Há uma nova força no Oeste

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Como se a Conferência Oeste não fosse já forte o suficiente, parece que há outra grande equipa a nascer daquele lado da NHL. Desde que chegou aos Dallas Stars, o novo GM Jim Nill tem montado aos poucos uma equipa capaz de competir com os monstros sagrados da Conferência. O objectivo é devolver à equipa a sua antiga glória, a glória dos anos de Mike Modano e da conquista da Stanley Cup de 99.

Star Power

Quando chegou a Dallas, a primeira missão de Jim Nill era encontrar um centro de 1ª linha que pudesse dar continuação ao legado de Modano. Um jogador de elite, um perigo constante para a baliza do adversário, um jogador que os outros temessem. Nill não demorou muito a encontrar o homem ideal. No verão passado, Tyler Seguin chegou dos Bruins, na troca que enviou Louie Eriksson e Reilly Smith para Boston. O jovem de 22 anos não encontrou o seu espaço no plantel dos Bruins e, tendo sido a 2ª escolha do Draft de 2010, tinha potencial para liderar o ataque dos Stars.

Juntamente com Jamie Benn, Seguin formou uma das melhores duplas da época passada. Juntos fizeram 71 golos e 92 assistências. Seguin terminou no 4º lugar da lista dos melhores marcadores da NHL, com 84 pontos. Acima dele só ficaram os 3 nomeados para MVP da época regular: Sidney Crosby, Ryan Getzlaf e Claude Giroux. Seguin, Benn e um miúdo russo com muito potencial chamado Valeri Nichushkin, asseguram que os Stars têm estrelas suficientes para venderem muitas camisolas na próxima década.

Um só não chega

A época passada foi de relativo sucesso. Os Stars qualificaram-se para os Playoffs e obrigaram os favoritos Anaheim Ducks a irem ao Jogo 7. Claro que para Jim Nill isso não chega, e por isso partiu para o Draft à procura de melhorar ainda mais o seu plantel. Olhando para a Conferência Oeste, existe um corrida para reforçar a posição de Centro. Os Ducks adquiriram Ryan Kesler, os Blues contrataram Paul Stastny, e os Blackhawks reforçaram a 2ª linha com Brad Richards. Para não falar dos actuais campeões da Stanley Cup, Los Angeles Kings, que têm Anze Kopitar, Jeff Carter, Jarett Stoll e Mike Richards, quatro centros de grande nível.

Os Stars não quiseram ficar atrás e adquiriram o antigo capitão dos Ottawa Senators, Jason Spezza. Spezza é um jogador com grandes qualidades ofensivas. Tem grande criatividade e um excelente remate. Já os seus números defensivos têm piorado nos últimos anos. Ele já não consegue manter a posse do disco como fazia nos primeiros anos da sua carreira, mas a sua eficácia na zona ofensiva é suficiente para os Stars apostarem nele.

Defesa entregue aos jovens

Para além de Spezza, os Stars acertaram contrato com Ales Hemsky, também ele um ex-Senator, que deverá jogar ao lado de Seguin e Benn na 1ª linha do ataque. Com estas duas aquisições, os Stars melhoraram substancialmente o seu ataque, mas a defesa continua sem mexidas, quando à partida seria o sector mais necessitado de reforços.  Jim Nill disse que não deve fazer grandes alterações na defesa e que confia nos jovens que tem no clube.

O 1º par defensivo está definido. Alex Goligoski e Trevor Daley registaram uma melhoria substancial no fim da época passada e serão a principal aposta do treinador Lindy Ruff. Goligoski terminou a temporada com 9 pontos nos últimos 13 jogos. Brenden Dillon, Jordie Benn (irmão de Jamie Benn) e Kevin Connauton também devem fazer parte dos planos, depois de se terem afirmado esta época. O outro lugar disponível depende do que os Stars decidirem fazer com Sergei Gonchar. O russo ainda tem a capacidade para ajudar a equipa a partir do 3º par defensivo, e principalmente no powerplay, mas são $5 milhões de dólares que podem ser melhor utilizados noutro sítio.

Decisões ainda por tomar

Os Stars já não são uma equipa que poupa nos salários. A organização quer ganhar e está disposta a gastar dinheiro para que tal aconteça. Os Stars ainda têm $7 milhões de dólares em cap space, mas existem 3 jogadores importantes à espera de renovar: Cody Eakin, Antoine Roussel e Brenden Dillon. Eakin e Roussel formaram com Ryan Garbutt uma 3ª linha muito boa na época passada. Os Stars têm a vantagem na negociação uma vez que os 3 são restricted free agents, o que significa que só podem assinar contrato com os Stars.

O plantel tem centros a mais. A juntar a Seguin e Spezza, os Stars contam ainda com Cody Eakin, Shawn Horcoff, Rich Peverley e Vernon Fiddler. Peverley teve um episódio cardíaco durante um jogo e não se sabe ainda se vai puder continuar a competir. Shawn Horcoff não parece ter lugar nesta equipa e pode ser trocado, abrindo espaço para renovar aqueles jogadores que precisam de novo contrato. Outro jogador que pode estar de saída é Erik Cole. O ala chegou a ficar na bancada em 3 jogos durante os Playoffs e o seu contrato de $4.5 milhões é bastante pesado.

São apenas algumas soluções à disposição de Jim Nill. Até aqui ele tem feito um trabalho irrepreensível, mas encontrar espaço para renovar com 3 jogadores importantes vai ser um novo desafio para o GM dos Stars. Se ele conseguir safar-se desta, cuidado Conferência Oeste! There’s a new Sheriff in town!

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