Questões para responder no training camp – Conferência Oeste

Anaheim Ducks: Quem vai substituir Bobby Ryan na 1ª linha?

Os Ducks renovaram o contrato com as suas duas maiores estrelas, Corey Perry e Ryan Getzlaf, mas tiveram que se desfazer do terceiro passageiro de uma das melhores linhas da NHL. Bobby Ryan mudou-se para Ottawa e os Ducks ficaram com um lugar para preencher na sua 1ª linha. A equipa pode seguir um de dois caminhos: ou aposta em jovens, como Emerson Etem, Kyle Palmieri, Peter Holland, Jakob Silfverberg; ou entrega a responsabilidade aos veteranos, Teemu Selanne ou Dustin Penner, que até fazia parte da 1ª linha na sua anterior passagem por Anaheim. De qualquer das formas, os Ducks vão precisar de todos estes jogadores para compensar a produção de Ryan.

Calgary Flames: Karri Ramo será o novo titular na baliza?

Não há muita coisa a dizer sobre os Calgary Flames, a não ser que eles vão ser maus, muito maus. A reforma de Mikka Kiprusoff pode empurrar Karri Ramo para a titularidade, uma vez que Joey MacDonald é a única concorrência, isto se os Flames não adquirirem outro guarda-redes entretanto. O Finlandês foi escolhido na 6ª ronda do Draft de 2004 pelos Tampa Bay Lightning, mas nunca conseguiu ganhar um lugar na NHL. Foi parar à KHL, onde foi um dos melhores guarda-redes da liga nos últimos 4 anos. No entanto, Ramo teve alguns momentos maus na Rússia, muito maus.

Edmonton Oilers: Taylor Hall a centro, mudança temporária ou algo mais?

Dallas Eakins é o novo treinador dos Edmonton Oilers e está a tentar fazer uma pequena revolução no clube, a começar pela comida oferecida aos jornalistas, mas a maior mudança deverá ser imposta pela lesão de Ryan Nugent-Hopkins. Com o centro a falhar a pré-época e os primeiros jogos da temporada, os Oilers vão experimentar Taylor Hall na posição de centro de 1ª linha. Habitualmente um ala esquerdo (e dos melhores), Hall não é completamente estranho à posição de centro e mostra alguma apetência nos face-offs. A grande questão será perceber se esta mudança poderá ser mais do que uma situação temporária, uma vez que os Oilers não têm muitas soluções para centro, ao contrário do que acontece na esquerda com a recente aquisição de David Perron.

Los Angeles Kings: Quem será o suplente de Jonathan Quick?

Numa equipa cheia de certezas, é difícil encontrar uma pergunta que tenha resposta antes de Abril. A única questão em aberto nos Kings é a posição de guarda-redes suplente, depois da saída de Bernier para os Leafs. Scrivens fez parte dessa troca e vai lutar pelo lugar com o mais experiente Mathieu Garon, que está em Los Angeles à experiência. Outro jogador envolvido na troca que estou particularmente interessado em ver é Matt Frattin. Numa boa equipa, Frattin pode competir por um lugar no top-6, apesar de ter concorrência forte de Tyler Toffoli.

Phoenix Coyotes: Quem é que vai marcar os golos?

Os Phoenix Coyotes têm uma das defesas mais sólidas da liga, tão boa que até valeu $34 milhões de dólares a Mike Smith. Mais difícil é encontrar alguém que possa contribuir para a outra fase do jogo. Don Maloney tentou resolver o problema com a contratação de Mike Ribeiro, mas ele não gosta tanto de marcar golos como de os criar. É preciso alguém que finalize. Talvez o rookie Max Domi impressione no training camp e ganhe um lugar no plantel. Se não, a responsabilidade vai recair mais uma vez em Radim Vrbata, e eu não sei se ele conseguirá atingir os 35 golos outra vez, como fez na época de 2011/12.

San Jose Sharks: Brent Burns continuará a jogar numa ala?

Burns teve a oportunidade de jogar grande parte da época passada a avançado, depois de 8 épocas na NHL a jogar a defesa. Só foram 30 jogos, mas Burns amealhou 20 pontos. Não é tão estranho como parece. Burns jogou a ala durante toda a sua carreira juvenil e foi já na NHL que foi mudado para a defesa. Desta vez a mudança será para ficar, ao contrário do styling do seu cabelo. Poupar uns trocos num novo avançado para o top-6 dá jeito aos Sharks e existem outros defesas que podem ocupar o seu lugar.

Vancouver Canucks: Bo Horvat vai conseguir um lugar na equipa?

Bo Horvat é a imagem perfeita da encruzilhada em que se encontram os Canucks. Quando em 2011 defrontaram os Bruins na final da Stanley Cup, os Canucks tinham muitos jogadores sob contratos que não reflectiam o seu valor. Alex Burrows, Alexander Edler, Christian Erhoff, até o próprio Cory Schneider, que recebia pouco mais do que o salário mínimo. Em dois anos tudo mudou. Os salários de Burrows e Edler foram aumentados, enquanto que Erhoff e Schneider rumaram a outras paragens. Numa época em que todas as equipas têm que se reajustar para ficarem abaixo do tecto salarial, os Canucks precisam novamente que apareçam jogadores jovens que possam produzir a baixo custo. Horvat terá a oportunidade de provar que pode cumprir esse papel, ocupando o lugar livre de centro de 3ª linha.

