Há uma nova força no Oeste

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Como se a Conferência Oeste não fosse já forte o suficiente, parece que há outra grande equipa a nascer daquele lado da NHL. Desde que chegou aos Dallas Stars, o novo GM Jim Nill tem montado aos poucos uma equipa capaz de competir com os monstros sagrados da Conferência. O objectivo é devolver à equipa a sua antiga glória, a glória dos anos de Mike Modano e da conquista da Stanley Cup de 99.

Star Power

Quando chegou a Dallas, a primeira missão de Jim Nill era encontrar um centro de 1ª linha que pudesse dar continuação ao legado de Modano. Um jogador de elite, um perigo constante para a baliza do adversário, um jogador que os outros temessem. Nill não demorou muito a encontrar o homem ideal. No verão passado, Tyler Seguin chegou dos Bruins, na troca que enviou Louie Eriksson e Reilly Smith para Boston. O jovem de 22 anos não encontrou o seu espaço no plantel dos Bruins e, tendo sido a 2ª escolha do Draft de 2010, tinha potencial para liderar o ataque dos Stars.

Juntamente com Jamie Benn, Seguin formou uma das melhores duplas da época passada. Juntos fizeram 71 golos e 92 assistências. Seguin terminou no 4º lugar da lista dos melhores marcadores da NHL, com 84 pontos. Acima dele só ficaram os 3 nomeados para MVP da época regular: Sidney Crosby, Ryan Getzlaf e Claude Giroux. Seguin, Benn e um miúdo russo com muito potencial chamado Valeri Nichushkin, asseguram que os Stars têm estrelas suficientes para venderem muitas camisolas na próxima década.

Um só não chega

A época passada foi de relativo sucesso. Os Stars qualificaram-se para os Playoffs e obrigaram os favoritos Anaheim Ducks a irem ao Jogo 7. Claro que para Jim Nill isso não chega, e por isso partiu para o Draft à procura de melhorar ainda mais o seu plantel. Olhando para a Conferência Oeste, existe um corrida para reforçar a posição de Centro. Os Ducks adquiriram Ryan Kesler, os Blues contrataram Paul Stastny, e os Blackhawks reforçaram a 2ª linha com Brad Richards. Para não falar dos actuais campeões da Stanley Cup, Los Angeles Kings, que têm Anze Kopitar, Jeff Carter, Jarett Stoll e Mike Richards, quatro centros de grande nível.

Os Stars não quiseram ficar atrás e adquiriram o antigo capitão dos Ottawa Senators, Jason Spezza. Spezza é um jogador com grandes qualidades ofensivas. Tem grande criatividade e um excelente remate. Já os seus números defensivos têm piorado nos últimos anos. Ele já não consegue manter a posse do disco como fazia nos primeiros anos da sua carreira, mas a sua eficácia na zona ofensiva é suficiente para os Stars apostarem nele.

Defesa entregue aos jovens

Para além de Spezza, os Stars acertaram contrato com Ales Hemsky, também ele um ex-Senator, que deverá jogar ao lado de Seguin e Benn na 1ª linha do ataque. Com estas duas aquisições, os Stars melhoraram substancialmente o seu ataque, mas a defesa continua sem mexidas, quando à partida seria o sector mais necessitado de reforços.  Jim Nill disse que não deve fazer grandes alterações na defesa e que confia nos jovens que tem no clube.

O 1º par defensivo está definido. Alex Goligoski e Trevor Daley registaram uma melhoria substancial no fim da época passada e serão a principal aposta do treinador Lindy Ruff. Goligoski terminou a temporada com 9 pontos nos últimos 13 jogos. Brenden Dillon, Jordie Benn (irmão de Jamie Benn) e Kevin Connauton também devem fazer parte dos planos, depois de se terem afirmado esta época. O outro lugar disponível depende do que os Stars decidirem fazer com Sergei Gonchar. O russo ainda tem a capacidade para ajudar a equipa a partir do 3º par defensivo, e principalmente no powerplay, mas são $5 milhões de dólares que podem ser melhor utilizados noutro sítio.

Decisões ainda por tomar

Os Stars já não são uma equipa que poupa nos salários. A organização quer ganhar e está disposta a gastar dinheiro para que tal aconteça. Os Stars ainda têm $7 milhões de dólares em cap space, mas existem 3 jogadores importantes à espera de renovar: Cody Eakin, Antoine Roussel e Brenden Dillon. Eakin e Roussel formaram com Ryan Garbutt uma 3ª linha muito boa na época passada. Os Stars têm a vantagem na negociação uma vez que os 3 são restricted free agents, o que significa que só podem assinar contrato com os Stars.

