Uns jogam…Outros tiram “selfies”!

Na segunda-feira passada os Minnesota Wild fizeram um jogo de preparação com os Pittsburgh Penguins. Os Wild venceram por 4-1, mas os fãs e um jogador em particular não estavam muito interessados no resultado. É que o guarda-redes suplente dos Wild foi Ilya Bryzgalov. E se ele não joga, tira “selfies”. No 3º período formou-se um fila de adeptos, junto do banco, para tirar a famosa foto com o sorridente aspirante a astronauta. Ilya mostrou-se muito simpático e não se importou de pousar “junto” dos fãs. A verdade é que o vidro separava-o dos adeptos, por isso ele não estava mesmo junto deles. Mesmo assim estava um jogo a decorrer. Questionado sobre estes acontecimentos o treinador dos Wild não quis comentar. Também não valia a pena..Ele faz o que quer. Aqui ficam algumas das fotos

O guarda-redes que viu a sua carreira ganhar um novo fôlego no ano passado, com a passagem dos Wild aos Playoffs, este ano tem de se aprumar porque a equipa de Minnesota tem 4 opções para a baliza. Ilya rei das “selfies”. E dos Wild?

Leafs pensam em separar JVR e Kessel

James van Reimsdyk

Frank Gunn/The Canadian Pres

Os Toronto Maple Leafs têm muito problemas, mas a dupla James van Reimsdyk e Phil Kessel não é um deles. Os dois foram os melhores marcadores da equipa na época passada e participaram em 30% dos golos dos Leafs. Fizeram parte da 2ª linha mais produtiva da liga, combinando para um total de 190 pontos. Só por isso, seria de evitar mexer num dos pontos fortes da equipa. No entanto, separar a 1ª linha dos Leafs faz mais sentido do que parece à primeira vista.

No primeiro dia do training camp, Randy Carlyle, o treinador dos Maple Leafs, constatou que tem várias opções para a 1ª linha que vão para além de James van Reimsdyk, Tyler Bozak e Phil Kessel. Um dos principais problemas dos Leafs na época passada foi a produção ofensiva para lá dessa 1ª linha. Para além de van Reimsdyk e Kessel, nenhum outro jogador ultrapassou a barreira dos 50 pontos. Separar os dois pode ajudar a equilibrar melhor o alinhamento e, assim, construir um ataque mais potente.

Os Leafs têm outro jogador que se dá bem com Kessel: Joffrey Lupul. Nas últimas 3 épocas, Lupul passou sensivelmente metade do seu tempo de jogo (em 5v5) ao lado de Kessel, onde facturavam a um ritmo de 3.7 golos por 60 minutos de ice time. Nos minutos em que não estava com Kessel, esse número desceu para os 2.5 golos/60 min. Os números de van Reimsdyk também são mais baixos quando não está com Kessel, mas não tão baixos como os de Lupul. Para além disso, ele já tinha demonstrado capacidades em Philadelphia.

James van Reimsdyk também poderia ajudar a revitalizar os números de Nazem Kadri. Pode desviar mais as atenções dos defesas e dar espaço à criatividade do centro. Quem sabe se isso não será o que falta para Kadri deixar de ser um jogador de 50 pontos por época para passar a ser um de 70. Certamente o seu “casamento” com Lupul e Clarkson não está a funcionar e há que experimentar outras soluções.

Estamos ainda numa fase precoce. Daqui até ao começo da época ainda vão ser experimentadas muitas combinações diferentes. Nos Leafs e em todas as outras equipas da NHL. Este é o momento para os treinadores perceberem quais e quantas são as opções que têm à sua disposição. Nada é de pedra e cal nesta altura. Tudo pode mudar radicalmente, mas é reconfortante saber que os Leafs estão abertos à mudança e a procurar soluções para fazer evoluir a equipa.

Giroux falha início da pré-temporada

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Com o início dos training camps começam a surgir as primeiras indicações sobre a condição física dos jogadores. Com apenas 15 minutos decorrido no 1º treino dos Philadelphia Flyers, Claude Giroux lesionou-se e teve que se retirar para os balneários. Mais tarde, o GM dos Flyers Ron Hextall confirmou que o melhor marcador da equipa na época passada vai ficar de fora durante as próximas 2 semanas. Segundo as declarações de Hextall, a lesão não vinha de trás e ocorreu mesmo naqueles 15 minutos.

