Dodgers, naquele que será o primeiro jogo de hockey ao ar livre a ser disputado no estado da Califórnia.

As duas equipas defrontaram-se na quinta-feira, com a vitória por 2-1 dos Ducks, com golos de Dustin Penner e Patrick Marron. A juntar a isso, os Ducks encontram-se no 1º lugar da Divisão Pacífico, com 81 pontos. Até há bem pouco tempo, os Ducks não tinham qualquer derrota em casa, o que mostra bem o momento de forma da equipa de Bruce Boudreau.

A motivação no balneário dos Kings é bem diferente. A equipa não tem feito boas exibições ultimamente e a derrota na quinta-feira não veio melhorar em nada o estado de ânimo. Os Kings atravessam uma série de 3 derrotas consecutivas e apenas venceram 4 dos seus últimos 15 jogos. Mesmo assim, a equipa de LA mantém o 3º lugar na Divisão Pacífico, mas já a 17 pontos do adversário de hoje.

O gelo vai estar em condições quase perfeitas, mas jogar ao ar livre traz sempre dificuldades adicionais. Os jogadores cansam-se mais rapidamente, por isso os treinadores vão tentar manter os turnos o mais curtos possível. O controlo do disco não vai ser tão fácil e os reflexos das luzes do estádio podem dificultar a visibilidade dos jogadores.

Apesar de nunca serem os melhores jogos em termos de qualidade, os jogos ao ar livre valem pelo espectáculo fora do gelo. O ambiente é de festa e o estádio vai certamente encher. A todo o momento se vão puder ver imagens fantásticas que ilustram a paixão dos adeptos por este desporto.

Alinhamento dos Kings

Dwight King – Anze Kopitar – Trevor Lewis
Matt Frattin – Mike Richards – Jeff Carter
Dustin Brown – Jarret Stoll – Justin Williams
Kyle Clifford – Colin Fraser – Jordan Nolan

Jake Muzzin – Drew Doughty
Slava Voynov – Willie Mitchell
Robyn Regehr – Alec Martinez

Martin Jones

Alinhamento dos Ducks

Dustin Penner – Ryan Getzlaf – Corey Perry
Patrick Maroon – Matthieu Perreault – Teemu Selanne
Jakob Silfverberg – Saku Koivu – Andrew Cogliano
Matt Beleskey – Nick Bonino – Tim Jackman

François Beauchemin – Hampus Lindholm
Cam Fowler – Ben Lovejoy
Mark Fistric – Bryan Allen

Jonas Hiller