O plantel tem centros a mais. A juntar a Seguin e Spezza, os Stars contam ainda com Cody Eakin, Shawn Horcoff, Rich Peverley e Vernon Fiddler. Peverley teve um episódio cardíaco durante um jogo e não se sabe ainda se vai puder continuar a competir. Shawn Horcoff não parece ter lugar nesta equipa e pode ser trocado, abrindo espaço para renovar aqueles jogadores que precisam de novo contrato. Outro jogador que pode estar de saída é Erik Cole. O ala chegou a ficar na bancada em 3 jogos durante os Playoffs e o seu contrato de $4.5 milhões é bastante pesado.

São apenas algumas soluções à disposição de Jim Nill. Até aqui ele tem feito um trabalho irrepreensível, mas encontrar espaço para renovar com 3 jogadores importantes vai ser um novo desafio para o GM dos Stars. Se ele conseguir safar-se desta, cuidado Conferência Oeste! There’s a new Sheriff in town!

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Leo is back!

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O finlandês que nasceu na Estónia, fala sueco e jogava na Rússia está de volta! Leo Komarov regressou aos Toronto Maple Leafs num contrato de 4 anos, no valor de $2.95 milhões de dólares por ano. Como fã dos Leafs e de Komarov, não podia estar mais contente. A equipa ainda tem grandes questões a resolver, mas pelo menos já tenho alguma coisa que me entusiasme para a próxima época.

Durante a sua época de estreia na NHL, Leo Komarov só marcou 9 pontos em 42 jogos, mas era utilizado num papel muito defensivo. Ele começou 37.6% dos seus turnos na zona defensiva, o 4º valor mais alto entre os avançados dos Leafs nessa época. Ele fazia aquilo que se pedia dele: acertava em tudo o que mexia. Komarov foi 5º na NHL em hits, com 176. No entanto, acabou a época apenas com 9 penalidades.

Komarov é aquele tipo de jogador que leva os adversários à loucura. Ele faz tudo para irritar, mas quando o adversário chega ao limite e quer lutar, não é nada com ele. O famoso incidente da mordidela entre o Grabovski e o Pacioretty começou com Komarov a tirar Brandon Prust do sério. Grabovski foi expulso. Pacioretty foi expulso. Prust foi expulso. Komarov? Nem 1 minuto de penalidade. Lindo.

$2.95 milhões é demasiado para um jogador com capacidades ofensivas limitadas, como é o caso do Komarov. Mas os Leafs perderam Raymond, Bolland, Kulemin e McClement. Se Komarov for utilizado na 3ª linha e na 1ª unidade de penalty kill, o preço já não parece assim tão exagerado. Agora se ele for usado na 4ª linha, sim, é estúpido.

Tirando aquilo que ele pode valer no gelo, eu sou fã do Leo pela sua personalidade provocadora. Na última época, Komarov jogou pelo Dynamo Moscow da KHL. O seu impacto foi tão grande que obrigou a equipa a criar uma regra com o seu nome. Quando chegou à Rússia, Leo orgulhosamente envergava merchandising dos Leafs para todo o lado, incluindo para os treinos do Dynamo.

Os responsáveis da equipa russa não ficaram muito satisfeitos com a situação e proibiram os seus jogadores de usar merchandising da NHL. Isto tinha resolvido o problema, se não estivéssemos a falar de um dos maiores provocadores do hockey actual. Resposta de Komarov: “Eu também joguei pelos Toronto Marlies…”

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Esta imagem não é de um treino dos Marlies. É da pré-época do Dynamo Moscow. E aquele não é Leo Komarov. Logo, Komarov não só começou a utilizar merchadising dos Marlies, como andou a distribui-lo pelo resto da equipa. Agora os jogadores do Dynamo Moscovo não podem usar merchadising de outras equipas que não seja o Dynamo Moscovo.

New York Islanders – O insucesso e a nova tentativa de reconstrução

 

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Potvin e Trottier, duas lendas da dinastia dos New York Islanders.

