Crónica: Leafs 1 – 2 Rangers (SO)

Todos nós gostamos de golos, ainda mais num desporto como o hockey onde eles são vividos com tanto entusiasmo. No entanto, não são necessários golos para um jogo ser emocionante. De facto, este jogo teve poucos golos mas muitos motivos de interesse, alguns deles polémicos. Já lá vamos.

O jogo começou dividido, um pouco desleixado, e os erros defensivos só não deram em golo porque os ataques estavam igualmente desastrados. Os Leafs aproveitaram alguns turnovers dos Rangers na linha azul, um tema recorrente para a equipa de Alain Vigneault. Os Rangers ainda estão num processo de adaptação às ideias do novo treinador e ainda têm dificuldade em reconhecer a jogada mais simples.

Aos 8 minutos de jogo vimos um bom exemplo disso. Jonh Moore decide fazer o passe para o outro defesa que está marcado por Mason Raymond, quando devia ter despejado o disco, de forma a correr menos riscos. Raymond recuperou o disco e iniciou um contra-ataque perigoso que resultou num powerplay para os Leafs.

to rangers

No 2º período tudo mudou, como se pode ver pelo gráfico das tentativas de remate. Os Rangers acabaram o período com 22 remates à baliza, contra apenas 5 dos Leafs. 22 remates num só período! Grande parte desse domínio foi provocado pela indisciplina dos Leafs que cometeram 4 penalidades. Bernier teve algumas intervenções miraculosas e manteve o resultado 0-0.

Depois de anularem outro powerplay no início do terceiro e último período, os Leafs ganharam alguma confiança e criaram algumas situações de perigo, incluindo um remate de Kulemin em que o disco andou a passear por cima da linha de golo, depois de ter embatido no poste. No entanto, os erros defensivos voltaram a trair os Leafs.

Chris Kreider fez uma excelente jogada atrás da baliza e assistiu J. T. Miller, que apareceu completamente isolado na slot para um remate sem oposição. 1-0 para os Rangers. Bernier não teve hipótese. Quatro jogadores dos Leafs foram apanhados a olhar para o disco, incluindo Mason Raymond que não se apercebeu da desmarcação de Miller.

golo rangers

Apesar de tudo, os deuses do hockey decidiram dar uma prenda de Natal aos Leafs. Nazem Kadri empatou o jogo quando faltava 1 minuto e 24 segundos para acabar. A jogada foi polémica, com os Rangers a reclamarem que o jogo já estava parado quando o disco entrou na baliza. Têm alguma razão. Provavelmente o árbitro deveria ter parado o jogo antes, mas a verdade é que não o fez, tornando o golo legal.

O shootout repôs a verdade do jogo e os Rangers acabaram por conquistar dois pontos merecidos. Durante a transmissão do jogo, o Maurício disse que os Leafs tiveram sorte no início da época, e não podia ter mais razão. A equipa depende demais dos seus guarda-redes e é constantemente dominada por qualquer adversário. Mais uma vez, os Leafs conseguem amealhar um ponto num jogo em que não fizeram nada para o merecer. Já os Rangers estão cada vez mais perto de um lugar nos Playoffs, numa Divisão Metropolitana que está longe de estar decidida.

Homem do jogo

J. T. Miller foi o jogador mais perigoso em campo, mas o homem do jogo tem que ir para Jonathan Bernier. Mesmo na derrota, Bernier fez 41 defesas e foi o principal responsável por manter o jogo empatado no período de maior domínio dos Rangers. O penalty kill  dos Leafs permitiu 9 remates em pouco mais de 6 minutos, o que é um péssimo número, até para os Leafs. Só um pequeno milagre feito por Bernier impediu que os Rangers marcassem um golo em powerplay neste jogo.

Bom Natal a todos os amantes de hóquei no gelo!

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