Defeso – Calgary Flames

Este é o quarto de uma série de artigos que irá cobrir o defeso de todas as equipas da NHL. Vou analisar o que as equipas fizeram até agora e o que falta fazer até ao ínicio da nova temporada em Outubro… Cof!Cof!

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Aqui os Flames não têm com o que se preocupar. O quê? Também têm problemas na baliza?! Não pode ser! Coitadinho do Iggy…

Pois, a verdade é que apesar de Miikka Kiprusoff ser um grande guarda-redes, os Flames andam à procura de um suplente minimamente apto a jogar na NHL há mais de 10 anos. Vários nomes passaram pelos Flames sem sucesso, incluindo Vesa Toskala (até me benzo cada vez que ouço este nome, dá-me cá um arrepio na espinha).

O problema toma contornos de maior gravidade quando nos apercebemos que, apesar de toda a sua qualidade, Kiprusoff já tem 36 anos e não vai manter este alto nível por muito mais tempo. Os Flames ainda não têm um sucessor definido para o Finlandês, mas o principal candidato parece ser Karri Ramo (Oh meu deus!).

Para já a solução passa pela dupla de guarda-redes jovens, Henrik Karlsson e Leland Irving. Karlsson ainda não teve muitas oportunidades para jogar porque passou metade do tempo lesionado. Irving há 2 anos jogava na ECHL. As perspectivas não são nada animadoras…

Defesa

Na defesa, os Flames apostaram forte e falharam miseravelmente. Trocaram Jordan Henry e uma 5ª escolha no Draft para os Washington Capitals, pelos direitos de negociação com Dennis Wideman. Os Flames evitaram assim que o defesa entrasse no mercado livre (até parece que o interesse era muito) e assinaram um contrato de $26 milhões por 5 anos. São $5.25 milhões por ano, tanto como Duncan Keith ou Chris Pronger. Ah! E também tem um no-movemente clause… Bem vindos a Calgary!

Os Flames acharam que ter um defesa sobrevalorizado não chegava (cof!cof!…Bouwmeester…Cof!). Não é que Wideman seja um mau jogador. Ele é uma boa arma no powerplay e tem um bom remate, mas comete muitos erros naquilo que devia ser a sua principal função: defender. Pagar $5 milhões por ano a um jogador com este handicap é um erro, e dos grandes.

Vamos a mais um mau contrato assinado pelos Flames? Vamos! Cory Sarich está de volta a Calgary. Enquanto que Wideman é um jogador unidimensional na medida em que não defende particularmente bem, Sarich é zero-dimensional. É lento, não tem qualquer capacidade ofensiva, nem defensiva e vai fazer 34 anos em Agosto. O que é que os Flames fazem? Prolongam o contrato do senhor por mais dois anos.

Ataque

No ataque temos… wait for itoutro mau contrato dos Flames. Jiri Hudler assinou um contrato de $16 milhões por 4 anos. Ele marcou 25 golos na época passada, já marcou mais de 50 pontos por duas vezes e é um ala de 2ª linha, exactamente aquilo que os Flames precisavam (e pelo menos este não tem nenhuma cláusula).

O problema é que não existe qualquer prova de que Hudler consiga render sozinho. Hudler vem dos Detroit Red Wings onde jogava ao lado de Henrik Zetterberg e Valteri Filppula. Nos Flames não vai encontrar jogadores desse calibre.

A boa notícia foi a renovação de Mikael Backlund. O jovem de 23 anos assinou por mais um ano e é agora o melhor centro da equipa, depois da saída de Olli Jokinen. É um jogador com enorme potencial e que deve fazer um bom trabalho ao lado de Iginla (o Iggy está contente).

Jay Feaster continua a recusar a ideia de uma reconstrução da equipa. Neste defeso ainda piorou mais a situação ao oferecer contratos prolongados a jogadores veteranos. Os Calgary Flames têm agora a 2ª massa salarial mais elevada da NHL, mas continuam a ser uma equipa medíocre.

Alinhamento Provável

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Defeso – Buffalo Sabres

Este é o terceiro de uma série de artigos que irá cobrir o defeso de todas as equipas da NHL. Vou analisar o que as equipas fizeram até agora e o que falta fazer até ao ínicio da nova temporada em Outubro… Cof!Cof!

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O duo Miller-Enroth dá garantias de boas exibições entre os postes. Miller vem de duas épocas complicadas (gutless, mesmo), pondo em causa o seu lugar na elite da NHL. É de prever que ele recupere a boa forma na próxima época, principalmente se se mantiver afastado das lesões (e de Milan Lucic).

Mesmo que isso não aconteça, Jhonas Enroth é um suplente apto a tomar as rédeas da equipa a qualquer altura. Com apenas 24 anos, o Sueco será o futuro titular da baliza dos Sabres e está a aproveitar para aprender tudo o que pode com Ryan Miller (palavrões em inglês, principalmente).

Defesa

Os Sabres têm uma grande profundidade defensiva, e alguns dos actuais defesas podem até ser dispensáveis, como Jordan Leopold, Andrej Sekera ou TJ Brennan. Os Sabres devem ter em consideração que Mark Pysyk e Jerome Gauthier-Leduc estarão prontos para jogar na NHL dentro de 1/2 anos, e vão precisar de espaço.