Pode custar a acreditar, mas os New York Islanders foram, em tempos, um dos franchises mais bem sucedidos da NHL: a maior dinastia de sempre (1980-85), com 5 finais da Stanley Cup e 4 Stanley Cups em apenas 5 anos, pertence a esta equipa. Os Islanders também detêm uma marca importantíssima na história do desporto profissional: um recorde máximo de 19 séries seguidas sem perder (!), também entre 1980 e 1985. Por esta altura, o futuro avizinhava-se brilhante e parecia que nada podia parar os rapazes de Long Island.

A verdade é que, num curto período de tempo, tudo mudou. É preciso remontar a 1993 para ver os Islanders vencerem uma série nos playoffs. Desde aí, o máximo que conseguiram foram umas míseras 6 qualificações em 20 épocas (não houve época em 2004-05) para os quartos de final da Eastern Conference. Apesar de todo o insucesso que persegue este franchise há mais de duas décadas e das múltiplas tentativas falhadas de uma reconstrução ‘com pés e cabeça’ do plantel, os Long Islanders não perdem a esperança.

Época 2014/2015 – os prós

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Jaroslav Halak, atuando pelos St. Louis Blues.

Para já, existem algumas coisas boas a retirar desta offseason. O GM Garth Snow fez, surpreendentemente e ao contrário do que tem mostrado ao longo dos últimos anos no cargo, bons negócios. As duas 1st round-picks a que teve direito este ano foram muito bem utilizadas: Michael dal Colle, o talentoso extremo-esquerdo que promete entrar na 1ª linha e jogar com Tavares e Okposo daqui a alguns anos, e Joshua Ho-Sang, o centro de 18 anos com um enorme potencial. Ho-Sang só não foi escolhido mais cedo no draft devido à polémica que se gerou em torno da sua personalidade problemática.

Para juntar ao draft bem-sucedido, um dos maiores problemas dos Islanders nos últimos tempos (o guarda-redes) aparentemente chegou ao fim, com a mais que provável saída do medíocre Evgeni Nabokov para a entrada de Jaroslav Halak. Halak, com uma SV% de 0.920 na época transacta, veio para os Isles em troca de uma 4th round-pick, o que acaba por ser um excelente negócio de Snow. Halak, alguns dias após a sua aquisição, assinou um novo contrato de 4 anos no valor de 18 milhões de dólares.

As contratações dos jovens defesas Loic Leduc e Ville Pokka também parecem ser bastante sensatas. O 1º, 4th round-pick do draft de 2012, ainda tem que evoluir bastante. Já o 2º, 2nd round-pick em 2012, fez uma excelente época na SM-liiga (principal liga finlandesa) e parece encontrar-se pronto para, pouco a pouco, ir ganhando minutos de jogo.

Época 2014/2015 – os contras

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Nassau Veterans Memorial Colliseum, em dia de jogo.

Mas, como seria de esperar de Snow, já cometeu erros: obteve Dan Boyle, um experiente defesa, por uma 5th round-pick (que passava a 4th, se Boyle assinasse um novo contrato). Até aqui, tudo bem… afinal de contas, um dos maiores problemas no plantel dos Isles era a falta de um defesa experiente. O problema é que, para além de não assinar um novo contrato para ficar em Long Island, decidiu transferir-se para os maiores rivais: os New York Rangers. Estas péssimas trocas começam a ser habituais para os adeptos, já que na última época Snow deu Matt Moulson, o até então jogador favorito dos fãs, mais uma 1st round-pick condicional e uma 2nd round-pick para adquirir a estrela austríaca Thomas Vanek, que acabou por não querer assinar um novo contrato com os Islanders.

Um dos maiores contras para a última época no Nassau Veterans Memorial Colliseum (mudança para o Barclays Center em 2015) é, por mais incrível que pareça, o presidente Charles Wang. Wang continua a não querer investir na equipa, obrigando Snow a trabalhar com poucos recursos. Um franchise como os New York Islanders tem que pagar bastante para atrair um jogador de calibre elevado, porque sejamos realistas: jogar em Long Island não é o sonho de nenhum grande jogador. Os Isles continuam a precisar de investir em defesas para o 1ª e 2ª par, mas Wang não se ‘chega à frente’. Isto faz com que Jack Capuano, o treinador principal, seja forçado a utilizar jogadores inexperientes ou em declínio na defesa. Sem uma boa defesa para toda a época, é complicado chegar longe.

