Alterações de regras para 2013/14

Com uma nova época da NHL, chegam também novas regras. O jogo não pára. Está em constante evolução e as regras têm que acompanhar as mudanças rápidas que se dão no gelo. Para não sermos surpreendidos nos primeiros jogos da temporada, vamos ver quais são as alterações mais significativas para este ano e que implicações podem ter.

Proibido pôr a camisola dentro das calças

Não é uma regra nova, mas foi reforçada. A partir de agora, os jogadores são avisados à primeira infracção e são punidos com 2 minutos de penalidade à segunda. A regra não proíbe explicitamente a camisola por dentro das calças. Proíbe que as peças de protecção fiquem expostas. Ora, o que é que acontece às peças de protecção das calças quando se põe a camisola por dentro? Exacto.

Quem não ficou nada contente foi Alex Ovechkin. “Eu sou aquele tipo de pessoa que adora estas coisas. Estou um bocado chateado, mas o pior é que ninguém nos perguntou nada, aos jogadores. Eles acham que pode ser um perigo para alguém. Eu acho que isso é estúpido” disse o Russo. “A peça de protecção fica sempre um bocado afastado do meu corpo. Mesmo que eu não ponha a camisola por dentro ela vai lá parar.” Ovechkin não foi o primeiro a ter esta mania. Era a imagem de marca de Wayne Gretzky.

Não acredito que seja de propósito para chatear o Ovechkin, mas também não compro os argumentos da liga. Que eu saiba nunca ninguém se magoou com gravidade numa peça de protecção. Espero que isto não seja a preparação para porem publicidade nas camisolas. European hockey style!!

Visores obrigatórios

A partir desta época, todos os novos jogadores da NHL serão obrigados a usar visores. Os veteranos continuam a ter direito de opção, o que reduz os anticorpos que a regra poderia causar. Na AHL passam a ser obrigatórios para todos os jogadores.

Não há muito a dizer. É uma regra necessária para evitar acidentes como o de Marc Staal. O jogo está cada vez mais rápido e é muito difícil evitar este tipo de situação sem recorrer a mais material de protecção.

Não será uma mudança assim tão grande. Cerca de dois terços dos jogadores já usa visor e os jovens chegam habituados a essa realidade. Na CHL os visores são obrigatórios e na NCAA os jogadores têm mesmo que usar máscaras completas. Não resolve tudo e hipoteticamente até pode ser mais perigoso se o visor se desfizer, mas é mais um passo dado na protecção dos jogadores.

Icing híbrido

O icing híbrido está a ser testado durante os jogos de preparação e será tomada uma decisão por votação dos jogadores. A ideia é simples de perceber. Uma equipa despeja o disco antes da linha do meio-campo e inicia-se uma corrida pelo disco. No icing normal, se o defesa chegar primeiro ao disco o jogo pára e reinicia com um face-off do outro lado da pista. No híbrido, o defesa apenas tem que chegar primeiro a uma linha imaginária que passa no meio dos círculos de face-off para o icing ser assinalado, afastando os jogadores das bordas.

É pouco provável que a regra seja aplicada já esta época. 7 jogos não são suficientes para os jogadores se adaptarem a uma mudança tão profunda no jogo. A técnica de abordar os dumps passa a ser outra, os treinadores vão querer inventar novas estratégias e até os árbitros têm que se habituar à nova regra, e isso leva tempo.

A regra do icing tem que ser mudada, nem que seja para evitar acidentes como o de Joni Pitkanen. A regra mais segura seria o no touch icing, onde o icing é assinalado mal o disco passe a linha de golo. Será difícil convencer os jogadores, mas a liga espera conquistá-los aos poucos. Uma meia-medida, bem há moda da NHL.

Redução do equipamento de protecção dos guarda-redes

Mesmo com performances abaixo do normal por parte de alguns notáveis, como Marc-Andre Fleury e Carey Price, a percentagem de defesas em média da liga foi 91.2%, a terceira maior marca de sempre e muito longe dos 87.6% que se registavam há 20 anos atrás. Como resultado, o número de golos marcados continua baixo e praticamente estagnado durante a última década.

Os treinadores e as suas tácticas defensivas têm sido muitas vezes culpabilizados por esta realidade, mas o facto é que as equipas rematam mais agora do que na década de 80. Duas coisas têm aumentado desde essa época: o tamanho dos guarda-redes e do seu equipamento. A liga decidiu então cortar nas almofadas que eles costumam usar nas pernas.

Na antiga regra, os pads podiam ir até 55% da distância entre o joelho e a bacia. Agora só podem ir até aos 45%. Henrik Lundqvist fez o favor de tweetar uma foto para vermos a diferença. Pode não parecer muito, mas vai dificultar a vida dos guarda-redes de estilo borboleta. Este estilo utiliza muito os pads para tapar a parte inferior da baliza. Sem aquele centímetros a mais, o five-hole fica mais desprotegido. Desconfio que os números de Corey Crawford não vão ser tão bons como no ano passado.

