Playoffs: Resumo do Dia 2

New York Rangers 4 – 1 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 1-0

Os Philadelphia Flyers concederam a 9ª derrota consecutiva no Madison Square Garden. A equipa treinada por Craig Berube não conseguiu aguentar o domínio territorial dos Rangers. Steve Mason não jogou por lesão. O guarda-redes suplente, Ray Emery, foi chamado à titularidade e não teve um jogo nada fácil. Os Rangers fizeram 36 remates, contra apenas 15 dos Flyers.

Os Rangers dominaram todo o jogo, apesar de se ter mantido um empate a 1 golo até ao 3º período. Ryan McDonagh e Dan Girardi fizeram uma marcação cerrada a Claude Giroux, e a estrela dos Flyers não fez qualquer remate durante toda a partida. Apesar do domínio, o jogo desiquilibrou-se a favor dos Rangers graças a 2 golos seguidos no powerplay. O rookie dos Flyers, Jason Akeson, cometeu uma penalidade por stick alto e colocou os Rangers na vantagem numérica durante 4 minutos.

Brad Richards marcou o primeiro e Derek Stepan o segundo, numa jogada perfeita que mostra aquilo que o powerplay dos Rangers é capaz de fazer. A equipa de Nova Iorque foi muito mais forte sobre o disco, pressionando constantemente o adversário e provocando turnovers na zona ofensiva. Se os Flyers não encontrarem maneira de lidar com isso, esta pode ser uma eliminatória mais curta do que se esperava.

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (3OT)
Blues lideram série por 1-0

O primeiro jogo desta série foi tudo aquilo que podíamos ter imaginado. Golos, emoção e três prolongamentos. Os Blues receberam excelentes notícias antes do início do jogo, com a inclusão de Vladimir Tarasenko no alinhamento. O Russo é uma peça fundamental para os Blues nesta série, e mostrou isso mesmo com 1 golo e 7 remates.

No entanto, o 1º período não foi muito simpático para a equipa da casa e principalmente para Ryan Miller. Os Blues foram para o intervalo a perder por 3-2, com Miller a sofrer 3 golos em 7 remates. O experiente guarda-redes, recém adquirido aos Buffalo Sabres, soube dar a volta por cima e acabou por fazer algumas defesas cruciais na fase decisiva do jogo. A 1 minuto e 35 segundos do fim, Jaden Schwartz empatou o jogo a 3 e obrigou a prolongamento.

O jogo ficou mais fechado, com as duas equipas com medo de errar. Os Blues arriscavam mais no ataque e permitiram alguns contra-ataques perigosos aos Blackhawks, que Miller resolveu sem dificuldade. Com 26 segundos jogados no 3º prolongamento, Alex Steen deu a vitória aos Blues.

Colorado Avalanche 5 – 4 Minnesota Wild (OT)
Avalanche lideram série por 1-0

A estratégia arriscada de Patrick Roy foi recompensada com a vitória no Jogo 1. A 3 minutos do fim do jogo, os Avalanche perdiam por 4-3 e Roy decide retirar o seu guarda-redes em troca por um jogador de campo. Normalmente, os treinadores só fazem isso no último minuto de jogo, mas existe alguma lógica em tentar arriscar a troca mais cedo, tendo mais tempo para puder empatar o jogo.

A esperteza de Roy ia correndo mal, quando os Wild quase introduziram o disco na baliza aberta dos Avalanche. Erik Johnson fez um sprint e conseguiu evitar o golo mesmo em cima da linha. Com 13 segundos para jogar, Paul Statsny conseguiu fazer o empate e levar o jogo a prolongamento. Stastny voltou a marcar para dar a vitória à equipa da casa.

Apesar dos Avalanche saírem muito moralizados depois de uma vitória destas, os Wild venderam cara a derrota. Nathan Mackinnon fez um grande jogo. O rookie dos Avalanche fez 3 assistências, duas das quais nos golos decisivos da partida.

San Jose Sharks 6 – 3 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 1-0

Os Sharks vieram prontos para defrontar os Kings. A equipa de Todd MacLellan não teve medo do contacto físico e pressionou desde cedo os defesas dos Kings. Os Sharks responderam bem ao forecheck dos Kings com os jogadores muito perto uns dos outros. Assim havia sempre alguém a quem passar, no caso de estar a ser pressionado por um adversário.

A estratégia resultou tão bem que os Sharks já venciam por 5-0 no fim do 2º período. Jonathan Quick não teve o seu melhor jogo. O guarda-redes dos Kings foi demasiado agressivo no seu posicionamento e foi apanhado algumas vezes fora da baliza. No 3º período, os Kings ainda esboçaram uma recuperação, mas já era tarde demais.

Duas perguntas se colocam depois deste jogo. Conseguirão os Sharks manter este ritmo de jogo durante toda a série? Se sim, como é que os Kings se vão ajustar perante este desafio? Algo a ter em conta no Jogo 2.

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