A esperança

Apesar da gestão danosa e da incompetência à volta da equipa de Nova Iorque durante todos estes anos, os adeptos mantêm-se confiantes acerca do futuro. Muitos acreditam que em 2015, com a mudança para Brooklyn e com a possível venda da equipa por parte de Wang, os Islanders voltarão a ser uma presença assídua nos playoffs a médio prazo. Outros, mais esperançosos, acreditam que esta época será melhor que as anteriores e que chegarão longe nos playoffs, despedindo-se assim do seu ‘velhinho’ coliseu em grande. Este último cenário pode parecer pouco provável, mas afinal é disto que se trata ser um verdadeiro adepto, um verdadeiro aficionado, um verdadeiro Islander: ter sempre a esperança de que as coisas possam vir a melhorar e que, a longo prazo, a Stanley Cup possa voltar a passar pelas mãos dos jogadores de laranja e azul… por mais ‘negro’ que o cenário atual possa ser.

Texto da autoria de Tiago Teixeira.

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John Tavares e os seus colegas de equipa, celebrando um golo contra os Tampa Bay Lightning.

Sam Gagner foi um Lightning por poucas horas

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Não seria uma off-season da NHL sem rumores sobre Sam Gagner. Ontem, o centro de 24 anos foi finalmente trocado para os Tampa Bay Lightning, em troca de Teddy Purcell. Esta troca veio dois dias antes da activação do no-trade clause que existe no contrato de Gagner.

A aquisição de Sam Gagner não fazia sentido no plantel dos Lightning. A equipa da Florida está bem apetrechada na posição de centro, com Steven Stamkos, Valtteri Filppula e Tyler Johnson. Alguns analistas avançaram a hipótese de Gagner passar a jogar numa ala, mas a ideia de Steve Yzerman era outra. Passadas poucas horas, Gagner foi trocado novamente, desta vez para os Phoenix Coyotes juntamente com B.J. Crombeen, em troca de uma 6ª ronda no Draft de 2015.

Não é a primeira vez que Yzerman faz este tipo de movimentações. Em 2012, fez o mesmo com Kyle Quincey. Yzerman não se ficou por aqui e ainda enviou Nate Thompson para os Anaheim Ducks, em troca de uma 4ª e um 7ª ronda no Draft de 2015. Com estas trocas, os Lightning aliviaram mais de $7 milhões de dólares na folha salarial, receberam 3 escolhas no Draft e ainda abriram espaço no plantel para os jovens jogadores que têm no sistema.

Para os Oilers, a troca faz menos sentido. Apesar dos constantes rumores, os Oilers não obtiveram aquilo que precisavam. Teddy Purcell é um bom jogador, mas, que eu saiba, ainda não joga à defesa. Com a saída de Gagner, os Oilers ficam sem centro para a 2ª linha. A menos que estejam a pensar colocar Leon Draisaitl já na equipa principal, deverão ter que recorrer à free agency para tapar este buraco.

Primeira ronda do Draft da NHL recheada de motivos de interesse

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A primeira ronda do Draft da NHL realizou-se ontem e não foi parca em acontecimentos que merecem discussão. Apesar do ponto alto da noite ser a realização de um sonho para 30 miúdos de 18 anos, que sacrificaram muito para poderem estar ali, o Draft é sempre um dia de especulação sobre o futuro das equipas. Este ano não nos pudemos queixar. Tivemos duas trocas importantes e muitos motivos de conversa.

Ryan Kesler muda-se para Anaheim

A acção começou ainda antes do Draft. Os Anaheim Ducks adquiriram Ryan Kesler aos Vancouver Canucks, em troca de Nick Bonino, Lucas Sbisa e a 24ª escolha no Draft. Os Ducks são sempre uma equipa forte todos os anos, impulsionados pela dupla Ryan Getzlaf/Corey Perry, mas falta-lhes qualquer coisa para entrarem na lista exclusiva de candidatos à Stanley Cup. Um dos problemas dos Ducks tem sido a dependência da 1ª linha e a falta de um centro de 2ª linha. Com Kesler, esse problema fica resolvido, e ainda permite retirar algumas responsabilidades defensivas a Getzlaf.

Os Canucks têm um novo GM e uma nova atitude. Jim Benning não perdeu tempo em mexer na equipa. Depois de trocar Kesler, também se livrou do contrato pesado de Jason Garrison para os Tampa Bay Lightning. Com estas duas trocas, os Canucks libertaram muito espaço salarial e espera-se que sejam uma das equipas mais movimentadas na free agency.

