Principais histórias do Draft de 2013

O Draft é o dia em que as equipas definem o seu futuro e escolhem os jogadores que um dia virão a vestir a sua camisola. Apesar das milhares de horas gastas a observar todos o jogadores elegíveis para o Draft, a escolha é sempre subjectiva e nunca 100% certa.

O potencial é isso mesmo. Nada garante que estes miúdos cumpram as expectativas que são colocadas nos seus ombros. Todos terão que passar por um processo de aprendizagem, mesmo aquele que tiverem a oportunidade de entrar directamente para a NHL.

O Draft é também a concretização de sonhos e uma ocasião especial onde se conhecem histórias especiais. Aqui ficam algumas delas.

Palavra de Sakic

Vários dias antes do Draft, os Colorado Avalanche admitiram que iriam escolher um avançado, mais precisamente Nathan MacKinnon. Apesar de alguns adversários terem ficado desconfiados que se tratava de um bluff, isso não fazia sentido, e o anúncio precose acabou mesmo por se cumprir.

Em termos estratégicos, Sakic não ganhava nada em revelar a sua escolha antecipadamente. Provavelmente, os Avalanche quiseram preparar os fãs. O entusiasmo era muito à volta de Seth Jones, o rapaz da casa, e  Sakic quis evitar uma decepção no dia do draft.

Quanto a MacKinnon, os Avalanche não se irão arrepender. É um excelente centro, muito rápido, da mesma cidade onde nasceu Sidney Crosby e com muitas outras características em comum. Não digo que seja tão bom quanto ele, mas os olheiros dizem que é o melhor centro desta geração.

A surpresa Finlandesa

Com a 2ª escolha no Draft, os Florida Panthers escolheram Aleksander Barkov. O choque inicial foi grande, tendo em conta que Jonathan Drouin e Seth Jones ainda estavam disponíveis.

Mas quanto mais pensava nesta escolha mais ela fazia sentido. Os Panthers precisam de ajuda no meio do ataque com a saída de Stephen Weiss. Barkov junta-se a Jonathan Huberdeau na ala, Erik Gudbranson na defesa e Jacob Markstrom na baliza para formar o núcleo da equipa para os próximos anos.

Nick Bjugstad é um centro promissor que deve integrar a equipa principal dos Panthers na próxima época, mas os olheiros acreditam que Barkov tem mais potêncial que Bjugstad. Os números comprovam. Barkov marcou mais pontos na liga principal do seu país do que Malkin, Kopitar e Sundin. Os únicos jogadores provenientes da Europa com mais pontos do que ele foram Peter Forsberg e os irmãos Sedin, que eram um ano mais velhos que Barkov.

Seth Jones cai nas mãos dos Nashville Predators

Com a 3ª escolha, os Tampa Bay Lightning seleccionaram Jonathan Drouin e deixaram Jones à mercê dos Nashville Predators. David Poille não deixou passar a oportunidade de adicionar mais um defesa excepcional à sua equipa. A queda de Jones foi uma surpresa para todos, especialmente para Poille que apareceu radiante nas entrevistas.

David Poille é um excelente GM. Ele consegue sempre apresentar uma equipa competitiva, mesmo não tendo os recursos de outras equipas. Ele merece. Depois de perder Ryan Suter, os Predators encontraram o seu substituto da maneira que menos esperavam.

Para Jones esta só pode ser uma boa notícia. Vai para uma equipa conhecida por desenvolver defesas de grande qualidade e vai puder aprender com um dos melhores, Shea Weber. Com Weber, Jones e Rinne os Predators vão ganhar muitos jogos por 1-0.

O fim da novela (ou talvez não)

O drama em Vancouver acabou. A situação embaraçosa que perseguia a equipa época atrás de época foi finalmente resolvida, talvez não da maneira que se esperava. Os Canucks trocaram Cory Schneider para os New Jersey Devils pela 9ª escolha do draft. Com a 9ª escolha, os Canucks seleccionaram Bo Horvat, um centro com potencial para ser 1ª/2ª linha.

Depois de entregar as chaves do carro a Schneider, Mike Gillis foi obrigado a mudar de rumo e acabou por ficar com Roberto Luongo. O contrato de Luongo ficou intransferível com o novo CBA e foi muito mais fácil trocar Schneider. O retorno pode parecer pouco para um jogador que mostra tanto potencial, mas uma escolha no top-10 é historicamente um bem muito valioso e difícil de obter.

Luongo, que já estava de malas feitas para sair de Vancouver, é assim obrigado a ficar e não está nada contente com a situação. Francisco Aquillini, o dono dos Canucks, deslocou-se pessoalmente à Florida para falar com ele. O envolvimento de Aquillini diz-me que ele não estaria disposto a pagar o dinheiro a Luongo, no caso de este ser dispensado, o que reduziu ainda mais o espaço de manobra de Gillis.

O erro de Gillis foi não ter resolvido este imbróglio no ano passado, evitando os problemas causados pelas regras do novo CBA.

Blackhawks criam espaço para Bickell

Brian Bickell foi uma peça fundamental na conquista da Stanley Cup e com o fim do seu contrato era esperado um aumento significativo do ordenado. No entanto, para ganhar alguma folga salarial os Blackhawks tiveram que se desfazer de David Bolland e Michael Frolik.

Bolland, o marcador do golo decisivo no Jogo 6 da Final da Stanley Cup, é o novo jogador dos Toronto Maple Leafs em troca de três escolhas no draft (um 2ª ronda e duas 4ª). Os Leafs ganham assim mais profundidade na posição de centro, o que provavelmente significará o adeus a Tyler Bozak ou a Mikhail Grabovski.

Frolik foi trocado para os Winnipeg Jets por duas escolhas, uma na 3ª e outra na  5ª ronda. Os Jets terminaram a época no 24º lugar no penalty kill (79.7%) e Frolik vai ajudar a colmatar essa lacuna da equipa.

Depois destas movimentações, os Blackhawks não perderam tempo a renovar o contrato de Bickell por $4 milhões de dólares durante 4 anos.

O último dos Subban

Jordan Subban, irmão mais novo de P.K. e Malcolm Subban, foi seleccionado na 4ª ronda pelos Vancouver Canucks. Jordan segue as passadas dos seus irmãos e conquistou a oportunidade jogar na NHL. Defesa como P.K., Jordan ainda está muito longe da fisicalidade  do seu irmão e ainda têm que ganhar uns quilinhos.


Brodeur escolhe Brodeur

No fim da noite, os Devils deram mais uma prenda aos seus fãs. Com uma escolha na 7ª ronda conseguida nos últimos minutos através dos Los Angeles Kings, Martin Brodeur teve a oportunidade de escolher o seu filho, Antony Brodeur. Foi um gesto bonito de Lou Lamoriello e dos Devils para com Brodeur e demonstra bem o significado que ele tem para a organização.

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