Proíbido tirar o capacete antes de uma luta

A partir de agora, os jogadores que tirarem o capacete antes de uma luta serão penalizados com 2 minutos de penalidade, a somar aos 5 que recebem por lutar. A NHL tenta assim diminuir a probabilidade de uma lesão, protegendo-se contra futuros processos judiciais movidos por ex-jogadores, como aconteceu na NFL. A liga também quer evitar a todo o custo uma morte provocada pelo embate da cabeça desprotegida no gelo, no fim de uma luta.

É mais uma meia-medida. Mais um passo para acabar com as lutas. Eu gosto desse aspecto do jogo. Não por fazer parte da cultura, nem por achar que tem influência no desenrolar de um jogo, mas porque é divertido. Puro e simples entretenimento. No entanto, não é isso que me faz gostar de hockey. Sem lutas eu continuaria tão obcecado por este jogo como sou agora, mas acredito que muitas outras pessoas se afastem por causa delas. Se acabar com as lutas é necessário para fazer o desporto crescer, façam-no. Chega de enrolar. Até lá os goons vão arranjando soluções criativas para passarem entre os pingos da chuva.

Clarificação da Regra 48

A famosa regra 48 sofreu uma pequena alteração de texto. Antes a regra dizia “uma placagem que resulta em contacto com a cabeça de um adversário, onde a cabeça é alvejada e o principal ponto de contacto, não é permitida”. O que dificultava a decisão dos árbitros era avaliar se a cabeça era alvejada, ou seja, se o jogador que placou tinha intenção de acertar na cabeça do adversário.

Para retirar esse elemento de dúvida, a regra agora lê-se “uma placagem que resulta em contacto com a cabeça de um adversário, onde a cabeça é o principal ponto de contacto e em que esse contacto seja evitável, não é permitida”. É claro que saber se uma coisa é evitável também é subjectivo, mas é mais fácil de avaliar.

Os árbitros irão ter em atenção 2 aspectos essenciais. O comportamento do jogador que placou: se foi fora de tempo, se o ângulo da placagem foi perigoso, se saltou no momento do contacto. E o comportamento do adversário: se estava numa posição vulnerável, se houve mudança repentina de posição. No fundo, coloca maior responsabilidade ao jogador que placou, e isso é bom.

Leafs e Sabres abrem hostilidades na pré-época

Vamos lá ver se eu consigo explicar tudo. Depois de uma luta entre Jamie Devane e Corey Tropp, John Scott entrou em campo decido a arrancar a cabeça a alguém. Escolheu um jogador 20 centímetros mais baixo e 32 quilos mais leve, Phil Kessel. Kessel defendeu-se com três sticadas nas pernas de Scott. David Clarksson saiu do banco para lutar com Scott. Entretanto, Kessel deixou Bryan Flynn a sangrar, enquanto Carter Ashton e Andrew MacWilliam tratavam de Mike Zigomanis e Drew Bagnall. Ah! E Bernier também lutou contra Ryan Miller! O melhor é ver.


Tenho que admitir que foi divertido, mas houve uma elevada quantidade de estupidez envolvida. Vamos por partes:

  1. Ron Rolston pôs John Scott no gelo imediatamente a seguir a um colega seu ter sido destruído por Jamie Devane. Estúpido.
  2. Scott foi atrás de Phil Kessel para se vingar. Estúpido.
  3. Randy Carlyle pôs Kessel no gelo ao mesmo tempo que Scott. Estúpido.
  4. Clarksson saiu do banco para lutar, o que lhe vale uma suspensão automática de 10 jogos. Muito estúpido.

No fim, as contas não são boas para os Leafs. Perdem Clarksson para os primeiros 10 jogos da época regular. Kessel arrisca também uma suspensão pelas sticadas a Scott e de repente, os Leafs precisam de dois jogadores para preencher o plantel. Algumas fontes estão a noticiar que os Leafs chegaram a acordo com Mason Raymond ($1 milhão / 1 ano). É uma ajuda, mas o espaço salarial para renovar com Cody Franson está cada vez mais apertado. Talvez Nonis esteja a preparar alguma (por favor, que não seja trocar o Kulemin!).

No total, foram 211 minutos de penalidade, 3 expulsões e 1 dor de cabeça para Dave Nonis. Quando é que estas equipas jogam outra vez?

Questões para responder no training camp – Conferência Este

Boston Bruins: Quem ocupa o lugar de Andrew Ference?

O top-4 dos Bruins está escolhido: Chara, Seidenberg, Boychuk e McQuaid. Com a saída de Ference para os Oilers, ficam dois lugares para preencher na defesa. Como a equipa não se reforçou nessa área, terão que ser os jogadores mais jovens a lutar por esses lugares. São candidatos Dougie Hamilton, Torey Krug e Matt Bartkowski, mas Mike Moore e Joe Morrow podem complicar as contas. Krug foi a sensação dos Playoffs, mas Hamilton é o jogador com mais potencial do grupo e poderá fazer parte do top-4 num futuro próximo.

Buffalo Sabres: Quantos rookies serão promovidos à equipa principal?

