Kings vencem 3º jogo seguido e forçam Jogo 7

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins vencem a série por 4-2

Mesmo para um espectador neutro, esta foi uma eliminatória muito emocionante. Os Pittsburgh Penguins passaram, mas tiveram que sofrer. Até este jogo, o motivo de conversa era a falta de produção das duas estrelas dos Penguins, Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Ora bem, no jogo decisivo Dan Bylsma colocou os dois na mesma linha. Resultado: hat-trick de Malkin com 3 assistências de Crosby.

Estes foram os primeiros golos de Malkin nos Playoffs. Já as críticas à produção de Crosby não têm muito fundamento. Em 6 jogos, Crosby tem 6 pontos. Nenhum golo, mas para ter 6 assistências alguma coisa deve estar a fazer bem. Não faz muito sentido criticar um jogador que marca 1 ponto por jogo. O problema dos Penguins não é Crosby. É o facto deles não conseguirem segurar um resultado.

Isso esteve prestes a acontecer outra vez. Os Penguins venciam por 4-0 quando Fedor Tyutin marcou um golo em shorthand a meio do 3º período. 4-1. Três minutos depois, Artem Anisimov marcou um golo em powerplay. 4-2. A cinco minutos do fim, Nick Foligno desviou um remate de Tyutin para dentro da baliza de Fleury. 4-3. Infelizmente para os Blue Jackets, a reviravolta não foi completa e a equipa foi eliminada. Mas os adeptos não se calaram. O hockey renasceu em Columbus.

Minnesota Wild 5 – 2 Colorado Avalanche
Série empatada 3-3

Apesar do regresso de Matt Duchene, os Avalanche não conseguiram por um fim a esta eliminatória. Com 2 golos de Zach Parise, os Wild forçam o Jogo 7 e mostram que têm o que é preciso para eliminar os Avs. Patrick Roy voltou a tirar o guarda-redes com quase 3 minutos por jogar, mas desta vez não resultou.

Darcy Kuemper é o homem do momento em Minnesota. Depois de ter roubado a titularidade a Ilya Bryzgalov no Jogo 3, o jovem de 23 anos tem 3 vitórias em 4 jogos e uma percentagem de defesas de 93.4%.

O Jogo 7 será disputado na quarta-feira, no Pepsi Center em Denver. Os Avalanche ainda não perderam em casa nesta série, por isso partem com vantagem. O vencedor desse jogo vai encontrar os Chicago Blackhawks na 2ª ronda.

Los Angeles Kings 4 – 1 San Jose Sharks
Série empatada 3-3

Os Los Angeles Kings conseguiram a 3ª vitória consecutiva e forçam assim o decisivo Jogo 7. Depois de terem estado a perder por 3 jogos a zero, os Kings obrigam os Sharks a vencer mais um jogo para passarem à próxima fase. A equipa de San Jose joga em casa, mas como já vimos, nesta série tudo pode acontecer. É surpreendente a recuperação dos Kings. Tal como foi surpreendente os Sharks ganharem os três primeiros jogos com aquela facilidade.

Com o jogo empatado a um golo no 3º período, Justin Williams marcou um golo que pode ser o ponto crucial nesta eliminatória. O avançado dos Kings empurrou o guarda-redes dos Sharks para dentro da baliza e com ele foi o disco. Quem não ficou nada contente foi Todd McLellan, o treinador dos Sharks, que disse mesmo que a sua equipa tinha sido roubada.

A partir desse momento, os Sharks perderam a cabeça e os Kings marcaram mais dois golos, através de Anze Kopitar. Toda esta polémica deve proporcionar um Jogo 7 bem quentinho. É isso mesmo que nós queremos.

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Chicago Blackhawks eliminam St. Louis Blues

New York Ranger 4 – 2 Philadelphia Flyers
Rangers lideram a série por 3-2

Estas duas equipas não podiam ser mais diferentes. Quem puder ver um jogo desta série, vai ficar com a mesma opinião do que eu. Os Rangers são a melhor equipa, em quase todos os aspectos do jogo. E isso vê-se na forma como dominam a posse do disco. Mas de repente aparecem os Flyers, e durante 10 minutos o jogo fica completamente desorganizado.

