Islanders surpreendem Penguins

Foi um jogo muito disputado, apenas decidido por John Tavares a meio do terceiro período. Casey Cizikas bateu um desesperado Marc-Andre Fleury para estabelecer o resultado final de 6-4 (mais sobre isto à frente).

Para os Pittsburgh Penguins, esta eliminatória está cada vez mais parecida com a do ano passado frente aos Philadelphia Flyers. Muitos golos, maus guarda-redes e várias trocas de liderança no marcador. Os Pens esperam que este ano o final seja diferente.

Tal como no ano passado, os Penguins têm grande facilidade para recuperar de uma desvantagem no marcador. A maneira como responderam aos golos dos Islanders, nunca deixando aumentar a diferença para mais do que um golo, foi reveladora do talento ofensivo da equipa.

Sidney Crosby está de volta ao gelo, mas voltou a não ser a estrela da equipa. Talvez por ainda estar desconfortável, ou por simplesmente não ser necessário, Crosby tem sido suplantado pela 2ª linha. Malkin, Neal e Iginla causaram muitos problemas que os Islanders não souberam resolver.

No entanto, existe um ponto fraco no plantel dos Penguins e que foi exposto pelo avançado dos New York Islanders, Frans Nielsen. “Nós sentimos que existem muitos jogadores dos Penguins que não conseguem patinar à mesma velocidade que nós,” disse Nielsen no final do Jogo 3.

E acrescentou, “Acho que quando aumentamos a velocidade, alguns jogadores da defesa deles têm dificuldade em acompanhar. Não pudemos parar de patinar. Se pararmos não temos hipótese.”

Eu acho que esta é uma excelente observação do Nielsen. De facto, os Islanders têm tido mais posse do disco em 5-contra-5, chegando sempre ao disco primeiro, enquanto que os Penguins fazem a diferença no powerplay, onde têm um verdadeira equipa all-star na 1ª linha.

A adição de jogadores veteranos como Iginla, Morrow e Murray pode ter contribuído para a menor pedalada dos Penguins, e apesar de isso não parecer um problema agora, pode vir a ser mais tarde na competição, quando o cansaço acumulado começar a pesar nas pernas.

Mas vamos falar do elefante na sala. Não podemos ignorar. Os Penguins fizeram o suficiente para vencerem e só mais uma exibição desastrada de Marc-Andre Fleury o evitou.

Eu tenho uma teoria para a inconsistência do guarda-redes dos Penguins. Quando não sofre golos cedo no jogo, ganha confiança e torna-se muito difícil de bater. Mas se é batido nos primeiros minutos do jogo, começa a questionar-se, tenta corrigir aspectos do seu jogo que provavelmente nem precisavam de ser corrigidos, e acaba por perder noção daquele que dever ser o posicionamento básico de uma guarda-redes.

Essa desorientação foi visível no jogo de ontem.

No golo de Mark Streit, Fleury não consegui estabelecer a posição para fazer a defesa e acabou por se desequilibrar.

No golo de Okposo, que renovou as esperanças dos Islanders, Fleury devia ter-se encostado ao poste. Ele ficou muito afastado da baliza, dando espaço para o disco passar.

No último golo dos Islanders, apesar de apenas ter servido para confirmar a vitória, Fleury estava muito dentro da baliza e não cobriu todo o comprimento da linha de golo com o stick.

Dan Bylsma não revelou se vai colocar Tomas Vokoun no Jogo 5, mas acredito que ele deve estar a pensar seriamente nisso. A equipa precisa de um impulso para recuperar a liderança numa eliminatória que deveria vencer tranquilamente.

Actualização: Dan Byslma confirmou que Vokoun será titular no Jogo 5.

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