Não têm sido anos felizes para os Sabres. A equipa entrou numa fase de reconstrução e isso permitiu-lhe acumular uma boa quantidade de escolhas no Draft. Nos últimos dois anos, os Sabres tiveram 4 escolhas na 1ª ronda. Em 2012, escolheram Mikhail Grigorenko e Zemgus Girgensons. Este ano seleccionaram 2 defesas, Rasmus Ristolainen e Nikita Zadorov. Todos deverão ter oportunidade de se mostrar no training camp e de lutar por um lugar numa equipa que tem um dos planteis mais fracos da Conferência Este.

Detroit Red Wings: Veteranos ou jovens?

O top-6 dos Red Wings está bem definido, com a 1ª linha igual à da época passada (Zetterberg-Datsyuk-Abdelkader) e a 2ª com Frazen a jogar ao lado das duas contratações, Stephen Weiss e Daniel Alfredsson. Mas as últimas linhas estão em aberto. Os veteranos Todd Bertuzzi, Patrick Eaves, Jordin Tootoo e Mikael Samuelsson vão ter que competir por esses lugares com uma geração mais nova. Gustav Nyquist, Joakim Andersson e Tomas Tatar já fizeram parte da equipa principal a época passada e querem agora ter um papel mais relevante. Este é um bom problema para ter e comprova a excelência da prospecção que os Red Wings fazem na Europa.

Florida Panthers: Barkov para a equipa principal?

Todas as atenções no training camp dos Panthers vão-se focar em Alexander Barkov. O Finlandês foi o 2º escolhido no Draft de 2013 e vai ter a oportunidade de provar que merecer entrar já na NHL. Barkov têm a vantagem de ser um miúdo grande (1.90m) e que não precisa de ganhar muito peso, como acontece com outros rookies, uma vez que já pesa 95 quilos. Apesar de ter apenas 18 anos, Barkov já tem dois anos de experiência profissional na principal liga finlandesa, ao serviço do Tappara Tampere, onde marcou 64 pontos em 85 jogos. A NHL é muito diferente do hockey europeu, mais rápido e num espaço mais reduzido, mas Barkov reúne todas as condições para ser uma boa aposta para rookie do ano.

Montreal Canadiens: Daniel Briere na 1ª linha?

Michel Therrien quer usar o training camp para ver o que é que Briere ainda tem para oferecer à equipa de Montreal. O treinador dos Canadiens vai colocar Briere ao lado de David Desharnais e Max Pacioretty na 1ª linha. O avançado de 35 anos deve estar muito satisfeito. Percebeu que a equipa acredita nele, mesmo depois de ter sido dispensado dos Philadelphia Flyers. Tenho dúvidas que ele se manterá na 1ª linha durante toda a temporada. Com Brendan Gallagher, Lars Eller e sobretudo Alex Galchenyuk a espreitarem um lugar no top-6, competição não lhe vai faltar.

Ottawa Senators: Bobby Ryan para o lugar de Alfredsson?

Eu tenho que dizer que gosto muito desta equipa dos Senators. Mesmo sem Alfredsson, os Senators estão mais fortes e são a equipa que eu tenho mais curiosidade em ver jogar. Muito do sucesso ou não desta equipa vai depender da química desenvolvida entre Jason Spezza e Bobby Ryan. Não digo química no sentido romântico da palavra. É mais uma procura de um entendimento que possa potenciar as qualidades de cada um.

Tampa Bay Lightning: Anders Lindback ou Ben Bishop?

A situação na baliza dos Lightning está longe de ser ideal. A dupla é composta por dois guarda-redes inexperientes e que ainda não provaram ser capazes de pegar na titularidade de forma definitiva. Steve Yzerman perdeu Sebastien Caron, Cory Conacher, uma 2ª, uma 3ª e uma 4ª escolha no Draft para aquirir estes dois e não conseguiu resolver o problema. Espero que um destes guarda-redes se destaque no training camp e que possibilite à equipa lutar por um lugar nos Playoffs. É sempre uma pena ver um jogador com Stamkos ficar de fora.

Toronto Maple Leafs: Morgan Rielly está pronto para a NHL?

Eu sei que todos os holofotes em Toronto vão estar virados para a baliza e para a disputa entre Bernier e Reimer. Mas como para mim é tão claro quem é o nº 1 e porque não percebo como é que isto é sequer discutível, a minha atenção vai estar em Morgan Rielly. O defesa de 19 anos está numa posição complicada. Ainda não tem idade suficiente para jogar na AHL e por isso, ou fica na NHL ou volta aos juniores. A indefinição em relação a Cody Franson abre um lugar para Rielly, pelo menos nos primeiros jogos da época. Também vale a pena deitar o olho a Paul Ranger. O defesa de 29 anos esteve afastado da NHL durante 3 anos e mostrou-se muito emocionado no regresso. Vale a pena ler este artigo de Michael Grange sobre Ranger. Depois de ler é impossível não ficar a torcer por este jogador.

Carolina Hurricanes: Lindholm está pronto para a NHL?