O Público de Filadélfia

Os adeptos de Filadélfia são dos mais aguerridos da NHL. Quando toca a defender os seus Flyers, ninguém escapa. Quem não podia sair de Filadélfia sem uma boa assobiadela era Gary Bettman. O comissário da liga é desprezado na grande maioria das cidades que acolhem as equipas da NHL, mas os adeptos dos Flyers têm-lhe um ódio especial. Mal Gary Bettman subiu ao palco para dar início ao Draft, começaram os assobios. O comissário não se mostrou incomodado, tentou brincar com a situação, perguntando se aquela não era a Cidade do Amor Fraternal, mas nada conseguiu parar os adeptos mais fervorosos.

Os apupos não se limitaram a Bettman. Na leitura da ordem do Draft, o público brindou todas as equipas, à excepção dos Flyers claro, com um apropriado “YOU SUCK”. Quando os Pittsburgh Penguins, rivais do estado da Pensilvânia, subiram ao palco para fazerem a sua escolha, a assobiadela ainda foi mais forte do que a de Bettman. É chato para os miúdos, serem assobiados num dia de festa. Mas este é o espírito dos fãs da NHL, os mais apaixonados de todos os desportos. Assim sempre se vão habituando ao ambiente do Wells Fargo Center.

Aaron Ekbald acabou mesmo por ser o 1º

Em muitas das listas, Ekblad aparecia como o melhor jogador deste Draft. Um defesa grande, com um slapshot temível e que, segundo a grande maioria dos olheiros, está pronto para a NHL. Os Florida Panthers tinham a 1ª escolha e chegaram a tentar trocá-la, mas as propostas acabaram por não serem suficientes para convencer Dale Tallon. O GM dos Panthers entrou no espírito da coisa e fez uma pausa para efeitos de suspense, antes de finalmente dizer o nome de Ekblad.

Leon Draisaitl fez história

Ao ser escolhido pelos Edmonton Oilers na 3ª posição, Leon Draisaitl tornou-se no alemão a ser seleccionado mais cedo num Draft da NHL, ultrapassando Marcel Goc que tinha sido o 20º jogador escolhido no Draft de 2001. Conhecido na Alemanha pela alcunha “The German Gretzky”, Draisaitl vê a sua entrada na NHL como uma oportunidade de fazer crescer o hockey no seu país.

Penguins despacham James Neal

Os Penguins mudaram toda a orientação da equipa. Jim Rutherford é o novo GM e quis deixar já a sua marca. Resta saber se foi pelo melhor. Os Penguins enviaram James Neal para os Nashville Predators, em troca de Patric Hornqvist e Nick Spaling. A verdade é que não se percebe muito bem o que é que os Pens ganham com esta troca. James Neal é um dos bons goleadores que há na NHL. Ele marcou 40 golos em 2010/11, ao lado de Evgeni Malkin. Vamos ver como é que os Penguins substituem esses golos.

Hornqvist também é capaz de marcar, mas não tem o remate de Neal. É um jogador que gosta de ir para a frente da baliza e encostar. Nick Spaling é jovem e polivalente. Pode ajudar a resolver o problema da profundidade das linhas secundárias dos Pens. No entanto, nenhum deles tem a qualidade de Neal e, em termos de salary cap, os Penguins ficam praticamente na mesma.

Islanders sobem no Draft para escolher jogador problemático

Os Islanders trocaram para puderem escolher Josh Ho-Sang, jogador que tinha dado muito que falar. Ho-Sang era um dos avançados mais talentosos à partida para o Draft, mas caiu nas listas devido à sua atitude arrogante. Isso levou a questões sobre a sua personalidade e capacidade de se integrar numa equipa, o que não impediu os Islanders de arriscar. Quando inquirido sobre a polémica à volta de Ho-Sang, o GM dos Islanders Garth Snow respondeu à letra.

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Aaron Ekblad lidera o Top-10 do Draft de 2014

Hoje é o dia em que os fãs da NHL podem projectar o futuro da sua equipa. São muitos os jovens que anseiam pela sua entrada na melhor liga de hóquei no gelo do Mundo, e alguns deles vão mudar o destino da equipa que os escolher. O Draft é dia também de trocas e especulação, mas nunca devemos perder de vista o mais importante. Este é um dia de festa para 210 jovens jogadores, o dia em que finalmente vão realizar o seu sonho. O sonho que perseguem desde a infância e que a tantos sacrifício obrigou.

