10 Questões Pós-Lockout

Com a estrutura global do novo CBA definida, as equipas preparam-se para o início retardado da época 2012/2013. Não sei se ainda se lembram mas Rick Nash é um Ranger, Ryan Sutter e Zach Parise voltaram à santa terrinha e os irmãos Staal reuniram-se em Raleigh.

Muitas questões se levantam, agora que o início de uma época reduzida se aproxima. Algumas serão respondidas nos dez dias frenéticos que nos separam da jornada inaugural a 19 Janeiro  outras só o serão no fim da época. Ficam aqui algumas das histórias que nos vão fazer ficar colados ao ecrã.

10. New York, New York

Rick Nash chegou à mais movimentada cidade do mundo. Depois de serem eliminados na final da Conferência Este pelos rivais dos New Jersey Devils, os Rangers sentem que esta pode ser a sua época e apostaram tudo na contratação de Nash.

Gaborik está lesionado e vai falhar os primeiros jogos, mas quando o Checo se juntar a Nash e Richards, os Rangers vão ter uma 1º linha aterrorizante. Juntando uma defesa sólida e, claro, o melhor guarda-redes da NHL, temos uma equipa candidata à Stanley Cup.

A experiência da época passada aumentou nos Rangers a crença de que podem ser campeões. São uma equipa recheada de grandes talentos no pico da sua carreira, uma mistura de jovens e ex-campeões, incluindo o seu treinador. Todos os ingredientes para um ano de sucesso na cidade que nunca dorme.

9. Divisão Sudeste

Historicamente uma das divisões menos interessantes da NHL, a Divisão Sudeste sofreu uma profunda transformação este ano. Os Washington Capitals têm sido os vencedores crónicos na última década, mas a última temporada veio trazer um novo paradigma a esta divisão. Os Florida Panthers surpreenderam, quebrando uma série de quatro vitórias consecutivas dos Washington Capitals.

A equipa da solarenga Florida está recheada de jovens jogadores, grande parte deles ainda à espera da sua primeira oportunidade na NHL, e será uma forte ameaça ao domínio dos Capitals nos próximos anos.

Também as outras equipas se reforçaram bastante. Os Hurricanes, claro está, uniram os irmãos Staal e contrataram Alex Semin. Steve Yzerman está a fazer um belo trabalho à frente dos Tampa Bay Lightning. Reforçou a baliza com a aquisição de Anders Lindback aos Nashville Predators e construiu uma defesa muito equilibrada, com a contratação de Sami Salo e Matt Carle.

Os Capitals de Alexander Ovechkin, depois de uma época de 2011/2012 decepcionante, vão procurar recuperar o fulgor ofensivo de outros tempos, com o novo treinador Adam Oates. Ovi está destinado a melhorar a performance da época passada, a pior desde que chegou à NHL em 2004.

E depois há os Winnipeg Jets. Mesmo depois de se mudarem para o Canada, continuam a ser tão relevantes como eram em Atlanta.

8. Novos Tempos, Novas Vontades

Algumas equipas procuram uma direcção diferente esta temporada. Nenhuma mais diferente do que os Washington Capitals, libertos das amarras de Dale Hunter, e agora comandados por Adam Oates.

Oates vem dos New Jersey Devils, onde trabalhou como treinador do powerplay. Conhecido pela sua mentalidade atacante, Oates promete devolver a liberdade ofensiva aos jogadores dos Capitals e vai tentar ajudar Ovechkin a recuperar o seu mojo.

Os Montreal Canadiens trocaram não só de treinador, mas também de General Manager. Marc Bergevin é o novo chefe em Montreal e Michel Therrien assume o cargo de treinador dos Canadiens pela segunda vez na sua carreira.

Therrien teve também uma breve passagem pelos Pittsburgh Penguins, de onde foi despedido passados 57 jogos para dar lugar a Dan Bylsma. Um ano depois os Penguins ganharam a Stanley Cup. Não é um currículo impressionante.

Bob Heartley  e Ralph Krueger são também caras novas nos Calgary Flames e Edmonton Oilers, respectivamente. Todos eles vão enfrentar a mesma dificuldade. Terão apenas uma semana para prepararem as suas equipas e, em certos casos, operar alterações profundas na sua organização. Não vai ser nada fácil e não se deve pedir muito a estas equipas nos primeiros jogos. Problema: não vão ter muitas oportunidades para recuperar os pontos perdidos.

7. Buyouts

A possibilidade de rescindir com dois jogadores, sem penalização do salary cap, é uma da medidas de transição entre o antigo e o novo CBA. As equipas vão dispor de duas temporadas para avaliar os jogadores que considerem dispensáveis e os contratos que se arrependem de ter feito.

Existe não só o interesse de descobrir quem serão os principais candidatos, mas também ver qual é o efeito desta ameaça na produção de alguns que parecem à partida destinados a serem dispensados (vamos todos olhar discretamente para o Scott Gomez).

6. Perdidos no Lockout

E com toda a loucura do lockout, alguns jogadores ficaram com a renovação de contrato pendente. E não são uns jogadores quaisquer. Entre os mais talentosos temos PK Subban dos Montreal Canadiens, Jamie Benn dos Dallas Stars, Ryan O’Reilly dos Colorado Avalanche e Michael Del Zotto dos New York Rangers.

