Candidatos Conn Smythe – Oeste

O Hockey é um jogo de equipa. Cada um tem o seu papel, mas para o cumprir na perfeição precisa que o companheiro do lado o faça também. É uma relação de simbiose: o jogador A falha, o jogador B emenda, e vice-versa. No fim, quem ganha é a equipa.

Por muito que seja bom para o ego exaltar o espírito de equipa, a dura realidade é que existe sempre um jogador melhor do que os outros. Não há volta a dar, alguém tem que ser o melhor.

As dificuldades de atribuir o Troféu Conn Smythe começam logo pela semântica. O prémio deve ser atribuído ao “jogador mais valioso para a sua equipa durante os Playoffs da NHL”, não ao melhor (e sim, existe uma diferença). Wayne Gretzki venceu o Conn Smythe por apenas 2 vezes durante os seus 21 anos de carreira, apesar de ser amplamente reconhecido como o melhor jogador de todos os tempos.

A dificuldade está em distinguir entre “melhor” e “valioso”, pesar a diferença entra a excelência em todas as áreas do jogo e a sua importância dentro do conceito de equipa. Aqui ficam os meus principais candidatos da Conferência Oeste, com um pequeno vídeo de melhores momentos compilado pelo yours truly.

Los Angeles Kings

Principal Candidato: Dustin Brown (7 G, 8 A)

Começo logo com uma escolha polémica. Todos apontam para Jonathan Quick para explicar o sucesso dos Kings nos Playoffs. Ele tem os números (1.41 GAA, 0.951 %Def, 11 vitórias), é um candidato ao Troféu Vezina e, por mim, seria também candidato ao Hart.

Mas os Kings mudaram. Passaram de uma média de golos por jogo de 2.29 para 3.08, deixaram de estar dependentes de Quick para ganhar jogos pela margem mínima. Os Kings agora dominam os adversários, sem apelo nem agravo.

Dustin Brown é o rosto dos novos Kings. Forte, rápido e batalhador, o capitão incorpora o espírito da equipa. Consegue ainda ser o melhor marcador dos Playoffs, com 15 pontos, 2 golos em shorthanded e 3 golos que deram a vitória à sua equipa. Isto é ser valioso.

Segunda Escolha: Jonathan Quick

Phoenix Coyotes

Principal Candidato: Mike Smith (2.02 GAA, 0.942 %Def, 2 SO)

Smith é o exemplo perfeito de um jogador valioso para a sua equipa. Sem ele, os Coyotes não estariam nos playoffs. Sem ele, não tinham eliminado os Blackhawks e os Predators.

Não tem a técnica de Lundqvist, nem o atleticismo de Quick, mas tem capacidades mentais que não são mesuráveis. Garra, determinação, clutch, chamem-lhe o que quiserem. Smith aparece nas alturas em que a equipa mais precisa dele.

Apesar dos seus números serem ligeiramente inferiores aos de Jonathan Quick, Mike Smith tem muito mais trabalho. O guarda-redes dos Coyotes já enfrentou 515 remates, contra apenas 344 de Quick.

Todos gostamos de torcer pelo mais fraco, mas Smith despiu-se desse papel e foi conquistando aos poucos o seu espaço entre os guarda-redes de elite da National Hockey League.

Segunda Escolha: Antoine Vermette (5 G, 4 A)

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