Os Rangers são uma equipa de posse. Os Flyers uma de impulsos. Um duelo de estilos que tem sido bastante interessante de acompanhar. O estilo mais controlado dos Rangers garante melhores resultados ao longo do tempo, mas 10 minutos infernais dos Flyers podem ser suficientes para ganhar um jogo.

Qualquer que seja a equipa vencedora desta eliminatória, vai ter uma boa oportunidade de chegar à final da Stanley Cup. Na próxima ronda, vai apanhar o vencedor da série entre os Blue Jackets e os Penguins, que neste momento parecem duas equipas fragilizadas. Na final da Conferência, vão encontrar os Boston Bruins ou os Montreal Canadiens, que se vão torturar mutuamente na próxima ronda.

Chicago Blackhawks 5 – 1 St. Louis Blues
Blackhawks vencem série por 4-2

É uma pena que esta eliminatória acabe assim. Depois de 4 jogos decididos no prolongamento, soube a pouco a série acabar com uma goleada. Os Blues deram tudo o que tinham, mas não foi suficiente para ultrapassar os Blackhawks.

A equipa de St. Louis tem tido muito azar nos Playoffs. No ano passado, apanhou os Los Angeles Kings na 1ª ronda. Este ano, os Chicago Blackhawks. São dois anos a ser uma das melhores equipas da NHL e sem sequer vencer uma eliminatória. O importante agora é não reagir de forma precipitada. Os Blues tem um bom plantel e um excelente treinador. Deitar tudo a baixo só vai atrasar ainda mais o desenvolvimento desta equipa.

Quanto aos Blackhawks, que mais há a dizer? Eles tem todas as condições para ganharem a Stanley Cup outra vez. Esta equipa é o que temos de mais parecido com os Oilers de Wayne Gretzky, no final dos anos 80. Os Oilers conseguiram 4 Stanley Cups em 5 anos. Será que os Blackhawks vão conseguir a terceira?

Dallas Stars 4 – 5 Anaheim Ducks (OT)
Ducks vencem série por 4-2

Os Dallas Stars estiveram muito perto de forçar o Jogo 7. A equipa da casa entrou muito bem e no fim do 1º período já vencia por 3-1. Depois de Ben Lovejoy ter feito o 3-2, Trevor Daley voltou a colocar a vantagem dos Stars em 2 golos. Tudo parecia decido, mas os Ducks reagiram e conseguiram marcar dois golos nos últimos dois minutos do tempo regulamentar.

Aos 3 minutos do prolongamento, Nick Bonino marcou o golo que eliminou os Dallas Stars. Por muito desesperados que possam estar os jogadores dos Stars neste momento, eles têm todos os motivos para levantar a cabeça. São uma equipa muito jovem, que deu muitos problemas a uma das melhores equipas do Oeste. Eu aposto que os Stars vão voltar aos Playoffs para o ano, e ainda mais fortes.

Não há nenhuma equipa melhor a correr atrás de um resultado do que os Anaheim Ducks. A defesa é de desconfiar e a baliza está indefinida, depois de Fredrik Andersen ter sido substituído por Jonas Hiller a meio deste jogo. Mas não há ataque mais poderoso na NHL. Quando os Ducks querem marcar um golo, não precisam de muito tempo para o fazerem. Na 2ª ronda, os Ducks já sabem que vão defrontar um vizinho da Califórnia. Só falta saber se serão os Kings ou os Sharks.

Montreal Canadiens eliminam Tampa Bay Lightning

Montreal Canadiens 4 – 3 Tampa Bay Lightning
Canadiens vencem a série por 4-0


Os Canadiens são a primeira equipa a garantir a passagem à proxima ronda, depois de eliminarem os Tampa Bay Lightning em 4 jogos. Apesar de os Lightning se puderem queixar da falta de Ben Bishop, os Canadiens merecem muitos elogios pela maneira com se portaram nesta série.

