Crónica: Kings 0 – 1 Blackhawks

Este jogo já teve um cheirinho de playoffs. Durante 60 minutos, assistimos a duas equipas a jogar com grande intensidade e sem cometerem erros defensivos, ajudados por dois jovens guarda-redes que deram tudo o que tinham.

As duas equipas jogaram muito bem defensivamente, através de estratégias diferentes. Os Kings com a sua pressão alta, sempre à procura de encurtar os espaços ao adversário, limitando os remates e oportunidades de golo. Já os Blackhawks preferem manter a posse do disco e afastá-lo da sua baliza. São dois estilos muito diferente, que tornam o jogo ainda mais interessante.

Os defesas dos Kings, principalmente Drew Doughty, gostam de transportar o disco para a zona ofensiva. Esta jogada pode ser arriscada contra equipas que defendem bem a sua linha azul, como é o caso dos Blackhawks. No único golo do jogo, Jake Muzzin tentou forçar a entrada na zona, quando devia ter despejado o disco. Bryan Bickell recuperou o disco e lançou o 2-para-1. Matt Green ainda tentou interceptar o passe, mas Brandon Saad acabou mesmo por fazer o 1-0.

Ao contrário do que aconteceu no jogo contra os Blues, os Blackhawks não se contentaram com a vantagem que tinham. Durante o 2º e 3º período continuaram a atacar a baliza dos Kings, mas aparecia sempre um defesa à última hora para evitar o golo. Quando todos os defesas estavam batidos, Martin Jones estava lá.

A 3ª linha dos Blackhawks foi a mais perigosa durante todo o jogo. Para além do golo de Saad, Shaw teve várias oportunidades de golo negadas por Jones. A combinação de Saad, Shaw e Bickell é um problema para os treinadores adversários. Os Blackhawks têm 3 linhas muito perigosas e isso é extremamente difícil de defender. Esta profundidade do plantel faz a diferença nos Playoffs.

Homem do jogo

Antti Raanta reagiu da melhora maneira depois de ter sofrido 5 golos frente aos Blues no sábado. Este foi o 1º jogo sem sofrer golos da sua carreira. Raanta dá-se bem com os Kings. Ele tem duas vitórias e apenas 1 golo sofrido em 2 jogos. Menção honrosa para Duncan Keith, que para além de registar uma assistência, foi incrível a defender. A sua capacidade para patinar é ímpar em toda a NHL e permite-lhe chegar a qualquer disco, mesmo que esteja mal posicionado.

Antevisão: Kings – Blackhawks

Este vai ser o 2º jogo dos Chicago Blackhawks esta semana na SportTv, desta vez frente aos Los Angeles Kings. Se este for tão bom como o primeiro, vamos ter espectáculo. No entanto, eu não contava muito com isso. Os Kings são uma equipa que usa um sistema defensivo, limitando muito os remates do adversário.

Mesmo não sendo de esperar muitos golos, este jogo tem vários motivos de interesse. Ambas as equipas procuram a melhor classificação possível, uma vez que os Playoffs já não devem fugir. Os Blackhawks estão empatados com os Ducks com 61 pontos na liderança da Conferência Oeste. Os Kings encontram-se na divisão mais competitiva da NHL, a Divisão Pacifíco, e os seus 54 pontos chegam apenas para o terceiro lugar. Com 54 pontos os Kings estariam em 2º lugar na Conferência Este.

A derrota por 3-2 contra os Nashville Predators não foi fácil de engolir. O golo da vitória dos Predatores veio 10 segundos após os Kings terem feito o 2-2 no último minuto de jogo, já com Ben Scrivens fora da baliza. Os Kings estão a meio de uma série de 4 jogos consecutivos fora de casa, contra adversários bem complicados. Depois de defrontarem hoje os Blackhawks, jogam amanhã em Dallas e na quinta-feira em St. Louis. Regressam a casa no próximo sábado para um jogo muito importante contra os Vancouver Canucks. 