Fique a conhecer os jogadores mais bem colocados para serem os primeiros a subirem ao palco.

1 – Aaron Ekblad, Defesa, Barrie Colts (OHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 58
Golos: 23
Assistências: 30
Pontos: 53

Ekblad foi o primeiro defesa a quem foi concedido o carácter de “jogador excepcional”, que lhe permitiu entrar para a OHL antes de atingir a idade mínima. John Tavares foi o primeiro jogador a quem foi concedido este estatuto especial. Considerado por muito olheiros como o melhor jogador deste Draft, Ekblad tem a capacidade de influenciar o jogo em todas as suas fases. Bom patinador, excelente técnica para um jogador com 1.93m e um slapshot que aterroriza os guarda-redes adversários. Ao contrário do costuma acontecer com os defesas, Ekblad tem tudo para competir na NHL já na próxima época.

Comparação: Shea Weber

2 – Sam Reinhart, Centro, Kootenay Ice (WHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 60
Golos: 36
Assistências: 69
Pontos: 105

Ninguém ficaria surpreso de ver Sam Reinhart ser escolhido em 1º. Reinhart tem tudo aquilo que se pode pedir a um centro. Joga bem na sua zona, é muito inteligente com o disco e tem um instinto ofensivo apurado. Ele acerta na baliza de qualquer ângulo, mas é a sua capacidade de assistir os companheiros que aguça o interesse dos olheiros. Com passe e visão de jogo, Reinhart consegue ditar a velocidade do jogo a seu belo prazer.

Comparação: Patrick Marleau

3 – Sam Bennett, Centro, Kingston Frontenacs (OHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 57
Golos: 36
Assistências: 55
Pontos: 91

Apesar de todo o seu potencial, um episódio caricato no Draft Combine moldou a percepção que se tem deste jogador. No Combine, Bennet só conseguiu fazer uma puxada na barra fixa, o que deixou na cabeça dos olheiros algumas dúvidas quanto à sua capacidade física. Mas a força não é a arma de Bennett. É a velocidade. Velocidade de patinagem, mas mais importante, velocidade de pensamento. Muito bom na sua zona, Bennett tem tudo para ser um centro completo, capaz de jogar em qualquer top-6 da liga.

Comparação: Paul Stasny

4 – Leon Draisaitl, Centro, Prince Albert Raiders (WHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 64
Golos: 38
Assistências: 67
Pontos: 105

Draisaitl é um jogador forte, eficaz na zona defensiva e ofensiva. Apesar de todas as capacidades ofensivas, é o seu jogo defensivo que espanta os olheiros. Para além de ser uma combinação rara de técnica e força, Draisaitl têm uma intensidade a proteger o disco que já lhe valeu comparações com Jaromir Jagr. A patinagem é um problema, mas algo que pode ser resolvido quando chegar à NHL. Draisaitl tem tudo para ser o primeiro alemão a ser escolhido no Top-5 do Draft.

Comparação: Ryan O’Reilly

5 – Michael Dal Colle, Ala Esquerdo, Oshawa Generals (OHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 67
Golos: 39
Assistências: 56
Pontos: 95

Em duas épocas na OHL, Dal Colle registou 143 pontos. Ele tem técnica e velocidade para bater qualquer defesa, mas também é capaz de atacar a baliza e marcar aqueles golos feios. Tem um remate colocadíssimo e forte, com um release quase imediato. Tudo o que é preciso para se ser um sniper na NHL. Talvez ainda lhe falte algum tamanho e força, mas não é difícil perceber que ele será um dos melhores goleadores da NHL nos próximos anos.

Comparação: Patrick Kane

6 – Nick Ritchie, Ala Esquerdo, Peterborough Pete’s (OHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 61
Golos: 39
Assistências: 35
Pontos: 74

Há uma expressão muito utilizada pelos olheiros para descrever Nick Ritchie: he looks like a man among boys. Ele já tem a estampa fisíca para jogar na NHL, aliada a uma velocidade de patinagem acima da média, para um jogador com 1.90m e e 104 Kg. A inconsistência na última época roubou-lhe a possibilidade de alcançar os primeiros lugares desta lista. mas é difícl encontrar neste Draft a combinação de força, velocidade e explosividade que Ritchie exibe. O seu jogo físico é obviamente excelente, podendo ser uma força imparável no forecheck, mas precisa de melhorar na zona defensiva e tem a tendência de desaparecer durante grandes períodos do jogo.