A equipa de Montreal dominou completamente o seu adversário em todos os jogos. Max Pacioretty é um dos melhores jogadores dos Canadiens e o seu melhor marcador na época regular. Mas nesta série, só precisou de marcar 1 golo. Um bom sinal para os Canadiens.

P.K. Subban está em excelente forma. Brandon Gallagher também. Carey Price tem estado seguro entre os postes. Esta equipa dos Canadiens pode ser mais complicada do que se podia imaginar. Tendo em conta que despacharam os Lightning tão rapidamente, os Canadiens vão ter agora um belo descanso até ao início da 2ª ronda.

Detroit Red Wings 0 – 3 Boston Bruins
Bruins lideram a série por 2-1


Os Boston Bruins levaram a sério o aviso dos Red Wings. Desde a derrota por 1-0 no Jogo 1, os Bruins começaram a jogar muito melhor e parecem agora ser um desafio demasiado grande para a equipa de Mike Babcock.

Tukka Rask esteve impenetrável e não deu grandes esperanças aos avançados dos Red Wings. Para além de parar remates, o guarda-redes de uma equipa equipa de hockey tem a função de desmotivar o adversário. Existem certas defesas que fazem os avançados duvidar das suas capacidades.

Muito é dito acerca do lado intimidante dos Bruins. Apesar de reconhecer neles esses atributos, acho que lhes dão demasiada importância. Os Bruins têm jogadores enormes e maus por natureza, mas também têm jogadores com qualidade intrínseca. Patrice Bergeron é um dos melhores jogadores da liga e não é nada intimidante. É “apenas” muito bom naquilo que faz. Tal como os Bruins.

Philadelphia Flyers 1 – 4 New York Rangers
Rangers lideram a série por 2-1


A linha de Rick Nash, Martin St. Louis e Derek Stepan está a começar a aquecer e dominaram completamente o Jogo 3 da eliminatória contra os Flyers. Mas o destaque da partida vai para um jogador da 4ª linha.

Daniel Carcillo é um agitador. Um jogador cujo papel é irritar e provocar o adversário. Sendo ele um antigo jogador dos Flyers, agora a jogar pelos rivais de Nova Iorque, o que é que acham que ele fez quando marcou o quarto e último golo do jogo de ontem? Provocou os adeptos dos Flyers.

Acabado de sair da caixa de penalidade, onde passa a maior parte do tempo, Carcillo recebeu um passe delicioso de Brian Boyle e passou o disco por entre as pernas de Ray Emery. Carcillo virou-se para a bancada e abriu os braços, num ar desafiador. Como qualquer bom provocador, conseguiu incitar uma resposta dos fãs dos Flyers que estavam ali perto.

Los Angeles Kings 3 – 4 San Jose Sharks (OT)
Sharks lideram a série por 3-0


Este pode ser o próximo sweep. Os San Jose Sharks contaram com a ajuda dos Deuses do Hockey para vencerem o Jogo 3 e conquistaram uma vantagem que pode ser decisiva. No primeiro golo do jogo, Brent Burns falha um remate, mas consegue acertar no disco o suficiente para lhe dar uma trajectória esquisita que engana completamente Jonathan Quick.

Os Kings reagiram bem e chegaram a estar a vencer por 3-2 no 3º período, graças a golos de Jarret Stoll, Marian Gaborik e Jeff Carter. Mas os Sharks levaram o jogo para prolongamento, numa jogada de insistência de Tomas Hertl.

No prolongamento, o azar voltou a bater à porta dos Kings. O remate em backhand de Patrick Marleau desviou no stick de um defesa dos Kings e enganou Jonathan Quick. Outra vez. Se os Sharks eliminarem rapidamente os Kings e encontrarem os Ducks na 2ª ronda, podem chegar à final da Conferência sem sair do estado da Califórnia. Os poucos quilómetros de viagem serão um factor importante na fase mais adiantada da competição.