Os Hurricanes escolheram o Sueco de 18 anos convencidos de que ele poderia entrar imediatamente na equipa principal, mas uma lesão no ombro atrasou a sua preparação. No torneio de rookies em Traverse City, Lindholm mostrou pormenores interessantes, segundo o GM dos Canes, Jim Rutherford. Mas isso foi contra outros miúdos. Agora no training camp vai competir com homens feitos.

Columbus Blue Jackets: Quem ocupa o lugar de Prospal?

Os Blues Jackets não renovaram o contrato de Vinny Prospal, o seu melhor marcador na época passada, com 30 pontos. Todd Richards terá que escolher alguém para jogar ao lado de Artem Anisimov e Marian Gaborik na 1ª linha, pelo menos enquanto Nathan Horton estiver lesionado. Cam Atkinson e R. J. Umberger são os favoritos, mas com Matt Calvert e Ryan Johansen a correr por fora.

New Jersey Devils: Tudo?

A saída de Kovalchuk teve um efeito profundo nos Devils. A equipa tem que se reconstruir sem contar com o jogador que liderou a NHL em tempo de jogo na época passada. O treinador Peter Deboer vai ter muito trabalho para encontrar uma fórmula que funcione, uma vez que já não tem um jogador para utilizar em qualquer situação. A defesa vai mudar também. Salvador e Volchenkov tiveram uma época desastrosa e existem alguns jovens à espera de oportunidade. Ainda há a luta entre Martin Brodeur e Corey Schneider pela titularidade na baliza.

New York Islanders: Pierre-Marc Bouchard ou Ryan Strome na 1ª linha?

Dois nomes se têm mantido na 1ª linha dos Islanders: John Tavares e Matt Moulson. O jogador na ala direita tem mudado quase todos os anos (Blake Comeau em 2009/10; P. A. Parenteau em 2010/11 e 2011/12 e Brad Boyes em 2013). Pierre-Marc Bouchard é o próximo. Mas Ryan Strome pode estragar os planos ao ex-jogador dos Minesotta Wild. Strome é um centro de origem, mas os Islanders não precisam de mais nenhum, por isso, se ficar na equipa principal, deve ser mudado para uma ala. Strome é um jogador muito rápido e com grande habilidade que pode explodir ao lado de Tavares.

New York Rangers: Já se vai ver a mão de Alain Vigneault?

Alain Vigneault é completamente diferente de John Tortorella, menos ríspido e mais próximo dos jogadores. Eu não acho que Tortorella seja um mau treinador, antes pelo contrário, mas o seu estilo desgasta a relação com os jogadores. Os Rangers têm talento no seu plantel e vão beneficiar com uma mensagem diferente transmitida pelo treinador. A pressão é a mesma, mas a cobrança é menor. Quanto a diferenças na forma de jogar ainda é cedo, mas já vamos puder ver um bocadinho do zone matching de Vigneault e de que forma ele o vai fazer nos Rangers.

Philadelphia Flyers: Quem é o titular na baliza?

Não podia haver época da NHL sem dúvidas em relação aos guarda-redes dos Flyers. Mas este ano é diferente. O Flyers abordaram o problema de outra forma e são agora uma das equipas que gasta menos em guarda-redes, só atrás dos Florida Panthers. Steve Manson e Ray Emery formam a dupla e nenhum parece ter o lugar garantido. A competição pode ser saudável, mas nenhum dos dois demonstrou capacidade para ser titular. Emery parte com alguma vantagem, depois de uma excelente época nos Blackhawks em que deu luta a Corey Crawford.

Pittsburgh Penguins: Beau Bennett vai segurar um lugar no top-6?

Segundo as palavras do treinador Dan Bylsma, Bennett já faz parte do top-6, mas ele também disse que Simon Despres é um defesa do top-4 e contratou Rob Scuderi para esse lugar. Bennett é um ala direito, mas que para jogar na 2ª linha vai ter que mudar para o lado esquerdo. Se ele não mostrar entendimento com Malkin durante os jogos de pré-época, Jussi Jokinen pode ocupar o seu lugar e a promessa de Beau Bennett será adiada mais um ano.

Washington Capitals: Quem será o ala esquerdo da 2ª linha?

Martin Erat e Brooks Laich são os dois principais candidatos. Erat não conseguiu mostrar na época passada que merece o lugar, principalmente devido a lesões que o afastaram do gelo. Laich está numa posição semelhante. Ele é um utilitário que pode ser utilizado em várias situações, mas só fez 9 jogos na época passada e precisa de algum tempo para voltar à sua forma habitual. Adam Oates admitiu que prefere que Laich jogue na ala. Resta saber se será na 2ª ou na 3ª linha.

Questões para responder no training camp – Conferência Oeste

Anaheim Ducks: Quem vai substituir Bobby Ryan na 1ª linha?