Joel Quennville não deve ter ficado nada contente pela forma como os Blackhawks perderam contra os St. Louis Blues. A equipa de Chicago chegou a ter uma vantagem de dois golos no 3º período, mas acabou por ser derrotada no shootout. É claro que continuam a ser uma excelente equipa. Um só jogo não muda nada, mas mostra como às vezes pode ser difícil motivar uma equipa que está tão habituada a ganhar.

Alinhamento dos Kings

Dwight King – Anze Kopitar – Jeff Carter 
Dustin Brown – Mike Richards – Justin Williams 
Trevor Lewis – Jarret Stoll – Tyler Toffoli 
Kyle Clifford – Colin Fraser – Jordan Nolan

Jake Muzzin – Drew Doughty 
Robyn Regehr – Slava Voynov 
Willie Mitchell – Matt Greene

Martin Jones

Nota: existe a possibilidade de os Kings utilizarem 7 defesas, com Alec Martinez a entrar na vez de Colin Fraser.

Jake Muzzin tem sido a surpresa dos Kings. Depois de uma boa época de estreia na NHL, Muzzin ganhou lentamente o lugar no 1º par defensivo, ao lado de Drew Doughty. Este par tem sido bastante eficaz e é o escolhido por Darryl Sutter para enfrentar as principais linhas dos adversários. 

Alinhamento dos Blackhawks

Patrick Sharp – Jonathan Toews – Marian Hossa 
Kris Versteeg – Michal Handzus – Patrick Kane 
Bryan Bickell – Andrew Shaw – Brandon Saad 
Brandon Bollig – Marcus Kruger – Ben Smith

Duncan Keith – Brent Seabrook 
Niklas Hjalmarsson – Johnny Oduya 
Nick Leddy – Michal Rozsival

Antti Raanta

Joel Quenville gosta de usar a 4ª linha nos face-offs na zona defensiva, de maneira a libertar o seu top-6 para missões mais ofensivas. Com o número de golos que o top-6 marca, vê-se que a estratégia está resultar. Na defesa, os adversários têm conseguido explorar o par de Hjalmarsson e Oduya. Quenville precisa de aproveitar a última troca para colocar Keith e Seabrook contra a linha de Kopitar, a mais perigosa dos Kings nos últimos jogos.

Crónica: Canadiens 1 – 4 Panthers

O tão aguardado regresso de Tim Thomas à competição não aconteceu, levando Scott Clemmensen a realizar o 2º jogo em dois dias. O veterano de 36 anos fez 21 defesas, acompanhando um forte jogo colectivo da sua equipa. Os Canadiens não jogaram ao seu melhor nível, mas também se podem queixar de dois golos mal anulados.

No entanto, certamente que não se vão esconder atrás das decisões dos árbitros. A equipa cometeu muitos erros, principalmente defensivos, que têm que ser abordados pela equipa técnica. O jogo foi particularmente difícil para o par defensivo de Andrei Markov e Alexei Emelin, que estiveram no gelo em todos os golos dos Panthers, obrigando Michel Therien a separar o dois e a reeditar a dupla Markov-Subban. Mas já foi tarde demais.

No 1-0, Markov falho a intersecção na zona neutral, deixando Emelin sozinho com dois jogadores dos Panthers. No golo de Barkov houve mais um erro de cobertura defensiva com Markov e Emelin no gelo. Como se pode ver na imagem, Barkov está completamente isolado na slot. A responsabilidade de marcar o Finlandês seria de Ryan White, que foi atraído pelo portador do disco e facilmente batido com um passe atrasado.

panthers goal

Do lado dos Panthers, o par defensivo de Brian Campbell e Tom Gilbert dominou o jogo, com 2 pontos cada um. Sempre que vejo o Campbell a jogar ele mostra que ainda tem o que é preciso para jogar ao mais alto nível.. O seu salário não é comportável para todas as equipas, mas pode ser um jogador interessante para alguém que queira reforçar a defesa no trade deadline.