Ficaria muito surpreso se algum destes jogadores não assinasse pela equipa actual. Mas na NHL tudo é possível…

5. E agora, Leafs?

Os Toronto Maple Leafs não são grande coisa a jogar hóquei, mas são muito bons a pôr toda a gente a falar dos Toronto Maple Leafs.

Ninguém pode dizer que estava à espera do que aconteceu. A dispensa de Brian Burke foi um choque, até para ele. Choque que os jogadores dos Leafs só têm uma semana para digerir.

Eu vejo potencial neste plantel. São jogadores jovens que tem espaço para evoluir. Se Dave Nonis conseguir resolver os problemas que tem na defesa, e principalmente na baliza, acredito que a equipa possa lutar por um lugar nos Playoffs. As distracções são muitas, e podem prejudicar a equipa mais escrutinada da NHL.

4. Drama nas balizas

Prepara-se uma época muito rica em controvérsias nas balizas. Mesmo com o fim do lockout, Tim Thomas insiste em tirar um ano de sabática para se refugiar nas montanhas do Colorado a juntar mantimentos e armas de fogo para enfrentar o fim do mundo.

Com tudo isto, quem ganha é Tukka Rask que assume a titularidade. O finlandês sempre se mostrou à altura como suplente, mas a pressão de ser dono da baliza de uma das Original Six é outra coisa.

Sergei Bobrovsky deixou a pressão de Philadelphia para cair no inferno de Columbus. Tomas Vokoun trocou os Capitals pelos rivais Penguins, para ajudar Marc-Andre Fleury (que bem precisa depois do que se passou nos Playoffs). E Ilya Bryzgalov vai continuar a  lutar contra a sua fobia de ursos.

 

3. Born to Be Wild

Zach Parise e Ryan Sutter foram a grande sensação do defeso. Depois de muita especulação, decidiram juntar esforços nos Wild. Não é estranho, tendo em conta que ambos passaram grande parte da sua infância no estado do Minnesota (e claro pela incrível quantidade de dinheiro que lhes foi oferecido).

Os Minnesota Wild são uma boa equipa no papel. Têm uma defesa sólida, protegida por um dos melhores guarda-redes da NHL. A linha de Heatley, Koivu e Parise é temível… no papel, acho que me estou a repetir. Mas serão os novos Wild capazes de trazer mais qualidade para o gelo? Conseguirão viver com a pressão de justificar o enorme investimento em Parise e Sutter?

Também não posso esperar para ver quem é que sente mais falta de quem. Sutter de Weber, ou Weber de Sutter?

2. A saúde de Crosby

Têm sido dois anos horríveis para a principal estrela da NHL. No últimos 3 anos, Crosby jogou um total de 63 jogos. As lesões, e agora o lockout, estão a roubar-nos os melhores anos da sua carreira.

O centro dos Pittsburgh Penguins tem 25 anos. Com 25 anos, Mario Lemieux estava a caminho de marcar 199 pontos numa época. Wayne Gretzky batia pela terceira vez consecutiva o seu próprio recorde de mais pontos numa época, com 215. Só podemos imaginar o que Crosby podia ter alcançado, se saudável.

Gretzky nunca teve problemas com lesões, mas Lemieux teve uma hérnia em 1990 que precisou de cirurgia. Em 91 e 92, os Penguins ganharam duas Stanley Cups à conta do seu capitão.

Com tantas ligações e sobreposições que existem entre Lemieux e Crosby, poderá a história repetir-se? Esperemos que sim, porque é uma pena se não pudermos ver Crosby a jogar no seu melhor. É a melhor promoção que se pode fazer ao desporto.

1. Luongo?

Roberto Luongo é um dos melhores guarda-redes da NHL, isso ninguém duvida. O seu contrato é longo, mas razoável, e toda a gente percebe que ele não vai ficar em Vancouver para ser suplente de Cory Schneider.

Toronto e Florida são os destinos mais falados, mas existe uma pequena possibilidade de ele ficar nos Canucks. Imaginem o seguinte rol de acontecimentos. Mike Gillis não encontra nenhuma troca que lhe agrade e a época começa com Luongo ainda em Vancouver. Schneider lesiona-se, Luongo entra, transforma-se numa parede e recupera a titularidade. Não queria estar na pele de Gillis se isto acontecer.

É muito bom poder falar de hóquei outra vez. Que venham os jogos!

3 thoughts on “10 Questões Pós-Lockout

    1. A SportTv já confirmou que vai retomar as transmissões, a começar já no dia 19 com Penguins-Flyers. Quanto à ESPN America, eu já mandei um email à quase uma semana e ainda não me responderam. No site diz que vão transmitir, mas ainda não aparece nenhum jogo na programação. O mais provável é não transmitirem durante os primeiros dias porque já têm a programação definida e é difícil encaixar os jogos.

      Se houver mais informações eu posto aqui no blog. Pode ser que eles respondam até ao fim da semana…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s