Os Ducks renovaram o contrato com as suas duas maiores estrelas, Corey Perry e Ryan Getzlaf, mas tiveram que se desfazer do terceiro passageiro de uma das melhores linhas da NHL. Bobby Ryan mudou-se para Ottawa e os Ducks ficaram com um lugar para preencher na sua 1ª linha. A equipa pode seguir um de dois caminhos: ou aposta em jovens, como Emerson Etem, Kyle Palmieri, Peter Holland, Jakob Silfverberg; ou entrega a responsabilidade aos veteranos, Teemu Selanne ou Dustin Penner, que até fazia parte da 1ª linha na sua anterior passagem por Anaheim. De qualquer das formas, os Ducks vão precisar de todos estes jogadores para compensar a produção de Ryan.

Calgary Flames: Karri Ramo será o novo titular na baliza?

Não há muita coisa a dizer sobre os Calgary Flames, a não ser que eles vão ser maus, muito maus. A reforma de Mikka Kiprusoff pode empurrar Karri Ramo para a titularidade, uma vez que Joey MacDonald é a única concorrência, isto se os Flames não adquirirem outro guarda-redes entretanto. O Finlandês foi escolhido na 6ª ronda do Draft de 2004 pelos Tampa Bay Lightning, mas nunca conseguiu ganhar um lugar na NHL. Foi parar à KHL, onde foi um dos melhores guarda-redes da liga nos últimos 4 anos. No entanto, Ramo teve alguns momentos maus na Rússia, muito maus.

Edmonton Oilers: Taylor Hall a centro, mudança temporária ou algo mais?

Dallas Eakins é o novo treinador dos Edmonton Oilers e está a tentar fazer uma pequena revolução no clube, a começar pela comida oferecida aos jornalistas, mas a maior mudança deverá ser imposta pela lesão de Ryan Nugent-Hopkins. Com o centro a falhar a pré-época e os primeiros jogos da temporada, os Oilers vão experimentar Taylor Hall na posição de centro de 1ª linha. Habitualmente um ala esquerdo (e dos melhores), Hall não é completamente estranho à posição de centro e mostra alguma apetência nos face-offs. A grande questão será perceber se esta mudança poderá ser mais do que uma situação temporária, uma vez que os Oilers não têm muitas soluções para centro, ao contrário do que acontece na esquerda com a recente aquisição de David Perron.

Los Angeles Kings: Quem será o suplente de Jonathan Quick?

Numa equipa cheia de certezas, é difícil encontrar uma pergunta que tenha resposta antes de Abril. A única questão em aberto nos Kings é a posição de guarda-redes suplente, depois da saída de Bernier para os Leafs. Scrivens fez parte dessa troca e vai lutar pelo lugar com o mais experiente Mathieu Garon, que está em Los Angeles à experiência. Outro jogador envolvido na troca que estou particularmente interessado em ver é Matt Frattin. Numa boa equipa, Frattin pode competir por um lugar no top-6, apesar de ter concorrência forte de Tyler Toffoli.

Phoenix Coyotes: Quem é que vai marcar os golos?

Os Phoenix Coyotes têm uma das defesas mais sólidas da liga, tão boa que até valeu $34 milhões de dólares a Mike Smith. Mais difícil é encontrar alguém que possa contribuir para a outra fase do jogo. Don Maloney tentou resolver o problema com a contratação de Mike Ribeiro, mas ele não gosta tanto de marcar golos como de os criar. É preciso alguém que finalize. Talvez o rookie Max Domi impressione no training camp e ganhe um lugar no plantel. Se não, a responsabilidade vai recair mais uma vez em Radim Vrbata, e eu não sei se ele conseguirá atingir os 35 golos outra vez, como fez na época de 2011/12.

San Jose Sharks: Brent Burns continuará a jogar numa ala?

Burns teve a oportunidade de jogar grande parte da época passada a avançado, depois de 8 épocas na NHL a jogar a defesa. Só foram 30 jogos, mas Burns amealhou 20 pontos. Não é tão estranho como parece. Burns jogou a ala durante toda a sua carreira juvenil e foi já na NHL que foi mudado para a defesa. Desta vez a mudança será para ficar, ao contrário do styling do seu cabelo. Poupar uns trocos num novo avançado para o top-6 dá jeito aos Sharks e existem outros defesas que podem ocupar o seu lugar.

Vancouver Canucks: Bo Horvat vai conseguir um lugar na equipa?

Bo Horvat é a imagem perfeita da encruzilhada em que se encontram os Canucks. Quando em 2011 defrontaram os Bruins na final da Stanley Cup, os Canucks tinham muitos jogadores sob contratos que não reflectiam o seu valor. Alex Burrows, Alexander Edler, Christian Erhoff, até o próprio Cory Schneider, que recebia pouco mais do que o salário mínimo. Em dois anos tudo mudou. Os salários de Burrows e Edler foram aumentados, enquanto que Erhoff e Schneider rumaram a outras paragens. Numa época em que todas as equipas têm que se reajustar para ficarem abaixo do tecto salarial, os Canucks precisam novamente que apareçam jogadores jovens que possam produzir a baixo custo. Horvat terá a oportunidade de provar que pode cumprir esse papel, ocupando o lugar livre de centro de 3ª linha.