Tom Gilbert, por sua vez, é a pechincha do ano. Depois de ter sido dispensado pelos Oilers, Gilbert chegou aos Panthers à experiência durante o training camp. Acabou por assinar um contrato de 1 ano por $900 mil dólares. Para um jogador que já marcou 15 pontos e joga mais de 20 minutos por jogo, é um excelente negócio. Os Canadiens estão a pagar $1.5 milhões de dólares a Douglas Murray para ele se sentar na bancada, por isso…

Homem do jogo

Aleksander Barkov não deu qualquer hipótese aos Canadiens. Peter Horacek conseguiu afastá-lo de P. K. Subban e o Finlandês aproveitou bem o mau desempenho de Markov e Emelin. Mesmo tendo enfrentado Plekanec durante a maior parte do tempo, Barkov empurrou o jogo para a zona defensiva dos Canadiens. Com Barkov em campo, os Panthers fizeram 21 tentativas de remate contra apenas 4 dos Canadiens.

Antevisão: Canadiens – Panthers

Hoje à noite, a partir das 22:00 horas, vamos assistir na SportTv ao possível regresso de Tim Thomas à competição (ainda não foi confirmado). Apesar de Thomas já estar disponível desde terça-feira, Scott Clemmensen foi o titular no jogo de ontem frente aos Red Wings, o que indica que hoje deverá ser a vez de Tim Thomas.

Ambas as equipas jogaram ontem com resultados diferentes. Os Panthers somaram a 3ª derrota consecutiva, depois de terem perdido por 4-3 com os Detroit Red Wings. Já os Canadiens conseguiram uma vitória crucial por 2-1 contra os Tampa Bay Lightning, com uma grande exibição de Carey Price.

Depois da troca de treinador, os Panthers têm estado a jogar melhor em 5-contra-5, mas Peter Horachek ainda não conseguiu resolver os problemas das equipas especiais. O powerplay é anémico e o penalty kill têm dificuldade em restringir os remates do adversário. Na derrota com os Red Wings, foram as penalidades em alturas pouco aconselhadas do jogo que custaram a vitória. A disciplina vai ser fundamental para o sucesso dos Panthers neste jogo.

Do lado dos Canadiens, dois jogadores têm estado em grande destaque: Carey Price e Max Pacioretty. Para sorte dos Panthers, Peter Budaj vai ser o titular na baliza na vez de Price. Pacioretty marcou 5 golos nos últimos 10 jogos e perfila-se como um dos candidatos a representar os USA em Sochi. A grande maioria dos avançados dos Canadiens, incluindo Pacioretty, são muito rápidos e conseguem chegar à zona ofensiva em muito pouco tempo. Os defesas dos Panthers vão ter que fechar bem o espaço entre eles e os avançados, de maneira a conter a velocidade dos Canadiens.

powerplay da equipa de Montreal já viu melhores dias. Conseguiu apenas 3 golos em 32 oportunidades, nos últimos 10 jogos. Os Panthers podem ser o adversário ideal para que os Canadiens voltem a encontrar o seu ritmo no powerplay.

Alinhamento dos Canadiens

Rene Bourque – Tomas Plekanec – Brian Gionta
Max Pacioretty – David Desharnais – Brenden Gallagher
Alex Galchenyuk – Lars Eller – Danny Briere
Brandon Prust – Ryan White – Travis Moen

Josh Gorges – P. K. Subban
Andrei Markov – Alexei Emelin
Francis Bouillon – Raphael Diaz

Peter Budaj

A linha de Plekanec é normalmente a que tem maiores responsabilidades defensivas, deixando matchups mais fáceis para jogadores como Pacioretty, Gallagher e Galchenyuk aproveitarem. A dupla Subban-Markov estava a ser uma das mais eficazes da NHL, mas foi separada por Michel Therien no último jogo. Não sei qual é a ideia do treinador dos Canadiens, mas não interessa muito. Qualquer um joga bem ao lado do Subban. O 3º par defensivo tem sido um dos problemas dos Canadiens, mas melhorou com a saída de Douglas Murray e entrada de Raphael Diaz.