Existe a possibilidade de os Sabres usarem este excesso de jogadores numa troca por um ala que traga maior capacidade ofensiva. Bobby Ryan e Jarome Iginla são algumas da hipóteses à mercê de Darcy Regier.

Ataque

Depois de quase um ano de rumores, Derek Roy foi finalmente trocado para os Dallas Stars, por Steve Ott e Adam Pardy.  Ott é tudo o que Roy não é: duro, implacável e agitador. Ott pode contribuir ofensivamente, mas não foi essa a razão da sua aquisição. Ele adapta-se à recente tendência de endurecer as equipas (principalmente na Divisão Nordeste que para o ano vai parecer o Monday Night Raw). Dureza é algo que os adeptos dos Sabres têm pedido desde o “Caso Lucic”. A saída de Roy marca o fim de uma era e o começo de outra, liderada pelas jovens promessas da equipa (Cody Hodgson, Tyler Ennis, Mikhail Grigorenko).

A busca pela dureza continuou com a aquisição de John Scott, um ser humano maciço (2.03m e 122 Kg) que irá dividir o seu tempo entre a NHL e a AHL. Sem habilidade com o disco, sem remate, sem sentido posicional, sem nenhuma competência minimamente relacionada com o hóquei no gelo, John Scott serve apenas para um propósito: bater nas pessoas. De facto o seu recorde é impressionante: 24 vitórias, 0 derrotas (agora é que o Lucic se borrou todo, esta foi a sua reacção à notícia).

Depois da saída de Roy, a principal dúvida no alinhamento é a posição de centro da 1ª linha. Tyler Ennis e Cody Hodgson são os dois principais candidatos. Ennis esteve muito bem na segunda metade da época passada, mostrou grande criatividade e muita capacidade para gerar espaço na zona ofensiva. Hodgson teve algumas dificuldades de adaptação, depois de ter vindo dos Vancouver Canucks a meio da época, por troca com Zack Kassian. Com mais tempo de preparação para esta época (provavelmente o ano inteiro), com maior cumplicidade com os seus colegas e melhor adaptado à vida em Buffalo, Hodgson poderá recuperar a sua melhor forma.

Os verdadeiros problemas dos Sabres estão nas alas. Existem rumores do interesse em Bobby Ryan, depois de terem falhado a contratação de Zach Parise. Ville Leino teve uma época horrível (8 golos, 25 pontos) depois de ter assinado um contrato milionário ($27 milhões / 6 anos). A experiência a centro não correu nada bem e o Finlandês deve estar de regresso a uma das alas.

Jovens como Marcus Foligno, Corey Tropp e Mikhail Grigorenko (12ª escolha no Draft deste ano) vão ter espaço para jogar minutos importantes e iniciar uma renovação silenciosa na equipa de Buffalo.

Alinhamento Provável

 

 

Defeso – Boston Bruins

 

Este é o segundo de uma série de artigos que irá cobrir o defeso de todas as equipas da NHL. Vou analisar o que as equipas fizeram até agora e o que falta fazer até ao ínicio da nova temporada em Outubro… Cof!Cof!

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Pelos vistos Tim Thomas decidiu tirar um ano de folga e anunciou que não irá participar na época de 2012-2013 (e todos os outros jogadores da NHL estão a pensar fazer o mesmo). Isto é um problema para os Bruins. Como Thomas tem mais de 35 anos o salário vai sempre contar para as contas do tecto salarial.

Peter Chiarelli tem algumas opções. Pode suspender Thomas e deixar acabar o último ano do seu contracto. Não têm que pagar um cêntimo, os $5 milhões vão na mesma contar para a massa salarial, mas no fim do ano o contrato termina, dando liberdade para as negociações com Milan Lucic, Tyler Seguin e Brad Marchand.

A outra opção será tentar trocar Thomas para uma equipa que procura chegar ao chão salarial, ou para alguém que esteja desesperado por um guarda-redes de elite (sim estou a olhar para ti, Brian Burke). Neste momento, os Bruins não esperam um grande retorno pelo guarda-redes veterano, mas o simples alívio dos $5 milhões permite que os Bruins sejam mais agressivos na luta por Rick Nash ou Bobby Ryan.

Chiarelli é bom de rins. Depois de um murro no estômago recuperou bem e assinou o melhor contrato até agora neste defeso (na opinião deste humilde espectador). Tuukka Rask prolongou o seu contrato por um ano no valor de $3.5 milhões. Quando se pensava que o contrato de Ondrej Pavelec ia inflacionar o mercado ($19.5 milhões / 5 anos), os Bruins conseguem estender o contrato de um dos guarda-redes mais promissores da NHL por um valor relativamente baixo e apenas por um ano.