Chicago Blackhawks: Quem será o centro de 2ª linha?

Se houve algum defeito na equipa dos Blackhawks da época passada foi o centro de 2ª linha. Depois de várias experiências, incluindo Patrick Kane, o veterano Michal Handzus foi o escolhido e, apesar das dúvidas de muita gente, acabou por ser uma peça importante na conquista da Stanley Cup, com 11 pontos durante os Playoffs. No entanto, a equipa quer outra solução, uma mais definitiva. A escolha parece recair sobre Brandon Saad. O jovem de 20 anos teve uma época de estreia fantástica, jogando na ala ao lado de Marian Hossa e Jonathan Toews. A passagem para o meio obriga a uma adaptação, principalmente na zona defensiva, onde um centro tem mais responsabilidades do que um ala.

Colorado Avalanche: Como é que Ryan O’Reilly se vai adaptar à mudança para a ala?

Com a escolha de Nathan MacKinnon no Draft, os Avalanche ficaram com 4 centros para as 3 linhas principais. MacKinnon junta-se a Paul Stastny, Matt Duchene e Ryan O’Reilly. Um deles tinha que passar para a ala para dar espaço ao menino prodígio e O’Reilly foi a escolha de Patrick Roy. O’Reilly irá jogar à esquerda de Matt Duchene, com P. A. Parenteau a aparecer na direita. Não tenho dúvidas que ele terá sucesso nesta posição, mas acho que as suas capacidades defensivas são melhor utilizadas na posição de centro (e esta equipa precisa de quem saiba defender). Tudo depende da performance de Paul Stastny. Um mau começo de época pode forçar a passagem de O’Reilly de novo para o meio.

Dallas Stars: Como é que Jamie Benn e Tyler Seguin vão ser posicionados?

Apesar de ter sido utilizado pelos Bruins como ala, os Stars adquiriram Tyler Seguin para ele ser o centro de 1ª linha. Isso coloca uma questão: para onde vai Jamie Benn. Benn foi ala esquerdo nos juniores e deve retomar essa posição, agora que a equipa se reforçou bastante no meio com Seguin, Peverley e Horcoff. Benn tem sido a figura da equipa nas últimas épocas, mas a sua habilidade nos face-offs é limitada e ele poderá gozar de maior liberdade como ala.

Minnesota Wild: Charlie Coyle ou Mikael Granlund para centro de 2ª linha?

Os Wild já têm estrelas. Agora precisam de jogadores que as complementem. Com um dos melhores conjuntos de prospects da NHL, os Wild precisam que alguns desses jovens comecem a afirmar-se na equipa principal. A grande surpresa da época passada foi Jonas Brodin, que jogou ao lado de Ryan Suter sem se notar qualquer diferença entre os dois, mas a posição de centro de 2ª linha continua a ser uma preocupação. Com a saída de Matt Cullen para os Predators, terá de um jovem a tomar o seu lugar. Coyle parte em vantagem, uma vez que já fez parte da 1ª linha na época passada, na ala direita, ao lado de Mikko Koivu e Zach Parise. Granlund tem tido um desenvolvimento mais lento, mas ele tem o potencial necessário para ultrapassar o colega.

Nashville Predators: Será a adição de Seth Jones suficiente para compensar a falta de golos?

Os Nashville Predators tiveram muita sorte ao apanhar Seth Jones com a 4ª escolha no Draft, mas um defesa não era aquilo que eles mais precisavam. A falta de produção ofensiva é um problema que atormenta a equipa há alguns anos e tem sido aquilo que a afasta das últimas rondas dos Playoffs. Jones deve jogar ao lado de Shea Weber, mas para isso vai ter que passar para o lado esquerdo, o que para um jogador com remate de direita requer adaptação.

St. Louis Blues: Blues sem Pietrangelo até quando?

Alex Pietrangelo é mais um contrato difícil de renovar, algo que começa a ser comum nos RFA’s. Apesar da defesa dos Blues ser muito forte, Pietrangelo é o seu melhor jogador e se a equipa sentir a sua falta nos primeiros jogos as negociações vão acelerar. A questão não deve estar relacionada com o tecto salarial, uma vez que os Blues têm $7 milhões de dólares disponíveis. Talvez a equipa estejam a pressionar Pietrangelo para aceitar um contrato parecido com o de P. K. Subban. Correu bem à equipa de Montreal, mas Pietrangelo é mais importante para os Blues do que Subban era para os Canadiens.

Winnipeg Jets: É este o ano de Mark Scheifele?

Desde que foi escolhido com a 7ª escolha no Draft de 2011, Scheifele tem esperado pela sua oportunidade na NHL. As circunstâncias nunca foram melhores. Os Jets precisam de reforçar a posição de centro, depois de terem deixado fugir Burmistrov para a KHL e, como já fez 20 anos, Scheifele não pode regressar à OHL. Sem segurança na baliza, nem profundidade no ataque, os Jets precisam de jogadores explosivos que transportem a equipa para outro nível. Evander Kane é sem dúvida um desses jogadores e se Scheifele conseguir ser mais um, os Jets podem ter esperança nos Playoffs.