Alinhamento dos Panthers

Tomas Fleischmann – Nick Bjugstad – Jonathan Huberdeau
Sean Bergenheim – Aleksander Barkov – Brad Boyes
Shawn Matthias – Marcel Goc – Tomas Kopecky
Scott Gomez – Drew Shore – Jimmy Hayes

Brian Campbell – Tom Gilbert
Alex Petrovic – Dylan Olsen
Dmitry Kulikov – Mike Weaver

Tim Thomas

A principal mudança operada por Peter Horachek quando tomou conta dos Panthers foi a confiança que depositou em Nick Bjugstad. O jovem centro de 21 anos não desiludiu e tem sido uma agradável surpresa na linha mais ofensiva dos Panthers, ao lado de Huberdeau e Fleischmann. Brian Campbell e Tom Gilbert formam uma excelente dupla, mas o resto da defesa dos Panthers deixa muito a desejar, o que pode ser um problema contra o ataque dos Canadiens.

Crónica: Blackhawks 5 – 6 Blues (SO)

Foi um jogo intenso, rápido e disputado por duas equipas de igual qualidade. Se juntarmos a isso uma boa dose de rivalidade, temos tudo o que é preciso para um grande espectáculo. Os St. Louis Blues recuperaram por duas vezes de uma desvantagem de 2 golos, para selarem a vitória no shootout contra os actuais campeões da Stanley Cup.

Durante os primeiros 20 minutos, os Blackhawks pareciam que iam ter outro jogo tranquilo. Vindo de um hat-trick contra os Avalanche, Patrick Sharp marcou o 1º golo do jogo, deixando presos aos gelo um dos melhores pares defensivos da NHL. Toda a gente elogia a capacidade de remate de Sharp, mas ele também consegue patinar com os melhores.

Depois de Andrew Shaw ter feito o 2-0 no powerplay, o golo de Maxim Lapierre, promovido à 3ª linha devido à ausência de Derek Roy, deu algum alento aos Blues. Na resposta, um golo de Patrick Kane colocou os Blackhawks na liderança por 3-1.

O 2º período começou com uma mudança na baliza dos Blues. Brian Elliot entrou para o lugar de Halak, para tentar levantar o animo da equipa. Passados menos de 3 minutos, Jaden Schwartz recebeu um passe de Vladimir Tarasenko e voltou a colocar os Blues mais perto do empate. Esse empate chegou através do primeiro golo na carreira de Dmitrij Jaskin, que celebrou de forma apropriada.

Nesta fase, os Blues controlavam o jogo e sentia-se que estavam perto de marcar de novo. No entanto, os Blackhawks aproveitaram a única oportunidade que tiveram para voltarem a reclamar a liderança no marcador. O período acabaria com o resultado de 4-3 para Chicago.

A sorte voltou a ser madrasta para os Blues no início do 3º período. Brian Elliot não conseguiu agarrar o disco com a luva, depois de um remate de longe de Brent Seabrook, e pela 3ª vez no jogo os Blackhawks tinham dois golos de vantagem. Confiantes na vitória, a equipa de Chicago começou a aventurar-se menos no ataque, o que veio a ser um erro. Os golos de Vladimir Tarasenko e Patrik Berglund forçaram o prolongamento e garantiram um ponto mais do que justo para os Blues.

No shootout, Kevin Shattenkirk deu o ponto extra à equipa da casa, depois de um espectáculo de técnica individual. Jonathan Toews, Patrick Sharp, T. J. Oshie e Vladimir Tarasenko executaram movimentos incríveis, que só por si valeriam o preço do bilhete.

Depois de assistir a um jogo destes, não há ninguém que não deseje um encontro entre estas duas equipas nos Playoffs. Foi um jogo perfeito, talvez não tão bem jogado defensivamente, mas com tudo o que se pode pedir de uma partida de Hockey. No fim, ganhou a equipa que mais lutou e nunca desistiu. Os Blackhawks saem derrotados mas de cabeça erguida e ainda na liderança da Divisão Central.