Chicago Blackhawks: Quem será o centro de 2ª linha?

Se houve algum defeito na equipa dos Blackhawks da época passada foi o centro de 2ª linha. Depois de várias experiências, incluindo Patrick Kane, o veterano Michal Handzus foi o escolhido e, apesar das dúvidas de muita gente, acabou por ser uma peça importante na conquista da Stanley Cup, com 11 pontos durante os Playoffs. No entanto, a equipa quer outra solução, uma mais definitiva. A escolha parece recair sobre Brandon Saad. O jovem de 20 anos teve uma época de estreia fantástica, jogando na ala ao lado de Marian Hossa e Jonathan Toews. A passagem para o meio obriga a uma adaptação, principalmente na zona defensiva, onde um centro tem mais responsabilidades do que um ala.

Colorado Avalanche: Como é que Ryan O’Reilly se vai adaptar à mudança para a ala?

Com a escolha de Nathan MacKinnon no Draft, os Avalanche ficaram com 4 centros para as 3 linhas principais. MacKinnon junta-se a Paul Stastny, Matt Duchene e Ryan O’Reilly. Um deles tinha que passar para a ala para dar espaço ao menino prodígio e O’Reilly foi a escolha de Patrick Roy. O’Reilly irá jogar à esquerda de Matt Duchene, com P. A. Parenteau a aparecer na direita. Não tenho dúvidas que ele terá sucesso nesta posição, mas acho que as suas capacidades defensivas são melhor utilizadas na posição de centro (e esta equipa precisa de quem saiba defender). Tudo depende da performance de Paul Stastny. Um mau começo de época pode forçar a passagem de O’Reilly de novo para o meio.

Dallas Stars: Como é que Jamie Benn e Tyler Seguin vão ser posicionados?

Apesar de ter sido utilizado pelos Bruins como ala, os Stars adquiriram Tyler Seguin para ele ser o centro de 1ª linha. Isso coloca uma questão: para onde vai Jamie Benn. Benn foi ala esquerdo nos juniores e deve retomar essa posição, agora que a equipa se reforçou bastante no meio com Seguin, Peverley e Horcoff. Benn tem sido a figura da equipa nas últimas épocas, mas a sua habilidade nos face-offs é limitada e ele poderá gozar de maior liberdade como ala.

Minnesota Wild: Charlie Coyle ou Mikael Granlund para centro de 2ª linha?

Os Wild já têm estrelas. Agora precisam de jogadores que as complementem. Com um dos melhores conjuntos de prospects da NHL, os Wild precisam que alguns desses jovens comecem a afirmar-se na equipa principal. A grande surpresa da época passada foi Jonas Brodin, que jogou ao lado de Ryan Suter sem se notar qualquer diferença entre os dois, mas a posição de centro de 2ª linha continua a ser uma preocupação. Com a saída de Matt Cullen para os Predators, terá de um jovem a tomar o seu lugar. Coyle parte em vantagem, uma vez que já fez parte da 1ª linha na época passada, na ala direita, ao lado de Mikko Koivu e Zach Parise. Granlund tem tido um desenvolvimento mais lento, mas ele tem o potencial necessário para ultrapassar o colega.

Nashville Predators: Será a adição de Seth Jones suficiente para compensar a falta de golos?

Os Nashville Predators tiveram muita sorte ao apanhar Seth Jones com a 4ª escolha no Draft, mas um defesa não era aquilo que eles mais precisavam. A falta de produção ofensiva é um problema que atormenta a equipa há alguns anos e tem sido aquilo que a afasta das últimas rondas dos Playoffs. Jones deve jogar ao lado de Shea Weber, mas para isso vai ter que passar para o lado esquerdo, o que para um jogador com remate de direita requer adaptação.

St. Louis Blues: Blues sem Pietrangelo até quando?

Alex Pietrangelo é mais um contrato difícil de renovar, algo que começa a ser comum nos RFA’s. Apesar da defesa dos Blues ser muito forte, Pietrangelo é o seu melhor jogador e se a equipa sentir a sua falta nos primeiros jogos as negociações vão acelerar. A questão não deve estar relacionada com o tecto salarial, uma vez que os Blues têm $7 milhões de dólares disponíveis. Talvez a equipa estejam a pressionar Pietrangelo para aceitar um contrato parecido com o de P. K. Subban. Correu bem à equipa de Montreal, mas Pietrangelo é mais importante para os Blues do que Subban era para os Canadiens.

Winnipeg Jets: É este o ano de Mark Scheifele?

Desde que foi escolhido com a 7ª escolha no Draft de 2011, Scheifele tem esperado pela sua oportunidade na NHL. As circunstâncias nunca foram melhores. Os Jets precisam de reforçar a posição de centro, depois de terem deixado fugir Burmistrov para a KHL e, como já fez 20 anos, Scheifele não pode regressar à OHL. Sem segurança na baliza, nem profundidade no ataque, os Jets precisam de jogadores explosivos que transportem a equipa para outro nível. Evander Kane é sem dúvida um desses jogadores e se Scheifele conseguir ser mais um, os Jets podem ter esperança nos Playoffs.

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