Matt Cooke lesiona gravemente jogador dos Avalanche

Columbus Blue Jackets 3 – 4 Pittsburgh Penguins
Penguins lideram a série por 2-1


Os Columbus Blue Jackets estiveram muito perto de vencer o primeiro jogo em casa nos Playoffs. A equipa de Todd Richards chegou a estar a vencer por 3-1 já no último período do jogo, mas 3 golos em 3 minutos dos Penguins viraram o resultado, o que parece ser a moda nesta série.

É fácil culpar Sergei Bobrovski e, de facto, ele não tem estado ao seu melhor nível. Mas os Blue Jackets não podem recuar tanto no terreno quando têm uma vantagem confortável. Os Penguins têm muitos problemas, mas marcar golos não é um deles. Se existe alguma equipa capaz de dar a volta a um jogo em pouco tempo são os Penguins.

Minnesota Wild 1 – 0 Colorado Avalanche (OT)
Avalanche lideram a série por 2-1


Mikael Granlund marcou o único golo do jogo e não podia ter sido mais bonito. O Finlandês de 22 anos despistou Jan Hejda, fintou Semyon Varlamov e empurrou o disco para a baliza em plena queda. Até àquele momento, os Wild fizeram um assalto constante à baliza de Varlamov, que acabou o jogo com 45 defesas.

Darcy Kuemper foi o titular neste jogo pelos Wild, relegando Ilya Bryzgalov para o banco de suplentes. No seu 1º jogo nos Playoffs, o guarda-redes de 23 anos fez 22 defesas e não sofreu qualquer golo. Apesar disso, o destaque do jogo foi Matt Cooke.

O ex-jogador dos Pittsburgh Penguins atingiu o joelho de Tyson Barrie propositadamente, no início do 2º período. O defesa dos Avalanche vai ficar de fora durante 4 a 6 semanas. Cooke recebeu 2 minutos de penalidade e arrisca-se a ser suspenso. Segundo os critérios da NHL, Matt Cooke não é considerado reincidente, o que é incrível, tendo em conta que ele acabou com a carreira de Marc Savard.

Chicago Blackhawks 2 – 0 St. Louis Blues
Blues lideram a série 2-1


Corey Crawford foi mais um dos 3 guarda-redes que não sofreram golos na noite de ontem. Crawford foi muito importante para a sua equipa, terminando o jogo com 34 defesas. Do outro lado, Ryan Miller não esteve tão bem e sofreu mesmo um frango, no golo de Jonathan Toews que inaugurou o marcador.

Apesar da eliminatória estar ao rubro no gelo, o grande motivo de conversa continua a ser a placagem de Brent Seabrook à cabeça de David Backes. Surgiram novas imagens que mostram Ducan Keith a gritar “Wakey wakey, Backes” enquanto o avançado dos Blues se tentava levantar, o que chocou muita gente.

É claro que não é uma atitude nada bonita, gozar com uma pessoa que está em dificuldades e provavelmente com uma concussão. Mas, dentro daquilo que é o ambiente de um jogo destes, não acredito que isto seja o pior que os jogadores dizem uns ao outros. Se as pessoas gostam de ver um jogo bem disputado e duro, têm que aceitar que isso trás consequências. Esta é uma delas.

Dallas Stars 3 – 0 Anaheim Ducks
Ducks lideram a série por 2-1


Kari Lehtonen registou a sua 1ª vitória nos Playoffs, e fê-lo em grande estilo, sem sofrer qualquer golo. Lehtonen é muitas vezes esquecido quando se fala dos grandes guarda-redes da NHL. O Finlandês tem tido muitos azares durante a sua carreira. Talvez o pior tenha sido ser seleccionado em 2º no Draft de 2002 pelos Atlanta Thrashers, uma das piores equipas da história da NHL (a equipa mudou-se para Winnipeg em 2011).

Stephane Robidas está a ter um ano para esquecer. O defesa dos Anaheim Ducks fracturou a perna no início da temporada, ainda ao serviço dos Dallas Stars. Recuperou e no Trade Deadline mudou-se para Anaheim, com a esperança de lutar pela Stanley Cup. Ontem, contra a sua antiga equipa, voltou a fractura a perna. Só resta desejar as rápidas melhoras.