Homem do jogo

Vladimir Tarasenko está lentamente a tornar-se numa das estrelas da NHL. O Russo leva 20 pontos em 37 jogos. Não é o melhor marcador dos Blues, mas é o avançado com melhor posse do disco. Quando Tarasenko está no gelo, os Blues têm 59.2% das tentativas de remates. Este é um número de elite, apenas ultrapassado por alguns jogadores dos Kings, Blackhawks e por Patrice Bergeron. Neste jogo, ele foi crucial para a vitória, marcando um golo, duas assistências e mostrando toda a sua fantasia no shootout. Mesmo que não tivesse registado qualquer ponto, sempre pareceu o jogador mais perigoso no gelo.

Antevisão: Blues – Blackhawks

Hoje a partir da 1 da manhã vamos puder assistir na SportTv ao confronto entre 1º e 2º classificados da Divisão Central. Chicago Blackhawks e St. Louis Blues são também duas das melhores equipas da NHL e candidatos à Stanley Cup. Este promete ser um jogo de grande qualidade entre duas equipas com estilos muito diferentes.

Os Chicago Blackhawks continuam a ser uma força dominadora da NHL. A equipa de Joel Quennville lidera a Divisão Central com 7 pontos de vantagem sobre os Blues e é uma séria candidata ao President’s Trophy. Os Blackhawks começaram uma série de jogos difíceis com uma vitória por 7-2 sobre os Colorado Avalanche. Patrick Sharp registou um hat-trick e o capitão Jonathan Toews acabou a noite com 4 pontos. Este vai ser o 2º jogo em 2 dias para os Blackhawks, mas o jogo de ontem foi tranquilo, e deu para descansar alguns dos principais jogadores no último período.

Os St. Louis Blues vão à procura da 3ª vitória da época sobre os rivais de Chicago e tentar assim ganhar terreno na luta pela Divisão Central. Alex Steen foi colocado hoje na IR e vai estar indisponível durante algum tempo com uma concussão. Dmitrij Jaskin e Chris Porter foram chamados à equipa principal para ocupar o seu lugar.

Antes da pausa de Natal, os Blues sofreram uma derrota por 4-3 no shootout frente aos Calgary Flames, permitindo o golo do empate a poucos segundos do fim do jogo. Este jogo vai ser importante para a equipa mostrar a si mesma que consegue ganhar sem o seu melhor marcador.

O jogo espera-se emocionante, jogado por alguns dos melhores atletas deste desporto e recheado de golos e jogadas incríveis. Não me surpreenderia se estas duas equipas se voltassem a encontrar mais tarde, numa eliminatória dos Playoffs. Quem sabe até na Final de Conferência.

Alinhamento dos Blues

Jaden Schwartz – David Backes – T. J. Oshie
Vladimir Sobotka – Patrik Berglund – Vladimir Tarasenko
Brenden Morrow – Derek Roy – Chris Stewart
Magnus Paajarvi – Maxim Lapierre – Dmitrij Jaskin

Alex Pietrangelo – Jay Bouwmeester
Kevin Shattenkirk – Barret Jackman
Ian Cole – Carlo Colaiacovo

Jaroslav Halak

Para o lugar de Steen na 1ª linha deve entrar Jaden Schwartz. Schwartz tem 5 golos e 7 assistências nos últimos 7 jogos. Sobotka também está em dúvida e pode ser substituído por Chris Porter até ao início da partida. Chris Stewart tem sido o melhor jogador dos Blues nos últimos jogos e vai tentar manter a boa forma. Os Blues precisam que os outros jogadores se cheguem à frente para sentirem menos a falta de Steen.

