Crónica: Sharks 3 – 2 Blackhawks (SO)

Muitas vezes é difícil perceber qual é o plano do treinador para um determinado jogo. Primeiro, porque esse plano sofre várias alterações consoante o resultado. Segundo, porque durante a época regular a principal preocupação do treinador é com a sua própria equipa, tentando optimizar ao máximo o plantel.

No entanto, neste jogo foi claro qual era a estratégia das equipas. Os Blackhawks identificaram a linha de Joe Thornton como o principal perigo dos Sharks e tentaram anulá-lo com a linha de Jonathan Toews. Os Sharks pretenderam tirar o disco aos Blackhawks e levar o jogo para a zona defensiva do adversário. Ambos os planos foram bem sucedidos, mas a abordagem mais global dos Sharks permitiu-lhes controlar o jogo.

pressão thornton
Joe Thornton raramente teve tempo para respirar nesta partida

Toews anulou Joe Thornton duma maneira que ainda não tinha visto ninguém conseguir este ano. O centro dos Sharks é um dos melhores playmakers da liga e consegue encontrar o stick dos companheiros em situações quase impossíveis. Então, a estratégia dos Blackhawks passou por pressionar Thornton com dois ou até três jogadores de cada vez, tentando não lhe dar espaço para fazer o passe. Thornton passou despercebido durante grande parte do jogo, tirando na assistência para o golo de Brent Burns. No entanto, todos os outros matchups foram favoráveis aos Sharks.

A equipa de Todd McLellan foi muito disciplinada defensivamente, sem erros e com uma atitude pró-activa, sempre à procura de recuperar o disco o mais rapidamente possível. Com duas equipas a defenderem muito bem, os golos vieram de defesas. Jason Demers abriu o marcador no 1º período, com uma desmarcação que surpreendeu a defesa contrária. No 3º período, os Blackhawks deram a volta ao resultado em 2 minutos e 34 segundos com golos de Hjalmarsson e Rozsival. O golo do empate apareceu através de Brent Burns, depois de um cross check que passou despercebido à equipa de arbitragem.

Durante o jogo, Joel Quenneville fez várias mexidas nas linhas para tentar tomar conta do jogo. Andrew Shaw e Brandon Saad passaram para a 2ª linha, ao lado de Patrick Kane, mas os Sharks conseguiram sempre encontrar a resposta. Logan Couture e Patrick Marleau tiveram várias oportunidades de golo, principalmente contra a 3ª linha dos Blackhawks, e só não fizeram um maior estrago porque Corey Crawford esteve inspirado. Eventualmente, os Sharks conseguiriam chegar à vitória no shootout.

Depois desta vitória, os Sharks ganham um capital de confiança importante para enfrentar a 2ª metade da época. Eles fizeram 42 remates, o maior número de remates sofridos pelos Blackhawks em casa, desde o dia 25 de Outubro de 2008. Uma exibição destas frente à melhor equipa da NHL, sem puder contar com alguns jogadores importantes, só pode satisfazer os adeptos dos Sharks, que ficam a desejar que isto se repita nos Playoffs.

Homem do jogo

Corey Crawford garantiu um ponto aos Blackhawks neste jogo. Ele fez 40 defesas, algumas delas bem complicadas e que impediram a vitória dos Sharks no tempo regulamentar. Ao contrário do que se possa pensar, não há controvérsia na baliza dos Blackhawks. Antti Raanta fez um excelente trabalho e certamente tem futuro na NHL, mas Crawford é o guarda-redes desta equipa para o bem e para o mal. Pena que a equipa não tenha estado à sua altura. Ele merecia os dois pontos.

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