“Isto aconteceu hoje. É o primeiro dia do training camp, todos os jogadores estão com vontade de mostrar trabalho e as coisas acontecem. Obviamente não é a melhor maneira de começar. Foi o que nos calhou em sorte, agora temos que lidar com isto.”

Os Flyers ainda não têm certeza sobre a extensão da lesão, mas não se espera que Giroux falhe o início da época.

Red Wings arrumam a casa antes do training camp

prohockeytalk.nbcsports.com

Enquanto tantas equipas ainda fazem braço de ferro com os seus restricted free agents, os Detroit Red Wings já puseram fim à sua principal disputa, poucos dias antes do início do training camp. Danny DeKeyser assinou um contrato de 2 anos no valor de $2.187 milhões de dólares por ano. Por resolver fica apenas a situação de Daniel Alfredsson. O veterano de 41 anos quer desesperadamente fazer mais uma época, mas as suas costas parece que não querem deixar. Alfredsson está a ser seguido por um especialista e, mesmo que recupere, precisa de um novo contrato. Com a renovação de DeKeyser, os Red Wings ficam com cerca de $3 milhões de dólares em cap space.

DeKeyser será novamente RFA no fim deste contrato, o que é uma situação excelente para os Red Wings. Podem assim utilizar estes dois anos para avaliarem melhor o valor do defesa de 24 anos. Na época passada, a sua 1ª a tempo inteiro na NHL, DeKeyser fez 23 pontos em 65 jogos. Ken Holland explicou o que os Red Wings vêem no jogador. “Ele é um defesa muito bom. Percebe bem como se deve posicionar. Tem mobilidade. Faz um bom primeiro passe. Na época passada deu indicações que pode evoluir também no ataque.”

Kekalainen preocupado com a possibilidade de Johansen falhar o training camp

nhl.com

A possibilidade de os Columbus Blue Jackets começarem o training camp sem Ryan Johansen é cada vez mais real. Como consequência, o GM dos Blue Jackets Jarmo Kekalainen está a ficar frustrado com as negociações e, em especial, com o agente Kurt Overhardt.

“Se calhar é por ser Europeu, mas quero toda a gente aqui para começarem a trabalhar juntos. Quero que a equipa seja o mais importante. Foi assim que tivemos sucesso no ano passado. Foi por causa da equipa, não foi por cause de um só jogador. O nosso sucesso vem de sermos uma verdadeira equipa e não um conjunto de individualidades. Nós não temos estrelas.”

Kekalainen ainda disse que espera que as pessoas à volta de Johansen estejam a pensar no seu futuro, mais particularmente no seu futuro com os Blue Jackets. Terminou com uma farpa direccionada a Overhardt

“O objectivo não devia ser quebrar recordes de comissões.”

Tendo em conta estas declarações, fica claro que todo o processo de negociação está a desgastar a relação entre jogador e equipa, e isso não é bom para ninguém. Os Blue Jackets não podem contar com o jogador, e Johansen está a aumentar as exigências que lhe serão colocadas na próxima época.

O desacordo entre ambas as partes já vem desde Junho. Os Blue Jackets pretendem um “bridge deal“, um contrato curto que os proteja contra eventuais sobressaltos no desenvolvimento de Johansen. Já o jogador considerou esta oferta um desrespeito face ao que fez na época passada. No início de Agosto, o agente de Johansen terá proposto um contrato de 2 anos, aproximando as partes. No entanto, ainda discordam bastante quanto ao valor monetário. Segundo alguns relatos, estão afastados por cerca de $3 milhões de dólares.

Kekalainen já disse que não valia a pena perderem tempo com offer sheets, porque os Blue Jackets igualariam qualquer oferta. Kurt Overhardt já disse por mais do que uma vez que Ryan Johasen tem muito mercado e é um jovem jogador de elite, muito apetecido na NHL. O agente pode ameaçar à vontade, mas enquanto Johansen não tiver a offer sheet assinada, não tem nenhuma vantagem negocial.