Esta é a situação ideal para a equipa de Boston. Rask tem números excepcionais para um jovem de 25 anos (melhor percentagem de defesas da liga desde que chegou à NHL, adivinhem que é o 2º), mas nunca fez mais de 30 jogos numa época. Agora com Thomas fora da corrida, Rask é o titular obvio e vai ter um ano à experiência. Se algo correr mal, no problemo, o contrato é só de um ano…

Defesa

Não se pode melhorar muito a melhor defesa da liga (errata: onde se lê defesa deve-se ler Zdeno Chara). Por isso os Bruins apenas assinaram Garnet Exelby para reforçar os Providence Bruins da AHL.

Os Bruins ainda estão à procura de um defesa para lutar por um lugar no terceiro par e dar maior profundidade à equipa. Dougie Hamilton, o defesa de 1.96 m seleccionado em 9º no Draft de 2009 (obrigado Phil Kessel), deve ter uma oportunidade de se estrear ao mais alto nível e pode ser o melhor reforço para a defesa dos Bruins.

Ataque

No ataque, os Bruins prolongaram o contrato de Gregory Campbell ($4.8 milhões / 3 anos) e Chris Kelly ($12 milhões / 4 anos) e adquiriram Christian Hanson, que muito provavelmente irá rumar a Providence. Doze milhões por Kelly, um centro de 3ª linha, pode parecer muito, mas quando se consegue fazer isto há que pagar ao homem.

Rick Nash é o nome mais desejado por todos os fãs dos Bruins. Nash quer os Bruins, os Bruins querem Nash, é o casamento perfeito. Resta saber se Scott Howson aceita o que eles têm para oferecer (Scott, eles nunca vão ceder o Seguin, esquece lá isso).

Alinhamento Provável

Defeso – Anaheim Ducks

Este é o primeiro de uma série de artigos que vai cobrir o defeso de todas as equipas da NHL. Vou analisar o que as equipas fizeram até agora e o que falta fazer até ao ínicio da nova temporada em Outubro… Cof!Cof!

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Jonas Hiller é um guarda-redes acima da média e vai absorver grande parte dos minutos de jogo. Ele foi titular em 73 jogos na época passada e acabou por revelar cansaço em alguns momentos. Apesar de Deslauriers me parecer um suplente capaz, os Ducks podem procurar um guarda redes veterano que retire algum do peso dos ombros de Hiller.

Defesa

Os Anaheim Ducks já se tinham preparado para perder o jovem Justin Schultz para outra equipa. O defesa de 21 anos aproveitou uma fragilidade do acordo colectivo de trabalho para entrar directamente no mercado livre sem nunca ter jogado pela equipa que o escolheu no Draft de 2008. Schultz é uma das maiores promessas da NHL e perdê-lo foi um grande golpe nas aspirações dos Ducks. Uma situação a corrigir nas negociações do novo acordo.

Os Ducks procuram melhorar a sua defesa nos primeiros dias da Free Agency com a aquisição de Bryan Allen. Allen é um jogador muito físico e os seus 196 cm de altura são ideais para limpar a frente da baliza, algo que os Ducks não tinham desda a saída de Chris Pronger.

No mesmo dia os Ducks assinaram também Sheldon Souray. O defesa de 35 anos somou 21 pontos (6 G, 15 A) na última época ao serviço dos Dallas Stars. Souray está já longe dos seus dias de glória em Montreal, mas mesmo assim o GM Bob Murray ofereceu um contrato de $11 milhões durante 3 anos. Este pode ser um contrato arriscado para os Ducks que estão agora presos a um veterano na fase descendente da sua carreira durante 3 anos, para além de poder ser um entrave ao desenvolvimento de jogadores mais jovens (Sami Vatanen, Hampus Lindholm).

Ataque

Bobby Ryan tem sido eternamente utilizado como isco pela direcção dos Ducks. São múltiplas as situações em que Ryan foi associado com várias equipas. Depois de um ano com resultados negativos, voltaram a circular os rumores da disponibilidade dos Ducks para trocar Ryan. Farto de ver a sua permanência posta em causa sempre que a equipa passa por um momento de aflição, Ryan pediu para ser trocado. Tudo depende daquilo que os Ducks conseguirem adquirir na troca, mas perder um jogador que nunca marcou menos de 31 golos numa época nunca pode ser bom.

Os Ducks adquiriram Brad Staubitz para substituir o bigode de George Parros. Staubitz é um enforcer que pode ser uma presença muito positiva no balneário. Os Ducks têm outras opções para a 4ª linha (Matt Beleskey, Patrick Maroon) e alguns jovens que anseiam pelos seus primeiros minutos na NHL, por isso não sei se Staubitz vai ter espaço para se afirmar.

A melhor notícia para os fãs dos Ducks até agora foi a garantia que Teemu Selanne vai voltar para cumprir 20 anos de carreira. O Finlandês foi o melhor marcador da equipa na época passada e é o detentor de praticamente todos os recordes da organização. Selanne fez 42 anos no dia 3 de Julho mas não aparenta ter mais de 25, nem de cara nem a jogar.

Os Ducks ainda vão precisar de melhorar o seu plantel principalmente no ataque. Ainda falta um centro de segunda linha e outro para a quarta. Um ala esquerdo que completasse as qualidades de Teemu Selanne seria o cenário perfeito para esta equipa, que está muito dependente da resolução do caso Ryan.

Alinhamento Provável