O Estranho Caso De Alexander Ovechkin

Fontes próximas (e obviamente fictícias) aos Washington Capitals afirmam que Dale Hunter procurou inspiração no filme de David Fincher para distribuir os minutos de jogo da sua equipa durante os Playoffs.

No romance de F. Scott Fitzgerald um homem nasce com oitenta anos e rejuvenesce a cada dia que passa. No romance de Dale Hunter a estrela dos Washington Capitals vê o seu tempo de jogo diminuído a cada dia que passa.

Ovechkin jogou menos de 20 minutos em 6 dos 11 jogos que já disputou nos Playoffs da Stanley Cup 2012, incluindo um mínimo de carreira no Jogo 2 frente aos Rangers com 13 minutos e 36 segundos. Para um dos melhores jogadores do mundo é manifestamente pouco.

Não faz sentido ter o melhor jogador da equipa sentado no banco, mas a opinião da maioria dos analistas sugere que os Capitals têm mais hipóteses de ganhar se Ovechkin jogar menos tempo, pois os Capitals ganharam 5 dos 6 jogos em que ele foi menos utilizado.

Os números parecem apoiar esta ideia. O seu Corsi foi -4.8 esta época, apenas o 7º melhor registo entre os avançados dos Capitals. O Corsi é o diferencial de remates enquanto um jogador está em jogo. Esta estatística tem em conta golos, remates à baliza, remates ao lado e remates bloqueados, permitindo avaliar melhor o desempenho de um jogador sem a interferência de factores externos.

Este número pode ser enganador, na medida em que é influenciado pela qualidade dos adversários. Outra estatística, o Corsi QoC (Corsi dos adversários que estão ao mesmo tempo em jogo) revela que Ovechkin teve o trabalho facilitado e que o seu mau Corsi é apenas devido a erros defensivos.

No entanto, se analisarmos a fundo a utilização de Ovechkin por parte de Hunter chegamos a uma conclusão diferente. Hunter transformou Ovechkin num role player, dando-lhe mais tempo de jogo quando os Caps estão a perder. A verdade é que os Capitals apenas passaram 9% de tempo de jogo em desvantagem no marcador.

Hunter faz uma utilização situacional dos seus jogadores, pondo a jogar aqueles que lhe dão mais garantias defensivas quando a equipa está a ganhar ou empatada. Ovi só entra nos planos do treinador quando a equipa precisa de golos.

Outra discussão será a da eficácia desta táctica. Os Caps seguraram apenas 4 das 12 vantagens no marcador, o que pode ser explicado pela reticência do treinador em arriscar para alargar a vantagem. Eu não tenho muita fé nesta estratégia, mas fica provado que a utilização de Ovechkin é situacional e não o produto de uma análise preguiçosa.

 

 

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