Quanto ao jogo, os Ducks dominaram a posse do disco durante grande parte do tempo, mas não conseguiram bater Lehtonen. Os Stars, por sua vez, aproveitaram bem as poucas oportunidades que conseguiram criar e voltaram a contar com a ajuda da sua 1ª linha. Jamie Benn e Valeri Nichushkin marcaram um golo cada e Tyler Seguin fez uma assistência.

Playoffs: Resumo do Dia 5

New York Rangers 2 – 4 Philadelphia Flyers
Série empatada 1-1

Os Flyers responderam muito bem à derrota, com uma excelente exibição no Jogo 2, quebrando o enguiço no Madison Square Garden que durava à 9 jogos. Para vencerem, os Flyers tiveram a ajuda dos seus jogadores de segunda linha, como Jason Akeson e Wayne Simmonds. Isto é muito importante nos Playoffs, sempre que as principais estrelas não conseguirem estar ao seu nível.

O plantel dos Bruins é muito superior, mas existem algumas parecenças de estilo com os Flyers. A equipa de Philadelphia tem uma atitude desafiante e gosta de enervar os adversários. Os Rangers, como a melhor equipa que são, não se podem dar ao luxo de entrar nesta conversa.

Se os Flyers conseguirem desestabilizar os melhores jogadores dos Rangers, a eliminatória pode equilibrar-se. Se eu fosse Alain Vigneault estaria a proibir os jogadores de responderem a qualquer picardia. Respondam no gelo, com golos.

Boston Bruins 4 – 1 Detroit Red Wings
Série empatada 1-1

Aí estão os Bruins a que estamos habituados. Depois de um Jogo 1 muito pobre, a equipa de Boston voltou aos seu estado habitual. Neste jogo, notou-se uma maior intranquilidade dos Red Wings, que acabaram por entrar em conflitos com os jogadores dos Bruins. Eu sei que é difícil resistir, mas este é o tipo de jogo que os Bruins adoram. Os Wings não podem cair nesta armadilha.

Mesmo quando não conseguem usar os seus mind games, os Bruins são uma equipa muito difícil de bater. Aos 36 anos, Jarome Iginla continua a espalhar magia no gelo, como se pode ver na assistência que fez no 3º golo da equipa dos Bruins. É sempre bom quando Milan Lucic usa o seu stick para outras coisas, sem ser acertar em partes do corpo de outras pessoas.

É sempre mau sinal ver os Bruins a ganharem algum balanço. Mas os Red Wings têm boas razões para acreditarem na vitória. Sair de Boston com uma vitória e uma derrota é um excelente resultado. Tudo está em aberto, e com a eliminatória a mudar-se para Detroit, os Red Wings ainda podem fazer a vida negra aos campeões em título da Conferência Este.

Montreal Canadiens 3 – 2 Tampa Bay Lightning
Canadiens lideram a série por 3-0

Montreal recebeu de braços abertos os seus Canadiens, e eles não desiludiram. Apoiados por uma atmosfera única na NHL, os Canadiens deram continuidade ao domínio que têm exercido sobre os Lightning nesta eliminatória, e têm agora a oportunidade de passarem à próxima ronda já no próximo jogo.

O jogo até foi equilibrado, mas Anders Lindback voltou a não estar à altura da situação. P.K. Subban continua a ser a grande figura da série, com mais uma jogada brilhante para criar o 2º golo dos Canadiens. Poucos minutos antes, os Lightning pensavam que se tinham adiantado no marcador, mas o golo foi anulado por interferência ao guarda-redes, uma decisão que não agradou nada ao banco da equipa visitante.

A verdade é que o golo foi bem anulado, se seguirmos a regra à letra. A interferência ao guarda-redes deve ser assinalada sempre que o avançado impeça o guarda-redes de se mover livremente, e isso de facto aconteceu. O que a regra não refere é o que fazer quando essa interferência não é da responsabilidade directa do avançado. P.K. Subban contribuiu directamente para que Killorn não conseguisse sair daquela zona, e isso deveria ser tido em conta na regra.

