O PP dos Capitals e como pará-lo

Desde o início da época de 2012/13, Alex Ovechkin lidera a NHL em golos no powerplay, com 31. Liderar é um eufemismo. Ovechkin domina a liga neste aspecto. O 2º melhor marcador com a vantagem numérica é Chris Kunitz, com 21 golos. Não é propriamente uma luta renhida.

Uma das principais características do PP dos Capitals é a facilidade com que eles criam remates sem oposição para o seu melhor marcador, Alex Ovechkin. A ideia é simples. Os Caps jogam num esquema de 1-3-1. A 1ª unidade do PP concentra 4 jogadores no lado direito: um jogador com remate de esquerda ao lado da baliza, outro jogador com remate de esquerda nas bordas, um jogador com remate de direita na slot e outro jogador com remate de direita na linha azul. Ovechkin aparece no lado esquerdo, pronto para rematar de direita.

Esta concentração de jogadores do lado direito atrai os dois avançados e um dos defesas do adversário. O outro defesa também não pode marcar Ovechkin, porque tem que ficar a defender a frente da baliza, caso algum dos seus colegas cometa um erro. O avançado que provavelmente seria responsável por marcar Ovechkin vê-se obrigado a tomar conta do homem da slot (Brouwer), por este estar numa zona mais perigosa. Resultado: ninguém marca Ovechkin.

Depois de conseguirem concentrar os adversários no lado direito, os Caps tentam fazer um passe rápido para Ovechkin, que estará completamente isolado. É aqui que interessa a mão dos jogadores. O facto do jogador que está nas bordas ser esquerdino permite-lhe fazer um passe cruzado até Ovechkin. O jogador na linha azul também beneficia por rematar de direita, uma vez que se fosse esquerdino teria que fazer o passe para Ovechkin com o backhand, ou então mudar de posição, o que demoraria mais tempo.

A rapidez do passe é essencial, porque o objectivo não é só encontrar Ovechkin isolado, é também obrigar o guarda-redes a movimentar-se de um lado ao outro da baliza em muito pouco tempo. Assim os Caps são capazes de criar remates sem oposição, numa posição privilegiada e com o guarda-redes em movimento a um dos melhores goleadores do mundo. Basta ver alguns PP’s dos Capitals para ver a mesma imagem vezes e vezes sem conta.

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Uma solução para este problema é designar um jogador para fazer marcação individual a Ovechkin, basicamente tornando o 5-contra-4 num 4-contra-3. Mike Babcock não foi o primeiro a fazê-lo, mas a estratégia funcionou no domingo, apesar da derrota. Os Red Wings acentuaram ainda mais a desvantagem numérica no lado direito, mas eliminaram a principal ameaça e o objectivo último do PP dos Caps: fazer chegar o disco a Ovechkin.

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