Alinhamento dos Blackhawks

Patrick Sharp – Jonathan Toews – Marian Hossa
Kris Versteeg – Michal Handzus – Patrick Kane
Bryan Bickell – Andrew Shaw – Brandon Saad
Brandon Bollig – Marcus Kruger – Ben Smith

Duncan Keith – Brent Seabrook
Niklas Hjalmarsson – Johnny Oduya
Nick Leddy – Mike Kostka

Antti Raanta

Os Blackhawks têm provavelmente o melhor plantel da NHL, mas também têm sido abençoados pela sorte e ainda não tiveram qualquer lesão nos seus jogadores mais importantes, excluindo Corey Crawford. Mesmo com um rookie na baliza, a defesa sólida dá garantias ao treinador. Para além da defesa, a profundidade do ataque é a principal força dos Blackhawks. Brandon Saad é um jogador de 1ª/2ª linha em qualquer outra equipa da NHL.

Crónica: Sabres 3 – 4 Leafs (SO)

Os Toronto Maple Leafs conseguiram o principal objectivo que tinham à partida para este jogo: os dois pontos. Mas não deveria ter sido tão difícil vencer a pior equipa da NHL. Para uma equipa que quer estar nos Playoffs, pede-se muito mais do que esta exibição tremida frente aos Buffalo Sabres.

O início de jogo foi desastroso para os Leafs. Os Sabres não tinham dificuldade em entrar na zona ofensiva e qualquer passe cruzado causava o pânico na defesa da equipa da casa. Os erros na cobertura defensiva continuam a ser o principal problema que Randy Carlyle tem para resolver.

A pressão dos Sabres acabou por resultar no primeiro golo do jogo. Depois de uma bela jogada de Zemgus Girgensons, Matt Moulson fez o que Matt Moulson faz. Atacou a baliza e aproveitou o ressalto. Acabou por ser Phaneuf a desviar o disco para dentro da baliza, mas a simples presença de Moulson chegou para incomodar o defesa e o guarda-redes dos Maple Leafs.

Para piorar as coisas, passado menos de 1 minuto os Sabres voltaram a marcar através de Jonh Scott. JOHN. SCOTT. Foi apenas o 2º golo da sua carreira. A última vez que ele marcou um golo, a assistência foi de Owen Nolan. Só para verem à quanto tempo é que foi.

O 2º período foi diametralmente oposto. Os Leafs apareceram com uma nova atitude e começaram a criar oportunidades de golo. Não sei se foi alguma correcção do treinador ao intervalo, mas os Leafs começaram a colocar mais gente à frente da baliza, tentando dificultar a visão de Ryan Miller. Os golos de Jake Gardiner, Peter Holland e Phil Kessel deram a volta ao marcador e o Air Canada Center respirava de alívio.

No entanto, e como tem sido habitual, os Leafs recuaram mal se viram em vantagem, convidando os Sabres a tomarem conta do jogo. Esta estratégia voltou a não dar resultado. Steve Ott aproveitou mais um ressalto de Bernier para empatar o jogo a 25 segundos do fim. Este não foi um bom jogo para o guarda-redes dos Leafs, que teve dificuldades em agarrar o disco.

O prolongamento foi dominado por Toronto, mas Ryan Miller foi evitando a derrota em várias ocasiões. Os Leafs acabariam por vencer no shootout, sem que Bernier precisasse de fazer qualquer defesa. Moulson falhou a baliza, Ennis acertou no poste, e Girgensons teve um falhanço incrível depois de já ter fintado Bernier.

Os Leafs ganharam, mas não podem estar contentes com a exibição. A equipa continua a ter os mesmos problemas que tinha antes da pausa de Natal, e não é uma vitória sobre os Buffalo Sabres que os vão resolver.

Homem do Jogo

Apesar de estar abaixo das expectativas que colocou sobre si próprio na época passada, Cody Franson já leva 20 pontos (18º entre defesas na NHL). Neste jogo, não só registou 2 assistências, como foi o defesa com mais minutos de jogo em 5-contra-5 e conseguiu defender eficazmente a linha de Steve Ott e Drew Stafford. Quando Randy Carlyle decidiu colocar na pista Paul Ranger em vez de Franson, Steve Ott marcou o 3-3.