30 jogos valem $36 milhões de dólares a Crawford

Os guarda-redes são imprevisíveis. São conhecidos por terem comportamentos peculiares, mas também a sua performance sofre de uma irregularidade que é ímpar a qualquer outro jogador. À excepção de duas ou três figuras mais constantes, a lista de guarda-redes em forma numa dada altura muda com muita frequência.

Nos últimos 5 anos houveram 12 finalistas para o troféu Vezina. Apenas 3 repetiram a nomeação (Lundqvist, Rinne e Tim Thomas). Aparecem nomes como Steve Manson, Nicklas Backstrom, Ilya Bryzgalov e mesmo o vencedor do ano passado, Sergei Bobrovski. O que eu quero dizer é que é muito difícil prever a performance de um guarda-redes baseado naquilo que ele fez no ano anterior.

Contrariando tudo isto e até ele próprio, Stan Bowman renovou o contrato de Corey Crawford por mais 6 anos, a valer cerca de $6 milhões de dólares por ano. Crawford passa a ser o 5º guarda-redes mais bem pago, apenas atrás de Tukka Rask, Pekka Rinne, Carey Price e Cam Ward. Num futuro próximo será certamente ultrapassado por Lundqvist.

À superfície a decisão parece simples. Crawford ajudou os Blackhawks a dominarem a época regular, com 1.94 média de golos sofridos e 92.6% de percentagem de defesas, dando ainda mais de si nos Playoffs (1.84/93.2%) que culminaram na conquista da taça. Mas alguém pensa que Crawford é o 5º melhor guarda-redes da NHL?

O que ele fez o ano passado prova muito pouco. O seu substituto, Ray Emery, registou números muito similares (1.94/92.2%), indicando que existe uma forte influência do colectivo nestes números. Para além disso, a amostra é muito pequena, com Crawford a fazer apenas 30 jogos devido ao lockout e a uma concorrência feroz de Emery.

Sem contar com a época passada, o resto da sua carreira dá-nos uma amostra muito mais significativa (122 jogos) e conta uma história bem diferente. Diz-nos que Crawford não passa de um guarda-redes mediano (91.05% Def.), com períodos em que nem isso consegue ser. Em 2011/12, Crawford teve a pior época da sua carreira (2.72/90.3%) e chegou a colocar-se em questão a sua permanência nos Blackhawks. Será que em 30 jogos aquilo que ele é mudou tanto? Ou mudou só a percepção que as pessoas têm dele?

Eu percebo que Bowman pense que não precisa de um grande guarda-redes para ganhar com esta equipa (tem razão) e que mais vale segurar Crawford. Mas em 2010 ele podia ter feito o mesmo com Niemi e não o fez. Porquê? Niemi era mais novo, tinha ficado mais barato ($2.75 milhões depois da arbitragem) e veio a provar nos Sharks que era melhor. Mesmo assim, Bowman deixou-o ir.

Na altura, Bowman justificou-se com o tecto salarial. “Era um número que nunca funcionaria para nós (os $2.75 milhões). Teríamos que fazer mais mexidas para arranjar espaço salarial.” Nesse ano, os Blackhawks tiveram que se desfazer de muitos jogadores para puderem manter os seus elementos mais importantes. Seria assim tão difícil arranjar mais $3 milhões?

O problema é que os contratos de Patrick Kane e Jonathan Toews acabam daqui a dois anos. Não acredito que não haja espaço para renovar, com o tecto salarial a subir à medida que a NHL recupera o dinheiro perdido no lockout, mas vão ter $6 milhões a menos para gastar no resto da equipa. A verdadeira força desta equipa é a profundidade do seu plantel, não quem está na baliza. Se querem que lhes diga, interessa muito pouco.

O que acontecerá se Crawford tiver uma época como teve em 2011/12? Quem é que o vai querer a este preço? Valerá a pena perder um jogador como, por exemplo, Patrick Sharp, para manter um guarda-redes que podia ser substituído a qualquer altura?

Blogger descobre problemas financeiros dos Senators

Numa silly season mais silly do que o habitual, a história de Travis Yost tem passado despercebida no calor dos dias de verão. Yost é um blogger que passou o verão a investigar a fundo a situação financeira dos Ottawa Senators e do seu dono, Eugene Melnyk. Uma reportagem detalhada do Ottawa Citizien veio confirmar grande parte das afirmações de Yost e trazer esta história aos olhos de um público mais generalizado.

Segundo o jornal da capital do Canadá, os Senators têm uma dívida que chega aos $94 milhões de dólares, que terá levado a uma intervenção da liga para evitar um episódio semelhante ao que aconteceu com Jim Vanderbeek e os New Jersey Devils. Mas, Travis Yost foi o primeiro a denunciar o colapso financeiro do império de Melnyk.

site Hockeybuzz é conhecido pelo seu sensacionalismo, mas tem em Yost um escritor talentoso e que cumpre todas as regras do jornalismo de investigação, nunca utilizando nada para além de factos (mais ou menos comprovados) nas suas peças. Numa série de 10 artigos publicados entre 2 de Julho e 25 de Agosto, Yost narrou com provas documentadas o declínio dos negócios de Eugene Melnyk.