San Jose Sharks 7 – 2 Los Angeles Kings
Sharks lideram série por 2-0

Depois de terem ido para o 1º intervalo a perder por 2-0, os Sharks marcaram 7 golos sem resposta e vão agora para LA com dois jogos de vantagem. Não é muito estranho que os Sharks estejam a vencer por 2-0, mas se me dissessem que eles iriam marcar 13 golos aos Kings nesses 2 jogos, eu não acreditava.

Também foram jogadores de 2ª linha a impulsionar a reviravolta dos Sharks. Mike Brown marcou o 1º golo da equipa da casa e Raffi Torres empatou o jogo a 2, com o seu 2º golo nos Playoffs. Apesar de sofrer 7 golos em 40 remates, Jonathan Quick permaneceu em campo durante todo o jogo.

Não se pode atribuir culpa a Quick em nenhum dos golos dos Sharks. Quando se permitem 40 remates ao adversário, é normal sofrer muitos golos. A média de remates sofridos pelos Kings na época regular foi 25.1 remates por jogo. Em dois jogos desta eliminatória, a média subiu para os 42.6.

Playoffs: Resumo do Dia 4

St. Louis Blues 4 – 3 Chicago Blackhawks (OT)
Blues lideram a série por 2-0

Graças a mais uma vitória no prolongamento, os Blues ganham uma vantagem de 2-0 na eliminatória. Vladimir Tarasenko empatou o jogo a 3 com um golo a 6.4 segundos do fim. Não foi a melhor decisão do Russo, uma vez que tinha um colega desmarcado numa posição muito mais favorável, mas resultou e isso é que conta. Barret Jackman fez o 4-3 com 5 minutos jogados no prolongamento.

Apesar de 7 golos marcados, o momento do jogo foi uma placagem. Brent Seabrook atingiu a cabeça de David Backes, numa entrada muito perigosa. O avançado dos Blues não se mexeu durante alguns momentos e estava claramente abalado. Seabrook foi expulso e recebeu 3 jogos de suspensão. Ainda não há notícias em relação a Backes, mas da maneira como ele ficou, não me parece que ele vá estar apto para o Jogo 3.

A eliminatória muda-se de malas e bagagens para Chicago e aí veremos quem fará mais falta à sua equipa. Seabrook ou Backes.

Pittsburgh Penguins 3 – 4 Columbus Blue Jackets (2OT)
Série empatada 1-1

Os Columbus Blue Jackets conquistaram finalmente a primeira vitória nos Playoffs da história do clube. Foram precisos 2 prolongamentos para a equipa de Columbus puder festejar a vitória sobre os favoritos, Pittsburgh Penguins. Matt Calvert marcou dois golos, um deles decidiu o jogo logo no início do 2º prolongamento.

À entrada para a eliminatória, o mínimo que se pedia aos Blue Jackets era uma vitória. Agora, depois de dois jogos em que conseguiram pôr à prova a equipa dos Penguins, os Blue Jackets começam a acreditar que podem ser a surpresa da 1ª ronda.

Os Penguins voltaram a não conseguir segurar uma vantagem de 3-1, tal como tinha acontecido no Jogo 1. A equipa treinada por Dan Bylsma não tem dificuldade em marcar golos no início do jogo, mas depois recua muito a tentar defender o resultado, e acaba por entregar o domínio ao adversário.

Colorado Avalanche 4 – 2 Minnesota Wild
Avalanche lideram a série por 2-0

Depois de registar 3 pontos no primeiro jogo nos Playoffs da sua carreira, Nathan MacKinnon marcou 4 no segundo. O mais provável vencedor do prémio de rookie do ano faz parte da melhor linha dos Playoffs até ao momento, juntamente com Gabriel Landeskog e Paul Stastny.

MacKinnon tem apenas 18 anos, mas já é um dos jogadores mais rápidos da NHL. Jason Spurgeon é o defesa mais rápido dos Wild e mesmo assim não o conseguiu apanhar, no 1º golo dos Avalanche. Patrick Roy merece muito crédito pela liberdade que dá a esta linha. O treinador dos Avalanche não prende os seus jogadores a estratégias mais defensivas, deixa-os transportar o disco, com movimentos laterais e muita criatividade. E os resultados estão à vista.

