Crónica: Blackhawks 5 – 6 Blues (SO)

Foi um jogo intenso, rápido e disputado por duas equipas de igual qualidade. Se juntarmos a isso uma boa dose de rivalidade, temos tudo o que é preciso para um grande espectáculo. Os St. Louis Blues recuperaram por duas vezes de uma desvantagem de 2 golos, para selarem a vitória no shootout contra os actuais campeões da Stanley Cup.

Durante os primeiros 20 minutos, os Blackhawks pareciam que iam ter outro jogo tranquilo. Vindo de um hat-trick contra os Avalanche, Patrick Sharp marcou o 1º golo do jogo, deixando presos aos gelo um dos melhores pares defensivos da NHL. Toda a gente elogia a capacidade de remate de Sharp, mas ele também consegue patinar com os melhores.

Depois de Andrew Shaw ter feito o 2-0 no powerplay, o golo de Maxim Lapierre, promovido à 3ª linha devido à ausência de Derek Roy, deu algum alento aos Blues. Na resposta, um golo de Patrick Kane colocou os Blackhawks na liderança por 3-1.

O 2º período começou com uma mudança na baliza dos Blues. Brian Elliot entrou para o lugar de Halak, para tentar levantar o animo da equipa. Passados menos de 3 minutos, Jaden Schwartz recebeu um passe de Vladimir Tarasenko e voltou a colocar os Blues mais perto do empate. Esse empate chegou através do primeiro golo na carreira de Dmitrij Jaskin, que celebrou de forma apropriada.

Nesta fase, os Blues controlavam o jogo e sentia-se que estavam perto de marcar de novo. No entanto, os Blackhawks aproveitaram a única oportunidade que tiveram para voltarem a reclamar a liderança no marcador. O período acabaria com o resultado de 4-3 para Chicago.

A sorte voltou a ser madrasta para os Blues no início do 3º período. Brian Elliot não conseguiu agarrar o disco com a luva, depois de um remate de longe de Brent Seabrook, e pela 3ª vez no jogo os Blackhawks tinham dois golos de vantagem. Confiantes na vitória, a equipa de Chicago começou a aventurar-se menos no ataque, o que veio a ser um erro. Os golos de Vladimir Tarasenko e Patrik Berglund forçaram o prolongamento e garantiram um ponto mais do que justo para os Blues.

No shootout, Kevin Shattenkirk deu o ponto extra à equipa da casa, depois de um espectáculo de técnica individual. Jonathan Toews, Patrick Sharp, T. J. Oshie e Vladimir Tarasenko executaram movimentos incríveis, que só por si valeriam o preço do bilhete.

Depois de assistir a um jogo destes, não há ninguém que não deseje um encontro entre estas duas equipas nos Playoffs. Foi um jogo perfeito, talvez não tão bem jogado defensivamente, mas com tudo o que se pode pedir de uma partida de Hockey. No fim, ganhou a equipa que mais lutou e nunca desistiu. Os Blackhawks saem derrotados mas de cabeça erguida e ainda na liderança da Divisão Central.

Homem do jogo

Vladimir Tarasenko está lentamente a tornar-se numa das estrelas da NHL. O Russo leva 20 pontos em 37 jogos. Não é o melhor marcador dos Blues, mas é o avançado com melhor posse do disco. Quando Tarasenko está no gelo, os Blues têm 59.2% das tentativas de remates. Este é um número de elite, apenas ultrapassado por alguns jogadores dos Kings, Blackhawks e por Patrice Bergeron. Neste jogo, ele foi crucial para a vitória, marcando um golo, duas assistências e mostrando toda a sua fantasia no shootout. Mesmo que não tivesse registado qualquer ponto, sempre pareceu o jogador mais perigoso no gelo.

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