Depois do que aconteceu a P.K. Subban, não me parece ser uma boa ideia utilizar a mesma estratégia dos Canadiens. Apesar de terem ficado com o jogador, acabaram por pagar muito mais do que se lhe tivessem dado um contrato longo à uns anos atrás. Não me parece que haja muito risco em apostar forte em Johansen. Com apenas 22 anos, foi o melhor marcador dos Blue Jackets na época passada por larga margem (33 golos e 30 assistências) e o seu jogo defensivo ainda é melhor do que o ofensivo.

No entanto, o jogador também tem que pensar se vale a pena estagnar a sua evolução por causa de uma disputa contratual. Tendo em conta o seu potencial, Johansen vai ter direito a um grande contrato, mais cedo ou mais tarde. Não faz sentido estar a insistir tanto para o ter já. Aqui tenho que concordar com Kekalainen. Esta inflexibilidade parece vir mais do lado do agente, que quer fazer dinheiro o mais rápido possível.

NHL pode regressar à Europa

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stlouisgametime.com

A NHL e a NHLPA discutem activamente uma série de assuntos relacionados com o hóquei internacional. A maior questão em cima da mesa é a presença da NHL nos Jogos Olímpicos de Inverno, mas existem outros assuntos que estão a ser discutidos, um deles o regresso do Campeonato do Mundo. Ainda existem alguns detalhes a limar, mas as duas partes já concordaram em fazer regressar o torneio que já não é realizado desde 2004. Estamos a falar claro do verdadeiro Campeonato do Mundo, e não daquela competição para onde vão os jogadores que são eliminados dos playoffs.

A competição deverá ter lugar em Setembro de 2016, com a presença das maiores estrelas da NHL. Os jogos serão disputados em Montreal e em Toronto. O torneio vai ser formado por 8 equipas, 6 das quais são fixas: Canadá, Rússia, EUA, Suécia, Finlândia e República Checa. Ainda não se sabe como serão escolhidas as outras duas, se por convite ou através de um torneio de apuramento. A última opção seria a melhor em termos desportivos, mas dificulta consideravelmente a logística da competição.

Mas o mais interessante no meio destas conversações sobre o Campeonato do Mundo é a possibilidade de regressarem os Premiere Games. De 2007 a 2011, a NHL realizou uma série de jogos em solo europeu marcando o início de cada temporada, e dando-lhes o nome de Premiere Games. O primeiro jogo realizou-se em 2007, na capital inglesa Londres e colocou frente-a-frente Los Angeles Kings e Anaheim Ducks. Desde aí, os Premiere Games visitaram vários países da Europa, incluindo Alemanha, Suécia, Finlândia e República Checa.

Ainda nada é certo. Não passam de intenções. Mas uma coisa podemos ter a certeza: vamos ter Campeonato do Mundo daqui a 2 anos.

Alterações de regras para 2014/15

Dallas Stars v New York Islanders

A NHL anunciou hoje um conjunto de alterações das regras, com efeito já no início da próxima temporada. Dentro das mais importantes, deixa de ser permitido fazer o spin-o-rama nos penalty shots e no shootout. Também deixa de ser obrigatório utilizar 3 jogadores diferentes do shootout. O trapezóide atrás da baliza que restringe a movimentação dos guarda-redes – também conhecida pela “Lei de Brodeur” – vai ser alargado por mais 60 centímetros de cada lado.

A revisão de jogadas com recurso ao video será alargado a todas as situações de possível golo. As multas por simulação vão ser mais rígidas, com a possibilidade de aplicar multas também aos treinadores. Para diminuir a possibilidade de atrasar o recomeço do jogo nos face-offs depois de um icing, se um jogador fizer duas violações consecutivas nesta situação será penalizado com dois minutos. No prolongamento, as equipas vão ser obrigadas a trocar de campo, ficando os jogadores mais longe dos bancos e tornando as trocas de linhas ainda mais perigosas. Por último, mesmo que um remate não bata em nenhum defesa antes de sair da pista, o face-off será executado na zona ofensiva. Esta alteração procura não prejudicar uma equipa que colocou o disco fora da pista enquanto tentava criar situações de golo.

São alterações positivas, agora tudo depende da forma como os árbitros as vão aplicar no terreno.

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