Para os Wild, Ilya Bryzgalov não tem sido o guarda-redes que eles precisam. A equipa do Minnesota tem um bom plantel, mas não o suficiente para anularem a desvantagem que têm na baliza. Bryzgalov sofreu 3 golos em 14 remates e foi substituído no 2º período por Darcy Kuemper.

Playoffs: Resumo do Dia 3

Tampa Bay Lightning 1 – 4 Montreal Canadiens
Canadiens lideram série por 2-0

Esta eliminatória está a ser a mais surpreendente até agora. Não são muitos aqueles que acreditavam que os Canadiens iriam voltar a Montreal com uma vantagem de 2-0 na mão. O que ainda surpreende mais do que as 2 vitórias fora de casa é a forma como foram conquistadas. Os Canadiens dominaram os Lightning, principalmente neste Jogo 2.

Os Lightning voltaram a não puder contar com Ben Bishop e a sua ausência sentiu-se. Anders Lindback não esteve no seu melhor. O Sueco foi o principal responsável pelo 3º golo dos Canadiens, numa altura em que os Lightning tentavam voltar a entrar no jogo. Depois desse golo, Lindback foi substituído por Kristers Gudlevskis de apenas 21 anos. Se Ben Bishop não regressar, Gudlevskis pode ter a oportunidade de ser titular no Jogo 3.

Do lado dos Canadiens, P.K. Subban foi o grande destaque. Até ao momento, ele tem sido o jogador mais influente da eliminatória. O defesa dos Canadiens tem sido o motor da equipa, com transições rápidas e uma visão de jogo incrível. Subban mostrou tudo isso no golo que inaugurou o marcador, onde ele rematou o disco propositadamente ao lado da baliza, à espera do desvio do seu colega de equipa.

Boston Bruins 0 – 1 Detroit Red Wings
Red Wings lideram série por 1-0

Podem pensar que não há muito a dizer sobre um jogo de hockey que acabou 1-0, mas enganam-se. Este jogo foi representativo do hockey que se joga nos Playoffs da NHL, onde as equipas não dão nenhum lance por perdido. Ninguém jogou fechadinho lá atrás. As defesas superiorizaram-se e os guarda-redes foram as grandes estrelas da partida.

Num jogo com poucos golos, os golos que acontecem são ainda mais especiais. Pavel Datsyuk tirou um coelho da cartola a 3 minutos do fim, para dar aos Red Wings a vantagem na eliminatória. Os Bruins são uma equipa muito pressionante, que consegue dominar qualquer adversário, mas os Red Wings têm jogadores que podem quebrar a defesa dos Bruins com um momento de inspiração.

No fim do 2º período, Milan Lucic teve uma atitude reprovável. O avançado dos Bruins atingiu Danny DeKeyser com o seu stick, num sítio muito desagradável. O hockey é um desporto com momentos de violência gratuita, mas todos os jogadores sabem que as partes íntimas de um homem são sagradas. Lucic pode lutar com quem quiser, quando quiser e a seguir marcar o golo da vitória. Ele é o jogador que personifica a identidade dos Boston Bruins. Um homem entre homens. E isso só torna este episódio ainda mais censurável.

Anaheim Ducks 3 – 2 Dallas Stars
Ducks lideram série por 2-0

O homem do jogo foi Ryan Getzlaf, sem dúvida. Depois de ter defendido um remate com a cara, o avançado teve que levar 32 pontos e passou a noite acordado para assistir ao nascimento da sua filha. No dia seguinte, levou os Ducks à vitória com um golo e uma assistência em quase 20 minutos de jogo.

Os Stars voltaram a dar bons sinais, mas têm que começar a traduzir isso em vitórias. A equipa treinada por Lindy Ruff é muito jovem e tem muito para melhorar. Mesmo que não consigam eliminar os Ducks, esta eliminatória vai ser uma aprendizagem importante para os Stars.