Tudo começou em Julho com a polémica em redor do antigo capitão dos Senators, Daniel Alfredsson. Segundo Brian Murray, os Senators passaram um cheque em branco a Alfredsson e prometeram ao sueco reforçar a equipa para um ataque forte à Stanley Cup. Mas ao mesmo tempo, Eugene Melnyk disse à imprensa que se Alfredsson tivesse ficado, os Senators não poderiam ter adquirido Bobby Ryan.

Foi graças a esta e muitas outras inconsistências no discurso de Melnyk ao longo dos anos que Yost conseguiu comprovar um rumor que circulava já há algum tempo: os Senators operam com um tecto salarial interno. Segundo Yost e confirmado pelo Ottawa Citizen, apesar de o tecto salarial se situar nos $64 milhões de dólares, os Senators não podem gastar mais do que $50 milhões por ordem do seu dono. Assim se explica a impossibilidade de ter Alfredsson e Ryan na equipa.

A partir deste facto, Yost começou a investigar as finanças de Melnyk e descobriu que o magnata da industria farmacêutica tem perdido bastante dinheiro nos últimos anos. Depois de vender a gigante Biovail que ele próprio fundou em 1989, reinvestiu o dinheiro em duas startups farmacêuticas, a Trimel e a PurGenesis. No entanto, o investimento não correu como o esperado.

Sendo duas empresas que actuam no mercado da biotecnologia, a Trimel e a PurGenesis precisam de um forte investimento nesta fase inicial e será pouco provável que comecem a dar lucro num futuro próximo, não sendo seguro que alguma vez venham a dar. A Trimel perdeu valor na bolsa de forma consecutiva durante os anos de 2012 e 2013, o que levou Melnyk a vender a sua participação na empresa, passando de 58.9% para 29.5%. Por outro lado, a antiga Biovail, agora com o nome Valeant, recuperou grande parte da sua importância, valendo agora mais de $100 dólares por acção, depois de Melnyk ter vendido as suas por $20 dólares cada em 2007.

Se a tudo isto juntarmos um divórcio litigioso que pode render à ex-mulher de Melnyk mais de $100 milhões de dólares, percebemos a profundidade dos problemas financeiros do dono dos Senators. Travis Yost vai mais longe e afirma que todos os negócios de Melnyk são geridos como um todo, incluindo os Ottawa Senators. Para fazer essa afirmação, Yost recorre ao currículo de Brian Crombie, conselheiro financeiro e braço direito de Melnyk.

No seu currículo, Crombie faz referência ao seu papel em todos os investimentos de Melnyk (Biovail, PurGenesis, Trimel), menos na aquisição dos Senators. Curiosamente, é no capítulo dedicado à Trimel que Crombie refere a sua participação na aquisição e várias recapitalizações da equipa de Ottawa. Uma fonte de Yost afirma também que a equipa terá sido comprada com recurso a um empréstimo que ainda estará a ser pago, e é por esse motivo que os Senators não dão lucro.

Tudo isto foi recolhido e investigado por Yost, permitindo-lhe concluir que Melnyk colocou um tecto salarial interno nos Senators para compensar algum do dinheiro que perdeu noutros negócios, algo que não agrada nada à liga que procura sempre que as equipas dêem o maior lucro possível.

Melnyk foi rápido a desmentir quaisquer dificuldades financeiras. Bill Daly afirmou que a liga não tem dado nenhuma atenção especial à situação dos Senators. No entanto, os desenvolvimentos do dia 24 de Agosto tornaram este caso ainda mais complicado. O site Hockeybuzz sofreu um ataque informático e todos os artigos de Travis Yost foram apagados, tal como a sua conta no Twitter.

Numa tentativa de perceber o que se tinha passado, Yost descobriu um endereço IP associado ao ataque. Esse endereço está ligado a uma instituição de solidariedade na Ucrânia, chamada “Help Us Help The Children”. Uma pesquisa rápida no Google e um nome familiar apareceu como presidente desta instituição: Eugene Melnyk. E adivinhem quem estava na Ucrânia nos dias em que tudo se passou…

Talvez o encerramento da conta no Twitter seja já uma precaução para um futuro processo judicial. Se isso acontecer, este promete ser um dos casos quentes da próxima época. Por muito que Bill Daly tente dispersar atenções, não acredito que Gary Bettman não esteja preocupado. Ele não quer que se repita em Ottawa o que aconteceu em New Jersey, onde chegou a haver incumprimento por parte dos Devils. Ainda mais numa altura em que (alegadamente) a liga pensa em expansão.

Para quem quiser saber mais sobre a investigação de Travis Yost, aqui ficam todos os seus artigos dedicados à situação financeira de Eugene Melnyk, por ordem cronológica: