Notas do Jogo: Capitals – Panthers

Mas… O disco?! Ainda agora aqui estava… Ãh?! HENDRICKS!? NÃO!!!!!!!!!!

Apesar de estarem longe de serem dominantes em casa, os Capitals são ainda piores longe do Verizon Center, com um registo de 0-4-1 fora e um resultado acumulado de 20-11. Com o desespero a mexer com a cabeça dos jogadores, estes não foram os Caps que derrotaram por 5-0 os Panthers no sábado. Foram os Caps que procuravam a primeira vitória fora, quase um mês depois do início da época.

Procuravam. O golo de Troy Brouwer no prolongamento, depois de recuperar de uma desvantagem de dois golos já no 3º período, acabou com a travessia no deserto. Vitória dos Capitals. Fora. 6-5

– Primeiro, este jogo fez-me lembrar os velhos Capitals… Quando eles eram bons. Lembram-se? Muitos golos marcados, muitos sofridos, mas, na maioria da vezes, mais marcados do que sofridos e, se possível, da forma mais dramática possível. Gostei.

– Muito cedo no jogo, Ovechkin entrou forte sobre Kris Versteeg, que saíu queixoso da jogada. Depois de ter sido assistido nos balneários, Versteeg mal pode esperar por se reencontrar com Ovechkin no gelo para ajustar contas. O resultado foi qualquer coisa que se assemelhou a uma luta, 2 minutos por roughing, 2 minutos extra para Versteeg por cross checking e um golo no powerplay para os Caps. O que é que eu disse? Disciplina…

– Acho que me enganei nos apontamentos. Eu tenho aqui que o 2º golo dos Caps foi marcado por Karl Alzner. Parece mentira, mas não é! Foi apenas o 5º golo da sua carreira e claro, o primeiro da época. Alzner tem apenas 5 golos em 228 jogos, nunca marcou mais do que 2 golos numa época, com uma admirável percentagem de remate de 2.8%! Uau!

– Mas o golo de Alzner revelou uma alteração táctica interessante, confirmada mais à frente pelo golo de Ovechkin. Neste jogo os Capitals colocaram um jogador imediatamente atrás do faceoff, sempre pronto a rematar. É claro que é preciso que o centro ganhe o faceoff na zona ofensiva, o que tem sido um problema para os Caps. Não neste jogo, onde ganharam 15 faceoffs em 20.

– A linha de Huberdeau foi dominante durante todo o jogo, com o jovem de 19 anos a assinar dois golos. Drew Shore marcou o primeiro golo da sua época, apesar de Holtby merecer uma assistência nessa jogada. Os Capitals não conseguiram os matchups que queriam e Huberdeau defrontou muitas vezes a linha de Jay Beagle, que não conseguiu travar a melhor linha dos Panthers no jogo de ontem. Este podia ter sido o factor decisivo do jogo, se os Panthers não tivessem quebrado fisicamente no 3º período. A única mancha na exibição foi a penalidade de Huberdeau que acabou por levar ao empate dos Capitals. Ainda é muito novo, com muito para aprender.

– Apesar de ter sofrido 5 golos, Holtby foi importante no jogo, parando muitas jogadas de perigo dos Panthers. A defesa continua muito porosa, como ficou claro num 3 para 0 dos Panthers no segundo período. Holtby felizmente conseguiu fazer a defesa.

– Os Caps cometeram 3 penalidades que, apesar de não terem resultado em golo, deram ímpeto aos Panthers. O domínio do jogo, que inicialmente pertencera aos Capitals, escambou para o outro lado. A equipa de Washington chegou a estar 12:26 minutos sem um remate.

– Foi um jogo difícil para Jason Chimera. Zero golos, zero assistências, esteve no gelo em 3 golos dos Panthers, só teve um turno no 3º período e 5:43 minutos de jogo. Adam Oates percebeu isso no 2º período e passou Matt Hendricks para a 1ª linha. Hendricks aproveitou bem a oportunidade e acabou por marcar um golo, depois de uma jogada muito bonita de Ovechkin e Ribeiro.

– Kevin Dineen tentou eliminar Ovechkin com Filip Kuba e Brian Campbell. Eu percebo a lógica. Campbell é muito bom a sair para o ataque e podia aproveitar alguma complacência de Ovechkin a defender. Claramente, não resultou. Ovechkin cometeu um erro na zona defensiva que levou ao golo de Fleischmann, mas a partir desse momento o Russo encontrou a luz e fez o seu melhor jogo nesta temporada.

– Troy Brouwer marcou o golo decisivo, com um passe delicioso de Backstrom, para dar a segunda vitória consecutiva à equipa de Washington. E se eles precisam de vitórias…

-Ah! Não sei o que é que Erskine estava a tentar fazer aqui, mas não resultou. Pelo menos deu um bom gif.

Faceplant!!
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Antevisão: Capitals – Panthers

Backstrom, guardado de perto pelo rookie Gudbranson, no jogo de sábado

Depois de 3 derrotas consecutivas, duas das quais em casa, os Capitals conseguiram finalmente uma vitória incontestável, com uma exibição a condizer.

Talvez tenha sido o desespero. Talvez tenha sido a fragilidade do adversário. Talvez tenha sido sorte. Qualquer que seja a razão, os Caps foram capazes de dominar todas as zonas do gelo na vitória frente aos Florida Panthers por 5-0, no sábado. Pela primeira vez, os Capitals marcaram mais do que 3 golos, o guarda-redes não cometeu erros e a equipa manteve o nível durante os 60 minutos de jogo.

Hoje, as duas equipas voltam a encontrar-se, desta vez na Florida, e os Panthers tiveram 3 dias para lamber as feridas do jogo de sábado. Todos os jogadores querem mostrar que a derrota expressiva foi uma casualidade. Mas nenhum mais do que Tomas Fleischmann. Ele é a metáfora perfeita para a actual situação dos Capitals.

Em 2009/10, os Capitals dominavam a liga. Com 121 pontos, a equipa de Washington, então comandada por Bruce Boudreau (que está a fazer um belo trabalho em Anaheim, just saying…), venceu o President’s Trophy. Um ataque explosivo composto por Ovechkin (50-59-109), Backstrom (33-68-101) e Semin (40-44-84), muito bem apoiada por um elenco secundário de luxo, com 7 jogadores a marcarem mais do que 20 golos. Fleischmann era um deles.

Mas os Caps acabaram por ser eliminados pelos Montreal Canadiens na 1º ronda dos Playoffs, às mãos de Jaroslav Halak, que passava pela melhor forma da sua vida. A partir daí tudo foi diferente. A equipa foi tentando forçar um tipo de jogo que não era o seu, nem nunca seria, e foi perdendo a sua identidade a cada jogo que passava. Ovechkin passou de 50 para 38 golos, Semin foi trocado, tal como Fleischmann, e os Capitals entraram numa espiral emocional.

Há quatro anos que a equipa muda de sistema todos os anos. Primeiro com Boudreau. Depois, ainda com Boudreau mas mais defensivo. Depois, o estilo “vamos deixar o nosso melhor jogador a secar no banco” de Dale Hunter, naquela que foi uma das mais estranhas experiências que eu alguma vez vi. E agora, numa época encurtada onde quase não houve pré temporada, vamos começar tudo do zero com Adam Oates, que alguns dizem ser demasiado sofisticado para os jogadores dos Washington Capitals.

Adam Oates foi um jogador extraordinário, com uma inteligência para o jogo fora do normal. Mas Alex Ovechkin, Nicklas Backstrom, Mike Ribeiro são jogadores acima da média e que devem estar preparados para interpretar qualquer sistema. Talvez por ser mais complicado demore mais tempo, mas tempo é coisa que este ano não há.

Por vezes basta um momento para uma equipa se unir e acreditar no seu valor. Uma segunda vitória consecutiva sobre os Florida Panthers pode ser esse momento. Uma derrota poder ser mais um passo para o fim de uma era.

Transmissão: SportTv 3 às 00:30

Números:

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Fenwick Close: “forma de estimar a posse do disco, tal como o Corsi, através do diferencial de remates direccionados à baliza, sem contar com os remates bloqueados, quando o marcador está no máximo a dois golos de diferença, apresentado sob a forma de percentagem”

5v5 GM/60: “golos marcados em 5 contra 5, por 60 minutos de jogo”

5v5 GS/60: “golos sofridos em 5 contra 5, por 60 minutos de jogo”

PDO: “soma da percentagem de remate com percentagem de defesa, que tende a regredir para a média e está relacionado com o factor sorte”

Equipas Especiais:

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5v4 GM/60: “golos marcados em 5 contra 4, por 60 minutos de jogo”

5v4 RF/60: “remates a favor em 5 contra 4, por 60 minutos de jogo”

4v5 GS/60: “golos sofridos em 4 contra 5, por 60 minutos de jogo”

4v5 RC/60: “remates contra em 4 contra 5, por 60 minutos de jogo”

Alinhamento:

Os números mostram duas equipas com os mesmos problemas: ataque, baliza e penalty kill. Com powerplay acima da média, a equipa que conseguir manter a disciplina e limitar as situações de desvantagem numérica pode ter uma vantagem determinante. Não é um bom jogo para deixar os goons à solta…

No entanto, como o PDO mostra, estas duas equipas não têm sido bafejadas pela sorte, principalmente os Panthers. Com 948, a equipa da Florida é penúltima na NHL nesta estatística, apenas atrás dos Los Angeles Kings com 947. Mas um dos truques do PDO é que nem sempre regride para 1000. Uma equipa fraca pode ter uma média inferior a 1000, principalmente se estiver mal servida de guarda-redes. Com uma dupla formada por Jose Theodore e Scott Clemmensen, não é de esperar que os Panthers cheguem a 1000, mas 948 é baixo de mais para ser sustentável.

Se estas duas equipas pretendem chegar aos playoffs têm que melhorar a posse do disco. O Fenwick mostra que ambas são normalmente dominadas pelos adversários, e sem um guarda-redes de topo isso pode ser fatal. No ano passado, apenas 3 equipas chegaram aos Playoffs com um Fenwick Close inferior a 50%: os New York Rangers, os Phoenix Coyotes e os Nashville Predators. Sabemos bem que são os donos da baliza nestas equipas.

O alinhamento dos Panthers deve ser qualquer coisa parecida com isto:

Tomas Fleischmann – Stephen Weiss – Kris Versteeg
Drew Shore – Jonathan Huberdeau – Peter Mueller
Tomas Kopecky – Marcel Goc – Alex Kovalev
Jareed Smithson – Shawn Matthias – Jack Skille

Erik Gudbranson – Brian Campbell
Dimitry Kulikov – Mike Weaver
Filip Kuba – Tyson Strachan

Scott Clemmensen

E agora o dos Caps:

Jason Chimera – Mike Ribeiro – Alex Ovechkin
Wojtek Wolski – Nicklas Backstrom – Troy Brouwer
Eric Fehr – Mathieu Perreault – Joel Ward
Joey Crabb – Matt Hendricks – Jay Beagle

Karl Alzner – Mike Green
John Erskine – John Carlson
Tomas Kundratek – Jeff Schultz

Braden Holtby

Pelo gráfico do uso, que cruza qualidade de competição, offensive zone start e corsi, Kevin Dineen não gosta de combinar linhas, pelo que a qualidade de competição está bem distribuída pela equipa, mas usa claramente a 3ª e 4ª linhas mais na sua zona defensiva. Tudo indica que Dineen faz uma rotação de linhas situacional, ou seja, que depende mais da situação (zona do faceoff, resultado, tempo de jogo) do que do adversário, o que é pena. As bolas azuis de Goc e Matthias, que ilustram um corsi positivo, mostram que estas duas linhas têm capacidade para defrontar as melhores linhas dos adversários. Se Dineen começasse a combinar linhas o rookie Jonathan Huberdeau poderia ser o maior beneficiado, pois com minutos mais fáceis ia ter espaço para fazer ainda melhor do que já fez (3-3-6), à imagem do que tem feito Randy Carlyle com Nazem Kadri em Toronto.

Quanto aos Capitals, a linha de Backstrom é a única que se tem mantido constante e a produzir, sendo responsável por 30% dos golos da equipa. Adam Oates parece definir duplas e decidir o terceiro elemento da linha consoante o adversário. Backstrom-Brouwer e Ribeiro-Ovechkin (finalmente!) são as principais duplas com Chimera e Wolski a rodar entra as duas linhas, e é daqui que se espera que venham os golos. Contudo foi a linha de Ward-Perreault-Fehr que dominou o jogo de sábado, com dois golos. Com Backstrom e Ribeiro a comerem os minutos mais difíceis, esta linha pode ser mais uma vez um factor decisivo.

Como joga em casa, Kevin Dineen tem o controlo sobre as combinações das linhas. Se conseguir eliminar Backstrom, provalmente recorrendo a Marcel Goc e ao seu par defensivo Kuba-Strachan, combinar Mike Weaver com Ovechkin, que se dá bem com o Nº8, enquanto protege a linha de Jonathan Huberdeau, os Panthers podem ter uma oportunidade para ganhar.

Bruins trocam Tim Thomas para os Islanders… mas ele não tinha… Ãh?!

Peter Chiarelli, GM dos Boston Bruins, trocou Tim Thomas para os New York Islanders por uma escolha condicional na 2ª ronda do Draft de 2014 ou 2015.

Thomas continua de fora este ano, o último do seu contrato, mas ainda pesava $5 milhões de dólares para o tecto salarial dos Bruins, apesar de estar suspenso. Os Islanders poderão agora optar por deixar acabar o contrato, ou então tentar obrigar Thomas a cumprir o ano que lhe falta.

A 2ª escolha no draft só pertencerá aos Bruins se Thomas jogar pelos Islanders, ou se for trocado novamente. Nenhuma das duas situações irá acontecer. A troca foi apenas uma manobra de contabilidade criativa. Acompanhem o meu raciocínio.

Os Islanders procuram gastar o mínimo possível, mas dentro da regras económicas da NHL as equipas são obrigadas a gastar acima de um certo valor, o chão salarial. No entanto, Garth Snow, GM dos Islanders, apenas gastará dinheiro em jogadores essenciais para o plantel. É por isso que os Islanders são uma equipa construída quase totalmente a partir dos waivers, e que preferiram adquirir Keith Aucoin ($650.000) a Tim Connolly ($4.750.000).

Portanto parece simples. Os Bruins precisam de espaço salarial, os Islanders têm-no a mais. A pergunta de 1 milhão de dólares é: o que ganham os Islanders com esta troca?

A resposta: a segurança que atingem o chão salarial. Se Garth Snow quiser desfazer-se de alguns dos seus veteranos perto do trade deadline vai precisar de uma garantia que os Islanders se mantêm acima do chão salarial. Essa garantia é Tim Thomas.

Visnovsky é um dos candidatos a ser trocado, já que nunca quis pôr os pés em Long Island. Até recorreu aos tribunais para fugir dos Islanders… E só agora, 9 meses depois de ser adquirido aos Anaheim Ducks, chegou para fazer parte da equipa. Demorou mais do que o lockout.

Depois há o curioso caso do capitão Mark Streit, que se torna free agent no fim deste ano. Será que os Islanders conseguirão ir ao encontro das suas exigências contratuais?  Com Calvin de Haan, Griffin Reinhart, Matt Donovan, Aaron Ness, Scott Mayfield à espera de uma oportunidade na NHL, será que Streit terá lugar na defesa dos Islanders daqui a 2-3 anos?

O Suíço vai atrair muita atenção no trade deadline, principalmente de equipas que precisem de um especialista no powerplay, capaz de fazer 40 a 50 pontos por época.

Se Visnovsky e Streit forem trocados, os Islanders desfazem-se de $9.7 milhões de dólares em salários e certamente irão passar para baixo do chão salarial.

É aqui que entra Tim Thomas. Ele assegura que os Islanders se mantêm dentro das normas salariais, sem terem que absorver nenhum contrato ridículo nestas trocas.

Os $5 milhões contam para o tecto salarial, mas os Islanders não têm que pagar 1 cêntimo, porque Thomas está suspenso. Perfeito para uma equipa que opera com um orçamento reduzido.

Dissecar um golo

Terça-feira, no jogo entre os Philadelphia Flyers e Tampa Bay Lightning, Benoit Pouliot empatou o jogo a um aos 10:30 minutos do 3º período. Neste video vou tentar explicar todos os acontecimentos que levaram ao golo, e um erro em particular que diz muito sobre as fragilidades defensivas dos Flyers.

Primeiro vamos ver o golo em tempo real.

Agora vamos esmiuçar a jogada.

Este foi um bom exemplo de como é importante estabelecer as funções dentro de um par defensivo. Um defesa pode ir para trás da baliza, mas o outro, e de preferência o melhor, deve sempre guardar a zona frontal à baliza. Nada disto aconteceu nesta jogada e este é apenas um exemplo dos problemas defensivos dos Flyers.

Acredito que Peter Laviolette já tenha identificado estas falhas, porque ele é um bom treinador. Mas se os Flyers continuarem com falhas de marcação deste nível vai ser difícil deixarem os últimos lugares da Conferência Este.

Wild adquirem Rupp aos Rangers por Powe e Palmieri

Esta não é exactamente uma troca para fazer cair os queixos , mas diz muito à cerca de duas equipas de quem se esperava muito no início da época e que ainda não conseguiram realizar essas expectativas.

Os Minnesota Wild trocaram os avançados Darroll Powe e Nick Palmieri para os New York Rangers pelo veterano Michael Rupp. A aquisição de Rupp vem complementar a chamada de Charlie Coyle, grande promessa da equipa de Minnesota que vai fazer a sua estreia na NHL hoje frente aos Phoenix Coyotes.

O treinador Mike Yeo já tinha deixado claro que não estava contente com a performance dos seus jogadores, depois de perderem 4 dos 6 últimos jogos. Devin Setoguchi tem sido a principal face das dificuldades dos Wild, que com 2 pontos nos primeiros 8 jogos foi despromovido para a 4ª linha. Com Rupp, os Wild ganham a experiência de um vencedor da Stanley Cup.

Para os Rangers, esta troca dá mais profundidade ao grupo de avançados, que ficou particularmente frágil depois das lesões de Ryan Callahan e Chris Kreider. Darroll Powe é um bom penalty killer, algo que tem faltado aos Rangers depois das perdas de Brandon Dubinsky, Artem Anisimov, Brandon Prust e Ruslan Fedotenko no defeso.

Os Rangers são 19º no penalty kill com 78.4%. No ano passado era um dos pontos fortes da equipa, que acabou em 5º com 86.2%.

Ah! e o Powe liderou os Wild na última época com 91 remates bloqueados. O novo jogador preferido de John Tortorella!

É uma troca pouco entusiasmante, mas que ilustra bem os problemas de duas equipas e como elas tentam ultrapassá-los.

Uma maré de Azar

Alguma vez passaram por uma daquelas fases em que tudo vos acontece e chegam ao fim do dia a desejar nunca terem saído da cama? O treinador dos Islanders, Jack Capuano, está a passar por uma dessas fases.

Capuano não esteve no banco nas últimas partidas porque foi operado de urgência para retirar uma pedra num rim. Capuano admitiu que sentiu dores terríveis, dores que nunca sentiu durante a sua carreira como jogador.

Pensam que o azar de Jack Capuano acaba por aqui? Enganam-se. No jogo de ontem à noite frente aos New Jersey Devils, o primeiro desde a operação, Capuano foi atingido por um disco, mesmo na têmpora, enquanto dava indicações a um jogador.

O treinador dos Islanders foi imediatamente assistido por paramédicos no local, escapando com apenas cinco pontos por cima do seu olho direito. E para Capuano não pensar que tinha tido sorte, mal voltou dos balneários depois de ser assistido, os Devils marcaram o golo que levou o jogo para prolongamento.

No fim tudo correu bem e os Islanders até acabaram por vencer o jogo por 5-4 no prolongamento.

Este é o perigo de ser um treinador na NHL. Um dia temos uma pedra no rim, no outro estamos a levar com um disco na cabeça. E não se esqueçam, crianças, “TENHAM ATENÇÃO AOS DISCOS VOADORES”.

Nota: só para dizer que eu acho genial este aviso ser patrocinado por uma clínica de implantes dentários.