Comparação: Jamie Benn

7 – Jake Virtanen, Ala Esquerdo, Calgary Hitmen (WHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 71
Golos: 45
Assistências: 26
Pontos: 71

Jake Virtanen tem um dos melhores remates deste Draft, para além de ser também um dos melhores patinadores. Esta combinação torna muito provável a sua escolha nos primeiros 10. Virtanen teve um época extraordinária este ano pelos Calgary Hitmen, onde marcou 45 golos, 32 dos quais em 5-contra-5, mais do que qualquer outro jogador naquela liga. A única preocupação em relação a Virtanen é que os seus golos sejam inflacionados por ter jogado ao lado de jogadores mais velhos, um passo acima no desenvolvimento. Mesmo com tantos golos, Virtanen foi apenas o 3º melhor marcador da equipa.

Comparação: Blake Wheeler

8 – Haydn Fleury, Defesa, Red Deer Rebels

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 70
Golos: 8
Assistências: 38
Pontos: 46

Haydn Fleury é sem dúvida o 2º melhor defesa disponível neste Draft. Excelente patinador, Fleury usa muitas vezes o seu trabalho de pés para resolver as situações mais complicadas. Essa capacidade permite-lhe ser um jogador calmo quando pressionado pelos adversários, algo muito importante numa NHL onde cada vez mais se faz um forecheck intenso. Está a alguma distância do talento de Aaron Ekblad, mas o fosso entre Fleury e o próximo defesa deste Draft ainda é maior.

Comparação: Dan Hamhuis

9 – William Nylander, Centro, Sodertaje SK (Suécia)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 57
Golos: 16
Assistências: 18
Pontos: 34

Nylander tem todas as armas que um playmaker precisa para ter impacto na NHL, mas a sua principal característica é o controlo do disco. Nylander é um dos jogador mais habilidosos deste Draft. Mais do que a técnica, é a paciência que demonstra com o disco. Juntando isso à sua visão de jogo, Nylander pode-se tornar num excelente centro, ideal para criar jogadas de perigo para ele próprio e para os seus colegas de equipa.

Comparação: Martin St. Louis

10 – Nikolaj Ehlers, Ala Esquerdo, Halifax Mooseheads (QMJHL)

Estatísticas de 2013/14
Jogos: 63
Golos: 49
Assistências: 55
Pontos: 104

Antes de se mudar para o Canadá, Ehlers jogou no EHC Biel da liga suíça na época de 2012/13, contra jogadores muito mais experientes e deu-se bem. Durante o lockout, o dinamarquês teve a oportunidade de jogar ao lado de grandes estrelas da NHL, como Tyler Seguin e Patrick Kane. Quando chegou à QMJHL, explodiu com 104 pontos em 63 jogos, vencendo o prémio de rookie do ano da CHL. Ele é o pacote completo. Rápido, boa técnica, criatividade e intensidade. Não é muito grande, mas consegue impor o seu jogo sobre qualquer adversário.

Comparação: Zach Parise

 

Categories: Draft

Marian Gaborik renovam com os Kings para os próximos 7 anos

Junho 25, 2014 2 comentários

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Os Los Angeles Kings garantiram a permanência de Marian Gaborik no seu plantel, com um contrato de $4.87 milhões de dólares por ano, durante os próximos 7 anos. O melhor marcador dos Playoffs passa assim a ser o 5º jogador mais bem pago dos actuais campeões da Stanley Cup.

Gaborik queria continuar em LA e os Kings queriam continuar a contar com Gaborik. O avançado eslovaco poderia ganhar muito mais no mercado livre, mas o desejo de ficar falou mais alto. Mais um grande negócio para os Kings e, mais particularmente, para Dean Lombardi. Esta equipa vai continuar a ser candidata à Stanley Cup durante muitos anos, pelo menos se continuar a ser gerida com esta precisão.

Com Gaborik, os Kings têm uma profundidade de linhas quase impossível de contestar. Até as melhores equipas do Oeste, que têm as melhores defesas da NHL, têm muitas dificuldades para anular todas as linhas dos Kings. Se não é Kopitar e Gaborik, é Carter. Se não é Carter, é Justin Williams.

Este é um contrato perfeito para equipa e jogador, sem envolver demasiado risco, nem demasiado dinheiro. Os Kings sabem com o que podem contar. Gaborik também.

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