Antevisão da Final da Stanley Cup

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Durante a época regular, parecia não interessar a equipa que vencesse a Conferência Este. Iam à final da Stanley Cup apenas cumprir calendário. O campeão iria sair da Conferência Oeste. Nenhuma equipa do Este ia ter capacidade para derrotar qualquer uma das grandes equipas que habitam a outra conferência.

A conversa já era essa quando se pensava que seriam os Bruins ou os Penguins a vencerem a Conferência Este, e está agora mais forte do que nunca, uma vez que foram os Rangers a apurarem-se para a final. A equipa de Nova Iorque terminou a época regular na 5ª posição e não fazia parte do lote dos favoritos. Os Rangers podem ser uma surpresa, mas serão um adversário difícil para os Kings e poderão mesmo chegar a vitória. Vamos analisar todas as áreas do jogo e ver que equipa leva a melhor.

Avançados

A profundidade do plantel é crucial para o sucesso nos Playoffs, e estas duas equipas têm-na em abundância. Os Kings, que foram o 4º pior ataque da NHL com 2.42 golos por jogo, são agora o melhor ataque dos Playoffs, com 3.48 golos por jogo. Alguns dos seus avançados têm uma percentagem de remate insustentavelmente alta e uma questão se coloca: podem os Kings aguentar este ritmo?

Esta questão pode ser direccionada especialmente a Marian Gaborik. Gaborik, adquirido aos Columbus Blue Jackets no Trade Deadline, lidera os Playoffs com 12 golos, concretizando 18.5% dos seus remates. É provável que a sua produção diminua, especialmente considerando o guarda-redes que ele vai enfrentar.

Mas a força dos Kings está na quantidade de jogadores que podem resolver o jogo. Se o Gaborik não marcar, os Kings têm ainda Jeff Carter, Justin Williams, Dustin Brown e Anze Kopitar, este último provavelmente o melhor jogador que vamos puder ver no gelo.

O ataque dos Rangers não tem sido tão letal como o dos Kings, mas certamente não é uma fraqueza. As linhas avançadas dos Rangers são muito equilibradas e todas têm capacidade para criar perigo no ataque. A aquisição de Martin St. Louis deu a Alain Vigneault uma flexibilidade que não tinha até então. A produção de St. Louis demorou a chegar, mas o veterano de 37 anos foi essencial nas duas últimas eliminatórias e lidera os Rangers com 13 pontos.

Vantagem: Kings

Defesas

O confronto entre as duas defesas pode resumir-se a Drew Doughty contra Ryan McDonagh. Ambos têm a obrigação de marcar os melhores jogadores do adversário, mas também têm a capacidade de contribuir para a fase ofensiva. É esperado que ambos joguem mais de 25 minutos por jogo. Doughty está habituado a estas andanças e já tem uma Staney Cup ganha. McDonagh não tem tanta experiência a este nível.

O factor X da defesa dos Rangers tem sido as exibições de Anton Stralman. O defesa Sueco começa mais turnos na zona defensiva do que qualquer outro jogador, mas mesmo assim os Rangers fazem mais remates do que o adversário quando ele está em campo. O par defensivo composto por Stralman e Marc Staal pode ser uma arma importante para Alain Vigneault lidar com os avançados dos Kings.

Apesar de os Rangers terem mais soluções, a vantagem está do lado da equipa que tem um dos melhores defesas da NHL, Drew Doughty.

Vantagem: Kings

Guarda-Redes

É aqui que os Rangers podem fazer a diferença. Eles têm algo que mais ninguém: Henrik Lundqvist. Apesar de Jonathan Quick já ter conquistado uma Stanley Cup e Conn Smith, Lundqvist é o melhor guarda-redes da NHL.

Mais importante que isto, o Sueco está a ser muito melhor que Quick nestes Playoffs. Lundqvist tem 92.8% de percentagem de defesas, enquanto Quick apresenta uns mediocres 90.6%.

Se Quick continuar com dificuldades os Rangers podem surpreender. Lundqvist é capaz de carregar com a equipa às costas, e provavelmente terá que o fazer novamente. Vai ser dificil, mas se há alguém capaz de mudar o destino da final sozinho é ele.

Vantagem: Rangers

Equipas Especiais

Nos 21 jogos até agora, o powerplay dos Kings aproveitou 25.4% das oportunidades, o melhor registo entre os 4 finalistas. O que torna este powerplay tão forte é o número de opções que tem. Doughty é uma ameaça constante da linha azul, Dustin Brown e Jeff Carter criam a confusão à frente da baliza, Gaborik e Kopitar usam o seu talento para criar jogadas de perigo nas bordas e fazer passes de morte para os colegas.

Já o penalty kill dos Kings não é tão forte. A equipa de LA apenas anulou 81.2% dos powerplays dos adversários. Não é horrível, mas não inspira grande confiança. Já os Rangers enfrentam o problema exactamente oposto.

O seu powerplay tem sido muito fraco, aproveitando apenas 13.6% das oportunidades. Este número pode ser principalmente atribuído a uma série de 36 powerplays sem nenhum golo marcado nas primeiras rondas dos Playoffs, mas a produção não melhorou muito de lá para cá.

O penalty kill dos Rangers vai ter uma tarefa bastante complicada, mas não há nada nos números que diga que eles não possam travar o powerplay dos Kings. O Rangers anularam 85.9% dos powerplays dos adversários, o melhor registo dos Playoffs.

Vantagem: Nula

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